Em Dublin, vai ter Copa e vai ter copo

Os irlandeses não são conhecidos mundialmente por sua excelência no futebol. São apenas três participações em Mundiais, com o incrível feito de ter chegado às quartas-de-final da Copa em 1990 sem ter vencido um jogo sequer (foram 4 empates com Inglaterra, Egito, Holanda e Romênia até a derrota para dona da casa Itália por 0-1). Mesmo assim, eles adoram futebol. E ainda não perdoaram o árbitro sueco Martin Hansson pelo erro que os eliminou da Copa de 2010, nas eliminatórias européias contra a França.

"França rouba", diz a pichação no estádio do Bohemians

Festivos, os irlandeses armam seus bares para ver o Mundial e boa parte adotará o Brasil como time para torcer. Apesar das ligações com a Inglaterra, não há uma simpatia – nem uma confiança – geral nos “Three Lions” (verdadeiro apelido do time inglês, e não ‘english team’), ao contrário do que acontece com os clubes ingleses. E mesmo tendo o futebol gaélico e o rugby como esportes mais populares, os irlandeses não perdem a chance de uma festa. Logo…

A admiração pelo futebol brasileiro também se deve à Sócrates. O Doutor atuou apenas uma partida pelo Garfoth Town, já nos anos 2000, depois de aposentado, mas o suficiente para deixar todos na região – Dublin está há apenas 1h de viagem de Garforth – com histórias para contar. É comum ver irlandeses com camisas com o rosto de Sócrates.

Um pouquinho de Brasil

As ligações com o Brasil também se dão pelo número de brasileiros vivendo na cidade. Isto porque a Irlanda é um dos raros países que permitem que se estude inglês e se possa trabalhar enquanto acontece o curso. Isso serve de porta de entrada de muita gente na Europa. Pessoas que tentam aprender a lingua mais falada no planeta e, principalmente, ganhar a vida em Euro. No entanto, em virtude de fraudes no sistema, vários brasileiros enfretam situação difícil na cidade atualmente.

As dificuldades e a Copa são um belo motivo para voltar. Quem não o fizer, no entanto, não ficará sem Copa. Apesar do fuso-horário (são 5 horas a mais no momento), vários bares devem abrigar os torcedores brasileiros na expectativa pelo Hexa. Um deles é o D-One, cujo dono é brasileiro. O bar já é ponto de encontro brazuca em Dublin e serve pratos como coxinha, pastel, feijoada e, claro, caipirinha. Além disso, exibe os jogos do Brasileirão.

Amigos como os rubro-negros Pedro Oliveira e Alison Karas se reunem lá para ver seus times. O primeiro é Sport, o segundo, Atlético Paranaense. Na expectativa de ver os jogos da rodada – tinha Atletiba e Sport x Corinthians – foram ao D-One. Na tela, Santos x Flamengo. Ao menos o sinal 4G realmente funciona na Europa. Alison apelou para o PFC Online, recurso oferecido pela Globosat, e viu o clássico paranaense na tela do… celular.

Alison apelou para a telinha e acabou premiado: deu Atlético sobre o Coxa

Pedro, por outro lado, insistiu com o garçom para que ao menos uma das telas do bar saísse do duelo entre Peixe e Fla para ver seu Sport contra o Timão. Demorou, mas conseguiu – há tempo de ver alguns corintianos se aproximarem para acompanhar o jogo, tudo na maior paz, como sempre deveria ser. Para azar de Pedro, o Sport esteve num péssimo dia e acabou encaixotado pelo Corinthians, 1-4.

Pedro e o jogo pelo radinho, via web

Bom para molhar a garganta

Dublin é conhecida por ser a cidade do U2, de vários castelos e da ótima cerveja Guinness – que também edita o Livro dos Recordes. Visitar a fábrica da cerveja tipo Stout é parada obrigatória. 

Portal da felicidade, esta é a entrada do Tour da Guinness

São sete (!) andares com um museu com a história da cervejaria inaugurada em 1759, o processo e a história de fabricação, a importância da marca para a Irlanda, uma experiência de sabores e cheiros, o aprendizado de como servir a cerveja (e o porquê daquela bolinha dentro das latas) e a melhor visão de Dublin, no Gravity Bar, de onde você pode ver, entre outras coisas, o Aviva Stadium, casa da Seleção Irlandesa. O passeio custa entre 6 e 17 Euros, dependendo da faixa de idade. É a cerveja mais consumida na cidade, num dos exemplos de orgulho local.

Quase gaúchos

Dublin se orgulha da excelência da Guinness, valoriza o comercio local – é comum ver faixas em restaurantes e mercados dizendo que “aqui se vende carne irlandesa” – mas, no futebol, a preferência é pelos clubes ingleses, especialmente Liverpool e Manchester United, e pelo Celtic, da Escócia. Os escoceses contam com enorme torcida na cidade, tudo em virtude do catolicismo, religião de 11 entre 10 irlandeses. Reds e Devils ganham adeptos pela proximidade e pelos desempenhos favoráveis. Azar dos times de Dublin.

Bohemians, Athletic St. Patricks e Shamrock Rovers são os clubes de Dublin. Nenhum usa com frequência os dois principais estádios da cidade, o Aviva e o Croke Park – este muito usado pelo rugby e pelo futebol gaélico. A maior rivalidade é entre os Bohs e os Rovers. Ambos têm seus estádios, acanhados, para menos de 10 mil pessoas. O do Rovers é na verdade um estádio público, arrendado pela equipe, e muito mais moderno e confortável.

Os Rovers também são os mais bem sucedidos na cidade. Seu último orgulho foi a disputa da Liga Europa 2011/12, edição transmitida ao vivo aqui no Terra. O orgulho não se deu pelos resultados e sim pela turnê internacional contra Rubin Kazan da Russia, PAOK da Grécia e Tottenham da Inglaterra. Em campo, seis derrotas na fase de grupos, com 4 gols pró e 19 contra. O estádio ainda tem um enorme painel com o mapa da Europa e o logo da Liga, assim como um pequeno museu, cujo destaque, além das taças locais, é a placa abaixo, na referência ao duelo inaugural contra o Real Madrid, derrota por 0-1.

Pequenas glórias, pequenas alegrias no futebol irlandês

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Mais Chads Smiths; menos, Chad Smith

Chad sabe o que é torcer, pois vibra com o Lakers

Chad Smith, baterista do Red Hot Chili Peppers. Você pode nunca ter ouvido falar dele ou, como eu, considerá-lo um dos maiores músicos do Planeta (os fãs de Chili Peppers que não conhecem precisam ouvir também o trabalho dele com o Chickenfoot). Pouco importa dentro deste tema que vamos tratar: o que ele fez com a camisa do Flamengo. Não viu? Veja:

 [video_terratv id=”496440″ width=”512″ height=”288″] 

Chad foi crucificado, com alguma razão, pelo episódio acima. Pediu desculpas, tentou se redimir. Bem, precisava e não precisava ao mesmo tempo. Explico: pisou na bola, mas vivemos numa era em que o humor e a flauta deram lugar à intolerância.

Há algum tempo, estive na Venezuela, de férias. Fanático por esportes, fui a um jogo de baseball, o esporte número 1 daquele país. Sabe essa sensação que você tem pelo seu time, de amor incondicional, indo ao jogo com camisa e adereços, chorando nas derrotas e explodindo de alegria nas vitórias, levando seu filho totalmente vestido como um mascote? Pois é, eles também. A mesma paixão que você tem pelo futebol, o venezuelano tem pelo baseball. E os Chili Peppers, pelo basquete, como a gente vê acima.

Logo, Chad sabe o que é torcer. Sabe que não gostaria que ninguém limpasse a bunda com a camisa do Lakers. Certo?

Certo.

Mas Chad foi tratado com repulsa e agressividade nesse canal maravilhoso chamado “rede social”. Destilaram toda a coleção de palavrões americanos e brasileiros em cima do baterista, que, afinal, é um cara legal pra caramba. Chad não precisa limpar nada com camisa alguma, mas, em BH, ele era torcedor do Atlético Mineiro – ao menos se declarou assim, no vídeo acima.

E todos sabem que o torcedor do Galo tem o Flamengo na mais alta conta de rivalidade. É o segundo lugar, após o Cruzeiro, na lista de desafetos dos atleticanos mineiros. Oras!, Chad era um deles em BH. Por que não levar na flauta? Por que o policiamento excessivo, condenando-o e convidando todos a esvaziarem o show do RHCP no Rio – coisa que desacredito – após a provocação?

Vivemos uma era de intolerância e desrespeito. Não vá longe: leia os comentários do blog. Muitas vezes, agressões gratuitas, sem a menor base, apenas pelo prazer (?) de xingar alguém ou algo. Esquecemos quase sempre que futebol, assim como basquete ou baseball, são apenas esportes.

Quer uma revanche legal com Chad? Azucrine ele quando o Lakers perder. Especialmente para o Clippers ou os Celtics.

Chad foi além do bom gosto, concordo, mas precisamos de mais gente divertida como ele do que essa xaropisse do politicamente correto e da agressividade gratuita no mundo do esporte.

Cornetadas das torcidas na rede ganham site divertido

As redes sociais permitiram uma integração maior entre os clubes, jogadores e seus torcedores. Mas quando a fase não é boa, sobra pra todo mundo. Quem nunca cornetou um técnico, um jogador, uma decisão? Pela internet, a cornetagem cresceu e agora chega diretamente ao alvo. De olho nisso, um jornalista de São Paulo resolveu compilar as melhores cornetadas em um site.

 
 

Rafael Techima criou o “Olha o Carinho da Torcida”, uma reunião das principais cornetadas das torcidas nas FanPages e perfis oficiais dos clibes. “A ideia surgiu depois de reparar que muita gente respondia de forma raivosa ou irônica os posts dos clubes e dos atletas nas redes sociais. Dessa forma, pensei em organizar o que há de melhor nessa “nobre arte”. Me divirto muito pesquisando os comentários ou replys!”, conta Rafael, que é são-paulino e não poupa – como visto acima – ninguém.

 
 

Rafael procura as postagens em todos os principais clubes do Brasil e já conta com ajuda. “Não monitoro um clube específico, dou uma passada em todos os principais. Claro que quando algum deles perde ou não está em uma boa fase, o trabalho é muito facilitado. Há a possibilidade do torcedor encaminhar sua sugestão pelo próprio tumblr ou por este e-mail mesmo.”

O sucesso já fez com que mais de 1000 pessoas entrassem, apenas na primeira semana, na FanPage do blog. E esse não é o primeiro “trabalho” dele na linha da cornetagem.

 
 

Rafael já dava as suas próprias cornetadas nos colegas de imprensa com o “Taison ou Messi?” (referência à essa coluna do gaúcho Wianey Carlet), que divulga barrigadas da imprensa esportiva – clique aqui para conhecer

Jogadores e clubes que se cuidem: as cornetadas virtuais estão afiadas!

 
 

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O Papa do futebol no País do Futebol

"Venho... do bairro de Boedo... Um bairro de bandas de rua e carnaval..."

Jorge Mario Bergoglio poderia ser apenas mais um entre os tantos fanáticos do San Lorenzo, tradicional equipe da Argentina, 14 vezes campeã nacional. Poderia se juntar a massa azulgrana aos domingos para vibrar e sofrer com seu time nos jogos do campeonato. Mas domingo é dia de Missa e Jorge Bergoglio não é um torcedor comum. É também o Papa Francisco, maior líder da Igreja Católica, ainda a igreja com mais adeptos no Mundo, cerca de 1,1 bilhão de pessoas. Por isso Jorge, hoje residente no Vaticano, não pôde ver de perto a luta do Ciclón pelo título da temporada, que acabou nas mãos do Newells Old Boys, com o San Lorenzo acabando em quarto lugar, contrariando a fé do Pontífice:

Pois nessa semana o Papa do Futebol visita o País do Futebol. O Brasil ainda é predominantemente católico, o que faz com que a mobilização em cima da visita do Papa seja grande. Segundo o censo do IBGE 2010, 64,6% dos brasileiros são católicos, seguidos de 22,2% de evangélicos, 8% sem religião e 2% de espíritas, com os 3,2% restantes se dividindo entre diversas religiões. Francisco chega ao Brasil em um momento de fé para a torcida do Atlético Mineiro. Derrotado por 2-0 em Assunção na primeira partida da Libertadores, o Galo precisa de um “milagre” para ficar com a taça, só conseguido uma vez em decisões, em 1989, quando o Atlético Nacional devolveu o mesmo placar contra o mesmo Olimpia e depois venceu nos pênaltis. Se o Papa vai entrar nessa ou não, não se sabe. Mas, anteriormente, ele já deu força ao time mineiro – leia aqui.

Em 1980, na primeira visita do antecessor João Paulo II ao Brasil, a torcida do Fluminense colocou o então Papa dentro do futebol. Na decisão do estadual contra o Vasco, os tricolores entoaram um canto que ecoa até hoje: “A benção, João de Deus” (veja abaixo). A fé colou e o Flu ficou com o título nos pênaltis. A visita ainda acirra a rivalidade no Paraná. Detentor do maior público da história no estádio do Coritiba, o Atlético vê o Coxa contestar a informação usando o Papa. Para o Coxa, a visita de João Paulo II é o recorde oficial do estádio e não os 67.391 torcedores que acompanharam a vitória por 2-0 do Furacão sobre o Fla, na semifinal do Brasileiro em 1983.

Futebol e religião se misturam a todo momento. E não só no Brasil. Em Roma, o Papa costuma receber jogadores e torcedores em busca de um apoio espiritual para suas missões. A última bola dividida foi na decisão da Copa da Itália, transmitida pelo Terra no primeiro semestre. Romanistas e laziales procuraram Francisco pedindo benção. Ele atendeu às duas equipes, mas a taça ficou com a Lazio de Hernanes – conhecido também, vejam só, como “o Profeta”.

A agenda do Papa será apertada no Brasil. Chega nesta segunda e fica até domingo, sempre com eventos. Talvez consiga ver pela TV um ou outro jogo, em semana de Libertadores, Copa do Brasil e Brasileirão. Em Aparecida do Norte-SP, na quarta, terá a oportunidade de ver a enorme coleção de camisas de futebol que estão no santuário, levadas por fiéis que querem ajuda para seus clubes, de torcedores a jogadores.

Faixas e camisas no Santuário de Aparecida

Do Brasil, Francisco voltará à Roma. Não irá ao bairro de Boedo, onde poderia acompanhar, na semana que vem, a estreia do San Lorenzo contra o Olimpo pelo Torneo Inicial 2013 e quem sabe se juntar aos hinchas na arquibancada.

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JEC mistura religião e futebol – e se dá bem

Padre Jean Pettre faz mais um: estava iluminado

O vice-líder da Série B do Brasileirão não quis saber de medir forças com grandes equipes na intertemporada obrigatória pela Copa das Confederações. Em meio a tanta discussão sobre política e futebol, o Joinville fechou o tripé da polêmica no Brasil ao chamar a religião para dentro de campo. Por uma boa causa, diga-se.

Com elenco e uniforme titular e mais de 15 mil pessoas nas arquibancadas da Arena Joinville, o JEC – como é carinhosamente chamado pelos torcedores – enfrentou e venceu o time dos Padres da Diocese de Joinville. A renda toda será convertida para a casa Madre Teresa, uma iniciativa social dos católicos que pretende servir a 200 mil pessoas carentes na região, com abrigo, assistencia religiosa e até uma espécie de asilo para sacerdotes idosos.

Leia também:

Conheça mais a Seleção do Taiti

Intertemporada do Cruzeiro nos EUA impulsiona “Liga de Pelé”

Guia da Série B

O placar até Deus duvida: 15 a 5 para o JEC. Se pensarmos que o Taiti fez apenas um gol na Copa das Confederações, o time da Diocese foi muito bem. Em especial o padre Jean Pettre, autor de quatro – 4!! – gols. Número que os seis adversários do JEC na Série B até aqui conseguiram apenas igualar.

Foi, na verdade, uma grande festa. Teve gol impedido (pecado!), gol do artilheiro Lima (divino!) e até do goleiro Ivan (aquele que dedurou Neymar no Barça) e nada de violência: só festa (graças a Deus!). Até o técnico Arturzinho jogou. Quem sofreu, mas não foi crucificado, foi o goleiro da Diocese. Os 15 gols marcados já empolgavam menos a torcida tricolor que os marcados pelos padres – que, afinal, também são filhos de Deus e ganharam a simpatia do público.

Ao final da festa, de alma lavada, padres e jogadores confraternizaram. E o JEC ganhou a benção dos católicos para brigar pelo acesso à elite brasileira.

Veja os gols:

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O dia em que Washington e Lincoln caíram em Brasília

Política e Futebol. Com religião, fecham o tripé das discussões mais acaloradas no Brasil. Não a toa, pais homenageiam santos e anjos, Gabriel, Rafael, Pedro. Uns mais ousados, vão de Jesus nos filhos. Outros preferem a bola: Ronaldo, Rivellino, Romário. Mas há quem prefira a política.

Foi na estreia de Romarinho – esse, legítimo, filho do deputado Peixe – pelo Brasiliense. O jogo não foi lá essas coisas. O “Peixinho” entrou no intervalo, com o time dele já perdendo para o Brasília, por 1 a 0.  Seria a substituição mais relevante do jogo, certo? Que nada.

Washington sobe, Lincoln entra, mas Brasília é quem sai por cima

Na Capital Federal, a democracia deu as caras mais uma vez, no mais popular dos esportes. Aos 29 minutos da segunda etapa, aos olhos de alguns parlamentares e assessores que certamente faziam parte dos 1117 pagantes, como o deputado Romário, Washington deu lugar a Abraão Lincoln no Brasiliense.

Nem Barack Obama esperaria por essa.  Num país que consome EUA no almoço, no café e no jantar, o futebol, esporte dos simples, prestou uma homenagem à Casa Branca com dois de seus comandantes mais importantes: o primeiro e o décimo sexto. Washington, 34 anos, é aquele mesmo, do Palmeiras, do Ceará; Abraão Lincoln tem 30 anos, rodou pelo Japão antes de suceder Washington no comando de ataque.

Mas Brasília resistiu à incursão americana trajada com o amarelo do Jacaré. Melhor: ainda fez 2 a 0, ignorando Romário, Romarinho e os presidentes. O carrasco? Um tal Luquinhas – nome de anjo, adaptado pela mania brasileira de reduzir tudo. Aqui é Terra Brasílis, meu chapa! Raul queria vender tudo ao estrangeiro, mas não será preciso. E Abraão Lincoln vai ter que esperar o Oscar – ou a próxima rodada do Candangão 2012 – pra vencer alguma coisa.

Cinefoot chega a Curitiba

por Ana Claudia Cichon*

Depois do sucesso nas edições apresentadas, neste ano, no Rio de Janeiro e em São Paulo, chega a Curitiba o Cinefoot – Festival de Cinema de Futebol, o único festival de cinema do Brasil e da América Latina exclusivamente dedicado à exibição de filmes sobre o futebol.

A edição curitibana do Cinefoot acontece nesta sexta-feira (14) e sábado (15) na Cinemateca de Curitiba (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 – São Francisco). A edição curitibana do Cinefoot será composta por 10 filmes de curta e longa metragem, sendo oito de curta-metragem e dois de longa-metragem. As sessões acontecem na sexta-feira, às 18h e 20h e no sábado, às 18h e 20h.

Um dos destaques é o longa Amadores do Futebol, dirigido por Eduardo Baggio, que retrata o universo do futebol amador disputado no Paraná,

As partidas mostradas no documentário servem de pano de fundo para o universo das pessoas envolvidas com o esporte, a vida dos jogadores e torcedores, e a rivalidade entre bairros e até entre cidades.

Confira um trechinho de um dos filmes, Amadores de Futebol:

Veja a programação do Cinefoot em Curitiba:

CINEFOOT ESPECIAL PARANÁ 2012 – PROGRAMAÇÃO

SEXTA 14/12

SESSÃO 1

14/12/12

SEXTA 16h

TEMPO TOTAL DA SESSÃO: 59 min.
TÍTULO

ESTADO

FORMATO TEMPO DIRETOR
O Primeiro João

RJ

Curta- Animação 7 min André Castelão
Ernesto no País do Futebol

SP

Curta-Metragem 14 min André Queiroz, Thaís Bologna
Gaúchos Canarinhos

RS

Curta-Metragem 15 min Rene Goya Filho
Zimbu

SP

Curta-Animação 3 min Marcos Strassburger Souza
Mauro Shampoo

RJ

Curta-Metragem 20 min Paulo Fontenelle e Leonardo Cunha Lima
SESSÃO 2

14/12/12

SEXTA 18h

TEMPO TOTAL DA SESSÃO: 59 min.
TÍTULO

ESTADO

FORMATO TEMPO DIRETOR
O Primeiro João

RJ

Curta- Animação 7 min André Castelão
Ernesto no País do Futebol

SP

Curta-Metragem 14 min André Queiroz, Thaís Bologna
Gaúchos Canarinhos

RS

Curta-Metragem 15 min Rene Goya Filho
Zimbú

SP

Curta-Animação 3 min Marcos Strassburger Souza
Mauro Shampoo

RJ

Curta-Metragem 20 min Paulo Fontenelle e Leonardo Cunha Lima
SINOPSE FILME: O Primeiro João
Garrincha revela a origem do apelido “João” que ele dava a todos os seus marcadores em campo. Verdade? Ninguém sabe.
SINOPSE FILME: Ernesto no País do Futebol
Em ano da Copa do mundo, o que poderia ser pior para um garoto argentino morar no Brasil?
SINOPSE FILME: Gaúchos Canarinhos
Um homem que criou um país. O documentário conta a história de um criador e de sua maior criação. Uma criação que deu identidade a uma nação. Estamos falando da camisa amarela da seleção brasileira de futebol, criada pelo gaúcho Aldyr Schlee.
SINOPSE FILME: Zimbu
Uma bola de futebol aparece em uma tribo africana, isolada do mundo. Ela chega até os pés de um guerreiro africano, que descobre a magia do futebol.
SINOPSE FILME: Mauro Shampoo
Mauro Shampoo, cabeleireiro, ex-jogador de futebol, ficou famoso por jogar no Íbis Esporte Clube conhecido como o pior time de futebol do mundo.
SESSÃO 3

14/12/12

SEXTA 20h

TEMPO TOTAL DA SESSÃO: 115 min.
TÍTULO

ESTADO

FORMATO

TEMPO

DIRETOR

Juventus Rumo a Tóquio

SP

Curta-Metragem

15 min

Andréa Kurachi, Helena Tahira, Rogério Zagallo
BAHÊA Minha vida – O Filme

BA

Longa-Metragem

100 min

Marcio Cavalcante
SINOPSE FILME: Mauro Shampoo
Uma crônica quase sem palavras sobre um jogo histórico de futebol na vida do Juventus, contada pelas reações de seus torcedores. A empolgação das torcidas organizadas, a tensão da velha guarda e o engajamento dos juventinos mirins.
SINOPSE FILME: BAHÊA Minha vida – O Filme
Filme sobre a paixão da torcida, sobre sonhos e vida, muita vida, expressa em alegrias e lágrimas, em gritos e silêncios, em desencantos e euforias. Uma verdadeira homenagem à nação tricolor. A grande questão é o porquê de tanto amor. Existe explicação?

SÁBADO 15/12

SESSÃO 1

15/12/12

SÁBADO 18h

TEMPO TOTAL DA SESSÃO: 107 min.
TÍTULO

ESTADO

FORMATO

TEMPO

DIRETOR

Gaúchos Canarinhos

RS

Curta-Metragem

15 min

Rene Goya Filho
Vila das Torres 2014

PR

Curta-Metragem

14 min

Willian Coutinho Duarte, Marta Pego dos Santos, Lúcia Pego, Bruno Mancuso
Amadores de Futebol

PR

Longa-Metragem

78 min

Eduardo Baggio
SINOPSE FILME: Gaúchos Canarinhos
Um homem que criou um país. O documentário conta a história de um criador e de sua maior criação. Uma criação que deu identidade a uma nação. Estamos falando da camisa amarela da seleção brasileira de futebol, criada pelo gaúcho Aldyr Schlee.
SINOPSE FILME: Vila das Torres 2014
Um bate-bola bem humorado em torno do megaevento midiático, a “Copa do Mundo de Futebol de 2014”, visto a partir do ponto de vista de moradores da Vila das Torres, uma comunidade carente situada na região central de Curitiba.
SINOPSE FILME: Amadores de Futebol
O longa Amadores do Futebol é um documentário dedicado ao futebol amador do Paraná. O recorte no estado do Paraná é, na verdade, a forma de mostrar um fenômeno que é muito mais amplo e que se estende por todo o Brasil, a paixão pelo futebol exercida com seriedade e dedicação por atletas amadores.
SESSÃO 2

15/12/12

SÁBADO 20h

TEMPO TOTAL DA SESSÃO: 103 min.
TÍTULO

ESTADO

FORMATO

TEMPO

DIRETOR

O Primeiro João

RJ

Curta-Animação

7 min

André Castelão
Santos, 100 Anos de Futebol Arte

SP

Longa-Metragem

96 min

Lina Chamie
SINOPSE FILME: O Primeiro João
Garrincha revela a origem do apelido “João” que ele dava a todos os seus marcadores em campo. Verdade? Ninguém sabe.
SINOPSE FILME: Santos, 100 Anos de Futebol Arte
A história do primeiro time brasileiro a ser bicampeão mundial, o Santos F. C., da fundação à era Pelé e ao futebol irreverente de Neymar, narrada pelo viés emocional e humanista de torcedores, jogadores, historiadores, inserindo o futebol tanto no contexto cultural do país como no espaço íntimo e pessoal de cada um.
  • Outros eventos:

Além do Cinefoot, outros dois eventos estão a disposição dos desportistas nesse final de semana.

O grupo de corridas de rua CoxaRunners realiza evento beneficente neste domingo, 16.

Percurso: 10 e 5 km Horário: 8:00 saída 10 Km / 8:30 saída 5 km Local: Saindo, passando nos 5 km e chegando no Couto Água: Saída, 5km e na chegada Frutas: Chegada Inscrição: brinquedo ou roupa (usado/a ou novo/a); alimento não perecível – Doação voluntária e não obrigatória para participação. Clique aqui para saber mais (via Facebook).

Já a torcida virtual do Paraná Clube, Paranautas, realiza nesta sexta, 14, uma grande festa de fim de ano, comemorando os 20 anos do primeiro título nacional do clube, a Série B de 1992. Para mais informações, clique aqui.

*Ana Claudia Cichon é jornalista e colaboradora do blog.