Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 23/05/2012

O estádio, parte 178
A CBF indicou a Vila Capanema para três jogos do Atlético na Série B. Acertou no atacado, errou no varejo. Não há solução fácil para a questão, pendente – acredite! – desde 2007, quando a Arena confirmou-se sede da Copa-14. O acerto da CBF: o Atlético é parceiro da entidade, da Fifa e do Estado na realização do evento. Sim, se propôs a isso e terá benesses inegáveis. Tem ainda ônus que tem pago sozinho, como se fosse dono do evento (não é, embora a classe política omissa faça questão de referendar isso). O Atlético precisa jogar em algum estádio e em Curitiba. A política é o que pega.

No varejo…
O erro é a escolha do local. A Vila está com o gramado ruim e abrigará 10 jogos em 25 dias, incluindo uma data conflitante em dois jogos do Paraná, em 09/06: encontros com o Guaratinguetá e o Grêmio Metropolitano – palmas à FPF, que não antecipou a B local. Com as chuvas na cidade não haverá gramado que resista. A obrigatoriedade, movida pela falta de diálogo, também é motivo de revolta. Com base entre outras coisas no gramado, o Coritiba ganhou ação no TJD-PR para não alugar compulsoriamente o Couto Pereira que, de fato, era o melhor local para abrigar o Atlético.

Desejo, necessidade, vontade
O Paraná promete ir à justiça para valer sua visão. O Atlético é concorrente direto na Série B e lhe dar abrigo é lhe dar força. No Estadual, o Coxa fez isso. A intenção da CBF ao escolher a Vila, induzida pela FPF, foi clara: preferiu rusga com o Tricolor que com o Coxa. E irá sempre proteger seu parceiro na Copa, não tenha dúvidas. Talvez o Paraná não tenha a mesma força política do Alviverde, mas a novela está longe de acabar. Em um mundo ideal, Coxa e Atlético se acertariam, fariam promoções nos planos de sócios; o Coritiba ganharia valorização nos espaços publicitários do Couto, movimentando a praça mais que apenas uma vez por semana. Bom para os donos de lanchonetes do estádio. Rivais em campo, parceiros fora dele, com inteligência. Certo?

Manual prático de política
Errado. A falta de diálogo é o principal problema. Até essa semana, o público só soube uma versão da história. Mário Petraglia, presidente do Atlético, só se manifestou recentemente, em carta – sem contestações. Há quem assuma como verdade absoluta. Há muita verdade, mas, sem troca de idéias, é mono. Atitudes truculentas e impositivas distanciaram qualquer acordo. A rivalidade besta também: o Atlético jogou N vezes inteira no Couto; o São Paulo FC é tricampeão do Mundo alugando o Morumbi aos rivais. Mas se Petraglia, com seu estilo, não consegue nem agregar sua própria gente, iria conseguir fazê-lo com coxas e paranistas?

Em campo
Copa do Brasil: Coxa passa pelo Vitória, mas 0-0 fora não é tão bom como se supõe. Não pode tomar gols hoje. Precisa jogar mais que em Porto Alegre. Atlético em São Paulo é zebra, só vitória ou empate com mais de três gols. Zebras acontecem, mas eu não apostaria, embora será ótimo ver ambos nas semifinais.

Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 16/05/2012

Ainda o estádio
“O Atlético transferiu pra CBF a responsabilidade. A Copa do Mundo é da CBF, nossas obras são para a Copa, ela que indique o estádio. Jogaremos onde a CBF indicar, até na China.” Esse é Mário Celso Petraglia, presidente do Atlético, em entrevista ao jornalista Oswaldo Eustáquio, da TVCI canal 14, sobre o local onde o Atlético deve mandar os jogos na Série B do Brasileiro. O prazo para indicação do local ao menos do primeiro jogo, dia 5 de junho, acaba hoje. Couto Pereira, Vila Capanema e até o Caranguejão, em Paranaguá, estão na lista. O presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade, esteve na CBF ontem, depois de dar novas entrevistas negando a intenção de alugar o estádio. A diretoria do Paraná, por sua vez, também já afirmou que não quer alugar mais a Vila Capanema. Todos têm sua dose de razão e pecou-se pela falta de diálogo. Seja qual for a decisão da CBF, alguém sairá desagradado.

Copa do Brasil
Em campo, por ora ainda na Vila Capanema, o Atlético recebe o Palmeiras. Jogo bom para esquecer o fracasso no Estadual e tentar chegar pela primeira vez às semifinais da Copa do Brasil. Confronto muito igual. Palmeiras conta com Marcos Assunção, Valdívia e o recém-chegado Mazinho como armas; já o herói-que-virou-vilão Guerrón é a grande arma atleticana. Na gangorra do futebol, jogo bom pra ele se recuperar. Em Salvador, tem Coritiba e Vitória. Com a moral do tri-estadual, Coxa pega o vice-baiano, que tem o artilheiro do Brasil, Neto Baiano, 31 gols. Trazer um empate com gols é de se comemorar. Confronto muito parelho também, com leve favoritismo coxa – mas que passa muito por bom resultado hoje.

E o Brasileiro?
Copa do Brasil hoje, Brasileirão Séries A e B já no final de semana. Tricampeão estadual, o Coritiba é o único paranaense na elite. Objetivamente, com os times que vieram até aqui, Coxa briga pelo G10. Está atrás de Santos, Corinthians, Fluminense, São Paulo, Vasco e Internacional. Se reforçar, pode sonhar com Libertadores. O resto dos times é igual ou pior. Na Série B, Atlético brigará pelo G4 com emoção com o elenco atual. Se reforçar, cumprirá a obrigação de subir. É o grande time da segundona 2012. Tem como adversários Guarani, Vitória, Goiás, Avaí, Ceará e Criciúma. O Paraná corre por fora. Tem potencial pra sonhar, mas tem as limitações de sempre, a começar pelo dinheiro. Outro problema do Tricolor é a maratona de jogos. Jogou segunda, joga hoje em Rolândia, sábado contra o Guarani, terça contra o Goiás. Sobra na B local, mas não terá moleza na nacional. E se não ganhar os dois turnos locais, compromete o calendário em mais dois jogos, se obrigando a jogar semifinal e final, mesmo se tiver melhor campanha. E não pode abrir espaço na B nacional, para não sofrer. Caiu no campo, mas a desorganização das tabelas e regulamentos é um crime contra o Paraná Clube.

Mini-guia da Copa do Brasil, fase IV

Tínhamos quatro, agora seguem apenas dois paranaenses na Copa do Brasil. Mas, pensando bem, não é justo o uso da palavra “apenas” para medir o desempenho de Atlético e Coritiba na principal competição nacional do primeiro semestre. Melhor pensar que, dos oito clubes restantes, 25% são daqui. Outros 25% são da Bahia, 25% de São Paulo, 12,5% de Goiás e 12,5% do Rio Grande do Sul.

Agora não tem mais moleza (se é que algum dia teve) e dentro do que eu entendo ser possível, a dupla Atletiba está atingindo o limite previsto: aposto em ambos nas semifinais e, dali por diante, o que vier é lucro.

Para isso, ambos têm que vencer seus desafios. Vamos então à analise, por ordem cronológica:

Atlético x Palmeiras

Ida: 16/05 – 19h30 – Vila Capanema, Curitiba
Volta: 23/05 – 22h – Arena Barueri, Baruei

O Palmeiras foi o algoz do Paraná Clube na fase anterior e voltará à Curitiba um pouco mais fortalecido do que quando pegou o Tricolor, ainda padecendo da eliminação no Paulistão 2012. Isso já ficou pra trás com as duas vitórias na fase anterior e com a chegada de um atacante que estreou na Vila Capenama: Mazinho.

Mazinho fez dois gols e participou de outro nos 4-0 sobre o Paraná. Contratado junto ao Oeste-SP, foi apelidado pela torcida palestrina como “Black Messi”. É rápido, habilidoso e bom de arremate. Os demais nomes perigosos do Palmeiras continuam sendo Marcos Assunção, Barcos e Valdívia. E Felipão no banco. Vale lembrar que o ex-coxa-branca Henrique, zagueiro, está fora do primeiro jogo, suspenso por expulsão.

Na história, vantagem alviverde: 17 vitórias contra 7 do Furacão – em 35 jogos desde 1968. O Atlético, que jamais passou para as semifinais, terá outro tabu: em dois confrontos pela Copa do Brasil contra o Palmeiras, foi eliminado nas duas vezes. Em 1992, duas derrotas: 0-1 e 1-3. Em 2010, uma derrota e um empate: 0-1 e 1-1 na Arena, com gol do atual coxa-branca Lincoln já no finzinho do jogo:

Mas a série ficou marcada mesmo pela briga entre o ex-atleticano Danilo e o zagueiro Manoel, ofendido pelo ex-companheiro, num episódio lamentável de racismo, lembrado nessa reportagem da TV Bandeirantes:

Se passar pelo Palmeiras, o Furacão pega o vencedor de Grêmio x Bahia nas semis.

Coritiba x Vitória

Ida: 16/05 – 21h50 – Barradão, Salvador
Volta:  23/05 – 22h – Couto Pereira, Curitiba

Tricampeão paranaense, o Coxa mal teve tempo de comemorar e já atravessou o País para pegar um vice-campeão estadual: o Vitória. O time baiano perdeu o título em confronto com o maior rival, Bahia, após dois empates. É possível que ainda sinta o golpe, mas está longe de ser uma galinha morta. Na fase anterior, superou o Botafogo vencendo o jogo no Rio de Janeiro. E tem o artilheiro do Brasil na temporada: Neto Baiano, com 31 gols entre Baianão e Copa do Brasil.

O Vitória é comandado por um interino, Ricardo Silva, que substituiu Toninho Cerezo no comando em meio ao Baiano 2012. O zagueiro Rodrigo Silva (ex-Santos), o volante Robston (sim, aquele) e os meias Geovanni (ex-Barcelona), Tartá (ex-Atlético) e Lúcio Flávio (que começou no Paraná) são os rostos mais conhecidos do rubro-negro baiano, que ainda tem os ex-coxas-brancas Rodrigo Mancha e Pedro Ken, autor de um golaço contra o Botafogo na última fase:

Na história, vantagem coxa-branca com 11 vitórias e oito derrotas em 26 jogos. As equipes nunca se enfrentaram pela Copa do Brasil.

Atual vice-campeão, o Coxa tenta chegar pela quinta vez na história às semifinais.

Se passar pelo Vitória, o Coritiba encara São Paulo ou Goiás nas semifinais.

Por una cabeza: o favoritismo Coxa no Atletiba 347

Pela primeira vez em 2011 – há quem diga que em três anos – o Atletiba apresenta um quadro extremamente parelho em relação às equipes que vão* a campo hoje. Com base nas escalações apuradas ao longo da semana, fiz um levantamento com 11 colegas de imprensa para saber qual seria a seleção do Atletiba, ou seja: qual time tem vantagem sobre o outro em cada posição. E, ‘por una cabeza’ (como o tango de Carlos Gardel), deu Coritiba.

Na opinião de repórteres e comentaristas de vários veículos da cidade, o Coxa teria 6 jogadores contra 5 do Atlético em um suposto clássico Atletiba. E também leva o treinador ao combinado. Vamos conferir a análise da seleção (a lista de votantes e votos está no fim do post), com base nas equipes abaixo:

Couto Pereira 18h

Coritiba:

Edson Bastos; Gil, Jéci, Emerson e Lucas Mendes; Demerson, Léo Gago, Tcheco e Rafinha; Marcos Aurélio e Bill. Téc.: Marcelo Oliveira

Atlético:

Renan Rocha; Edílson, Manoel, Fabrício e Paulinho; Deivid, Kléberson, Cléber Santana e Marcinho; Madson e Edgar Junio. Téc.: Renato Gaúcho

*Considerou-se que Willian, possível surpresa de Marcelo Oliveira no Coxa, está fora do jogo, com Demerson jogando improvisado.

Goleiro

Bastos: unânime

Não houve divergências: entre Edson Bastos e Renan Rocha, os votantes ficaram com a experiência do camisa 1 do Coritiba. Mesmo questionado por parte da imprensa e da torcida alviverde, Bastos segue em alta, em especial na comparação com o rival.

Foram 11 indicações para Edson Bastos, incluindo a do ex-goleiro Gérson, comentarista da 91Rock e do Jogo Aberto Paraná da Band. Com 31 anos, 4 deles no Coritiba, o paranaense de Foz de Iguaçu já passou por grandes e maus momentos no Alviverde.

Se um grande time começa com um grande goleiro, o Coxa larga na frente do Furacão na preferência dos votantes com seu camisa 1 escolhido para a seleção do clássico – antes do jogo.

Lateral-direito

Por 10 votos a 1 – exceção feito ao editor da Band Curitiba, Marco Rafael Pires, que preferiu o improvisado volante Gil – Edilson foi o escolhido para ocupar a lateral-direita do Atletiba 347. É por ali, justamente por outra improvisação (Lucas Mendes), que passa um dos atalhos de uma possível vitória atleticana.

Vantagem de Edílson é ser da posição

Edilson, 25 anos, paranaense de Nova Esperança, vai disputar seu primeiro Atletiba.

Chegou ao Furacão por empréstimo do Grêmio, a pedido do técnico Renato Gaúcho e logo ocupou a vaga que era de Wagner Diniz, mas mesmo assim, alterna bons e maus momentos, não sendo um jogador regular. Vem sendo substituído constantemente pelo antigo titular da posição.

Edílson é melhor na marcação que no apoio, mas costuma fazer bons cruzamentos. Também é bom em cobranças de falta.

Dupla de zaga

Emerson e Fabrício são considerados mais seguros

Ainda que atuem pelo mesmo lado do campo, Emerson e Fabrício foram os escolhidos pelos 11 votantes para formar a dupla de zaga do clássico 347.

Com 9 votos, Emerson é presença em quase todas as seleções do clássico. Vindo do Avaí no início do ano, ajeitou a defesa do Coritiba e chama a atenção pelas atuações sempre seguras. Costuma marcar seus golzinhos em jogadas de bolas paradas pelo Coxa. Tem 28 anos e é natural de Taguatinga-DF.

Já Fabrício obteve 5 votos, contra 4 de Jéci e Manoel, com quem forma dupla no Atlético. Muito da reação atleticana no Brasileiro é atribuída a ele, já que o Furacão tinha sérios problemas defensivos antes dele chegar, por empréstimo. Já defendeu o Paraná e estava no Cruzeiro, mas seus direitos são do Hoffenheim-ALE. Tem 21 anos e é natural do Rio de Janeiro.

Lateral-Esquerdo

Paulinho: peça fundamental

Se quiser vencer o Coritiba e quebrar um tabu de 10 jogos, três anos, o Atlético precisará como nunca de Paulinho. Com Gil improvisado na direita, o Coxa ganha em marcação, mas fatalmente acabará atraindo o lateral-esquerdo atleticano para seu campo de ataque (para o Alviverde, a solução pode ser Rafinha).

No entanto, Paulinho ainda não convenceu os atleticanos de que pode ser esse homem decisivo. Nem totalmente os votantes, que por 8 votos a 3, o preferiram a Lucas Mendes – zagueio improvisado na esquerda.

Sem ser unanimidade, Paulinho vai disputar seu terceiro Atletiba. Chegou ao Rubro-Negro em 2010, para o Brasileiro. Nasceu em Guaranésia-MG e tem 26 anos.

Volantes

Deivid e Gago, os cães de guarda

Formado na base do Atlético, Deivid é a grata surpresa do elenco 2011 do Furacão. É implácável na marcação e sabe sair pro jogo, justamente por ser simples: toca rápido a bola para os meias atleticanos, ao invés de inventar grandes lançamentos.

Caiu nas graças dos rubro-negros ao parar, entre outros, Neymar, Ganso, Lucas (SPFC) e Ronaldinho Gaúcho. Hoje terá a missão de parar Rafinha.

Teve 11 dos 11 votos possíveis, mas competiu contra Demerson; o quadro poderia ser um pouco diferente caso a competição fosse contra Willian, que pode aparecer na função (que é de outro grande marcador, Leandro Donizete). Ainda assim, particularmente, eu manteria meu voto em Deivid, que nasceu em Londrina e tem 22 anos.

Léo Gago abocanhou de ninguém menos que o pentacampeão mundial Kléberson a outra vaga entre os volantes. Gago, que esteve cotado para a Seleção no início do ano, não passou por uma boa fase recentemente, mas ainda assim é um dos principais jogadores do Coxa.

É rápido na marcação e melhor na saída de jogo. Também tem como arma as cobranças de falta. Superou Kléberson por 7 a 3 nos votos (Nadja Mauad, da RPCTV, escalou Tcheco como 2o volante).

Gago já defendeu o Paraná e chegou ao Alviverde vindo do Avaí, em 2010, para auxiliar na caminhada do Bi da Série B. Tem 28 anos e nasceu em Campinas.

Meias

Sem dúvida, a disputa mais apertada e que mostra que o cérebro do Atletiba 347 está em bons pés.

Cléber Santana se reencontrou no Atlético

Por 7 x 5, Cléber Santana superou Tcheco na preferência dos votantes para formar a meia-cancha da seleção.

Decisivo nos últimos jogos atleticanos e com um domínio de bola e noção de espaço invejáveis, Santana certamente será o principal articulador do Atlético no clássico (trabalho para Demerson ou Willian); Cléber Santana andava cabisbaixo com o ex-técnico Adilson Batista, mas se reencontrou com Renato Gaúcho e demonstra o ótimo futebol que o levou do Sport Recife ao Atlético de Madrid.

Nasceu em Olinda-PE e tem 30 anos. Vai para o seu primeiro Atletiba.

Seu “companheiro’ de meia cancha é, na verdade, o principal “inimigo”em campo.

Rafinha: por ele passará o desempenho alviverde

Rafael da Silva Francisco, 28 anos, natural de Guarulhos-SP, chegou ao Coritiba por empréstimo, junto ao São Paulo FC, em 2010, depois de uma passagem pelo Paraná.

Foi decisivo na Série B ano passado, especialmente depois de domar seu gênio intempestivo. Aos poucos, com toques rápidos e tabelas com muita movimentação, tornou-se o principal homem da meia-cancha coritibana.

Firmou contrato com o Coxa após romper na justiça com o Tricolor paulista. Já disputou quatro Atletibas e venceu 3, com um empate. Mas ainda não marcou gols – o que prometeu tentar fazer nesse de logo mais.

Ataque

Ataque: arma alviverde, incógnita rubro-negra

Eis o ponto de desequilíbrio do Atletiba 347, na opinião dos votantes: o ataque.

Bill e Marcos Aurélio foram escolhidosem detrimento da dupla atleticana, Edigar Junio e Madson.

Ex-atleticano, Marcos Aurélio superou Madson por 7 votos a 3 (Nadja Mauad escolheu Marcinho no ataque) e vai para mais um Atletiba alviverde, já que já atuou no Furacão. Ele disfarça mágoa do ex-clube, mas sempre alfineta. É rápido e bom nos arremates. Dará trabalho a Manoel e Fabrício. No último encontro entre ambos pelo Brasileiro, marcou o gol da vitória alviverde por 3-2 no último minuto, em 2009. Eu narrei aquele jogo pela 91Rock e os gols estão aqui, no ótimo serviço do Futebol Paranaense.net. Aurélio tem 27 anos e nasceu em Cuiabá-MT.

A dupla dele, no jogo e na seleção, é com o outrora contestado Bill, mineiro de São Lourenço, 27 anos, que venceu o jovem Edigar junio por 9 votos a 2. Bill vem se tornando um carrasco do Atlético e só nesse ano marcou 3 gols no Furacão. É o típico centroavante de área, tido como grosso pela torcida, protagonizando lances esquisitos, mas muito perigoso e eficiente quando recebe a bola na área.

Técnico

As peças acima ganharão contorno e vida em campo graças aos comandos de dois homens: Marcelo Oliveira e Renato Gaúcho. E por 7 a 4, o técnico coxa-branca venceu o atleticano na preferência dos votantes.

Oliveira superou Gaúcho na votação

Mineiro de Belo Horizonte, Oliveira tem 56 anos e nessa temporada conduziu o Coxa ao título paranaense e a decisão da Copa do Brasil (perdeu para o Vasco). Faz o estilo oposto ao de Renato Gaúcho fora de campo: é discreto e fala pouco, muito embora o treinador atleticano está mostrando uma faceta muito tranquila em Curitiba.

Os votos

Napoleão de Almeida
Edson Bastos; Edílson, Fabrício, Emerson e Paulinho; Deivid, Léo Gago, Cléber Santana e Marcinho; Marcos Aurélio e Bill. Técnico: Marcelo Oliveira

Gerson Dall’Stella – 91Rock, Band Curitiba
Edson Bastos; Edílson, Fabrício, Emerson e Paulinho; Deivid, Léo Gago, Tcheco e Rafinha; Marcos Aurélio e Bill. Técnico: Marcelo Oliveira

Nadja Mauad – RPCTV
Edson Bastos; Edilson, Manoel, Emerson e Paulinho; Deivid, Tcheco, Cleber Santana e Rafinha; Marcinho e Bill. Técnico Marcelo Oliveira

Caio Derosso – Jornal do Estado
Edson Bastos; Edílson, Jéci, Emerson e Paulinho; Deivid, Léo Gago, Cléber Santana, Marcinho; Marcos Aurélio e Bill Técnico Renato Gaúcho

Rodrigo Feres – Paraná Online
Edson Bastos; Edílson, Fabrício, Manoel e Paulinho; Deivid, Kléberson, Cléber Santana e Marcinho, Madson e Bill Técnico Renato Gaúcho

Marco Pires – Band Curitiba
Edson Bastos; Gil, Jeci, Manoel e Lucas Mendes, Deivid, Kleberson, Cleber Santana e Rafinha; Marcos Aurelio e Bill Técnico: Renato Gaucho

Renan Ceschin – Band Curitiba
Edson Bastos; Edílson, Fabrício, Emerson e Lucas Mendes; Deivid, Léo Gago, Cléber Santana e Rafinha; Madson e Edigar Junio Técnico: Renato Gaúcho

Gustavo Marques – CBN Curitiba, PFC
Edson Bastos; Edílson, Jéci, Emerson, Paulinho; Deivid, Léo Gago, Tcheco e Rafinha; Marcos Aurélio e Bill Téc.: Marcelo Oliveira

Nicolas França – Gazeta do Povo
Edson Bastos; Edílson, Fabrício, Emerson e Paulinho; Deivid, Léo Gago, Tcheco e Rafinha, Marcos Aurélio e Bill. Técnico: Marcelo Oliveira

Kako Mazanek – Rádio Transamérica
Edson Bastos; Edílson, Manoel, Emerson e Lucas Mendes; Deivid, Léo Gago, Tcheco e Rafinha, Madson e Bill. Técnico: Marcelo Oliveira

Silvio Rauth Filho – Jornal do Estado
Edson Bastos; Edílson, Fabrício, Emerson e Paulinho; Deivid, Léo Gago, Cléber Santana e Marcinho; Marcos Aurélio e Bill. Técnico: Marcelo Oliveira

Seleção
Edson Bastos; Edílson, Fabrício, Emerson e Paulinho; Deivid, Léo Gago, Cléber Santana e Rafinha; Marcos Aurélio e Bill. Técnico: Marcelo Oliveira

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Túnel do tempo: Brasileiro B 1992

Paraná e Vitória se enfrentam hoje em Salvador, pela Série B do Brasileiro 2011. Será o 20o jogo entre as equipes, com vantagem paranista nos 19 anteriores: 9 a 6.

O primeiro jogo entre as equipes foi em 1992. Foi na primeira partida da final da Série B daquele ano. O Tricolor venceu, 2-1, em Curitiba, e viajou a Salvador precisando de um empate para conquistar seu primeiro título nacional (ainda que B) com 3 anos de vida. Vale lembrar que, na época, o Estado do Paraná tinha apenas o Coritiba com a Série A de 1985 e o Londrina, campeão da B em 1980 como campeões nacionais.

Em Salvador, jogo pegado. Aquele Vitória era a base do time que chegaria ao vice da Série A no ano seguinte, perdendo para o Palmeiras, com Dida e Alex Alves, entre outros. Mesmo assim, em uma arrancada pelo meio, Saulo, o Tigre da Vila, mandou essa para dentro:

O gol deu o título ao Paraná, que permaneceu na elite até 2000, quando uma canetada o jogou no Módulo inferior (Amarelo) da Copa João Havelange, um artifício usado pela CBF para salvar Botafogo e Fluminense da Série B, mediante uma ação do Gama. Naquele mesmo ano, o Paraná conquistou, sobre o São Caetano, seu segundo título de Série B, tendo a chance de disputar as finais da Copa – ou seja, a Série A – na mesma temporada. Parou no Vasco de Romário, que seria o campeão da primeira divisão. Mas isso é história pra outro post…