JEC mistura religião e futebol – e se dá bem

Padre Jean Pettre faz mais um: estava iluminado

O vice-líder da Série B do Brasileirão não quis saber de medir forças com grandes equipes na intertemporada obrigatória pela Copa das Confederações. Em meio a tanta discussão sobre política e futebol, o Joinville fechou o tripé da polêmica no Brasil ao chamar a religião para dentro de campo. Por uma boa causa, diga-se.

Com elenco e uniforme titular e mais de 15 mil pessoas nas arquibancadas da Arena Joinville, o JEC – como é carinhosamente chamado pelos torcedores – enfrentou e venceu o time dos Padres da Diocese de Joinville. A renda toda será convertida para a casa Madre Teresa, uma iniciativa social dos católicos que pretende servir a 200 mil pessoas carentes na região, com abrigo, assistencia religiosa e até uma espécie de asilo para sacerdotes idosos.

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O placar até Deus duvida: 15 a 5 para o JEC. Se pensarmos que o Taiti fez apenas um gol na Copa das Confederações, o time da Diocese foi muito bem. Em especial o padre Jean Pettre, autor de quatro – 4!! – gols. Número que os seis adversários do JEC na Série B até aqui conseguiram apenas igualar.

Foi, na verdade, uma grande festa. Teve gol impedido (pecado!), gol do artilheiro Lima (divino!) e até do goleiro Ivan (aquele que dedurou Neymar no Barça) e nada de violência: só festa (graças a Deus!). Até o técnico Arturzinho jogou. Quem sofreu, mas não foi crucificado, foi o goleiro da Diocese. Os 15 gols marcados já empolgavam menos a torcida tricolor que os marcados pelos padres – que, afinal, também são filhos de Deus e ganharam a simpatia do público.

Ao final da festa, de alma lavada, padres e jogadores confraternizaram. E o JEC ganhou a benção dos católicos para brigar pelo acesso à elite brasileira.

Veja os gols:

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