“Não vale nada”

“Não vale nada”, dizem os detratores do tetracampeonato paranaense do Coritiba – com um fundinho de razão. Só um fundinho. Mas, na verdade, é fácil ver que vale muito.

A cultura do “estadual não vale nada” é válida. Estão sim ultrapassados, por suas fórmulas malucas, estádios esvaziados e risco alto de se colocar um Alex para jogar em um estádio e gramados de segunda no interior – nada contra o interior, que conheço bem – que vive realidade distante do futebol profissional. O Guarani que o diga. Enquanto as crianças passam a torcer pelo Barcelona de Messi, os clubes brasileiros perdem cinco meses nos estaduais. Ok, explicamos o malefício. Mas… não vale nada?

Vale sim. Vale muito.

Leia também:

Zico e Romário selam a paz

Futebol, o bem e o mal

Pela Copa, Corinthians mantém patrocínio mesmo sem receber

Para o Coritiba, por exemplo, é só olhar para 2010, quando a série de quatro conquistas (que o rival Atlético não tem) começou. Era o pior momento da história do clube. Rebaixado, alquebrado, marginalizado. Lá, começou o valor deste tetracampeonato. Em 2010, começou o resgate do Coritiba grande como é. Pergunte a Vilson Andrade, Felipe Ximenes e outros que assumiram a bronca.

Para o torcedor, vale mais ainda. Na segunda, é ele, e não o vizinho de mesa, que vai com a camisa e a faixa de campeão para o trabalho. Se são meses perdidos entre um jogo aqui outro acolá, os clássicos da reta final dos estaduais pagam a dívida. O Brasileirão? Esse é outro papo. Certamente o resultado não é parâmetro. Mas e aí? O sarro do amigo, esse vale muito.

E para Alex? Para o meia que pegou o Coritiba numa fase financeira difícil, saiu sem ser campeão, esse vale mais ainda. Vale, porque clássico e campeonato, ninguém quer perder. Vale porque o objetivo número um do futebol é vencer.

Não vale nada? Fale só por você.

  • Sub-23

Os meninos do Sub-23 do Atlético estão de parabens. Eram, desde o começo, o azarão no páreo. Surpreenderam, chegaram e deram ao experiente e preparado time do Coritiba. Fizeram o seu papel – e garantiram, vai lá, 40% do projeto atleticano no ano. O resto é com o profissional, que vai de Copa do Brasil e Brasileirão como tarefas principais. 

O Sub-23 está de parabéns. O clube, no entanto, precisa dar uma resposta. Um vice estadual por ano é nada para quem se pretende “gigante”.

Siga Napoleão de Almeida no Twitter: @napoalmeida
Gostou do blog? Curta a FanPage no Facebook!

Opine!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s