Maldito nordeste, de tantos ídolos

Apaixonado por futebol, o brasileiro se viu imerso numa onda política. Imaturos democraticamente, muitos não aceitaram a derrota nas urnas e reagiram como se estivessem num estádio, tal qual o torcedor que canta com ódio do rival, ainda que figurativamente, mesmo que o irmão ou a mãe estejam com outras cores durante os 90 minutos. Infelizmente a fúria de muitos também trouxe à tona muito preconceito.

Parte dos eleitores do “Sul-Maravilha” achou por bem culpar o “bovino” Nordeste pela derrota de um candidato. Evidentemente nem tudo é tão preto no branco assim e várias imagens circulam na Internet para mostrar isso. Mas a vergonha alheia e até mesmo o temor de que o País entre num túnel de xenofobia, do qual dificilmente se escapa sem muita dor, tem de trazer algumas reflexões. E o blog tratou de pensar se muitos dos raivosos de Sul-Sudeste já não vibraram muito com aqueles que hoje querem bem longe.

Não há brasileiro que não seja miscigenado nem clube de futebol que não tenha buscado em algum momento de sua história um craque longe de suas esquinas. É, amigo separatista, você certamente já vibrou muito ou ao menos se orgulhou da história de alguma das figuras que estão enumeradas abaixo, colhidas dos maiores clubes de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, locais onde a eleição escancarou as falhas de caráter de muita gente.

 

Dida, de Alagoas
Dida, de Alagoas

O alagoano Dida marcou época no Corinthians, sendo o primeiro goleiro campeão mundial pelo clube. Também levantou o Brasileirão de 99 e a Copa do Brasil de 2002. Além de Dida, outro nordestino marcante na história do Timão é o baiano Servílio, sexto maior artilheiro da história do clube com 201 gols.

Os torcedores do São Paulo que se exaltaram contra o Nordeste com o resultado da eleição presidencial certamente lembram de Ricardo Rocha, pernambucano bicampeão paulista e líder do time campeão brasileiro em 1991, no time que deu base à super-equipe bicampeã mundial.

Quem gosta do Palmeiras, mas não gosta do Nordeste, tem de tirar de sua lista de ídolos gente como o pernambucano Rivaldo. O Maestro do último grande time palestrino, campeão brasileiro em 1994, é natural do nordeste assim como o bom baiano Oséas, outro ídolo alviverde, que também encantou os atleticanos.

Rivaldo, de Pernambuco
Rivaldo, de Pernambuco

No Santos o Nordeste se faz representar em Clodoaldo, sergipano com mais de 500 jogos pelo Peixe, campeão do Robertão (o Brasileirão da época) de 1968, com cinco títulos paulistas e dois internacionais. As novas gerações viram os nortistas Giovanni e Paulo Henrique Ganso marcar época – ambos de Belém.

Couto Pereira, do Ceará
Couto Pereira, do Ceará

O Coritiba tem poucos jogadores nordestinos marcantes em sua história, mas está inegavelmente ligado para sempre à região. O imponente estádio Major Antônio do Couto Pereira carrega o nome do cearense ex-presidente do clube, que comandou a obra de ampliação do antigo Belfort Duarte.

A diferença para o rival Atlético é que o rubro-negro tem muitos nordestinos em suas fileiras. O já citado Oséas é um nome inesquecível, mas os alagoanos Flávio e Adriano “Gabiru”, campeões brasileiros em 2001 com o maranhense Kléber botaram a desejada estrela dourada na camisa atleticana.

Kléber, do Maranhão
Kléber, do Maranhão

Gabiru também é ídolo do Internacional, campeão do Mundo em 2006. Fez o histórico gol contra o poderoso Barcelona de Ronaldinho Gaúcho, com passe do cearense Iarley. O Inter, fundado por dois imigrantes paulistas, tem no nordeste a jogada de sua principal conquista.

A imagem abaixo ilustra a história gremista, gravada por gerações após o Grenal decisivo de 1977:

André Catimba, da Bahia
André Catimba, da Bahia

Muito do reconhecimento do Grêmio em ser um clube de raça passa por essa imagem, com o baiano André Catimba voando para a glória. O atual deputado e campeão da Libertadores em 1995 Jardel, natural de Fortaleza, é apenas mais um nordestino a ter brilhado no Sul.

Amigo separatista, fanático por futebol, tente esquecer tudo isso. Tente imaginar a história de seu clube, do seu Estado, sem a ajuda destes valorosos nordestinos. E me responda: uma derrota eleitoral, definida pela maioria da população em todo Brasil, valeu mesmo tantas palavras preconceituosas contra essa gente tão brasileira quanto você?

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Livro desmistifica “Democracia Corintiana” e crava: 87 é do Sport

A “Democracia Corintiana” era, na verdade, uma ditadura coordenada por poucos; não há dúvidas de que o campeão brasileiro de 1987 é o Sport; Charles Miller não foi o primeiro a trazer o futebol para o Brasil, que mereceu perder 1982, fez escola para a Espanha em 94, não entregou em 98, só venceu em 1970 porque Zagallo – e não Saldanha – ajeitou o time e tem um futebol de clubes pulsante por conta de Ricardo Teixeira, gostem ou não.

As polêmicas afirmações são frutos de uma extensa pesquisa histórica, com diversas entrevistas com personagens centrais do futebol brasileiro, realizadas pelos jornalistas Leonardo Mendes Junior (ESPN, Gazeta do Povo) e Jones Rossi (Globo, Veja). O livro “Guia Politicamente Incorreto da História do Futebol” vai na contramão de tudo o que é pregado em muitas histórias do mundo da bola. A obra custa a partir de R$ 39,90 e já está a venda em várias livrarias em todo o Brasil.

A ideia surgiu quando os dois, curitibanos então radicados em São Paulo, se encontraram com o conterrâneo Leandro Narloch, autor dos guias “Politicamente Incorretos” do Brasil, da América e do Mundo. “Tiramos a lama de personagens eternamente jogados no buraco e jogamos um pouquinho dessa lama em quem o futebol sempre tratou de santificar”, conta Leonardo.

As polêmicas a partir dele – como as duas dos trechos abaixo – são previstas pela dupla, que defende o livro como um documento histórico:  “Tudo foi baseado em fatos. Por ser baseado em fatos e não uma obra de ficção, é, sim, um documento histórico.” Cabe ao leitor descobrir mais. O blog dá uma mãozinha, antecipando dois trechocs. Leia abaixo:.

Este, sobre a Democracia Corintiana:

A Democracia perseguia quem discordava dela. Com a eliminação precoce no Paulista de 1981, o Corinthians foi disputar o Troféu Feira de Hidalgo, na cidade de Pachuca, no México. O time ficou com o título e disputou mais partidas na Guatemala e em Curaçao. 
 
O lado negro da Democracia Corintiana começava a entrar em ação. O elenco decidiu que alguns jogadores deveriam deixar a equipe. Wladimir, o lateral-esquerdo daquele time, recorda: “Nessa excursão, nós percebemos duas pessoas extremamente individualistas, que eram o Rafael [Cammarota, campeão brasileiro pelo Coritiba em 1985] e o Paulo César Caju. O Rafael às vezes achava que tinha que ganhar a posição no grito, porque era um goleiro bonito, alto, experiente. O reserva dele era o César, que era baixinho, feio, preto. O Paulo César Caju também pensava só nele, se achava o bambambã, campeão do mundo, essa coisa toda.”
 
Rafael e Paulo César Caju foram afastados do elenco meses depois. Ali, a Democracia Corintiana começou a demonstrar sua face pouco democrática .Para Rafael, sua ruína foi ter apoiado publicamente o ex-presidente Vicente Matheus. Por isso o grupo não levou em conta as más condições físicas do titular César nas semifinais do Brasileiro de 1982 contra o Grêmio, sob o argumento (que seria repetido um ano depois, contra Leão) de que Rafael poderia entregar o jogo para  prejudicar o movimento. O ex-goleiro relembra: “A Democracia era boa para três, para o resto não era, porque quem resolvia eram os três: o Magrão, o Adílson e o Wladimir. O Casa era o escudeiro, porque estava começando. Tudo era resolvido entre eles, eles não traziam nada para nós. Quando vinha para a gente já vinha resolvido, já vinha feito. Que porra de democracia era essa?”. Adílson teria lhe dito: “Sua indisciplina não foi técnica, nem física.  A sua indisciplina foi ter falado que preferia o tempo do Matheus”. (…)
 
A democracia era filha de [o publicitário Washington] Olivetto, Glorinha Kalil e Juca Kfouri. Desde o começo, a Democracia Corintiana foi um movimento-fetiche, adotado por jornalistas e publicitários que gostariam de ver suas próprias utopias e ideologias representadas nos jogadores de futebol.
 

Aqui, um ponto final na incessante polêmica sobre o Brasileirão de 1987:
 

Até a metade do nacional de 1987, jogar um quadrangular com o campeão e o vice da Copa União valendo vaga na Libertadores seria o máximo que o Sport conseguiria. A ardilosa movimentação de Eurico Miranda permitiu que a CBF desse chancela de disputa de título brasileiro ao quadrangular. Ainda assim, o Sport teria de vencer o Guarani – algo que não tinha conseguido fazer na decisão do módulo amarelo –, Flamengo (um esquadrão com Zico, Bebeto, Renato Gaúcho, Leandro, Edinho, Mozer e Leonardo) e Internacional (outro timaço, com Taffarel, Luís Carlos Winck, Aloísio, Luís Fernando e o técnico Ênio Andrade).
 
Em janeiro de 1988, o Flamengo ainda tentou derrubar a realização do quadrangular. Convocou um Conselho Arbitral para mudar o regulamento do campeonato – possibilidade contemplada pelo Conselho Nacional de Desportos (CND), desde que fosse por unanimidade. Dos 32 clubes dos módulos verde e amarelo, 29 compareceram. Destes, sete votaram contra a mudança nas regras, o suficiente para barrar o pedido do clube carioca e manter o quadrangular.
 
Na prática, o Sport precisou fazer muito menos. O Flamengo recusou-se terminantemente a jogar o quadrangular. O Inter ainda hesitou, pois estava de olho na vaga para a Libertadores e cogitou a realização de um triangular com pernambucanos e bugrinos. Mas, em nome da unidade do Clube dos 13, manteve-se fora da disputa. (…)
 
O Sport foi reconhecido pela CBF, pela Fifa e pela Justiça como único campeão brasileiro de 1987.  Anos depois, em um nítido caso de conveniência política, acabou reconhecido pelo São Paulo, clube que liderou a rebelião materializada pela Copa União.  Em 1975, a Confederação Brasileira de Futebol instituiu a Copa Brasil, troféu que, pelo seu formato, acabaria conhecido como Taça das Bolinhas. 
 
Ele seria de posse transitória até que o campeonato nacional fosse conquistado pelo mesmo clube por três vezes consecutivas ou cinco alternadas. Nas contas do Flamengo, a taça seria sua a partir de 1992, quando o clube teria conquistado o Brasileirão pela quinta vez –  o quarto título seria o da Copa União. O São Paulo passou a pleitear a posse definitiva da honraria em 2007, quando venceu o seu quinto nacional. Para isso, porém, teria de ir contra sua posição histórica como fundador do Clube dos 13 e ator principal na criação da Copa União. E assim fez o clube paulista, que segue na Justiça tentando provar que é o verdadeiro dono da Taça das Bolinhas.

Em breve, a editora lançará uma versão eletrônica (E-Book), que pode ter acréscimo de capítulos com outros temas que ficaram de fora da primeira leva. 

Pato treinou assim. Mas esse não é o problema.

Pato: o problema não é o pênalti

Fico com o testemunho da repórter do Terra Camila Srougi, que na terça-feira (22) acompanhou o treino do Corinthians ao vivo aqui no Terra: Alexandre Pato treinou cobranças de pênalti exatamente como cobrou contra o Grêmio. E o problema, todos sabem, não é a cobrança, o jeito ou a eliminação.

Camila viu, mas não pôde filmar, a pedido de Tite. Pato cobrou no treino exatamente da mesma maneira que no jogo, quando Dida pegou. Os goleiros eram Danilo e Walter, que no jogo pegou duas. A bola entrou, conta Camila, que ainda comentou com o cinegrafista do Terra, Josué Rabelo: “Que marra!” No geral, as cobranças de Pato não foram boas. Perdeu mais que acertou, batendo uma ainda na trave. Mas ninguém o recriminou no treino, da forma como o crucificam agora.

O problema, repito e explico, não é a perda. É a apatia.

Alexandre Pato foi a contratação mais cara da história do futebol brasileiro. Marcou aquilo que pode ser o início de uma era na contramão do que estamos acostumados, com craques saindo e voltando só próximos a aposentadoria. No entanto, sua postura apática em entrevistas, como se a vida passasse ao largo de seus olhos, como se nada realmente importasse, é o que faz com que se tente crucificar Pato nesse momento, especialmente em um clube inflamado como é o Corinthians. Pato parece não ter sangue, parece não ter sentimentos. E é isso que incomoda na realidade.

O Corinthians é o atual campeão do Mundo, não nos esqueçamos. É também o clube brasileiro que mais fatura, que mais recebe, que mais movimenta dinheiro. Pressupõe-se que não possa perder. Mas pode. Do outro lado estava o Grêmio, que dispensa apresentações. Futebol é assim e ao condenar Tite, Pato e outros pelo “fracasso” do Timão, é preciso entender que outros 19 clubes na Série A também trabalham – sim, com menos recursos, mas é isso que gostamos no futebol, não?

Achar um “culpado” pela eliminação do Corinthians passa também pela presunção de que o clube paulista iria ganhar tudo. Já ganhou, o ciclo acabou, isso está cada dia mais claro. O problema, para os corintianos, é que o ícone escolhido para revitalizar as ambições do clube vive como se não tivesse nada a ver com isso. Como se estivesse assistindo um filme ruim numa sala de consultório de dentista, apenas esperando sua vez chegar. Pato ganhou fama e dinheiro muito cedo; títulos também. Vive o mal das novas gerações, automatizado, vitima até de um media-training que o coloca como um boneco falante de frases prontas.

Pato não é um demônio, como querem pintar hoje, após a perda de um pênalti que, sim, ele treinou como bater. Pato apenas é a apatia em forma de alto investimento no futebol. Pode acordar para a vida a partir de agora, quando é cobrado de todos os lados. Pode tentar ser o protagonista que se espera, salvar a vaga que deve perder na Seleção – cá entre nós, nem deveria ter a chance pelo que vem rendendo – para o ótimo Diego Costa.

Ou pode seguir como está, vendo a banda passar, até encerrar a carreira em algum clube de segunda linha, mergulhado no ostracismo.

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Equívoco da CBF beneficia Corinthians, Grêmio e Vasco na Copa do Brasil

Kléber, pendurado, e Barcos: exceção para os times da Libertadores

A valorização da Copa do Brasil com a volta das equipes que disputam a Libertadores foi uma ideia interessante da CBF. Porém, um equívoco na montagem do regulamento beneficiou os times que entram apenas na etapa de oitavas de final. Com a suspensão de jogadores prevista para cada terceiro cartão tomado na competição, Corinthians e Grêmio, da Libertadores, e Vasco, beneficiado pela presença obrigatória do São Paulo na Copa Sul-Americana levam vantagem sobre os demais adversários.

Com apenas dois jogos disputados, a única exceção do trio é Kléber. O “Gladiador” é o único dos 12 atletas do trio a estar pendurado. Nos outros cinco times, jogadores decisivos como D’Alessandro (Inter), Everton (Atlético), Walter (Goiás) e Lodeiro (Botafogo) podem desfalcar seus times na reta final, o que já acontecerá com Elias (Flamengo) e Bolívar (Botafogo) no primeiro jogo desta fase.

A solução seria zerar os cartões dos clubes a partir das oitavas, exceção feita aos que entrarem na fase suspensos. Por ora, para os times beneficiados, é aproveitar a oportunidade; para os demais, cuidado dobrado com faltas e reclamações.

Confira a lista dos advertidos:

Corinthians: Nenhum pendurado. Pato, Romarinho e Fábio Santos.

Grêmio: Kléber pendurado. Barcos, Matheus Biteco, Souza e Maxi Rodrigues amarelados.

Vasco: Um amarelo para Fagner, Santiago, Filipe Souto e Cris.

Atlético: Pendurados: Jonas, Pedro Botelho, Everton e João Paulo; mais 12 (Zezinho já cumpriu) levaram cartões.

Inter: D’Ale e Fabrício péndurados. Outros 11 (incluindo Damião) com cartão.

Goiás: Walter, Cícero, Hugo e Amaral com dois cartões. Mais 9 com cartão.

Botafogo: Lodeiro, Doria, Edilson, Gabriel pendurados e mais 11, incluindo Jefferson; Marcelo Mattos já cumpriu uma e Bolívar está suspenso contra o Fla.

Flamengo: Elias está suspenso, Renato estaria pendurado e mais 9 levaram cartão.

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Abertura da Arena Corinthians pode ter time inglês em campo

O Corinthians não quer arriscar ter gol de outro time que não seja “coríntio” na inauguração da Arena Corinthians, prevista para fevereiro de 2014. A ideia, que ganha força nas redes sociais e chegou até a Inglaterra, é trazer o “pai” do Timão para o primeiro jogo do novo estádio.

Na Arena, a possibilidade é tratada com seriedade. O gerente de comunicação – e corintiano – da Odebrecht, Ricardo Corregio, disse que a ideia é simpática à diretoria, embora a empreiteira não tenha poder de decisão na escolha. “Por que não? Seria uma idéia legal. E gol do Corinthians para todos os lados”, disse, enquanto levantava a possibilidade.

A página não-oficial “Meu Timão” foi quem fez a enquete acima, que ganhou a primeira página do site oficial do Corinthian inglês, clube que hoje disputa uma liga semi-profissional na Inglaterra equivalente à sétima divisão, que no sistema inglês se junta à oitava em fase de playoffs. Era, até a sexta rodada, o 21o colocado entre 24 times – os três últimos caem pra 9a divisão. Na Copa da Inglaterra, que reúne todos os clubes do país em torneio mata-mata, eliminou o Erith Town por 3-0 e jogará no próximo dia 14 de setembro contra o Mersthan FC, fora de casa, em jogo único.

O texto da página oficial do clube inglês comemora a possibilidade de ser lembrado pelo “filho” para o amistoso de abertura:

O apoio no Brasil para o Corinthian-Casuals provavelmente nunca foi tão grande como é hoje com a torcida do Corinthians, pedindo para que o seu clube “pai” jogue a partida inaugural em Itaquera, a localização da Arena Corinthians, em São Paulo.

Hoje, o alcance da página do clube no Facebook chegou a picos de 17902, que é uma 13 ª posição, confortável na categoria prata da Inglaterra. Isso foi graças a página ‘meutimao.com.br”, um site da torcida do Corinthians imensamente popular, tendo tido a oportunidade de pedir a opinião dos fãs e registrar o maior número de votos em comparação com qualquer um de suas outras enquetes.

Um extraordinário número de 61% quer a visita do Corinthian-Casuals ao Brasil e o desejo para isso acontecer é mostrado a cada semana, quando recebemos visitas de boas-vindas da Arena do Rei George com os fãs rezando por um jogo inaugural todo corintiano. Torcemos para que seu sonho se torne realidade!

E você, o que acha da possibilidade?

Faça uma visita virtual à Arena Corinthians clicando aqui.

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Libertadores para todos: quem está na fila?

Galo campeão da Libertadores: quem quiser que pegue a senha

A piadinha recorrente entre os rivais era de que o Governo acertou em cheio ao lançar o programa “Libertadores para todos”, uma gozação com a longa espera de Corinthians e Atlético Mineiro em conquistar o título que os rivais já tinham. Campeão, o Galo já pensa no Mundial e desafia os interessados a tentarem no ano que vem. Dos 16 maiores clubes do Brasil, 10 já têm a cobiçada glória. Quem, portanto, estraria no “LPT” fictício? 

O Fluminense abre a lista de espera. Vice-campeão em 2008, quando perdeu para a LDU do Equador, o Flu é o atual campeão brasileiro e tem feito boas campanhas nos últimos anos. Namora com a taça – tem seis participações e foi sétimo neste ano – mas começou mal o Brasileirão 2013 e terá de suar para chegar à Libertadores por essa via. Por outro lado, está na Copa do Brasil – outrora o caminho mais curto.

Outro vice-campeão continental que está na fila é o Atlético Paranaense. Depois de perder a final de 2005 para o São Paulo, não repetiu as boas atuações e até amargou uma Série B em 2011. Teve três participações no torneio continental – a última, no mesmo 2005 – e neste ano está mal no Brasileirão. O Furacão, a exemplo do Flu, também tem a Copa do Brasil como atalho para a glória.

Terceiro colocado no distante ano de 1963, o Botafogo é mais um dos grandes na lista de espera. Disputou a Libertadores em três ocasiões, sendo a última em 1996. Está na briga pelo Brasileirão 2013 e também está na Copa do Brasil.

Quinto colocado em 1989, o Bahia é outro que aguarda sua senha no painel. Participou três vezes da competição, sendo a última exatamente no ano de sua melhor campanha. No Brasileirão, está no meio da tabela, mas terá um atalho diferente para voltar à Libertadores: a Copa Sulamericana. Quem sabe um título continental seguido do outro?

O Coritiba é outro campeão brasileiro à espera da taça continental. Sétimo colocado em 1986, quando disputou a competição como campeão brasileiro, participou também em 2004 e não mais voltou. Briga na parte de cima da tabela no Brasileirão 2013 e pode tentar a volta também via Copa Sulamericana.

A lista dos grandes ainda sem Taça Libertadores se fecha com o Sport. Foi 11o colocado em 2009, quando disputou pela segunda e última vez a competição. Está na Série B nesta temporada, mas, curiosamente, pode disputar a Libertadores 2014: para tanto, precisa ganhar a Copa Sulamericana, competição na qual está por conta dos novos critérios da CBF.

  • Jejum e repeteco

Se quem ainda não ganhou a competição está sedento, a vontade dos que já faturaram em repetir não é menor. Dos 10 clubes brasileiros campeões da Libertadores, o maior jejum é o do Flamengo, campeão pela única vez em 1981. O Grêmio, bicampeão em 1995, já podia ter saído da fila, mas perdeu a decisão de 2007 para o Boca Jrs. Curiosamente, na sequência do jejum, está outro bicampeão que perdeu final recentemente: o Cruzeiro, que levou em 1997 mas perdeu para o Estudiantes em 2009.

Campeão em 1998, o Vasco aumenta a fila dos jejuantes, seguido do Palmeiras, que poderia ter levado o bi entre 1999 e 2000, mas perdeu a segunda final. Um pouco menos impacientes estão os torcedores do São Paulo, tricampeão em 2005. Assim como os do Internacional, que levou o bicampeonato na primeira das quatro finais seguidas com brasileiros em 2010. Depois de um longo jejum – desde a Era Pelé – o Santos também não tem muito do que reclamar, campeão em 2011. O Corinthians, por sua vez, ainda está em lua de mel com a torcida pelo belo ano de 2012. E o do Atlético-MG… esse então, acha tudo isso aqui uma grande festa!

  • Menções honrosas

Dois clubes brasileiros não se encaixam no perfil acima, mas merecem menção pelas ótimas participações em Libertadores. Vice-campeão em 2002, o São Caetano não conseguiu se fixar entre os clubes mais fortes do Brasil, mas fez belas campanhas no início dos anos 2000, incluindo dois vices no Brasileirão e três participações na competição continental. Hoje patina na Série B.

Outro que tem história para contar na Libertadores é o Guarani. O Bugre foi terceiro colocado em 1979 e também jogou por três vezes a Libertadores, sendo a última em 1988. Atualmente disputa a Série C do Brasileirão.

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Pela Copa, Corinthians manterá patrocínio mesmo sem receber

Estádio em Itaquera, com verba travada, segura ações do Corinthians

O Corinthians já está há dois meses sem receber o dinheiro do patrocínio da Caixa Econômica Federal, depositado em juízo por ordem judicial, após ação da Justiça Federal do Rio Grande do Sul. E mesmo sem perspectiva de mudar o quadro, pois teve insucesso no pedidos de liminares, vai manter o nome do banco na camisa por tempo indeterminado. A razão? A obra do estádio da Copa 2014.

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Repensando o futebol brasileiro

Na Alemanha, rádio compra direitos de transmissão

Clube brasileiro se arrisca na Bovespa; entenda

Descrente em uma vitória na justiça gaúcha, a estratégia do Corinthians é contestar a ação em Brasília – mas, para isso precisa esgotar todas as possibilidades de recurso até a instância superior. Até que isso aconteça, o clube decidiu arcar com o custo de ocupar o principal espaço na camisa mesmo sem receber, pois é da Caixa Econômica que pode sair a solução para o impasse em Itaquera. O BNDES se recusa a aceitar as garantias oferecidas pelo clube e pela empreiteira e trava o empréstimo via Banco do Brasil. A Caixa pode abraçar o projeto e viabilizar o empréstimo.

As ações não tem ligação direta, ou seja: o dinheiro do patrocínio não será destinado à obra. Mas a ideia do clube é não se desgastar com o parceiro estatal, enquanto se discute a ação na justiça. Conversei com o diretor jurídico do Timão, Luiz Alberto Bussab, que confirmou que há conversas com a Caixa nos dois sentidos. “Eles também não querem romper o patrocínio”, disse o dirigente. A Caixa, ao contrário, pretende ampliar o número de ações no esporte. Atualmente, além do Corinthians, o banco patrocina as camisas do Atlético e dos catarinenses Avaí e Figueirense.

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