Que beleza de camisa! #22: Operário 100 anos

“Um viva para o pessoal de Ponta Grossa!”

Cem anos não são cem dias, já diria o senso comum. E o centenário do Operário não poderia passar em branco no Que Beleza de Camisa! (agora em edições esporádicas). A musa do extinto Jogo Aberto Paraná novamente abrilhanta a tela do seu computador, agora com a camisa alvinegra: @kellypedrita põe a camisa do Fantasma, para alegria da moçada! “Sempre fui fã do Operário e do pessoal de Ponta Grossa”, me disse Pedrita, com um sorriso maroto.

Que beleza de camisa! #22 Operário Ferroviário Esporte Clube

Quem é? Clube do interior do Paraná, fundado em 01/05/1912.

Já ganhou o que? ~Campeão Paranaense da Série Prata em 1969; Campeão Paranaense Zona Sul em 1961.

Grande ídolo: “A Segunda Divisão molda caráter”, costuma dizer um amigo. No caso do Operário, formou uma geração. O grande time da história do Operário não levantou taça, mas garantiu que o clube não caísse no esquecimento de uma torcida que hoje ajuda o clube a tentar dias melhores. Foi em 1990 que o time abaixo chegou ao 5o lugar da Série B – perdeu a vaga na elite nacional para o Atlético, dentro de um dos grupos classificatórios na semifinal, mesmo sem perder para o campeão Sport Recife, nem para o vice, Atlético:

O time de 1990 representa mais que apenas uma figura para a torcida operariana. É o símbolo de que o clube pode sim estar entre os grandes do Brasil. Relembremos a campanha:

1ª Fase:

Operário 3-0 Juventus-SP
Operário 1-1 Catuense-BA
Central-PE 0-0 Operário
Americano-RJ 1-0 Operário
Operário 3-1 Itaperuna-RJ
Juventus 2-0 Operário
Itaperuna 1-1 Operário
Operário 2-0 Central
Operário 5-1 Americano
Catuense 1-1 Operário

2ª Fase:

Itaperuna 0-1 Operário
Operário 1-0 Remo
Operário 2-1 Sport Recife
Remo 3-1 Operário
Sport Recife 1-1 Operário
Operário 0-0 Itaperuna

3ª Fase:

Operário 1-0 Catuense
Operário 0-0 Criciúma
Atlético 0-0 Operário
Criciúma 5-1 Operário
Catuense 3-1 Operário
Operário 2-1 Atlético

Operário 5º lugar: 26 pts / 22j / 9v / 8e / 5d / 27gp / 22gc / 5sg

Apelido: Fantasma.

Como anda? Foi mal no primeiro turno do Paranaense 2012 e até reagiu no segundo, mas não o suficiente para ficar com uma das vagas na Série D nacional, que disputou ano passado. Na Copa do Brasil deste ano, fez a primeira participação, mas parou na primeira fase, ao perder para o Juventude-RS por 1-4 em casa. Agora terá que se planejar para o próximo ano, já que não tem calendário daqui até janeiro/13, quando recomeça o Paranaense.

Curiosidades: Foi o 3o colocado em média de público presente aos estádios em 2010 e 2011, a frente do Paraná Clube; Sem contar as duas partidas da final do Paranaense 2012, entre Atlético e Coritiba, tem o artilheiro do campeonato atual, Baiano, com 13 gols (Bruno Mineiro, do Atlético, tem 11 e pode fazer dois jogos ainda).


Que beleza de camisa! #21 – Especial Atletiba #350

"Ai meu Deus... que jogão! Quem será que ganha??"

Pra matar as saudades da linda Kelly Pedrita, um “Que Beleza de Camisa!” especial sobre a 350a edição do clássico mais tradicional do futebol paranaense. E ninguém pode reclamar: a eterna musa do (ex) Jogo Aberto Paraná vestiu as duas camisas, para deleite das duas torcidas.

São 349 jogos e muita história até aqui. Para essa partida no Couto, alguns números (com ordem pelo mandante do clássico):

Último jogo (349): Atlético 0-0 Coritiba, em 22/02/2012, na Vila Capanema
Último jogo no Couto Pereira: Atletiba 347 – Coritiba 1-1 Atlético, em 27/08/2011

No Couto Pereira: 192 jogos – 84v Coritiba – 59 empates – 49v Atlético

Coritiba

Última vitória: Atletiba 346 – Atlético 0-3 Coritiba, em 24/04/2011, na Arena
Última vitória no Couto Pereira: Atletiba 345: Coritiba 4-2 Atlético, em 20/02/2011

Atlético

Última vitória: Atletiba 348 – Atlético 1-0 Coritiba, em 04/12/2011, na Arena
Última vitória no Couto Pereira: Atletiba 334 – Coritiba 0-2 Atlético, em 20/01/2008

As camisas:

Esse foi o uniforme número 3 do Coxa em 2006, ano em que o clube esteve na Série B, liderou por várias rodadas, mas despencou na reta final e não conseguiu o acesso. Foi usado poucas vezes ao longo do ano, que teve apenas um Atletiba: o 332, na Arena, válido pela Copa 100 anos e vencido pelo Atlético por 4-1. O Coritiba não usou essa camisa nesse jogo; o uniforme foi usado ocasionalmente na Série B nacional e aposentado na temporada seguinte. Mesmo assim, considero uma das camisas mais bonitas do clube, numa leitura diferente com dois tons de verde e discretas luminosidades brancas.

Esse foi o uniforme titular do Atlético em 2010, quando o Furacão quase voltou à Copa Libertadores – acabou o Brasileirão a uma posição da classificação. Foi usado por toda a temporada e em parte de 2011. Em 2010, foram dois Atletibas: o 343, 1-1 na Arena, e o 344, vencido pelo Coritiba no Couto Pereira, 2-0. Acho essa a camisa mais bonita da história recente do Atlético, por ser simples e clara, resgatando a gola, e com as listras em destaque e cores firmes.

Ambas camisas fazem parte do meu acervo pessoal (como a maioria da série de posts Que Beleza de Camisa!).

Que beleza de camisa! #17: Bolívar

Strongest? Forte mesmo é essa...

“Que beleza de camisa!” no ar nessa quarta-feira, com um diazinho de atraso, em função da altitude (lol): hoje vamos a La Paz, na Bolívia, conhecer um pouco mais do Bolívar, cuja camisa é envergada pela colaboradora @kellypedrita (se você é menina e quer colaborar também, leia a nota no pé do texto), apresentadora do Jogo Aberto Paraná.

Que beleza de camisa! #17 Club Bolívar

Quem é? Grande clube boliviano, fundado em 12/04/1925.

Já ganhou o que? 29x Campeão Boliviano.

Grande ídolo: El Diablo, ou Marco Antonio Etcheverry Vargas, hoje com 41 anos, é o grande ídolo do Bolívar. Foi no clube de La Paz, depois de um início no Destroyers de Santa Cruz de La Sierra, que ele ganhou destaque ao conquistar o Bolivianão de 1991, temporada em que anotou 17 dos 21 gols que marcou pelo clube. Parece pouco – e é – mas diante do pouco expressivo futebol boliviano, Etcheverry optou por abraçar oportunidades internacionais: Albacete (ESP), Colo-Colo (CHI), América de Cali (COL), DC United (EUA) e os equatorianos Barcelona e Emelec. Em 2004, retornou ao Bolívar para encerrar a carreira, no ano em que a equipe ficou com o vice-campeonato da Copa Sul-Americana, na melhor campanha do clube em competições internacionais. Mas o grande momento da carreira de El Diablo foi na Copa 1994, quando defendeu a Bolívia de volta ao Mundial após 44 anos. Nas eliminatórias, marcou um dos gols que impôs ao Brasil a primeira derrota da Seleção na história da fase seletiva, em jogo no Hernando Siles, estádio do Bolívar:


Apelidos: La Academia.

Como anda? É o atual campeão boliviano (2011) mas não está classificado para a Copa Libertadores de 2012, pois o torneio foi considerado de adequação. Lidera também o novo formato do campeonato boliviano, adequado ao calendário europeu, com temporada única entre dois anos (2011/2012). Tem 40 pontos, contra 38 do Real Potosí, vice-líder, há 10 rodadas do fim.

Curiosidades: O nome Bolívar é em homenagem ao centenário de fundação da República da Bolívia e também uma forma de protesto com os vários clubes bolivianos com nomes em inglês, como o seu principal rival, The Strongest. É o clube boliviano que mais participou da Copa Libertadotes: 22 vezes. Leva ampla vantagem sobre o rival no Clásico Paceño: 106 vitórias contra 55 do rival, em 238 jogos. Seu maior trunfo é jogar a 3.650m acima do nível do mar. Com oxigênio rarefeito, literalmente sufoca os adversários.

O Bolívar e o futebol paranaense: Na Copa Libertadores de 2002, então como campeão brasileiro, o Atlético foi até La Paz tentar a revanche contra o Bolívar, que havia vencido por 2-1 na Arena, na estréia atleticana na competição. E ia conseguindo, aplicando um baile no time da casa: depois de sair atrás, virou, ainda no primeiro tempo, o placar para 5-1. E o que se viu a seguir foi inacreditável:

Ao chegar em Curitiba, o goleiro Flávio (hoje no América-MG) conversou comigo no CT do Caju e confidenciou: “Se tivessem mais 5 minutos, tomaríamos a virada. Eu não não enxergava nada direito, não conseguia nem repor a bola no tiro de meta.” Os atleticanos sentiram os efeitos da altitude e acabaram entrando para a história em um jogo de 10 gols.

Atenção meninas: o blog oferece oportunidade não-remunerada de você posar para o quadro Que beleza de camisa! Se você tem interesse em ser modelo, como a Kelly Pedrita, é uma boa vitrine. Entre em contato pelos comentários deixando e-mail para retorno e participe do quadro semanal!

Que beleza de camisa! #14: Roma

Ela não é Nero, mas põe fogo na cidade.

Fim de noite, mas ainda é terça e dia do “que beleza de camisa!”. Essa semana, a homenagem vai para o futebol da terra da Bota: a Roma (por vezes chamada de “O” Roma), que empresta a beleza do uniforme para @kellypedrita. Ou seria o contrário…?

Que beleza de camisa! #14 Associazione Sportiva Roma SpA

Quem é? Clube grande da Itália, fundado em 22/07/1927.

Já ganhou o que? Campeão do Torneio das Cidades com Feiras (competição que originou a Champions League) em 1960/61; 3x campeão italiano: 1941/42, 1982/83 e 2000/01; 9x campeão da Coppa Itália.

Grande ídolo: Inúmeros jogadores de garbo já defenderam a Roma, como os brasileiros Paulo Roberto Falcão, Toninho Cerezzo e Aldair (este, recebeu a homenagem de ver a Roma aposentar a camisa número 6 quando deixou o clube). O espanhol Pep Guardiola, o alemão Rudi Voller e o italiano Fábio Capello, enquanto jogador, também fazem parte dessa lista. Mas ninguém é maior para os romanistas que Francesco Totti, nascido na própria capital italiano. Totti chegou a AS Roma aos 13 anos, ainda na base. Após 22 anos de clube, vestiu a camisa por 610 vezes (recordista), sendo que jogou 474 jogos pela Serie A do Calcio (recordista nacional) e, com 262 gols, é o maior artilheiro da história da Roma, 207 deles na Serie A (mais um recorde). Não bastasse isso foi com Totti que a Roma quebrou um jejum de 17 anos sem vencer o Italianão, em 2000. Pensa que é só? Pois Totti é um tifosi (fanático, verbete vem da febre Tifo) confesso da Roma desde criança e com um jeitão meio caipira, é carismático e cai no gosto de quase todo italiano fã de futebol. E ainda teve a cara de pau de inventar essa cobrança de pênalti:

Acha pouco? Que tal se o atacante do seu time fizesse um gol assim em cima do maior rival, num jogo que acabaria 5-1 a favor?

Apelidos: Lobo ou Giallorossi (vermelho e amarelo, como rubro-negro ou alviverde).

Como anda? Foi 6o. colocado no último italiano, mas vem de uma década (quase) vitoriosa, com 1 italiano, 2 Coppas Itália e alguns vices em ambas. No entanto, após a morte de seu presidente Franco Sensi em 2008, o clube passou a viver grave crise financeira e foi colocado a venda, obrigando-se a renegociar patrocínios e rendas para não ficar de fora da Serie A. Foi eliminada precocemente da Euro League 2011-12, ao perder para o Slovan Bratislava na primeira fase dos play-offs (0-1 e 1-1).

Curiosidades: É o segundo time, ao lado da Juventus, que mais disputou a Serie A Italiana: 79 vezes, uma a menos que a Inter; está desde 1952 na primeira divisão – neste ano, havia disputado a Serie B e voltou como campeã. Joga no mitológico Estádio Olímpico de Roma, capital italiana, que sobreviveu a duas guerras e sediou os Jogos Olímpicos de 1960, ficando dentro de um complexo esportivo. A Roma é, na verdade, um tricolor: marrom, vermelho e amarelo, as cores da cidade. E a Loba que o simboliza é em função da origem da cidade, dentro do mito dos irmãos Rômulo e Remo, criados por uma loba.

O Roma e o futebol paranaense: O Roma nunca enfrentou nenhum time paranaense, mas nem por isso deixa de ter relações com a terrinha. Em 6 de dezembro de 200o, após ter vencido a Copa SP de juniores por Barueri, o empresário João Wilson Antonini transferiu seu clube para Apucarana. E então o futebol paranaense ganhou uma Roma: o Roma Esporte Apucarana, da Roma Incorporadora, cujo nome, ao contrário do que se pensa, não homenageia a AS Roma e sim outra Roma: Romalina Antonini, mãe do empresário fundador do clube.

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Que beleza de camisa! #12: Colón

"Soy Colón... soy Colón... soy Colón de Santa Fé..."

Com um dia de atraso em função da gravação de um programa especial para a Band, chegou o Que beleza de camisa! dessa semana. A homenagem (e a camisa também) é iniciativa do leitor do blog* Guilherme Linhares, que além de sugerir o Club Atlético Colón, da Argentina, teve a oportunidade conhecer de perto a magnífica @carolboadebola e acompanhar a gravação do Jogo Aberto Paraná dentro dos nossos estúdios. Que mamata! Mas vamos ao que interessa: quem é o Colón?

Que beleza de camisa! #12 Club Atlético Colón

Quem é? Clube médio do futebol argentino, fundado em 05/05/1905.

Já ganhou o que? Campeão da Segunda Divisão da Argentina (atual Primera B Nacional) em 1965; 16x campeão da Liga Santafesina (espécie de Estadual na Argentina, disputado em paralelo com o Nacional)

Grande ídolo: Para os mais velhos, o grande ídolo é Orlando “el negro” Medina, principal jogador do time campeão do único título nacional do Colón, a 2a. Divisão de 1965.

Apelidos: Sabalero (algo como “pescadores”, pois é referente ao peixe Sabalo) ou Los Negros (era considerado pejorativo, como o era o apelido “coxa-branca”, em virtude de racismo).

Como anda? Está na elite argentina há 16 anos, tendo subido em 1995 como vice-campeão da 2a. divisão. Foi vice-campeão da primeira divisão em 1997, 3o. em 2000 e o último grande resultado foi em 2009, quando chegou em 4o. lugar. Vive a expectativa de fazer novamente o clássico de Santa Fé na elite argentina, contra o Unión, que voltou para a primeira divisão nacional após 3 anos de série b.

Curiosidades: Foi fundado como Colón Foot-Ball Club, mas mudou o nome para Club Atlético Colón em 1920. Orgulha-se de ter 25 mil sócios e alguns feitos contra grandes times do mundo, como aplicar 8-1 no Boca Juniors em um amistoso e de ter vencido, também em amistosos, o Santos de Pelé (2-1), o Peñarol campeão do Mundo em 1967 (3-2) e até a Seleção Argentina, por 2-0, sempre jogando em Santa Fé. Por isso seu estádio, o Brigadier Estanislao López (38 mil pessoas) é conhecido como Cemitério dos Elefantes.

O Colón e o futebol paranaense: O Colón não desfilou seu vistoso futebol contra nenhum time paranaense até entáo. Mas foi vestindo a camisa de Los Negros que o atacante Federico Nieto chamou a atenção do Atlético. Nieto marcou três gols no seu ex-clube, o Huracán, que estão registrados abaixo:

*Quer fazer como o Guilherme e ajudar no quadro Que beleza de camisa!? Escreva nos comentários ou no Twitter sugerindo times e camisetas para Kelly Pedrita e Carol Boa de Bola vestirem. Se a sua idéia for aprovada, você conhecerá as meninas e os bastidores do programa!

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Que beleza de camisa! #11: Dínamo Zagreb

Carol se admirou: "O Dínamo teve peito de passar pelo fim da Iugoslávia!"

O clube homenageado na semana pelo Que beleza de camisa! vem da Croácia, conhecida no Mundo do futebol como “o Brasil da Europa”. É o Dínamo Zagreb, clube que sobreviveu a duas transições políticas na complicada área da antiga Iugoslávia. “Me admirei com a história de luta desse clube. Eles têm peito!”, me contou a modelo que homenageia o Dínamo, @carolboadebola, após ler a história que você vai ler abaixo.

Que beleza de camisa!

#11 GNK Dínamo Zagreb

Quem é? Um dos grandes do futebol croata, fundado em 9 de junho de 1945.

Já ganhou o que? Campeão Europeu da Taça das Cidades com Feira* (1967), 13x Campeão Croata e 4x Campeão Iugoslavo, entre outros.
*Atual Liga Europa

Grande ídolo: Dessa vez, não foi possível identificar o grande ídolo do clube, mas na categoria de ídolos recentes está um brasileiro: Eduardo da Silva, naturalizado croata, e que destacou-se no Dínamo na Liga dos Campeões e no título croata de 2007, quando marcou três gols na vitória do Dínamo sobre seu maior rival, o Hajduk Split, por 3-0, se tornando o único jogador da história do derby eterno a conseguir esse feito. Na mesma temporada, fez 34 gols em 32 jogos da Liga local, alguns dos quais retratados nessa entrevista abaixo:

Apelidos: Plavi (os azuis).

Como anda? É o atual hexacampeão croata e maior campeão de todos os tempos, com 7 conquistas a mais que o principal concorrente, Hajduk Split (6x campeão). Passou por três etapas eliminatórias na Champions League (3-0 e 0-0 no Baku, do Azerbaijão, 1-0 e 2-1 no Helsinki, da Finlândia e 4-1 e 0-2 com o Malmo, da Suécia) e, no sorteio, caiu no nada mole Grupo D, com Real Madrid, Lyon e Ajax.

Curiosidades: É fruto da fusão de três clubes: HASK, Gradanski (algo como “da comunidade”) e Concordia, que acabaram sendo extintos pelo governo comunista da Iugoslávia após a II Guerra Mundial. Com o fim da Iugoslávia, em 1990, passou a se chamar HASK Gradanski e em 1993, ainda por força política, passou a se chamar Croácia Zagreb. Em 2000, mudou novamente o nome, para Dínamo Zagreb. Usa as cores e parte da bandeira do país no escudo. É o único clube croata a ter um título europeu.

O Dínamo Zagreb e o futebol paranaense: Nenhum clube paranaense jamais enfrentou o Dínamo Zagreb, mas o capitão da equipe que vai encarar Lyon, Ajax e o Real Madrid na Liga dos Campeões é formado no CT do Caju: o meia Sammir. Com 24 anos, Sammir nunca jogou no Atlético profissionalmente e deixou o clube rumo à Croácia em 2007. Por lá, já marcou 42 gols em 188 partidas com a camisa do Dínamo até agosto de 2011. Alguns deles estão aqui:

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Que beleza de camisa! #10: Barcelona

Essa bate um bolão!

Começou ontem, com uma semana de atraso por conta de uma greve, o Campeonato Espanhol. E o atual campeão, FC Barcelona, estreou surrando o forte Villarreal por 5-0. Só me restou pedir a @kellypedrita que vestisse a camisa do maior clube do Mundo na atualidade… ficou bom?

Que beleza de camisa!

#10 Futbol Club Barcelona

Quem é? Um dos grandes do futebol mundial, fundado em 29 de novembro de 1899.

Já ganhou o que? 1x Campeão Mundial (2009), 4x Campeão da Liga dos Campeões (1992, 06, 09 e 11) e 21x Campeão Espanhol, entre outros.

Grande ídolo: Muitos grandes nomes do futebol mundial passaram pelo Barcelona: os brasileiros Evaristo, Rivaldo, Romário, Ronaldo e Ronaldinho; os argentinos Maradona e Messi; o português Luis Figo. Mas nenhum nome é mais importante para o Barça que o do holandês Johann Crujiff. Foi com o principal artífice da Laranja Mecânica vice-campeã das Copas de 74 e 78, com quem o Barcelona voltou a vencer o Campeonato Espanhol após 14 anos, período em que o futebol da Espanha foi dominado pelo Real Madrid – boa parte durante o Governo Franco. Na mesma época, o Barcelona se tornou “més que un club” (mais que um clube), um símbolo do povo da Catalunha. Crujiff simbolizou essa mudança e mais tarde, como técnico, criou a escola barcelonista de futebol total. O que vemos hoje, com Guardiola e Messi, surgiu com conceitos de Crujiff, como retrata entrevista da Revista ESPN.

São lances como esse, de Rivaldo, em 2001:

Apelidos: Blaugrana, Barça (positivos), Culés (pejorativo).

Como anda? É o atual da Liga dos Campeões e tricampeão espanhol; disputará, contra o Santos e mais 5 clubes o Mundial deste ano. É considerado o melhor time do Mundo.

Curiosidades: É considerado um símbolo de orgulho regionalista da Catalunha, região espanhola que nunca aceitou o reino da Espanha como país. Atua não só no futebol, mas também no basquete, handebol e até hóquei. Além do período franquista, o Barça teve problemas com o governo espanhol já em 1925, quando torcedores vaiaram a execução do hino espanhol. Na ocasião, o ditador Primo de Rivera fechou o clube por seis meses, até que o fundador, o suíço Hans Joan Gamper, foi obrigado a renunciar. Gamper, aliás, escolheu as cores do Barça com base no pequeno Basel, da Suíça. Não a toa, a maior rivalidade do Barcelona não é com o vizinho de cidade Espanyol e sim com o Real Madrid. Na história*, são 215 jogos, com 84 vitórias do Barça, 45 empates e 86 triunfos madrilenhos.

O Barcelona e o futebol paranaense: Ainda não tivemos o privilégio de ver um clube paranaense enfrentar o FC Barcelona. Mas no elenco titular atual do Barça está um curitibano: o lateral-esquerdo Adriano, formado no Coritiba. E um dos gols mais importantes da história do clube foi marcado por outro paranaense, Juliano Belletti, na decisão da Champions League de 2006:

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