O grande clássico do interior do Paraná

Quando o árbitro Felipe Gomes da Silva apitar pela primeira vez, por volta das 22h da noite desta quarta-feira, Operário e Londrina vão mostrar porque é que, dentro de um calendário racional e que atenda as necessidades de todos os clubes, os Estaduais não podem morrer – e devem se adaptar para isso.

Fantasma e Tubarão carregam consigo a marca de hoje fazerem o grande clássico do interior do Paraná. E a despeito da campanha irregular do Operário, são os clubes longe de Curitiba que hoje têm algo a dizer. Situados em duas grandes cidades do Estado 5o PIB do Brasil, ambos tem torcidas numerosas e pretensões de ir além das divisas. Nesta temporada, o Londrina está na frente.

Longe de um tempo em que o café reinava e ajudou a dar três estaduais e um Brasileiro B ao Londrina, e em que o Operário fazia das suas até ganhar o apelido que o identifica, os últimos anos têm sido de alento para alvinegros e alvicelestes. Depois de penarem até na Série B local, hoje pretendem vagas na Série D nacional e na Copa do Brasil. E, junto com Arapongas e Cianorte, vêm se alternando nas disputas para isso. No entanto, OFEC e LEC  têm o bônus de terem camisas tradicionais e torcidas apaixonadas em um Estado que é uma pizza de três sabores: paranaense só no sul, com norte paulista e sudoeste gaúcho.

A história dos confrontos oficiais entre Operário e Londrina vem de 1970, logo após a fusão que fez o Tubarão ser LEC. Até então o regulamento dos Estaduais dividia norte e sul. O primeiro encontro foi em Ponta Grossa, em 22 de fevereiro de 1970. Deu Operário, 4-2.

Em 2012 duelos terminaram com vitória de quem visitava o rival (Foto: Operário.com)

Mas, ao longo dos anos, o Londrina tomou a dianteira nos encontros entre os clubes, que são 38 até aqui. O Tubarão venceu 14, com 14 empates e 10 vitórias operarianas. São 47 gols alvicelestes e 33 alvinegros.

A história entre Operário e Londrina é composta por muitos hiatos. Ora pelos regulamentos malucos da FPF, ora pelo desempenho dos clubes, incluindo o licenciamento do Fantasma, cujo retorno à elite paranaense se deu depois de 10 anos em 2010 – ano em que o Tuba amargava a Série Prata, nome então da segundona paranaense. Os clubes se enfrentaram em 15 Estaduais (1970, 74 a 76, 79 a 83, 89 a 93 e 2000) e se reencontraram em 2012 com vitórias para os visitantes: Londrina 2-0 em PG e Operário 1-0 no norte. Apesar de serem tantos empates quanto o maior número de triunfos, o primeiro deles levou 12 anos para acontecer: 1-1 em 02 de maio de 1982, depois de um longo tempo em que só se ganhava ou perdia nos duelos.

Os clubes também se encontraram pela Série B Brasileira em quatro ocasiões. Em 1991 o Londrina levou as duas 3-1 e 1-0; dois anos depois, em 1993, os times protagonizaram dois 0-0. Apesar dos encontros valerem por um torneio nacional, pode-se dizer que o jogo mais importante entre os times aconteceu no meio dos quatro jogos, pelo Paranaense de 1992. Em 8 de novembro daquele ano, no quadrangular semifinal do Estadual, o LEC fez 3-1 e ganhou o direito de enfrentar o Atlético nas semifinais olímpicas. Venceria e encontraria o União Bandeirante (que eliminara o Paraná Clube) na última decisão caipira no Paraná, vencida pelo Tubarão.

Com exibição na TV, o jogo entre Operário e Londrina de 2013 ocupa um espaço de valorização dos sucateados estaduais. Que precisam repensar a fórmula, dando chance de crescimento aos que merecerem em campo e calendário e estrutura aos que sobrarem.

Afinal, o futebol é feito de boas histórias, como a que promete ser escrita no Germano Kruger hoje.

Por falar em boas e histórias, relembre o quadro Que Beleza de Camisa! com Operário e Londrina clicando no nome dos clubes. Você não vai se arrepender!

“Imortal”, Operário ganha livro sobre seus 100 anos

O Fantasma de Vila Oficinas completou 100 anos nessa temporada. E se as coisas não andaram como se imaginava em campo, nem por isso a apaixonada torcida operariana esqueceu a data. Que o diga o pediatra Ângelo Luiz De Col Defino, alvinegro fanático, que se dispôs a contar a história do imortal Operário, que segue assustando nos campos paranaenses.

Ângelo gentilmente cedeu ao blog o trecho inicial do livro, que está a venda por módicos R$ 50 no site da livraria Portal Sul. “Imortal Operário Ferroviário – As histórias do Fantasma de Vila Oficinas”, traz  um relato histórico fiel do centenário de uma das mais tradicionais equipes do futebol brasileiro. O resgate transcende o Operário e volta até a primeira partida com registro da história do futebol no Paraná, entre Tiro Pontagrossensse e Coritiba, com detalhes, controvérsias e curiosidades são desvendadas através de uma pesquisa histórica minuciosa daqueles dias de outubro de 1909. Mapas, fotos e reportagens de 04 jornais de 1909 resgatam a memória dos pioneiros do futebol paranaense.

Leia e se apaixone um pouquinho você também pelo Fantasma!

“Nascido da classe operária que trabalhava na construção da ferrovia, em 1912, o clube contribuiu de forma decisiva para o desenvolvimento do esporte, mas também influenciou diretamente na formação da identidade cultural do ponta-grossense.

Desde o início do século passado o time já levava mulheres para o estádio, tornando-o espaço de sociabilidade e convivência, sem distinções. O Operário também foi um dos primeiros clubes do Brasil a aceitar jogadores negros desde a sua fundação, o que contribuiu para aumentar sua empatia com a comunidade. O uniforme listrado em preto e branco é uma homenagem à união das raças.

A famosa invencibilidade em vários jogos disputados contra times de outras cidades rendeu ao Alvinegro o apelido de Fantasma. A apaixonada torcida, que enchia os vagões das ferrovias para acompanhar o time nos jogos fora de casa, logo ficou conhecida como “a torcida do trem fantasma”.

A eterna rivalidade com o Guarani Esporte Clube originou verdadeiros clássicos entre as décadas de 1920 e 1960. Os operarianos, chamados de graxeiros, reuniam-se no Bar King, na Rua XV de Novembro, centro de Ponta Grossa. Os bugrinos, chamados de pó-de-arroz, tinham como reduto o Bar Maracanã, que ficava do outro lado da mesma rua. As provocações pela imprensa dias antes dos jogos, carreatas antes das partidas, comemorações após os encontros e charges expostas nas vitrines das lojas comentando os resultados tornavam o Ope-Guá um campeonato à parte.

Nesses 100 anos de atividades muitas foram as dificuldades para dar continuidade às atividades do clube, mas a história alvinegra acabou sendo marcada por uma grande capacidade de resiliência, pela imortal disposição em dar a volta por cima e ressurgir. Os momentos de retomada do futebol alvinegro foram de grande importância para a cidade, despertando um sentimento de união e de conquista entre os ponta-grossenses.

Na segunda parte do livro o leitor vai encontrar o Almanaque do Fantasma. Lá estão registradas as campanhas históricas, times que marcaram época, atletas alvinegros que serviram à Seleção Brasileira, goleadas inesquecíveis, estatísticas e outras curiosidades sobre o centenário clube.

Destacam-se também suas conquistas e títulos com o objetivo maior de valorizar o sentimento de comunidade e reforçar as capacidades de superação e de união de um povo, contribuindo para a construção de um orgulho regional e de uma melhor imagem de si mesmo.

Olê – lê – ô !

O – pe – rá – rio !”

Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 29/08/2012


Pela volta da competitividade

Chegamos à metade do Brasileirão 2012 e olhar para a classificação é quase o mesmo que olhar a divisão de cotas pagas pelos direitos de TV. A exceção do intruso Náutico (11º.), os 12 primeiros são aqueles que estão no eixo da grana: RJ-SP-MG-RS. O Palmeiras, que está fora, está também na Libertadores via Copa do Brasil. Os times citados tem divisão interna discrepante também. Atlético-MG e Botafogo, por exemplo, estão mais próximos de Atlético e Coritiba que de Corinthians e Flamengo. Mas os 12 recebem mais, aparecem mais, conseguem mais público, melhor patrocínio. E a roda vai girando, abrindo ainda mais o abismo. Desde 2003 (início dos pontos corridos), são seis títulos paulistas, dois cariocas e um mineiro. Rara exceção, o Atlético foi vice em 2004, posto que foi ocupado no período citado quatro vezes pelos gaúchos, duas vezes por paulistas e uma vez pelos cariocas. Traduzindo: é quase impossível furar o bloqueio assim, esvaziando estádios e diminuindo o interesse nacional, exceto pra quem está dentro. Caminho para a falência do principal esporte nacional.

Mas é o regulamento que está errado?

Sinceramente, não. Sem dúvida a fórmula de pontos corridos aponta o melhor. É básico: quem somar mais pontos depois de enfrentar todos os times dentro e fora dos próprios domínios, é mesmo superior. O problema está na formulação desse melhor time. O garimpo e a montagem dos elencos são desiguais. Rápido exemplo: o Coritiba descobriu Leandro Donizete na Ferroviária-SP; não teve como o segurar em uma melhor proposta. Hoje no Atlético-MG, é líder do campeonato ao lado de Ronaldinho, Jô, Victor, selecionáveis atraídos pela grana, e comanda a melhor defesa da competição – o Coxa tem a pior. E a distância vai aumentar em breve: com os estádios da Copa servindo também aos “gigantes”, o abismo será tão grande que não haverá mais como alcançar. São mercados desperdiçados e que serão quase falimentares, como Paraná, Bahia, Pernambuco – isso só para ficar entre os que têm campeões brasileiros entre si. Na Copa do Brasil, em fases eliminatórias, os clubes médios tem mais chance. Por isso, sem mudar o sistema de cotas, que volte o mata-mata.

A mudança: como e por quê

É claro que o Corinthians, por exemplo, merece ganhar pela exibição mais que o Atlético: tem mais torcida, dá mais audiência. Mas a divisão do bolo não precisa ser toda baseada nisso. Na liga mais rica do mundo, a inglesa, 56% do dinheiro é dividido igualmente entre os 20 clubes da elite, 22% do valor se baseia na classificação do ano anterior e outros 22% são divididos conforme o interesse midiático. O campeonato inglês é o mais forte entre os europeus e mesmo os clubes médios, como o Tottenhan, conseguem ter mais arrecadação que grandes espanhóis, como o Atlético de Madrid, que fica à margem de Barça e Real em negociação parecida com a brasileira. É bom para o futebol num todo e premiará a competência. Quem dará o primeiro passo?

Que beleza de camisa! #22: Operário 100 anos

“Um viva para o pessoal de Ponta Grossa!”

Cem anos não são cem dias, já diria o senso comum. E o centenário do Operário não poderia passar em branco no Que Beleza de Camisa! (agora em edições esporádicas). A musa do extinto Jogo Aberto Paraná novamente abrilhanta a tela do seu computador, agora com a camisa alvinegra: @kellypedrita põe a camisa do Fantasma, para alegria da moçada! “Sempre fui fã do Operário e do pessoal de Ponta Grossa”, me disse Pedrita, com um sorriso maroto.

Que beleza de camisa! #22 Operário Ferroviário Esporte Clube

Quem é? Clube do interior do Paraná, fundado em 01/05/1912.

Já ganhou o que? ~Campeão Paranaense da Série Prata em 1969; Campeão Paranaense Zona Sul em 1961.

Grande ídolo: “A Segunda Divisão molda caráter”, costuma dizer um amigo. No caso do Operário, formou uma geração. O grande time da história do Operário não levantou taça, mas garantiu que o clube não caísse no esquecimento de uma torcida que hoje ajuda o clube a tentar dias melhores. Foi em 1990 que o time abaixo chegou ao 5o lugar da Série B – perdeu a vaga na elite nacional para o Atlético, dentro de um dos grupos classificatórios na semifinal, mesmo sem perder para o campeão Sport Recife, nem para o vice, Atlético:

O time de 1990 representa mais que apenas uma figura para a torcida operariana. É o símbolo de que o clube pode sim estar entre os grandes do Brasil. Relembremos a campanha:

1ª Fase:

Operário 3-0 Juventus-SP
Operário 1-1 Catuense-BA
Central-PE 0-0 Operário
Americano-RJ 1-0 Operário
Operário 3-1 Itaperuna-RJ
Juventus 2-0 Operário
Itaperuna 1-1 Operário
Operário 2-0 Central
Operário 5-1 Americano
Catuense 1-1 Operário

2ª Fase:

Itaperuna 0-1 Operário
Operário 1-0 Remo
Operário 2-1 Sport Recife
Remo 3-1 Operário
Sport Recife 1-1 Operário
Operário 0-0 Itaperuna

3ª Fase:

Operário 1-0 Catuense
Operário 0-0 Criciúma
Atlético 0-0 Operário
Criciúma 5-1 Operário
Catuense 3-1 Operário
Operário 2-1 Atlético

Operário 5º lugar: 26 pts / 22j / 9v / 8e / 5d / 27gp / 22gc / 5sg

Apelido: Fantasma.

Como anda? Foi mal no primeiro turno do Paranaense 2012 e até reagiu no segundo, mas não o suficiente para ficar com uma das vagas na Série D nacional, que disputou ano passado. Na Copa do Brasil deste ano, fez a primeira participação, mas parou na primeira fase, ao perder para o Juventude-RS por 1-4 em casa. Agora terá que se planejar para o próximo ano, já que não tem calendário daqui até janeiro/13, quando recomeça o Paranaense.

Curiosidades: Foi o 3o colocado em média de público presente aos estádios em 2010 e 2011, a frente do Paraná Clube; Sem contar as duas partidas da final do Paranaense 2012, entre Atlético e Coritiba, tem o artilheiro do campeonato atual, Baiano, com 13 gols (Bruno Mineiro, do Atlético, tem 11 e pode fazer dois jogos ainda).


Operário: 100 anos assombrando

*Texto de Felipe Liedmann, repórter da CBN Ponta Grossa, de uma série especial sobre o centenário do Operário.

Um dos 1os times do OFEC, vice PR em 1923 (foto: operarioferroviario.wordpress.com)

O Operário Ferroviário Esporte Clube completa amanhã (01/05) 100 anos de fundação. O Fantasma de Vila Oficinas, como é conhecido pelo torcedor, é o segundo clube mais antigo do futebol paranaense. Os pioneiros da história do futebol em Ponta Grossa eram construtores das ferrovias entre Paraná e Santa Catarina e, não à toa, o nome oficial do clube e a data definida como fundação fazem referências diretas aos operários daquela época.

O pontapé inicial do futebol paranaense aconteceu na cidade de Ponta Grossa, quando, em 1909, o Coritiba Foot Ball Club enfrentou o time de trabalhadores da rede ferroviária e foi derrotado pelos operários pontagrossenses por 1 a 0. Mas apenas três anos depois, foi oficializada a fundação do Foot-ball Club Operário Pontagrossense.

A primeira diretoria tinha os nomes de Raul Lara, primeiro presidente do clube, Oscar Wanke, Antônio Joaquim Dantas, João Gotardello, Joaquim Eleutério, Álvaro Eleutério, Victorio Maggi, Oscar Marques e João Simonetti.

Após três mudanças de nome, em 1933, com a incorporação do clube social dos ferroviários, o Operário passou a ser oficialmente: Operário Ferroviário Esporte Clube. As cores preta e branca, em homenagem às diferentes raças do país, nunca se alteraram nesses 100 anos de história do clube.

O estádio e a sede do clube, como não poderia ser diferente, foram construídos ao lado do terreno da rede ferroviária. Em outubro de 1941, Germano Krüger exercia um de seus três mandatos como presidente do clube e, na década de 1960, recebeu a homenagem de ter o próprio nome como casa do Operário no bairro de Vila Oficinas.

Já a capital paranaense é responsável pelo apelido de ‘Fantasma’. O meio esportivo de Curitiba se impressionava com a qualidade do Operário jogando principalmente em seus domínios e, de acordo com os próprios curitibanos, a equipe de Ponta Grossa assombrava os times da capital: surge, então, o apelido de Fantasma.

Operário vence o Atlético na Arena: espinho no caminho dos grandes da capital (vídeo: Notícia FC)

Em 1961, o Operário, após derrubar os times da capital, conquista a Zona Sul do Campeonato Paranaense contra o Coritiba. Porém, o clube perde a maior chance de se tornar campeão paranaense, ao ser derrotado na grande final pelo campeão da Zona Norte, Comercial de Cornélio Procópio.

A profissionalização do futebol no interior paranaense causou as primeiras fases de decadência no esporte em Ponta Grossa, que até então era representado por dois clubes: Operário e Guarani. Os dois primeiros rebaixamentos do Operário no Campeonato Paranaense vieram em 1965 e 1983.

Apesar das dívidas do clube, a Federação Paranaense de Futebol (FPF) convida o Fantasma para retornar à elite estadual em 1989. O Operário passa a ser conhecido nacionalmente com as campanhas na Série B do Brasileirão: a melhor delas, o 5º lugar em 1990. Mas as decisões arbitrárias da CBF no Campeonato Brasileiro prejudicam o clube na sequência de uma possível ascensão nacional.

As dívidas trabalhistas e a dificuldade para formar uma equipe competitiva fazem o clube pedir licenciamento à FPF em 1995. O Operário passa quase uma década de sua história centenária sem futebol. O retorno à elite do futebol paranaense acontece após a suada Divisão de Acesso em 2009. Mais de 8000 pagantes assistiram ao empate em 0 a 0 contra a Portuguesa Londrinense, resultado que trouxe o Fantasma à 1ª divisão estadual. Desde então, o Fantasma fez boas campanhas com a 5ª colocação em 2010 e a 3ª em 2011, disputando a Série D nacional nas duas oportunidades. O acesso para a terceira divisão brasileira passou raspando em 2010, quando o Operário foi eliminado contra o Madureira nas quartas-de-final e acabou com o 6º lugar.

No total, o Operário tem 14 vice-campeonatos estaduais e um título da Divisão de Acesso.

As festividades do Centenário alvinegro seguem hoje (30) a partir das 20h com shows de bandas locais na sede do clube e virada festiva para comemorar o início dos 100 anos do Operário. Já na terça-feira haverá missa campal às 9h e, na sequência, carreata puxada por um dos símbolos do clube, o Trem Fantasma. Na tarde de terça, a partir das 14h, as comemorações acontecem no Germano Krüger com entrada gratuita: haverá homenagem a ex-diretores e jogadores do Operário, escolha e execução do Hino Oficial do Clube e amistoso da categoria Master contra o Guarani, de Ponta Grossa.

Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 07/03/2012

Sonho renovado

O sonho dos times paranaenses em alcançar a Libertadores e faturar mais um título nacional se renova hoje, quando Atlético, Paraná e Operário entram em campo; em sete dias será a vez do Coritiba, atual vice-campeão. Do trio da capital, o Coxa é quem tem o desafio mais “fácil” – se é que algum pode ser qualificado assim: o Nacional-AM, que andou sumido no cenário nacional. O Atlético encara o líder do Maranhão no momento, o Sampaio Corrêa – leve favoritismo rubro-negro. E o Paraná pega o Luverdense-MT. O Tricolor fará seu primeiro jogo oficial no ano e é um mistério. Já o vizinho Operário recebe em Ponta Grossa o tradicional Juventude-RS, na série mais complicada.

Atalho mesmo. Mas com espinhos

A Copa do Brasil é o atalho para a Libertadores. Isso porque um clube pode ser campeão nacional com apenas 10 jogos – no Brasileiro, são 38. Em 2011, o Coxa bateu na trave: pelo critério de gols marcados fora de casa, deixou a taça nas mãos do Vasco. O Atlético parou no mesmo adversário, antes das semifinais. Nesse ano, a chave do Furacão é mais complicada que a do Coxa. Nela estão Cruzeiro, Grêmio e Palmeiras, além de Paraná e Operário; já o Alviverde tem um caminho mais livre: seu primeiro grande confronto pode acontecer somente nas quartas, contra o Sport Recife. Deste lado ainda estão os tradicionais Botafogo, Atlético-MG e São Paulo.

O melhor do Brasil

Na contramão das críticas da torcida do Coritiba, o técnico Marcelo Oliveira foi indicado pelo IFCStat, da Holanda, como o 14º técnico do Mundo no momento e o principal no Brasil. Os números levam em consideração as últimas 52 semanas de trabalho. Está à frente de Muricy Ramalho e Tite e atrás de Pep Guardiola e José Mourinho, os líderes.

O melhor do Brasil II

“Não quero ser arrogante, mas pelo que vi nos Estaduais por aí, o nosso time é o melhor, jogando com velocidade e na vertical.” Este é Juan Ramón Carrasco, técnico do Atlético, valorizando o elenco. Uma coisa é fato: o time ganhou personalidade com ele.

Quer ajudar demais, atrapalha

O Coritiba bloqueou o acesso livre do público ao Twitter do clube nesta terça. O motivo? Um torcedor, na ânsia de tornar o endereço @coritiba mais popular, o cadastrou num sistema de spam. Ninguém na assessoria do clube aguentou a quantidade de propagandas que o Twitter oficial recebeu. O clube já está removendo os spams.

Fifa vista Arena amanhã

A Fifa fará nova visita à Arena amanhã, de inspeção do andamento das obras. Questionado sobre o objetivo de mais uma verificação, o gestor do Mundial em Curitiba demonstrou irritação com as freqüentes cobranças da entidade: “Estamos supertranquilos, não temos preocupação,” disse Luiz de Carvalho. Sobre as desapropriações no entorno do estádio, feitas por governo e prefeitura, Carvalho declarou: “A maioria dos proprietários já concordou de forma amigável. Alguns estão em inventário.” Carvalho está desde o começo no processo da Copa 2014 em Curitiba, mas, como o cargo é político, pode deixar de ser referência se o atual prefeito e empregador, Luciano Ducci, não for reeleito no fim do ano. Seria mais uma mudança no tabuleiro do Mundial, que já viu peças importantes, como o ex-vice-governador Orlando Pessuti, saírem de cena.

Copa do Brasil: mais preparativos do quarteto paranaense

O Jogo Aberto Paraná apresentou hoje reportagem especial sobre a largada da Copa do Brasil, que começa amanhã para Atlético, Operário e Paraná e na próxima semana para o Coritiba. Confira matéria de Diego Sarza e veja mais detalhes abaixo:

Sampaio Corrêa x Atlético

Quarta 07/03 – 20h30 – Estádio Nhozinho Santos, São Luís, MA

Na história: 4 jogos, 3 vitórias do Atlético, 1 empate; 7 gols pró, 2 gols contra
Na Copa do Brasil: Em 2010, na 2a fase, 1-1 em São Luís, 2-0 em Curitiba
Último confronto: 01/04/2010, Atlético 2-0 Sampaio Corrêa
Na Copa do Brasil 2011: 7o. colocado
Melhor desempenho:  6o em 1992 e 1997

Luverdense x Paraná

Quarta 07/03 – 20h30 – Estádio Passo das Emas, Lucas do Rio Verde, MT

Na história: nunca se enfrentaram. Contra times do MT, são 1 vitória e 1 empate contra o Operário e 1 vitória e 1 derrota para o Mixto
Na Copa do Brasil: Em 2009, contra o Mixto: 2-1 em Curitiba e 1-2 em Cuiabá
Último confronto: não existe
Na Copa do Brasil 2011: 24o. colocado
Melhor desempenho:   5o em 1995 e 2002

Operário x Juventude

Quarta 07/03 – 20h30 – Estádio Germano Kruger, Ponta Grossa, PR

Na história: 2 jogos, 2 empates: 2-2 em Ponta Grossa e 1-1 em Caxias do Sul, na Série B de 1989
Na Copa do Brasil: nunca disputou
Último confronto: 29/11/1989, Juventude 1-1 Operário
Na Copa do Brasil 2011: não participou
Melhor desempenho: primeira participação

Nacional x Coritiba

Quarta 14/03 – 20h30 – Estádio Roberto Simonsen, Manaus, AM

Na história: 4 vitórias, 1 empate, 1 derrota; 10 gols pró, 5 gols contra
Na Copa do Brasil: Em 2001, na 2a fase, 2-2 em Manaus, 2-1 em Curitiba
Último confronto: 18/04/2001, Coritiba 2-1 Nacional
Na Copa do Brasil 2011: vice-campeão
Melhor desempenho: 2o lugar em 2011

Vem aí a Copa do Brasil

Em 2011, faltou um gol para o Coritiba

Vai começar a Copa do Brasil. Atlético, Operário e Paraná entram em campo nesta quarta, 07/03, pela primeira fase; o Coritiba só joga no dia 14/03, pela mesma etapa da competição.

Com os Estaduais eternamente deficitários – exceção feita ao Paulistão – a Copa do Brasil é a chance dos clubes salvarem o semestre. O tal “caminho mais curto para a Libertadores” realmente existe: em apenas 10 partidas, uma equipe pode arrebatar um título nacional (o segundo mais importante do País) e disputar a competição mais importante das Américas.

Será a última edição da Copa do Brasil com 64 clubes e durante apenas o primeiro semestre. No ano que vem a competição crescerá, passando a abrigar 86 clubes e correndo de março a novembro, em paralelo com o Campeonato Brasileiro. Além disso a CBF permitirá que os clubes brasileiros que disputam a Libertadores na mesma temporada também estejam na Copa. Será mais difícil, portanto.

Neste ano os quatro paranaenses entram com motivações distintas. Os principais candidatos ao título são Cruzeiro, São Paulo e Grêmio. Outros times com camisa, como Atlético Mineiro, Palmeiras e Botafogo podem surpreender. O Botafogo, aliás, é o único dos grandes do Rio a estar na competição. Isso porque enquanto Flamengo e Fluminense foram bem no Brasileirão 2011, o Vasco é o atual campeão – fato bem gravado na memória da torcida coxa-branca, que viu o time perder a taça pelo critério de gols fora de casa no ano passado. A tabela está aqui.

Atlético, Coritiba e Paraná terão a oportunidade de matar a disputa na primeira fase se vencerem seus jogos por dois ou mais gols de diferença; o Operário, que recebe o Juventude-RS, não tem esse privilégio.

O blog então apresenta um pequeno guia para a competição, por ordem alfabética:

Atlético

Rebaixado para a Série B em 2011, o Furacão está em reconstrução e deu bons sinais no primeiro turno do Paranaense. A Copa do Brasil aparece com dois objetivos para o clube: testar o time para tentar o acesso à elite brasileira no segundo semestre e, porque não, resgatar o orgulho ferido com o título da competição. Mas não será fácil.

O destaque: 

Furlan: olho nele

Com um time recheado de garotos, o Atlético tem encontrado o ponto de equilíbrio na armação em Bruno Furlan, formado no CT do Caju e de retorno após uma temporada no Dínamo Minsk, da Bielorússia. Furlan tem demonstrado ser o mais maduro dos jovens lançados no Paranaense, com atuações regulares.

O adversário:

O rival do Atlético na primeira fase é o Sampaio Corrêa, do Maranhão. O Sampaio é o líder do Maranhense-2012. O time tem uma certa tradição no cenário nacional, sendo o principal time do Maranhão ao lado do Moto Clube. O meia Kerdson chama a atenção no elenco do Sampaio. Se é bom jogador eu realmente não sei, mas Kerdson é um belo nome, convenhamos. Em 2011, o Sampaio foi o 22o. colocado e surpreendeu na primeira fase ao eliminar o Sport Recife com dois empates. Acabou eliminado na fase seguinte, pelo Santo André-SP, ganhando um jogo (3-2) e perdendo outro (1-0), caindo nos gols marcados fora.

A tabela:

Se passar pelo Sampaio, o Atlético pega Criciúma ou Madureira. O Tigre é um dos adversários do Furacão na Série B do Brasileiro. A chave rubro-negra pode resultar em confrontos contra Paraná e Operário, mas o caminho até a final pode passar por Palmeiras e/ou Grêmio.

Coritiba:

Vice-campeão em 2011, o sonho da torcida coxa-branca é ver o clube novamente na decisão – mas dessa vez com final feliz. No entanto, pelo que vem apresentando no Paranaense, o Coxa não inspira a mesma confiança de 2011. Pode usar a competição para ter uma real noção do que enfrentará na Série A, na qual representará solitariamente o Estado. É o clube paranaense que tem o melhor desempenho histórico da competição e forma, ao lado do rival Atlético, de Grêmio, Botafogo, Palmeiras, São Paulo, Bahia, Sport, Cruzeiro e Atlético-MG, o grupo de mais peso na Copa do Brasil. Não pode ser subestimado, mas terá que melhorar muito para repetir 2011.

O destaque:

Rafinha: ele é quem decide

No atual criticado time do Coritiba, ele desequilibra. Rafinha é o craque do Coxa e tem sido quem apresenta o melhor futebol entre os jogadores do time. O meia-atacante perdeu os colegas das tabelas insinuantes de 2011, Marcos Aurélio e Davi, mas conduz a equipe ao ataque, sempre com velocidade, além de ser um grande definidor.

O adversário:

O Nacional Futebol Clube é o primeiro desafio do Coxa na Copa do Brasil 2012. O Nacional é o clube mais vezes campeão amazonense: 40 títulos, contra 17 do Rio Negro, seu mais tradicional rival. Venceu o Fast clube por 1-0 nas semifinais do 1o turno do Amazonense e vai decidir o título com o Princesa do Solimões. O destaque do Naça é o meia Messi. Não, não é aquele do Barcelona e sim um jogador revelado pelo América-AM. Se ele é bom como o argentino, só saberemos em 15/03 – mas até aqui, parece mais discreto que El Puga. Em 2011, o Naça não disputou a Copa do Brasil.

A tabela:

Eliminando o Nacional, o Coritiba terá pela frente o vencedor de ASA-AL x Santa Quitéria-MA. O primeiro adversário de peso pode vir só nas quartas: o Sport Recife. Botafogo e Atlético-MG também estão na chave do Coxa. O São Paulo é o time mais forte neste lado da competição e um possível adversário nas semifinais.

Operário

Completando 100 anos em 2012, o Fantasma ganhou de presente a Copa do Brasil. E pelo que vem mostrando no Estadual, a maior pretensão do time de Ponta Grossa é não ser eliminado no primeiro jogo pelo tradicional Juventude, de Caxias do Sul, campeão da Copa em 1999. Terá que melhorar muito até a estréia.

O destaque:

Ceará é um dos sobreviventes de 2011

Bem na campanha do terceiro lugar no Paranaense 2011, o meia Ceará esteve perto de defender o Londrina nesta temporada, mas teve o empréstimo prorrogado com o Fantasma. Tem talento, mas está sozinho em um time enfraquecido, que perdeu destaques como o goleiro Ivan e o meia Cambará. Um trunfo está no banco: em 2010 o técnico Lio Evaristo eliminou o Juventude com o Corinthians-PR.

O adversário:

O Esporte Clube Juventude é um dos mais tradicionais clubes do Rio Grande do Sul, tendo destaque no Brasil com um título da Copa do Brasil (em 99, sobre o Botafogo) e uma Série B. Mas vive um momento delicado, depois de ter sido rebaixado consecutivamente da Série A, em 2007 – após 13 anos na elite – até acordar na Série D, em 2010. Em 2011, não disputou a Copa do Brasil. Nesse ano, foi semifinalista do primeiro turno do Gaúchão (vencido pelo rival Caxias), mas perdeu para o Novo Hamburgo. Chama a atenção um trio que passou pelo Atlético sem nenhum brilho: o meia Mithyuê, o lateral-direto Elder Granja e o atacante Zulu.

A tabela:

Se eliminar o Juventude, o Operário pega o vencedor de Cuiabá x Portuguesa-SP. O Fantasma está na chave de Atlético e Paraná – e também de Grêmio, Palmeiras, Náutico, Bahia…

Paraná

A Copa do Brasil pode ser mais um problema do que uma solução para o Tricolor, que terá que disputar nesse ano a Série B nacional e a segunda divisão estadual. Só que a estréia do Paraná na Copa está cercada de expectativa pois será o primeiro jogo oficial do time em 2012. Sem calendário até a data do primeiro jogo, o Paraná só realizou jogos-treino enquanto se reinventava com a dupla Alex Brasil na gestão do futebol e Ricardinho, ídolo como jogador, agora técnico. A Copa pode medir a força paranista para o resto da temporada.

O destaque:

Ídolo em campo, Ricardinho deu status ao banco tricolor

Não poderia ser outro: Ricardinho, pentacampeão mundial com a Seleção em 2002, volta ao clube que o revelou para o futebol agora como técnico. É graças a Ricardinho que o Paraná conseguiu reforços por empréstimo do Corinthians (em especial o atacante Douglas), Atlético-MG e Vasco. O ex-meia abriu portas para o Tricolor no mercado, mesmo com problemas financeiros. A dúvida por ora é saber como ele irá se comportar como técnico, na primeira experiências na função.

O adversário:

O Luverdense-MT, da cidade de Lucas do Rio Verde, está em quarto lugar no Matogrossense, dentro da zona de classificação para as semifinais. Mas perdeu por 2-0 para o Cuiabá na última partida antes da Copa do Brasil. O Luverdense não é um total desconhecido do futebol paranaense: em 2010, enfrentou o Coritiba e foi eliminado com duas derrotas por 0-1. No ano passado, não participou da competição. Valdir Papel, que já passou pelo Vasco, é o rosto mais conhecido do time.

A tabela:

Se passar pelo Luverdense, o Paraná enfrenta o vencedor de Ceará e Gama. Pode pegar o Palmeiras nas oitavas e tem ainda a perspectiva de enfrentar Grêmio e Atlético.

2011 – A odisséia paranaense

O Jogo Aberto Paraná exibiu ontem e hoje as retrospectivas da temporada 2011 para os clubes do Sul do Estado e um resumo dos principais acontecimentos no futebol paranaense em geral.

Acompanhe, relembre alegrias e tristezas e comente!

Atlético

Coritiba

Paraná

Política/Copa/Operário e Interior

Operário na Copa do Brasil: Hélio Cury confirma em vídeo

A despeito da informação acima, divulgada no Twitter oficial do Operário, referindo-se ao diretor técnico Amilton Stival, o Jogo Aberto Paraná antecipou hoje a confirmação feita pelo presidente da FPF, Hélio Cury, de que o Fantasma está na Copa do Brasil 2012. Confira:

Como curiosidade, estive pessoalmente conversando com Hélio Cury para um especial de fim de ano do programa. Quando o perguntei sobre o Operário, ele consultou Amilton Stival antes de gravar. Ficamos os três, frente a frente. E Stival confirmou o Operário para que Cury gravasse a afirmativa.