Rápidas e precisas

Nike e Coritiba

O Coxa não confirmará antes de 01/01/2012 a parceria com a Nike, nova fornecedora de material esportivo do clube; mas já está tudo acertado. Nessa semana, dois diretores do Coritiba estiveram em São Paulo aprovando o modelo da camisa. Pela descrição que ouvi, “está bela e simples”. Sigo tentando imagens da mesma.

Há uma multa pesada com a Lotto caso o Coritiba se manifeste oficialmente sobre o assunto. Então tudo que se ouvirá oficialmente até o prazo previsto é: “estamos em negociação”. Mas tenho de fonte segura que quem vestirá o Coritiba em 2012 é a Nike.

Em tempo: a Umbro, patrocinadora do Atlético, também é do grupo Nike. Mas, por ora, não há movimento no sentido de deixar a dupla com a mesma marca na camisa.

Morro García

Com doping positivo para cocaína, o atacante mais caro da história do futebol paranaense está suspenso por dois anos de qualquer competição uruguaia. No Brasil, ele pode atuar normalmente – a não ser que a Fifa resolva intervir. Fato é que o Atlético está livre de qualquer responsabilidade sobre o caso – por ora. Afinal, ele pode estar em algum teste feito no país também. O clube ainda não foi informado de nada.

Mesmo assim, o Atlético estuda algumas hipóteses sobre como proceder. Entre elas está até uma possível devolução do jogador ao Nacional. Isso depende da possibilidade jurídica e, claro, seria uma dura negociação. A mecânica explicada na época da contratação de García pelo então diretor Alfredo Ibiapina reza que o contrato ainda é do Nacional e que o Atlético paga prestações por El Morro.

O artifício impede que ele faça algo como o que fez Ariel; se fosse vendido por bom desempenho no Brasileirão, o Atlético teria prioridade no recebimento. Nesse caso, ainda não se sabe como o clube agirá.

Premiação

O Atlético acertou uma premiação por vitórias seguidas ao grupo de jogadores na reta final do Brasileirão. Três resultados positivos em sequência podem render até 150 mil reais ao grupo de jogadores, a ser partilhado.

Bafômetro

Trinta e seis latinhas de cerveja são coisa para qualquer fígado, imagine então o do pequenino Madson. O Atlético nega, mas no CT do Caju corre a informação de que o botequeiro solidário a Madson era o lateral-direito Edilson, que não atuou contra o Vasco por estar “com dores no joelho”.

Bill

O Coritiba não ficará com Bill para 2012. A informação nem causa tanto impacto assim, já que o Coxa já garantiu o retorno de Marcel ao time. Mas o artilheiro do time no Brasileiro será devolvido ao Corinthians, segundo um conselheiro, “porque aproveita mais o potencial que tem na noite em Curitiba”.

Copa das Confederações e Fan Fest

Ganha corpo a participação de Curitiba na Copa das Confederações 2013; Porto Alegre está fora da competição, bem como o Rio de Janeiro. A Fifa oficializará as cidades-sede e as datas até o final do ano. As sedes precisam ser necessariamente as mesmas da Copa 2014, pois se trata de uma competição teste. Belém, confirmada na Copa América 2015 há poucos dias, está fora, por exemplo.

Já no dia 31 deste mês a Fifa virá a Curitiba inspecionar e aprovar os três locais das Fan Fests que se realizam durante o Mundial. Jardim Botânico, Parque Barigui e Pedreira Paulo Leminski são os locais escolhidos.

Plano de sócios

Na próxima semana, o Coxa lançará um novo plano de sócios, contemplando uma modalidade a R$ 9,90 para quem não pode ir ao estádio, mas quer ajudar o clube. A diretoria deve confirmar detalhes até segunda-feira.

Feita para Brasil e Argentina. Especialmente Argentina.

Messi: a Copa América é pra ele; avisem o Neymar.

Rebaixamento do River Plate; crise financeira e política; dezoito anos sem ganhar título importante; o melhor jogador do Mundo tentando ser ídolo em casa. É… a Copa América 2011 foi feita para a Argentina. E para o Brasil ser o coadjuvante dela.

Dê uma olhada na tabela aqui. Note que, prevendo alguma dificuldade, os cruzamentos colocam até mesmo os segundos colocados dos Grupos A e B em chave distintas dos primeiros. Se Brasil ou Argentina tropeçarem no caminho, ainda assim, só se verão na decisão – salvo se um deles se classificar muito mal, como segundo ou terceiro melhor terceiro colocado no geral.

Eles querem a decisão conosco, no Monumental de Nuñez, casa cheia, brilho de Messi e título argentino. Do lado de cá, três grandes esperanças: Neymar, que realmente começa a trilhar a estrada de Pelé; Ganso, um craque acima da média (porque não um novo Zico?); e Lucas, outro cracasso, que poderia nos remeter a Rivellino. Não é um time qualquer, se Mano Menezes acertar a máquina.

E nós, paranaenses, temos ainda dois orgulhos: Adriano e Jadson. Eu vi os dois começarem na dupla Atletiba e viverem grandes momentos por aqui. Um é esse aqui de baixo: a primeira convocação de Adriano, ainda no Coxa. A reportagem é e um dos homens mais bonitos que eu conheço:

Adriano demorou, mas chegou ao Barcelona. É orgulho coxa-branca, craque curitibano que pra quem não sabe, começou no futsal do Paraná Clube – mas um da escolinha tricolor.

O outro é um dos gênios que vi de perto, no melhor Atlético de todos os tempos (pra mim, obviamente) que, para tristeza dos rubro-negros, não foi campeão. Mas provou que grandes times (como a Seleção 82) não vivem só de títulos. Jadson foi genial com a 10 atleticana e é idolatrado também no Shakthar Donetsk. Os lances a seguir explicam o porquê:

Imagino a saudade atleticana ao ver o vídeo acima. Enfim. Hoje ambos estarão lado a lado, pela amarelinha.Hoje não: domingo, contra a Venezuela -começando no banco, diga-se.

Muitos ainda me lembrarão que Alexandre Pato também é paranaense. Mas a única referência dele no nosso futebol é a foto abaixo, ainda criança. Para nosso azar, que só vimos ele brilhar a distância, no Inter-RS.

 

Nada tão diferente

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TNoticias, principal canal argentino: tem eleição, mas só se fala no River

Puerto Iguazu, Argentina – O drama do River Plate, derrotado por 0-2 pelo Belgrano no jogo de ida da repescagem do Campeonato Argentino, é destaque nacional, bem mais que as eleições municipais e estaduais que o país vizinho vive também no domingo.
A partida aconteceria hoje, 15h, mas ficou para amanhã por conta dos problemas aéreos causados pelo vulcão chileno. O país para pelo River; o Belgrano é tratado como se fosse um time… brasileiro. Já vimos isso entre Corinthians e Goiás, recordam?
Outra semelhança veio da política. No primeiro jogo, em Belgrano, a torcida do River invadiu o campo no final do jogo. Cogitou-se realizar se a partida em Buenos Aires com portões fechados, mas a presidente Cristina Kirchner intercedeu, garantindo 3 mil homens da polícia no campo (em dia de eleições) para a segurança. O dobro do normal nos superclássicos entre Boca-River.
A justificativa? O país não pode dar um recibo de incompetência em seguança às vésperas da Copa América. Mas é claro que ajudar o River a reverter o resultado (um 2-0 basta, pelo regulamento) pesa.
A imprensa até tenta manter-se imparcial – mais do que os brasileiros no episódio acima citado – mas é dificil comparar o peso das equipes. Apenas pelo lado boquense é que se vêem cobranças políticas. E, claro, provocações como esta:

http://mobile.ole.com.ar/noticias/?id_news=211&portada=1

Em campo, pode dar tudo. Mas acho difícil a pressão não afetar o Belgrano. Obviamente, sou mais o time “brasileiro” nessa.