Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 16/01/2013

Quebra de paradigma

É boa, ao menos no papel, a ideia do Atlético deixar o time Sub-23 no Paranaense e se dedicar a uma pré-temporada maior – incluindo aí uma excursão à Espanha, para um torneio com equipes do Leste Europeu, entre elas o tradicional Dínamo de Kiev, daUcrânia, e o novo-rico Rubin Kazan, da Rússia. Tenho transmitido jogos do Russo e do Ucraniano e são times de nível médio no futebol europeu. O Dínamo chegou a jogar a Champions League nesta temporada e ambos agora estão na Liga Europa. Mas, mais que isso, é a chance de ficar 40 dias se preparando para um calendário inchado. Vale a tentativa. Se na prática funcionará, são outros quinhentos. Até porque a quebra de paradigma inclui a resistência (acompanhada da ignorância) de alguns sobre a ideia, os resultados em campo – que não se negue que derrotas do S23 no Estadual podem pressionar o clube – e a constatação prática de que o elenco principal, ainda sem grandes reforços (apenas o meia-atacante Maranhão) possa ter conquistas em 2013 apenas por uma pré-temporada bem feita.

Similar, não igual

No quesito reforços, não há dúvida: o Coritiba é o melhor time do Paraná nesse momento. Segue estratégia similar a do Atlético, ao avisar que iniciará o Paranaense com uma equipe reserva – ao contrário do rival, o Coxa não assume uma postura de time B, embora o seja. Similar não é igual: entrará antes no Paranaense e, principalmente, buscou peças de ótimo nível para um elenco razoável, que, com poucas mudanças nos últimos anos, fez história dentro e fora do Estado. Reina absoluto há três temporadas no Paraná e, não nos esqueçamos, é o atual bi-vice-campeão da Copa do Brasil. Para 2013, com Botinelli, Deivid e principalmente Alex, a expectativa é que o gostinho de “quase” se torne doce. O clube não esconde que a meta é um título nacional. Depois de duas na trave, ficou mais difícil, com os clubes da Libertadores retornando à Copa do Brasil. Em casa está mais fácil. Olhando o cenário atual, parece que o Coxa vai passear no Paranaense, que começa no final de semana.

Magia de volta

Lógico, não será bem assim. Quando a bola rolar, os favoritismos desaparecem até que os prognósticos se consolidem em resultados. Que não se despreze a volta do Paraná, talvez o clube que mais se importe com a conquista. A aposta tricolor é boa: manteve uma base e reforçou pontualmente. São jogadores rodados, como o atacante Reinaldo e o goleiro Marcos – este, ídolo da casa – que podem fazer a diferença num turno com o Coritiba a meio mastro e um Atlético ‘verde’ em campo. Sobre os jovens atleticanos, ressalte-se: o clube não abandona o campeonato, apenas adota nova estratégia. A força do Londrina, que monta elenco competitivo, com salários em dia, e tem camisa, o caldeirão do Operário em Ponta Grossa e os organizados Arapongas e Cianorte correm por fora. O Paranaense está sim inchado. Precisa ser dinamizado, precisa ser rentável. No Nordeste, os clubes se uniram e resgataram a Copa regional, que dará vaga na Copa Sulamericana. No Sul, cochilo e calendário inchado. Mas, ainda assim, quando a primeira bola balançar a rede do adversário, pode estar certo: tudo que se discute fora de campo dará lugar a um sorriso franco do torcedor. É a magia do futebol de volta: rivalidade, emoção, expectativa lá em cima. E ninguém quer perder, pode apostar nisso.

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