Suburbana: O Mundo já pode acabar – Iguaçu campeão 2012!

Foi sofrido, suado. Até mesmo um dilúvio, parecendo que o Mundo ia realmente acabar, impediu a conquista na data original. Mas nem o fim do Mundo, nem o Bairro Alto, puderam impedir a festa do Iguaçu. Que venham os Maias!

por Ana Claudia Cichon*

  • Camisa alvi-negra da colônia famosa, só da alegria ao seu torcedor

E quanta alegria. No sábado (15), a torcida iguaçuana era só sorrisos. Depois de perder o primeiro jogo por 2-1, vencer o segundo de virada, pelo mesmo placar, e de ver o mundo cair e cancelar a terceira partida, finalmente pôde tirar o grito de campeão, preso há 20 anos na garganta. Laércio – o cara das finais, com três gols em três jogos – balançou as redes aos 32 do primeiro tempo, o gol que garantiu o campeonato.

A partida, que começou calma, pegou fogo no segundo tempo, com quatro expulsões: João Paulo, pelo lado do Bairro Alto, e Émerson, Luisinho Netto e Laércio pelo Iguaçu. Nos últimos segundos, já debaixo de chuva, que não podia deixar de fazer parte da festa, até o goleiro Roberson se arriscou em busca do empate para o CABA, mas nada podia ser mudado.

Apito final, taça na mão e trajeto do Francisco Muraro até o Egídio Pietrobelli feito em carro de bombeiros. O Iguaçu deu muita alegria ao seu torcedor.

  • No campo da luta ela é valorosa e o seus atletas têm raça e valor

Vilson, Leandro, André, Clé, Merci, Flávio, Luciano, Émerson, Luisinho Netto, João Madureira, Nilvano, Douglas, Hideo, Laércio, Guilherme, Samuca, Franco, Je, João Victor, Murilo, Marlon, Du, Fábio e Ricardinho.

Estes são os 24 jogadores que fizeram parte do grupo campeão, que jogaram com raça e amor à camisa, que lutaram do início ao fim do campeonato acreditando neste título, junto à comissão técnica e diretoria.

  • Iguaçu hó esquadra querida, Iguaçu tantas vezes campeão

1959, 1962, 1966, 1967, 1973, 1977, 1992 e agora 2012.

Com os oito títulos, o clube é o segundo maior campeão da Suburbana, atrás apenas justamente do grande rival, Trieste.

  • Iguaçu meu amor, minha vida, serás eterno em meu coração

Seria o Iguaçu o Corinthians da Suburbana paranaense? Campeões no mesmo final de semana (o Timão conquistou o Mundial de Clubes no domingo), os dois clubes são alvinegros e, por esta parte do hino iguaçuano, lembramos não só da música entoada no Pacaembu “Corinthians minha vida, Corinthians minha história, Corinthians meu amor” como também do hino corintiano – eternamente dentro dos nossos corações.

  • Pavilhão altivo coberto de glória, tornando mais forte a sua mocidade

93 anos, com corpinho de 25. O clube mais antigo do futebol amador de Curitiba, fundado em 6 de junho de 1919, juntou a experiência e a juventude dentro e fora de campo para a conquista deste título.

  • Tens na lealdade a sua vitória, orgulho maior de Santa Felicidade

Crianças, jovens, adultos, senhores e senhoras. O Iguaçu é de todas estas pessoas que acompanham a equipe. De todos que auxiliam no barraquinha do pão com bife, que cuidam dos uniformes, que deixam o gramado em boas condições, que divulgam o clube nas redes sociais, que gritam, sofrem e estão com o clube em todos os jogos. Vocês são o orgulho maior do Iguaçu!

  • Confira fotos e vídeos da comemoração do título:

Fotos, clique aqui.

Ao final da partida, jogadores fazem a festa

Torcida iguaçuana esteve presente no Francisco Muraro e comemorou junto com os atletas:

Hideo, Nilvano, Luciano e Leandro falam um pouco sobre a emoção da conquista: 
http://www.youtube.com/watch?v=ueb0vGM1n14&feature=youtu.be

Luisinho Netto, multicampeão, levanta mais uma taça:

Não importa se é Copa do Mundo ou Suburbana, a volta olímpica faz parte da comemoração:

Presente no último título do Iguaçu, em 92, ainda como jogador, o hoje auxiliar e preparador físico se emociona com a vitória:

Com a palavra, o presidente:

O texto é uma tentativa de homenagear a todos que de alguma forma fazem parte da Sociedade Operária Beneficente Esportiva Iguaçu, esse clube tão simpático e acolhedor. Parabéns pela conquista!

Parabéns também ao Bairro Alto, que com grandes méritos chegou à final e fez o duelo ganhar em emoção e em bom futebol e a todos os outros clubes que engrandeceram este campeonato ao longo de 2012. Que em 2013 o futebol amador do Paraná conquiste ainda mais força e espaço.

Os parágrafos são de trechos da letra do hino do Iguaçu, cujo autor são o Tenente Sebastião Lima e ainda Pedrinho Culpi, como coautor.

*Ana Claudia Cichon é jornalista e acompanhou a Suburbana 2012 pelo blog.

Suburbana: São Pedro, em grande atuação, adia a decisão

São Pedro mandou ver no último sábado! O Murarão estava cheio para conhecer o campeão da Suburbana 2012, mas o velhinho abriu as torneiras e a água desabou. Mais uma semana pra saber quem fica com a taça…

por Ana Claudia Cichon*

A previsão do tempo anunciava pancadas de chuva para este sábado (08), mas ninguém imaginava que fosse cair o mundo no estádio Francisco Muraro, em Santa Felicidade. Os jogadores entraram em campo debaixo de algumas gotas d’água, mas durante a primeira estrofe do hino nacional o temporal veio forte, com muito vento, e só os fortes permaneceram em campo. Mas não por muito tempo… depois de cantarem metade do hino e trocarem cumprimentos, todos voltaram aos vestiários, antes mesmo do apito do árbitro.

Impraticável (fotos: Ana Claudia Cichon)

Cerca de 20 minutos, com menos chuva e mais poças, jogadores e árbitros retornaram ao gramado, mas a situação estava complicada. Nas linhas laterais e principalmente em uma das bandeirinhas de escanteio o esporte mais propício a ser praticado era pólo aquático, e não futebol. Rogério Correa, zagueiro e capitão do Bairro Alto, cogitou que o jogo fosse realizado normalmente e que, em caso de escanteio por aquele setor, a cobrança fosse batida do outro lado. “Uma das maiores pérolas que já ouvi no futebol”, brincou Luisinho Netto, capitão do Iguaçu, que ainda completou: “o campeonato inteiro tivemos bons jogos. É até injusto disputarmos justamente a final nestas condições, sem contar que o risco para os atletas é muito grande”.

Conversando com jogadores, comissão técnica e membros da FPF, o árbitro da partida, Ronaldo Parpinelli, decidiu adiar a partida, pois além da preocupação com a integridade dos atletas outro problema era a iluminação do estádio, que podia não ser suficiente caso a decisão fosse para prorrogação e pênaltis, já que o atraso passava de uma hora.
A FPF deve se reunir com os diretores dos clubes nesta segunda-feira (10) e homologar a decisão da Suburbana para o próximo sábado (15), às 16h, no mesmo estádio, o Francisco Muraro.

  • Juniores conhecem o campeão

Na partida preliminar – disputada ainda debaixo de sol – o Caxias conquistou o título na categoria Juniores depois de reverter o resultado da primeira partida (havia perdido por 4×3 para o Uberlândia) e levar a decisão para a prorrogação.

No tempo normal o Caxias fez 2 -1, com gols de João e Pedro e Murilo. O Uberlândia descontou com Guilherme e pressionou até o último minuto, pois o empate garantia o troféu, mas não teve jeito. Prorrogação.
Com as duas equipes buscando o gol e os goleiros trabalhando bastante, a torcida já estava ansiosa pelos penais quando Nilton chutou, a bola acertou a trave e entrou. Caxias 1 – 0 Uberlândia. O gol do título.

*Ana Claudia Cichon é jornalista e descobriu que precisa se especializar em polo aquático, nado sincronizado e outros esportes aquáticos

Suburbana: Iguaçu leva final para Super-Decisão

Time de Santa Felicidade reverte vantagem do Bairro Alto e taça vai à jogo na casa do rival Trieste

 

por Ana Claudia Cichon*

A atmosfera estava diferente no Estádio Egídio Pietrobelli no último sábado (01). Horas antes do início da partida, já era possível perceber que o dia era especial. Na área social do clube da casa, jogadores, comissão técnica e torcedores do Iguaçu aproveitavam um belo churrasco, tentando tirar o foco da pressão que enfrentariam em instantes. O semblante demonstrava animação e confiança, mas era impossível esconder o nervosismo. Final é final. E precisando de um resultado positivo para não somar mais um ano sem títulos na Suburbana, o frio na barriga aumenta ainda mais.

A movimentação de imprensa também refletia a importância do jogo. Digna de final de campeonato. As equipes de rádio e TV buscavam espaço onde era possível. A mesa do delegado da FPF se transformou em uma segunda cabine de imprensa, alguns suportes foram improvisados para as câmeras e os fotógrafos se espalharam pelo campo.

E final é final. Até na preliminar. Pela categoria Juniores do Amador da Capital, foi realizada a primeira partida da decisão. Uberlândia 4-3 Caxias. Um bom aperitivo para o público, que compareceu em peso ao estádio. Até jogadores e dirigentes do Iguaçu se surpreenderam com a presença da torcida, que acabou rapidinho com o pão com bife do Pelé enquanto acompanhou um jogo cheio de emoção.

  • O jogo

O Bairro Alto entrou em campo precisando apenas de um empate para comemorar o bicampeonato. Mesmo sem um dos seus principais jogadores – Massai, suspenso pelo terceiro amarelo – a equipe começou bem, e logo aos 14 minutos aumentou a vantagem pelo título. Depois de bonita jogada de Edmílson pela esquerda, Marcelo Tamandaré completou pro fundo das redes.

O gol foi um balde de água fria para o Iguaçu. Sem conseguir criar boas jogadas, o time parou na boa marcação do Bairro Alto. O jogo ficou truncado, mas sem muita emoção. Parecia que o time da casa tinha aceitado o resultado.

Na volta o intervalo, Juninho fez duas alterações. Três, na verdade. Guilherme e Nilvano, que durante todo o campeonato foram titulares e começaram a decisão no banco entraram nos lugares de Ricardo e Émerson, respectivamente. Estas foram as mudanças técnicas. A outra foi no brio dos jogadores.

A chuva que caiu no intervalo parece ter trazido dose extra de emoção. Logo aos cinco minutos Luisinho Netto acertou a trave, mostrando que a equipe da colônia italiana não entregaria o troféu tão fácil assim. Aos 25 minutos, o lance decisivo. Hideo acertou bonito chute e empatou a partida. “Foi no momento certo”, comentou animado o auxiliar do Iguaçu, Luisinho.

O Bairro Alto, que já ouvia sua torcida gritar “É campeão”, ainda estava na vantagem, afinal o empate garantia o título. Mas sabia que não poderia facilitar. Em contra-ataques, tentava chegar ao gol, mas a tarefa não estava assim tão fácil. O Iguaçu seguiu pressionando, contando com o apoio dos torcedores. Aos 30 minutos Luisinho Netto fez boa jogada pela direita, mas o goleiro Roberson fez excelente defesa, impedindo a virada. Sete minutos depois, o mesmo Luisinho Netto teve outra grande oportunidade, em cobrança de falta. A bola bateu na barreira.

No rebote, porém, Luisinho enxergou Guilherme entrando livre pela direita. O atacante cruzou a bola, que encontrou Laércio. Como bom atacante, ele não perdoou. Iguaçu 2-1. E lágrima nos olhos do treinador iguaçuano.

Enquanto um lado comemorava, o outro reclamava. Jogadores do Bairro Alto foram para cima do bandeirinha, alegando que um jogador do Iguaçu estava impedido e atrapalhou a marcação. Na confusão, cartão vermelho para o técnico Bananinha.

A partir daí, ‘bola pro mato que o jogo é de campeonato’. O jogo ganhou contornos dramático. O goleiro Vilson fez duas boas defesas, Orlei foi expulso e o Iguaçu ainda fez mais um gol, desta vez anulado pelo bandeira. Ao apito final, festa da equipe de Santa Felicidade, que conseguiu virar a partida, evitando o título do Bairro Alto.

A decisão fica agora para o próximo sábado (08), no campo do Trieste. Em caso de empate, prorrogação e, se necessário, pênaltis. O jogo promete. Se você acompanha o futebol amador, não deixe de prestigiar. Se você ainda não conhece, aproveite a oportunidade de ver o futebol verdade de perto. Não tem nem a desculpa do Brasileirão…

Iguaçu: Vilson, Clé, Flávio, Luciano, Émerson (Nilvano), Luisinho Netto, Douglas, Ricardo (Guilherme), Hideo, Laércio e Marlon (Jé). Técnico: Juninho

Bairro Alto: Roberson, George, Rogério Correa, Luciano, Flamarion, Juninho, Zé Nunes, Orlei, Marcelo Tamandaré, Cainho (Fábio) e Edmílson (João Paulo). Técnico: Bananinha

*Ana Claudia Cichon é jornalista e falou sério: você deve mesmo ir à decisão na casa do Trieste, para matar a saudade do futebol-verdade, cerveja no estádio e pão com bife.

Novo “Alex Mineiro”, Orlei rouba a cena na decisão da Suburbana

Ídolo atleticano, decisivo na reta final em 2001, vê colega de time Orlei aparecer com gols decisivos na Suburbana

por Ana Claudia Cichon*

Gols decisivos contra o Iguaçu parecem ser a especialidade de Orlei. Na partida de volta da segunda fase do amador, o meia foi o responsável pelo tento de empate da equipe do Bairro Alto, que garantiu um ponto importante para a classificação às semifinais.

No jogo deste sábado, o careca – eventualmente confundido com os outros cabeças raspadas do elenco, Rogério Correa e Flamarion – mais uma vez deixou a sua marca contra o alvinegro de Santa Felicidade.

Orlei, carequinha que encarnou Alex Mineiro nos últimos jogos do Bairro Alto (Fotos e vídeo: Ana Cichon)

Mas o ano não foi de tantas alegrias assim para o meio-campista. No início do ano foi contratado pelo Grecal, clube profissional de Campo Largo, para disputa da segunda divisão do Campeonato Paranaense. Após algumas partidas, a falta de pagamento o desanimou e decidiu voltar para o amador (em 2008 teve uma passagem pelo Trieste). Chegou ao Bairro Alto, mas também não ficou muito tempo.

“Algumas coisas não estavam me agradando, então eu preferi sair. Voltei no início de novembro, quando o Bananinha assumiu o comando, e agora estou feliz com o trabalho”.

Aos 26 anos, Orlei ainda sonha em voltar ao profissional. O atleta já teve passagens pelo Coritiba, Operário, J. Malucelli e pelo Grecal e espera que o bom desempenho na final da Suburbana ajude a servir de vitrine para o retorno.

  • O jogo

Até o tempo colaborou para um bom espetáculo na primeira partida da final da Suburbana. No jogo deste sábado (24), no estádio Pedro de Almeida, as últimas gotas de chuva pararam de cair minutos antes das duas equipes entrarem no gramado. E assim que o juiz assoprou o apito, a emoção tomou conta do jogo. O público – menor do que o esperado, mas ainda assim expressivo, se lembrarmos que, além do tempo instável, havia o derby entre Atlético x Paraná, valendo o acesso do rubro-negro à série A do Brasileirão – pode ver um jogo digno de final.

Nenhuma das duas equipes teve grandes chances até os 20 minutos, quando Douglas acertou um bonito chute de fora da área, parando na defesa de Roberson. Marcando bem e dando pouco espaço para o time visitante, o Bairro Alto dominava a partida, e nas jogadas aéreas tentava chegar ao gol adversário. Primeiro Edmílson cabeceou, e a bola passou a direita do gol. Flamarion também tentou, e o goleiro Vilson espalmou para escanteio. Na cobrança, Massai colocou a bola na cabeça de Rogério Correa, que completou para o fundo das redes. Bairro Alto 1-0 Iguaçu, aos 29 minutos do primeiro tempo, que ainda teve uma boa chance para cada lado, com Laércio e Zé Nunes.

Na volta do intervalo o jogo ficou muito mais aberto, com o Iguaçu pressionando e o Bairro Alto investindo nos contra-ataques. Parando nas boas defesas de Roberson, o time de Santa Felicidade não conseguiu chegar ao empate, e aos 34 minutos viu Orlei acertar belo chute e ampliar o placar.

Desta vez não deu para o goleiro Roberson

A pressão só aumentou e, aos 38, Laércio venceu o arqueiro Roberson e fez um golaço. Os minutos finais foram de muita tensão, mas o placar ficou assim: Bairro Alto 2-1 Iguaçu.

No próximo sábado (01) o jogo é no estádio Egídio Pietrobelli, às 16h. O Bairro Alto joga por um empate para conquistar o bi campeonato. Em caso de vitória do Iguaçu, por qualquer marcador, teremos uma terceira partida para definir o vencedor da Suburbana 2012.

Bairro Alto: Roberson, George, Rogério Correa, Luciano, Flamarion, Caio (Juninho), Zé Nunes, Orlei, Massai, Marcelo Tamandaré e Edmílson. Técnico: Bananinha

Iguaçu: Vilson, João Madureira, Flávio, Lucino (Merci), Luisinho Netto, Emerson, Douglas, Nilvano (Jé), Hideo, Laércio e Guilherme (Marlon). Técnico: Juninho

Suburbana: coxa-branca é destaque em time atleticano

Bairro Alto, refúgio dos campeões brasileiros Nem, Rogério Correa e Alex Mineiro, tem no ex-coxa Massai o ponto de armação das jogadas

por Ana Claudia Cichon*

Único jogador que permaneceu no elenco do Bairro Alto após o título da Suburbana no ano passado, Massai ainda está se adaptando ao ritmo do futebol amador. O currículo, no entanto, já está recheado: bi-campeonato da Taça Paraná (2011 e 2012), pelo Inter de Campo Largo, e o caneco do Campeonato Amador da Capital, ano passado. E nesse sábado (17), comemorou a classificação para mais uma final, inclusive marcando um gol.

Responsável pela armação das jogadas, o meio campo também é referência nas bolas paradas, deixando sua marca em diversos jogos. Aos 28 anos, Massai teve longa passagem pelo Coritiba (2002 a 2007), e acredita que esta experiência faz a diferença dentro de campo. “O amador é muito diferente do profissional, mas hoje é uma competição muito forte, de alto nível. Ter jogado com vários atletas no futebol profissional facilita, e é bom para podermos transmitir tranquilidade aos mais jovens”, garante.

A opção pelo amador, no entanto, veio de uma necessidade familiar. “Depois que sai do Coritiba fui para alguns clubes menores, do interior, e não tinha condições de levar minha família junto. Com a distância, meu filho acabou desenvolvendo diabetes emocional. Não tinha como ficar longe dele”.

O sonho do futebol profissional ficou de lado, mas ele não se arrepende da opção. “Hoje estou perto da minha esposa e do meu filho, além de estar feliz no Bairro Alto, ainda mais agora, disputando mais um título”, finaliza.

O jogo

Precisando da vitória para levar a partida para a prorrogação, a equipe do Combate Barreirinha começou atacando, mas sem levar grande perigo à meta do goleiro Roberson. O primeiro grande lance do jogo veio pelo lado do Bairro Alto. George fez boa jogada pela direita, chutou em cima do goleiro e no rebote cabeceou para fora. O jogo continuou equilibrado até que aos 34 minutos Guilherme derrubou Flamarion dentro da área e o juiz marcou pênalti. George foi para a cobrança e abriu o marcador para o time da casa. O Combate até tentou a reação e chegou ao gol de empate quatro minutos depois, mas foi marcado impedimento no lance.

Na segunda etapa o Combate foi para o tudo ou nada e mais uma vez, assim no jogo de ida, brilhou a estrela do arqueiro do Bairro Alto. Logo aos sete minutos Alex Pinhais teve a chance do empate, mas o chute parou nas mãos de Roberson. A equipe visitante continuou forçando o jogo, mas aos 26 Massai ampliou o placar após batida de falta pela direita.

Bairro Alto conquistou a vaga em mais uma decisão na Suburbana (Foto: Ana Claudia Cichon)

Atrás no placar, o Combate tentou arranjar forças, mas sofreu com as expulsões de Guilherme e Willians. Alex Pinhais ainda tentou descontar, mas mais uma vez parou na defesa de Roberson. Com o resultado, o Bairro Alto garantiu vaga na disputa da grande final da Suburbana e enfrenta o Iguaçu, que venceu o Santa Quitéria nos pênaltis (4-3), depois de perder por 1-0 no tempo normal.

A primeira partida da decisão será no próximo sábado (24), no estádio Pedro de Almeida. O jogo da volta acontece no dia 1º de dezembro, no estádio Egídio Pietrobelli.

Bairro Alto (de preto): Roberson, George (Tiago), Rogério Correa, Luciano, Flamarion, Juninho, Orlei, Massai, Zé Nunes, João Paulo e Edmílson (Fábio). Técnico: Bananinha

Combate Barreirinha (de branco): Ricardo, Buiú (Douglas), Elízio, Guilherme, Anderson, Rubão (Marcelinho), Geraldinho, Bruno, Nenê (Marcinho), Alex Pinhais e Willians. Técnico: Beto

  • Resultados da rodada

Bairro Alto 2-0 Combate Barreirinha
Santa Quitéria 1-1 Iguaçu (nos pênaltis 3-4)

*Ana Claudia Cichon é jornalista e colabora com o blog escrevendo sobre a Suburbana.

Suburbana: Veja onde anda Laércio, autor do primeiro gol Coxa na Libertadores 2004

por Ana Claudia Cichon*

Dez de fevereiro de 2004. Há exatos oito anos e nove meses, Laércio entrava para a história do Coritiba como autor do primeiro gol do clube na Taça Libertadores da América daquele ano, na derrota do Coxa para o Sporting Cristal por 4-1 em Lima, no Peru.

Dez de novembro de 2012. O atacante marca o segundo gol da equipe do Iguaçu na primeira partida da semifinal da Suburbana, ajudando o clube a consolidar o resultado e a depender apenas de um empate no jogo da volta para garantir uma vaga na grande final.

Sempre decisivo, Laércio está no seu segundo de amador, mas já tem um currículo vitorioso. Em 2011 foi vice-campeão do Campeonato Amador da Capital pelo Trieste e campeão do Sul Brasileiro pelo Inter de Campo Largo. Neste ano já faturou mais caneco – Taça Paraná, também pelo Inter – e espera poder ajudar o Iguaçu a sair da fila, que já dura 20 anos.

“Estamos com um time bem entrosado, um grupo bem fechado. Joguei junto com o Flávio [zagueiro] no Coritiba, então já nos conhecemos bastante, e este ano também estive junto com o Hideo e com o Luisinho no Internacional. Fica fácil jogar. E tá todo mundo focado em busca desse resultado positivo”.

Com 28 anos anos, o faro de gol ainda está forte e com o bom desempenho no amador o atleta espera poder voltar aos campos profissionais. “Já tive algumas propostas, mas estou analisando as condições”. O título, ele confirma, aumentará as chances de novos contratos, mas ele não descarta permanecer no amador.  Além de jogar pelo Coritiba, a carreira de Laércio, que teve início no Fluminense, inclui passagens pelo Fortaleza, Rio Branco – PR, Iner Turku (Finlândia), Guarani de Juazeiro, Icasa, Volta Redonda, Paranavaí, Operário e Nacional – PR.

  • Uma dupla pra lá de afinada

Juninho e Luizinho. Parece nome de personagens de história em quadrinhos, ou quem sabe de uma dupla sertaneja… mas Alei Silva Jr. Luiz Fernando Cavassim são, respectivamente, técnico e auxiliar da equipe do Iguaçu. E, mais do que isso, uma dupla que já vem trabalhando junta 14 há anos, conquistando títulos e divulgando atletas para o mundo do futebol.

Há alguns jogos, porém, quem vem comandando a equipe à beira do gramado é Luizinho, já que o técnico Juninho sofreu uma punição e não pode ficar no banco de reservas. E a sintonia é tão grande após tantos anos de amizade e trabalho conjunto que o rendimento do time não caiu. Pelo contrário… o Iguaçu segue na briga em busca do octacampeonato (59, 62, 66,67, 73,77 e 92).

O jogo

Cara de decisão. Ao entrar em campo na tarde deste sábado (10), no estádio Egídio Pietrobelli, o Iguaçu foi saudado com uma enorme queima de fogos. Do outro lado, uma pequena mas animadas torcida do Santa Quitéria empurrava o time visitante. O jogo, considerado por muitos a final antecipada da competição, fez jus ao esperado. Com os dois times buscando o gol, a primeira grande chance veio com o Santa Quitéria, que aos 20 minutos viu Júnior perder a chance de abrir o placar cara a cara com Vilson. Como dizem por aí, o castigo vem a cavalo… três minutos depois, Douglas aproveitou cruzamento de Luisinho Netto e cabeceou para dentro do gol.

Douglas ainda teve a possibilidade de aumentar o marcador em jogada muito parecida, mas desta vez a bola foi para fora. O Quitéria ameaçou com Cristiano, de cabeça, e com um chute de fora da área de Salário, mas o primeiro tempo acabou com vantagem da equipe da casa.

Na segunda etapa o técnico Jurandir Senna fez algumas alterações e colocou seu time para o ataque, mas o domínio foi do Iguaçu. Logo no início Laércio aproveitou bom cruzamento de Guilherme, mas cabeceou para fora. Aos 15, Nilvano acertou um chute e obrigou o goleiro Jonas a fazer uma bonita defesa.

Mas aos 27, Laércio deu números finais ao jogo. Hideo fez bela jogada e lançou para Clé que deixou o camisa 9 da equipe alvinegra sozinho na cara do gol. Iguaçu 2-0 Santa Quitéria. Agora a equipe de Santa Felicidade joga por um empate para seguir na competição. Em caso de vitória do Quitéria, por qualquer marcador, o jogo para a prorrogação.

Na outra partida da semifinal, no Recanto Tricolor, Combate Barreirinha 1-3 Bairro Alto. O atual campeão da Suburbana também só depende de um empate para disputar mais uma final.

Iguaçu: Vilson, Douglas, Flávio, Luciano, Luisinho Netto, Émerson, João Vitor, Nilvano (Clé), Laércio (Franco), Hideo e Guilherme (Marlon). Técnico: Juninho

Santa Quitéria: Jonas, Salário, Juninho, Leandro, Edinalndo, Dionatan, Júnior (Leandrinho), André (Marcelo Maia), Dinda, Feijão, Cristiano (Fernandinho). Técnico: Jurandir Senna

  • O rei do pão do bife

Aleluia! Sábado foi dia de provar o pão com bife do Iguaçu, o pão com bife do Pelé. E olha, valeu a pena a espera. Vem carne pra mais de metro, daquela bem suculenta e saborosa, mas eu seria mais feliz se tivesse um pouquinho mais temperada. E o 10 só não vem por esse e por outro motivo: o pão não tava tão crocante quanto a minha exigência gostaria. Mas ó, aprovadíssimo. Quem for pro Egídio Pietrobelli não pode deixar de provar. Custa R$3,00.

*Ana Claudia Cichon é jornalista e não pôde ir à Lima cobrir o jogo em 2004, mas viu Laercio marcar em Santa Felicidade mesmo.

Suburbana: Goiano, paranaense e paranista

Agora na Suburbana, Goiano não deixou de mostrar a velha raça que o deixou nos corações tricolores. Mas não teve sucesso contra o Iguaçu

por Ana Claudia Cichon*

Por 13 anos, vermelho, branco e azul foram as cores que Goiano vestiu diariamente. Emerson Bueno dos Santos, nascido em Bom Jardim(GO) – e por isso o apelido – começou a carreira no Paraná em 1996, ainda no juvenil e jogou pelo clube tricolor até 2009, deixando saudades na memória dos torcedores paranistas.

Aos 33 anos, o volante teve passagens pelo Santa Cruz e pelo Rio Branco, e este ano resolveu vestir outra camisa tricolor. Trocou o azul do pelo verde, o profissional pelo amador e de quebra ainda ganhou a braçadeira de capitão do Trieste, equipe de Santa Felicidade onze vezes campeã da Suburbana.

“Cheguei com o campeonato em andamento, mas fui bem recebido por todos. O Trieste é um clube bem estruturado e o futebol amador de Curitiba é um dos melhores do Brasil, muito forte. A experiência está sendo muito boa”.

Um dos mais experientes do grupo, Goiano tenta passar seus ensinamentos para os garotos que estão começando. “É preciso se dedicar e provar a todo jogo, todo treino. A regularidade é muito importante, assim como a parte tática”, explica.

A faixa para Goiano, sempre vista na Vila Capanema (Imagem: Blog Torcedor Paranista)

 

Goiano espera poder jogar ainda mais um ano no futebol profissional, mas garante que se não receber propostas, ou depois de encerrar as atividades futebolísticas, volta pro amador, com a expectativa de fazer um bom trabalho. É esperar – e torcer – para ver!

  • O jogo

Com a vaga para as semifinais garantida, o Iguaçu recebeu o Trieste neste sábado (03), no estádio Egídio Pietrobelli em ritmo de treino e poupando seus principais jogadores. A equipe triestina, por outro lado, entrou em campo dependendo não só de uma vitória, mas torcendo por um tropeço do Bairro Alto no confronto contra o Novo Mundo.

O primeiro tempo foi fraco. Muitos erros de passes e poucas chances claras para os dois times. Mas no finalzinho Laércio sofreu falta dentro da área. Pênalti. Nilvano cobrou e abriu o placar para o time da casa.

A sequência da cobrança de Nilvano: fim da linha para o Trieste (Fotos: Ana Cichon)

Na segunda etapa o técnico Rossano foi para o tudo ou nada, mas não deu para a equipe tricolor, que depois de três vices-campeonatos fica de fora das semifinais da competição.

Iguaçu: Leandro, Franco, Mérci, Emerson, João Vitor, Clé, Piter (Samuca), Fábio (Ricardinho), Nilvano (João Madureira), Laércio e Jé. Técnico: Juninho

Trieste: André, Alan, Dalton, Dudu (Melk (Pilo)), Raul, Adam, Goiano, Aroldo, Malzone, Flávio e Juninho (Edvaldo). Técnico: Rossano.

  • Resultados da rodada:

Iguaçu 1-0 Trieste
Bairro Alto 5- 3 Novo Mundo
Santa Quitéria 1-2 Combate Barreirinha

*Ana Claudia Cichon é jornalista e troca facilmente uma novela por um jogo da Suburbana, sem deixar de ser feminina

Suburbana: Iguaçu perde invencibilidade para cria da casa

Ah, o futebol. Traiçoeiro como uma cobra, nos pega de surpresa em qualquer ambiente, seja na Champions League, seja na Suburbana. Azar do Iguaçu, que viu um jogador criado em casa, agora atuando no Novo Mundo, acabar com a invencibilidade do time no campeonato.

 

por Ana Claudia Cichon*

Enquanto assinava a súmula, antes do início da partida, o camisa 19 do Novo Mundo virou para o diretor de futebol do Iguaçu, Jadir Setti, e comentou: “Já joguei pelo Iguaçu, quanto eu tinha uns 15, 16 anos. É um clube muito bem estruturado, gostoso de jogar”. O dirigente, é claro, ficou contente em ouvir e sorriu, agradecido. Só não imaginava o desfecho do jogo…

O volante Jhony, que há onze anos vestia a camisa alvinegra, trocou o preto pelo vermelho e agora defende o alvirrubro, inclusive honrando a tarja de capitão da equipe do Novo Mundo. Com passagens também pelo Uberlândia, conta que ficou longe do futebol amador por algum tempo, mas já soma cinco anos nos campos de várzea e afirma: “Aqui no futebol amador somos uma família”.

Com 27 anos, Jhony comanda o Novo Mundo ao lado dos habilidosos Fernando e Natan (responsável pelo gol que abriu o placar da partida, após bonita tabela com Juliano) e garante que, mesmo recebendo valores irrisórios quando comparado com o futebol profissional – ou mesmo com o que alguns medalhões têm recebido no amador – a Suburbana tem um diferencial muito importante, que compensa todas as outras situações. “O churrasco e a cervejinha entre amigos depois do jogo não têm preço”.

  • O jogo

Com a equipe de Santa Felicidade liderando o grupo B com folga e o Novo Mundo em último, somando apenas um ponto, esperava-se uma superioridade do Iguaçu, mas não foi isso que se viu nos gramados da Arena Vermelha. A equipe alvinegra estava perdida em campo, errando muitos passes, e parando na boa marcação do mandante. O primeiro tempo acabou com vitória parcial do Novo Mundo, após gol anotado por Natan, aos 34 minutos.

Marcação dura e o tradicional “Não fiz nada, psôr” no flagra (Fotos e vídeo: Ana Cichon)

Buscando manter a invencibilidade nesta segunda fase, o Iguaçu voltou do intervalo mais ligado e com duas alterações: Murilo deu lugar a João Madureira e Jé entrou na vaga de Ricardo. E parecia que a estrela do técnico Juninho estava brilhando neste sábado com tempo indefinido na capital paranaense: logo aos cinco minutos Jé deixou tudo igual. O jogo ficou mais aberto e as duas equipes tiveram boas chances, mas aos 32 Jhony esqueceu os bons tempos vividos com a camisa alvinegra e marcou o gol da vitória do Novo Mundo, que agora está em terceiro no grupo B, com quatro pontos, e ainda segue vivo na luta pela classificação às semifinais.

Confira aqui a entrevista que com o volante:

Novo Mundo: Fábio, Thiago (Clodoaldo), Alex, Biro, Cléverson, Jhony, Ferro (Bruninho), Evandro, Fernando (Nene), Natan e Juliano. Técnico: Leandro Chibior

Iguaçu: Leandro, Clé (Fábio), Flávio, Luciano, Merci, Luisinho Netto, Douglas, Hideo, Marlon, Ricardo (Jé) e Murilo (João Madureira). Técnico: Juninho

  • Resultados da rodada

Novo Mundo 2×1 Iguaçu
Bairro Alto 2×1 Trieste
Nova Orleans 3×4 Santa Quitéria
Urano 1×1 Combate Barreirinha

  • E, finalmente, o pão com bife

Depois de três rodadas e nada da avaliação do melhor pão com bife da Suburbana, hoje temos a análise do primeiro concorrente. No estádio Orlando Rinoldin o sanduiche mais famoso do amador custa R$3,50 e é digno de uma nota 9. O pão é fresquinho e bem crocante. No recheio, bastante carne, muito bem temperada. Só não leva a nota máxima por não estar tão macia como eu gostaria. Mas vale a pena provar!

*Ana Claudia Cichon é jornalista, gosta de pão com bife, Suburbana e futebol-verdade.

No clássico dos italianos, quem decide é o japonês voador

Inter x Milan? Que nada! Foi em Santa Felicidade que o sangue italiano ferveu

por Ana Claudia Cichon*

O caminho rumo ao estádio Francisco Muraro, palco da partida deste sábado (6), já trazia um ar do duelo italiano. Os restaurantes típicos de Santa Felicidade – com o tradicional cardápio de frango, polenta e risoto, além de um belo vinho – serviam como aperitivo aos torcedores que aproveitaram o dia ensolarado para acompanhar mais uma rodada da Suburbana.

Trieste e Iguaçu, ou o clássico da polenta, representam uma das maiores rivalidades do futebol amador de Curitiba.  Desde a década de 1940 imigrantes italianos se reuniam nos campos para acompanharem seus conterrâneos em partidas disputadíssimas. “Já vi jogador discutindo com adversário e brigando com torcedores, mulheres de sombrinha e vestidos longos torcendo por namorados ou familiares, jogos de muitos gols, lances inusitados e outras situações que só jogos entre estes dois clubes proporcionam”, conta Leônidas Dias, um dos maiores radialistas esportivos do Paraná, que há anos dedica-se ao futebol amador do estado.

Nas arquibancadas ainda é possível ouvir algumas vozes com aquele sotaque típico, seja nas conversas informais do intervalo, nos cantos de incentivo às equipes e até mesmo no bate-papo com os presidentes e diretores dos times, mas já não se vê descendentes do país da pizza defendendo os clubes. Tanto é que o grande destaque da partida foi Hideo, o japonês voador.

Com 34 anos, Hideo Garcia ainda está voando nos gramados. A velocidade, as jogadas inesperadas e, claro, a origem oriental, lhe renderam o apelido de japonês voador. “Quem inventou isto foi o Chicora [narrador esportivo da equipe Rolando a Bola], por eu ser um jogador rápido e com boa movimentação”, explica.

Entre idas e vindas, já soma seis anos no futebol amador, sempre com muita dedicação e esforço. “Hoje para mim já é um trabalho, algo que eu realmente faço por amor”. Hideo teve passagens por alguns clubes do futebol profissional, como Paraná Clube, Locomotiva (Rússia) e CFZ, mas acabou retornando ao futebol varzeano, onde já foi eleito destaque em diversos campeonatos e vem conquistando títulos, como a Suburbana de 2011 pelo Bairro Alto e a Taça Paraná deste ano pelo Internacional de Campo de Largo. E para esta temporada espera levantar mais um caneco.

  • O jogo 
Antes do jogo, tudo em paz. Depois… (Foto e Vídeos: Ana Cichon)

Como todo clássico, a partida foi bastante disputada e o árbitro José Mendonça da Silva Jr. teve trabalho para acalmar os ânimos dentro e fora de campo. Foram entradas duras, diversos cartões amarelos e discussões com os bancos de reserva, principalmente no lance mais forte da partida – uma falta justamente no jogador Hideo, que rendeu reclamações dos dois lados.

Apesar do jogo nervoso, o primeiro tempo foi bastante morno, com poucas chances de gols. Mas já no início da segunda etapa o Iguaçu abriu o placar com Clé e passou a dominar a partida, principalmente com as jogadas do japonês voador, que se define como o equilíbrio do time. “O Juninho [treinador do Iguaçu] orienta para que todas as bolas passem por mim”, ressalta. E foi justamente em jogada de Hideo que surgiu o lance para o segundo gol da equipe alvinegra. Em cobrança de pênalti, Marlon ampliou o marcador.

Clássico italiano ferveu em Santa Felicidade (Foto e vídeos: Ana Cichon)

Atrás no placar e precisando de um bom resultado para continuar na briga para classificação para a próxima fase, o Trieste foi para cima e conseguiu descontar com Zico, em jogada pela direita. Mas foi só. O Iguaçu segue na liderança do grupo, com 10 pontos, enquanto o Trieste, após dois empates e uma derrota, está em terceiro lugar, com apenas 2 pontos.

  • Curiosidade

O trio de ferro da capital esteve bem representado no embate deste sábado. Pelo lado o Iguaçu, a dupla Atletiba: Flávio (ex-zagueiro do Coxa) e Luisinho Netto (ex-lateral direito do Furacão). Já o Trieste contou com o ex-zagueiro paranista Ageu que, fora de ritmo, saiu ainda no início do primeiro tempo.

Trieste: André, Rafael, Zico, Baloi, Ageu (Dalton), Raul, Aroldo (Dudu), Goiano, Flávio, Malzoni e Edvaldo (Edu). Técnico: Rossano

Iguaçu: Vilson (Leandro), Murilo, Flávio, Luciano, Emerson, Luisinho Netto, Hideo, Nilvano (Clé), Douglas, Marlon e Guilherme (Jé). Técnico: Juninho

  • Resultados da rodada

Trieste 1×2 Iguaçu
Novo Mundo 0x1 Bairro Alto
Combate Barreirinha 2×1 Santa Quitéria
Nova Orleans 3×3 Urano

*Ana Claudia Cichon é jornalista e acompanha o futebol amador de Curitiba

Ex-atleticano decide jogo contra “Furacão” Bairro Alto

Mesmo sem Alex Mineiro e com Nem nas cabines, Bairro Alto contou com a estreia de Marcão, mas não conseguiu segurar o Iguaçu e a perna direita diferenciada de Luisinho Netto

por Ana Claudia Cichon*

Aos 38 anos, Luís Idorildo Netto da Cunha – ou Luisinho Netto, aquele mesmo, que a torcida do Atlético não se cansou de aplaudir – vem desequilibrando as partidas pelo lado do Iguaçu. O pé direito parece estar sempre calibrado, e a bola, velha conhecida, sabe exatamente qual direção tomar ao ser tocada, seja num passe, cruzamento, cobrança de falta ou escanteio.

O segredo do sucesso? “Após os treinos, fico cerca de meia hora treinando. Tenho o respaldo do Juninho [técnico da equipe], que deixa sempre um goleiro para me ajudar. É um hábito que eu tenho e vou levar até parar de jogar”.

Com dedicação admirável, Luisinho é o líder da equipe. Carrega a faixa de capitão e faz jus a ela dentro de campo. Orienta os atletas, cadencia o jogo quando necessário e troca muitas ideias com outro veterano que faz parte do elenco do Iguaçu: o zagueiro Flávio, ex-Coxa. E tudo isso sem deixar de ser ídolo: ao final da partida de sábado (29), contra o Bairro Alto, um torcedor entrou no gramado e pediu para Luisinho Netto autografar sua camisa do Atlético.

  • Amador desde cedo

Além da passagem pelo Furacão, Luisinho defendeu clubes como Atlético-MG, Sport, Inter, São Paulo e Cruzeiro. O início no futebol, porém, foi no amador, no clube de sua cidade natal – Cachoeira do Sul (RS). “A diferença para o profissional é bastante grande, mas é um campeonato muito gostoso de jogar”.

E o atleta tem propriedade para falar. Na sua segunda temporada pelo futebol amador de Curitiba já levantou três canecos. Pelo Internacional de Campo Largo conquistou o bicampeonato da Taça Paraná, em 2011 e 2012, e no ano passado chegou ao título da Suburbana com o Clube Atlético Bairro Alto.

“A expectativa para este ano? Ser campeão, é claro”.

  • O jogo

No jogo deste sábado (29), disputado contra o Bairro Alto no estádio Pedro de Almeida, a bola parada de Luisinho Netto fez a diferença novamente. Depois de sair atrás no placar (Marcelo Tamandaré marcou de pênalti), o Iguaçu conseguiu o empate na cabeçada de Douglas. E de onde veio a bola? Cobrança de falta de Luisinho Netto, é claro. A jogada se repetiu no terceiro gol da equipe de Santa Felicidade, mas desta vez com a conclusão do atacante Marlon.

  • Duelo atleticano na lateral 
Luisinho Netto de um lado, Marcão de outro (Foto: Ana Cichon)

O embate de sábado marcou a estreia de outro ‘ atleticano galáctico’ na equipe do Bairro Alto. O lateral esquerdo Marcão, que defendeu o Furacão em 2004 e 2005, se juntou aos campeões brasileiros de 2001 Rogério Correa, Alex Mineiro e Nem para ajudar o Caba na busca por uma vaga nas semifinais da Suburbana.

(Nem, aliás, deixou o cargo de técnico do Bairro Alto nesta semana e agora segue em recuperação para voltar aos gramados, conforme antecipado pelo blog na última postagem).

E logo em sua primeira partida, Marcão travou um duelo rubro negro na lateral do campo, justamente com o personagem da partida. Ele e Luisinho Netto não chegaram a jogar juntos pelo Atlético, mas são referências em suas posições na história do clube, além de grandes amigos. “Toda a semana nos encontramos para jogar society. Foi uma feliz coincidência estar presente na estreia dele na Suburbana”, conta Luisinho.

Bairro Alto: Dida, George, Rogério Correa, Luciano, Juninho (João Paulo), Marcão, Zé Nunes, Massai, Marcelo Tamandaré, Caio e Fábio (Edmílson). Técnico: Bananinha

Iguaçu: Leandro, Murilo, Flávio, Luciano (Márcio), Émerson, Ricardo (Marlon), Luisinho Netto, Douglas, Nilvano, Laércio e Guilherme (João Vitor). Técnico: Juninho

  • Resultados da rodada

Bairro Alto 1 x 3 Iguaçu
Novo Mundo 0 x 0 Trieste
Nova Orleans 4 x 6 Combate Barreirinha
Urano 2 x 2 Santa Quitéria

*Ana Claudia Cichon é jornalista, apaixonada por futebol e pela Suburbana.