Por que os brasileiros torceram contra a Espanha

Isabella é uma das minhas grandes amigas – uma das mulheres mais bonitas que conheço. Aquela beleza bem brasileira: pela morena, cabelos cacheados, corpo cheio de curvas. Foi minha caloura na faculdade e, depois de um tempo, resolveu tentar a sorte em Madri. Já se vão alguns bons anos. Lá, conheceu Albert, um andaluz (se apresenta assim mais que espanhol) torcedor do Bétis, gente fina. Desse amor nasceu Théo, recentemente. Albert sabe que os brasileiros não são “monos” – ou macacos.

Juan é pai de um grande amigo, Daniel – e outros dois filhos, Carla e André – frutos de um relacionamento com Íria, uma brasileira. Juan deixou Madri ainda criança, fugindo da Guerra Civil Espanhola. Refugiou-se em Curitiba. Torcedor do Atlético de Madri, tem bandeiras espanholas pela casa e se emocionou quando, em uma das minhas andanças pelo Mundo, ganhou de presente um singelo chaveirinho dos Colchoneros. Juan tem coração espanhol, mas mais tempo de Brasil que de Espanha na vida. E sabe que os brasileiros não são macacos.

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Generalizar é errado. Foi o que dois ou três fizeram via Twitter, sentados confortavelmente em suas poltronas na Espanha, para ofender os brasileiros. Uma leitura que denota, de fato, que a educação espanhola vai de mal a pior, pois esboça uma visão de gente de certo poderio financeiro. Pessoas que nutrem preconceito pelo que não conhecem – e desconhecem muito, pois um dos ilustres desconhecidos sequer sabe que por aqui se fala português, lingua irmã e vizinha dos espanhóis. Mas isso não é geral: em todo planeta temos os bons e os maus. Não seria diferente por lá. A agressão – que ganhou repercussão exagerada no Brasil – tentava explicar “porque os brasileiros estavam torcendo contra a Espanha”. “Inveja”, “medo” e outras explicações tão vazias quanto o congresso em véspera de feriado.

Manchete do Ás: Brasil com medo da Espanha?

Muito disso partiu, vejam só, dos colegas de imprensa de lá. Imprensa que acusa a imprensa brasileira de plantar notícias para desestabilizar a Fúria – ou La Roja, como dizem por lá. Será? Será que as notícias das confusões nos hotéis em Recife e Fortaleza são invencionices baratas para mexer com o ambiente espanhol? Se sim, vale dizer: partiram de lá mesmo:

Manchete do Mundo Deportivo: primeiro jornal a noticiar a confusão

Foi no “Mundo Deportivo”, de Barcelona, que saiu a informação do “roubo” de mil euros. A assessoria de imprensa do hotel emitiu nota logo em seguida, negando o fato. A Espanha não prestou queixa na delegacia, abrindo mão do direito de investigação. Talvez as contas feitas apontaram que mil euros, cerca de 1% do salário da imensa maioria dos jogadores, não compensava o desgaste de confrontar o hotel e, quem sabe, revelar o que houve naquele dia. Em Fortaleza, prevendo confusão igual, o outro hotel que abrigou a Fúria logo proibiu a entrada de qualquer visitante que não estivesse autorizado. Informação apurada pela equipe do Terra Brasil, que sabe que esse assunto tem impacto na imagem do País no exterior, o que justifica a pauta. Caso abafado novamente. Menos pela imprensa espanhola, que confronta a brasileira, querendo dar aula de jornalismo.

Não tem muita moral para isso. Talvez estejam medindo os colegas brasileiros pela única régua que tem. Os jornais espanhóis são extremamente partidários. Jogam junto – como Felipão gostaria de ver aqui: o Marca é Real Madrid, o Mundo Deportivo é Barcelona. É da cultura deles, separatista e bairrista. Temos coisas parecidas aqui, mas não com a mesma intensidade. Curiosamente, enquanto os espanhóis cobram a imprensa brasileira por ser partidarista, Felipão cobra por não ser. Vá entender.

E porque, afinal, os brasileiros torceram contra a Espanha? Primeiro que isso é uma meia-verdade: 9 entre 10 brasileiros queriam o confronto com a Fúria. O Brasil precisa ser testado. Não disputa eliminatórias, o que o derrubou no ranking da Fifa. Sobre a Itália, foram dois confrontos recentes. Era melhor pegar um adversário diferente. O que aconteceu no Castelão foi o mais básico do futebol: o público abraçou o “mais fraco”. A Itália, segunda maior campeã mundial, levou 4-0 da Espanha na Euro, não tinha Balotelli, estava jogando no limite. E quase passou. Itália que, diga-se, é uma das grandes rivais do Brasil: duas finais de Copa, eliminação em 1982 e uma larga história de confrontos.

A Espanha não. A Fúria merece todo o respeito pelo time que tem, mas é um “novo rico” no futebol mundial. Acabou com sua imagem de fracassos apenas em 2008. De lá pra cá vem impressionando, mas também não enfrentou o Brasil nestes anos todos. Desde 1999 os times não jogam entre si – o Brasil não era penta e a Espanha sequer tinha ganho seu único mundial. Aliás, aí vem uma nova distorção no que se lê na Espanha: o Brasil, pentacampeão do Mundo, berço de talentos que vivem enebriando os espanhóis, de Evaristo a Neymar, teria medo de enfrentar a Fúria em casa? Acho improvável.

Sequer a comparação com o Maracanazzo do Uruguai cabe. O grande trauma brasileiro naquele ano foi tomar a virada após comemorar no vestiário, o que qualquer livro de história conta – é só estudar. Foi uma queda do salto. Mas foi também o impulso para que o Brasil passasse a levar a sério, como em 1958, 62, 70, 94 e 2002. Perder a decisão no domingo não mudará nada para o Brasil. Todos sabem que o time está em formação.

Mas, e a Espanha? Se perder, após a acachapante derrota do Barcelona para o Bayern de Munique, terá sua escola de futebol colocada em xeque. Perderá para um time em formação. Perderá um título que não tem. E terá que explicar muita coisa que está em aberto. A Espanha sim, tem o que perder no domingo. Dia em que, com todas as letras, o Brasil torcerá sim contra a Espanha: com a camisa mais vitoriosa do futebol ao lado dos brasileiros.

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Uruguai aposta em “1950 eterno” para surpreender Brasil

por Leonardo Bessa*

Monumento aos campeões de 50 em Montevidéu: feito eterno (Foto: divulgação)

O ano de 1950 é eterno para os uruguaios. Seja qual for o resultado deste novo confronto com o Brasil, nada mudará o feito. Mas alguns detalhes que reforçam a mística Celeste para a semifinal nesta quarta. No último grande torneio oficial disputado em terras brasileiras o Uruguai teve uma vitória como a de ontem, por 8-0. Foi contra a Bolívia. Depois, na final, todos sabem o resultado. Em 2001, na última vitória Celeste sobre o Brasil, o treinador verde-amarelo era… Luiz Felipe Scolari.

Magallanes marcou de pênalti na vitória por 1×0 no estádio Centenário. Além disso, outras vitórias marcantes aconteceram em 1980, na final do Mundialito, e em 1995, na final da Copa América, nos pênaltis. Apesar da recente má fase o Uruguai é o atual quarto colocado da Copa do Mundo e campeão da América, em 2011, batendo a dona-da-casa Argentina na semifinal e o Paraguai na decisão. É por essas e outras que acredito que a mística da Celeste vai reaparecer quarta-feira, no Mineirão. Minerazzo à vista?

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Se o maestro Oscar Tabárez, treinador da Celeste, pensa mesmo em vencer o Brasil, a parte tática precisa ser perfeita.Vamos aos fatos. Ele não vai tirar Diego Lugano do time. Apesar da pésssima fase, o capitão ainda tem muito prestígio com o chefe e os colegas, por tudo o que já fez pela seleção nacional. Isto posto, teremos Muslera, do Galatasaray, no gol, Lugano (Málaga) e Godín (Atlético de Madrid) no miolo de zaga e… uma série de interrogações. Na estreia, contra a Espanha, o time foi escalado num clássico 4-4-2, com Maxi Pereira, do Porto, e Martín Cacéres, da Juventus, nas laterais direita e esquerda, respectivamente. No meio os “mordedores” Diego `Ruso` Pérez, do Bologna, e Walter Gargano, da Inter de Milão, além dos meias `Cebolla` Rodríguez, do Atlético de Madrid, e Gastón Ramírez, do Southampton. Este, mais adiantado, na função de “enganche”. Na frente, `El Pistolero`, Luisito Suárez, do Liverpool, e `El Matador` Edinson Cavani, do Napoli. A atuação foi ruim. Pouca posse de bola, meio-de-campo sem criatividade e um gol solitário, de falta, no final do jogo, marcado por Suárez.

No segundo jogo, decisivo, contra a Nigéria, muitas mudanças. Três peças e o esquema. Táta González (Lazio), Arévalo Ríos (Palermo, ex-Botafogo) e Diego Forlán (Inter-RS) entraram nas vagas de Pérez, Gargano e Ramírez. O esquema passou a ser o 4-3-3, ousado, com Arévalo e Táta na contenção e Cebolla como “enganche”, abastecendo o “tridente” formado por Diego Forlán, artilheiro e melhor jogador da Copa de 2010, Luisito Suárez, vice-artilheiro do Campeonato Inglês, com 23 gols, e Cavani, artilheiro do Campeonato Italiano, com 29 tentos. A mudança surtiu efeito. Forlán deu o passe para o gol de Lugano, depois de rebote em um escanteio, e ele mesmo marcou o segundo, em grande jogada do tridente. Suárez roubou a bola no meio, acionou Cavani, que, de primeira, serviu o atacante do Internacional. Ele bateu de canhota, com força, vencendo o goleiro Enyeama. Foi o gol 34 do maior artilheiro da história Celeste, na noite em que completou 100 jogos com a mítica camisa.

Apesar da vitória contra os africanos, mais uma vez houve falhas. Cebolla não desempenhou como poderia o papel de meia de ligação. Lugano, apesar do gol, foi driblado facilmente por Obi Mikel, no lance do gol da Nigéria. Contra o Taiti poucas análises podem ser feitas. O time entrou com onze reservas, considerando a escalação da segunda partida. Vitória facílima, 8-0, com quatro gols de Abél Hernández, `la joya`, atleta do Palermo, e dois de Suárez, que entrou aos 25 do segundo tempo. O fato é que o time vem mal nas Eliminatórias Sul-Americanas, na quinta posição, com 16 pontos. Hoje, estaria na repescagem, para enfrentar Jordânia ou Uzbequistão. Os problemas vêm da insistência do “maestro” em nomes como o de Lugano, mal no PSG, pior no Málaga, e Gargano, que fez temporada ruim com a Inter de Milão. Um bom sinal foi a saída de Álvaro Pereira, da mesma Inter, do time titular. Loco Abreu deixou de ser convocado e Muslera parece estar recuperando a forma da Copa, quando brilhou nos pênaltis contra Gana.

Vencer o Brasil passa pela história e mística da Celeste, mas, acima de tudo, por uma boa organização, capaz de explorar o que o time tem de melhor, que é a velocidade do ataque. Ótimos finalizadores, eles podem decidir se forem bem municiados. E isso passa pelo bom trabalho do “enganche”. Pelas características mais ofensivas, Lodeiro está descartado. Tabárez pode insistir com Cebolla na função e apostar no “tridente”, apesar de já ter declarado que contra times mais fortes, como o Brasil, prefere ser mais cauteloso. Uma opção para isso, sem abrir mão do três homens de frente, é escalar Forlán na armação, mais recuado, municiando Cavani e Suárez. Cebolla e Ramírez iriam para o banco. A alernativa é boa, porque Forlán é tarimbado, joga no Brasil, e sabe atuar mais recuado. Para dar mais qualidade à saída de jogo, o treinador poderia colocar Eguren entre os titulares. O volante do Libertad tem bom passe e só entrou em campo ante os taitianos. Eu iria de Muslera, Maxi Pereira, Godín, Coates e Cáceres; Ruso Pérez, Eguren e Cebolla; Forlán, Cavani e Suárez. Acredito que Tabárez vá escalar Muslera, Maxi Pereira, Lugano, Godín e Cáceres; Ruso Pérez, Arévalo Ríos, Gargano e Forlán; Cavani e Suárez.

*Leonardo Bessa é jornalista, tem 29 anos, é fã de futebol uruguaio e acredita na mística da Celeste Olímpica.

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O “clubismo” será um dos adversários do Brasil?

Félix observa a torcida mineira: única derrota do Brasil pra clubes foi pro Galo (Foto: reprodução)

Estamos com 30 do primeiro tempo e a Seleção, com blitz e tudo, ainda não abriu o placar contra o Uruguai no Mineirão. Hulk tem se movimentado bem, mas já errou alguns passes e bateu duas bolas longe do gol; Neymar está bem marcado, ainda não conseguiu dar nenhuma de suas arrancadas; Oscar está sumido e Fred ainda não tocou na bola – embora tenha sido muito aplaudido no início do jogo. Em mais um erro de Hulk, a torcida pede Bernard; em outro lance em que Fred não chegou à bola, metade do estádio clama por Jô. Cenário possível de ser visto?

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Os brasileiros têm uma inegável preferência por seus times do coração em relação a Seleção Brasileira. É histórico. Tudo começa com a Seleção se dividindo nos Mundiais de 1930 e 34 entre paulistas e cariocas. Passa pela mudança promovida pelo técnico Flávio Costa em 1950, tirando oito jogadores na partida contra a Suíça no Pacaembu em relação ao time que vinha jogando prioritariamente no Maracanã. Seleção que, aliás, tinha apenas dois jogadores que não atuavam em clubes de Rio e São Paulo, ambos do Internacional. Segue com o orgulho gremista estampado na bandeira do clube com a estrela de Everaldo no tri-70, os amistosos entre Bahia, Coritiba, Atlético-MG e outros contra a Seleção, vai até a Fonte Nova vaiando o Brasil na Copa América 89, sem Bobô e Charles e empatando com a Venezuela. Passa também pelas decisões e imagem arranhada da CBF junto aos torcedores pelas viradas de mesa no Brasileirão e coisitas mais. Pelo fato do Brasil ter jogado a maior parte de seus jogos nos últimos anos longe do Brasil.

Bernard falou em entrevista coletiva que acha normal a torcida pedir sua entrada no jogo em Minas. E é. O torcedor tem mais idolatria por aquele que ajuda seu time do que a Seleção. Os torcedores do Galo não são diferentes. O problema real é como isso vai refletir em campo. Contra o Chile, no 2-2 no Mineirão, pesou até mesmo sobre Neymar, vaiado pelos mineiros. Não são só os torcedores do Galo. Durante a Copa das Confederações, na cobertura do Terra, a equipe em BH registrou vários cruzeirenses que torceram o nariz para os gols de Jô.

Felipão, mesmo com todos os protestos pelas necessidades sociais do País, conseguiu blindar a Seleção. O torcedor está envolvido no objetivo do time sem deixar de ir às ruas cobrar o Governo. Muito disso em função do desempenho da equipe, que já revelou que o segredo vem sendo aplicar uma verdadeira blitz nos adversários, logo no começo. Em dois dos três jogos, o time abriu o placar cedo; contra a Itália, ninguém tinha expectativa grande, afinal era um clássico. Mas ainda não enfrentou o desejo de uma torcida local pelos seus jogadores. Brasília, Fortaleza e mesmo Salvador não tinham jogadores de seus clubes – ainda que Dante e Daniel Alves sejam baianos – entre os convocados. Minas tem. E tem ainda um ídolo de fora: Ronaldinho, em quem quase todos apostavam na convocação.

Será acima de tudo um teste de nervos. Para os jogadores que serão pressionados por ocuparem vagas que a torcida local gostaria que estivesse com outros. Para o técnico, que não costuma se deixar levar, mas terá que aguentar as cobranças e pedidos. E também para a torcida. É difícil mudar a cultura, mas já que é um teste para 2014, porque não mudar um pouco a visão e ignorar por 90 minutos o time do coração?

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Seleção do Taiti: recordes, família e a primeira grande competição

Nesta segunda (17), Belo Horizonte, a casa da mãe de todas as zebras, recebe o inusitado Taiti x Nigéria pela Copa das Confederações. Será a primeira experiência do Taiti em uma grande competição mundial. Campeão da Oceania em 2012, o Taiti fará contra a Nigéria seu primeiro jogo oficial na história contra uma equipe de outro conitnente. Futebol semi-amador, estrutura quase zero, um país que tem o surf como esporte número 1, fiasco a vista. Será?

O Taiti não é tão “inocente” quanto se possa imaginar – pelo menos é o que aponta o retrospecto da OFC, a confederação continental da Oceania. Claro, a Nigéria está furos acima – já venceu até torneio olímpico – e o futebol da Oceania não prima exatamente pela grande qualidade de seus clubes e jogadores. Mas o Taiti tem um histórico que merece melhor atenção. A começar por uma das maiores goleadas da história do futebol: 30 a 0 sobre as Ilhas Cook, em 02 de setembro de 1971.

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O monstro de René

Três vezes vice-campeã continental (1973, 80 e 96), a Seleção do Taiti se aproveitou da ausência da Austrália – que agora joga pelo setor asiático da Fifa – para ser o primeiro campeão continental oceânico que não Nova Zelândia ou Austrália. Na campanha, goleadas por 10 a 1 em Samoa e 4 a 1 em Vanatu. O título veio na decisão contra a Nova Caledônia, que já havia perdido pelo Taiti por 4 a 3 na fase de grupos, novamente derrotada por 1-0 na decisão. Alegria e vaga inédita na Copa das Confederações, muito graças a uma família: os Tehau.

O histórico elenco que disputará a Copa das Confederações (Foto: Fifa)

Lorenzo e Alvin são gêmeos, irmãos de Jonathan e primos de Teaonui. Juntos, marcaram 15 dos 20 gols do Taiti na conquista. Na Liga Taitiana de Futebol eles defendem times diferentes. “Estou feliz em jogarmos juntos. Levou muito tempo até estarmos no mesmo time”, disse Lorenzo em entrevista ao site da Fifa. Lorezno e Alvin defendem o Tefana, Jonathan é do Tamarii e Teaonui joga no Venus. Os quatro dividem suas preferências como ídolos: Zidane e Messi ocupam o imaginário do quarteto de um país que tem a França como pátria referência. Todo taitiano é considerado um cidadão francês.

O Taiti vem ao Brasil em 2013 fazendo história, mas não repetirá em 2014. A seleção foi eliminada em 3o lugar no grupo da OFC, vencido pela Nova Zelândia, que aguardará o 5o colocado da Conmebol para a disputa de uma vaga para a Copa. Apenas um jogador atua fora do País. É Marama Vahirua, do Panthrakikos da Grécia. É considerado o único profissional do elenco – todos os demais dividem-se entre suas equipes e um segundo emprego. Vahirua já deu o recado: 2013 é a Copa para o Taiti, que “não quer ser ridículo” na competição. Com potências como Espanha, Nigéria e Uruguai, não será tarefa fácil.

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O que o Mundo está falando da Copa das Confederações

O evento-teste da Fifa vai começar e o Brasil vive uma onda de protestos sociais, na expectativa de uma repercussão internacional, já que todos os olhos do planeta estão voltados ao País. No entanto, não é o que se vê nas manchetes deste sábado, pré-estreia da Copa das Confederações, nos principais jornais esportivos do Mundo. Nenhuma nota ou preocupação em destaque – ao menos antes da competição começar.

Argentina

Nossos vizinhos estão fora da Copa das Confederações, mas não deixam de opinar. “Toda sorte para o Brasil” é a manchete do Olé, que brinca com o tabu de que nunca uma seleção que venceu a Copa das Confederações ficou também com o caneco do Mundial no ano seguinte. Bem, há sempre uma primeira vez.

Uruguai

Os uruguaios ainda não estão 100% voltados a Copa das Confederações. A grande preocupação do Ovación Digital está na busca por uma vaga no Mundial: com sete pontos, a Celeste garante ao menos a vaga na repescagem. Olhos em 2014.

Espanha

O Marca, principal jornal esportivo espanhol, segue a linha de se preocupar mais com o Real Madrid que com a seleção local. Tanto é que a principal manchete é com o uruguaio Luis Suárez dizendo que “valerá o mesmo” se marcar ou não no encontro entre Celeste e Fúria.

Itália

Na Gazzeta Dello Sport, a preocupação é com Mário Balotelli, que com uma contratura, pode ficar de fora da estreia contra o México.

México

Chicharito Hernandes, do Manchester United, é o destaque do Central Deportiva, caderno de esportes do El Universal, que fala da preocupação da Itália com o artilheiro.

Japão

No Japão, o destaque do Daily Sports Online é a declaração de Neymar sobre os principais jogadores japoneses, Honda e Kagawa.

Nigéria

Nada de repercussão sobre a quase-desistência da Nigéria na Copa das Confederações: página virada, a expectativa do The Guardian Nigéria é para o duelo com o Taiti: “Sonhos do Tahiti contra as Super-Águias”.

Taiti

No Le Dépéche, a manchete é: “Todas as atenções para o Taiti”. Pelo menos é essa a impressão que eles têm da primeira grande competição do país, que se rotula como “peixe-pequeno”.

Alemanha

Um dos principais países do mundo do futebol, a Alemanha dá pouco destaque para a Copa das Confederações (a quem chama de ‘mini-copa’), mas questiona: “Porque o Taiti e não nós?”, discutindo a ausência da seleção local nesta competição – e os motivos disso.

Inglaterra

Um dos mais ácidos jornais do mundo, o The Sun da Inglaterra, passa longe dos problemas sociais brasileiros ao falar da Copa. A manchete faz um apanhado do que há de melhor e, para desgosto de Carlinhos Brown, agradece a ausência de Vuvuzelas e afins no “carnaval do futebol”.

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