Que beleza de camisa! #18: Universitário

"Vasco? Vou de Universitário!"

A colaboradora @kellypedrita (se você é menina e quer colaborar também, leia a nota no pé do texto), apresentadora do Jogo Aberto Paraná, não quer nem saber do Vasco amanhã, pela Copa Sulamericana 2011; o negócio dela é do Peru: o Universitário, adversário do time brasileiro na competição. Ela já até vestiu a bela camiseta de Los Merengues para o Que beleza de camisa! dessa semana!!

Que beleza de camisa! #18 Club Universitario de Deportes

Quem é? Grande clube peruano, fundado em 07/08/1924.

Já ganhou o que? 25x Campeão Peruano.

Grande ídolo: Teodoro “Lolo” Fernández defendeu o Universitário por 23 anos, conquistando seis títulos nacionais no período. Também foi por sete vezes artilheiro do campeonato nacional do Peru, além de ter sido o principal destaque da Seleção Peruana na conquista da Copa América de 1939 (o primeiro dos dois títulos que tem o Peru no torneio. O outro foi em 1975). E apesar do destaque internacional e de vários convites, se recusou a defender outra equipe que não o Universitário.

Apelidos: La U, Los Merengues, Los Cremas.

Como anda? Está nas quartas de final da Copa Sulamericana e enfrenta o Vasco, em casa, nessa quarta-feira, no jogo de ida. Se passar, pode cruzar com dois clubes “acadêmicos” na semi e na final: o Universidad de Chile e a LDU (Liga Deportiva Universitária) do Equador, respectivamente. Mas tem chão. Foi campeão nacional pela 25a vez em 2009; ano passado, foi 4o colocado e, nessa temporada, é apenas o nono colocado, faltando quatro jogos para o fim do torneio.

Edu Esídio

Curiosidades: Um dos grandes ídolos do Universitário é o atacante brasileiro Edu Esídio, ex-Botafogo-SP, que marcou 32 gols no Peruzão/2004 e se tornou o maior artilheiro da história do torneio, em uma única edição. Mas essa não é a principal conquista dele: Esídio é portador do vírus HIV desde 1998 e venceu o preconceito para continuar atuando no futebol local até encerrar a carreira, em 2004.

O principal rival do Universitário é o Alianza Lima, no Superclasico Peruano; se tem mais conquistas que o rival (25 x 22) perde nos confrontos diretos. Em 334 jogos, 112 vitórias de La U contra 123 do Alianza. O Universitário não vence o Alianza desde 2003.

É o clube peruano melhor rankeado na Conmebol: 28o. lugar, com 118,71 pontos.

O Universitário e o futebol paranaense: O Universitário jamais enfrentou qualquer equipe do Trio de Ferro. A única relação do clube com o futebol local é uma apagada passagem do atacante Abel Lobatón, ex-Atlético, por La U, em 2001.

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Que beleza de camisa! #16: Cienciano

Estudos científicos comprovam: você só olha essa foto pela camiseta

Sentiu falta do “Que beleza de camisa!” nos últimos dias? Pois bem: desculpando-me por um lapso de 15 dias na atualização do quadro, em função da demanda de trabalho e do feriado, retomo com força total e uma ajuda e tanto: @kellypedrita, apresentadora do Jogo Aberto Paraná, hoje honrando o manto do Cienciano, do Peru. É do peru, não é?

Que beleza de camisa! #16 Club Sportivo Cienciano

Quem é? Clube médio peruano, fundado em 08/07/1901.

Já ganhou o que? Campeão da Copa Sul-Americana 2003, da Recopa Sul-Americana em 2004; vencedor do Apertura* em 2005, bicampeão do Clausura* em 2001 e 2006.
*No Peru, ao contrário da Argentina, não são considerados campeões nacionais os vencedores do Apertura e do Clausura; estes são tratados como os campeões das Taças Guanabara e Rio, por exemplo, e fazem a decisão do Peruzão (lol) no final do ano. Nas três conquistas do Cienciano, o time acabou como vice-nacional. Mesmo assim, os títulos têm relevancia nacional.

Grande ídolo: O Cienciano teve poucas glórias em sua história, todas recentes. Mas o jogador que esteve presente na maioria delas é Carlos Lobatón, 31 anos. Jogando de meia ou de atacante, esteve nas conquistas do Apertura 2005 e das Copa e Recopa Sulamericanas. E sim, ele tem relação direta com Abel Lobatón, aquele do Atlético, como você descobrirá mais abaixo.

Apelidos: Los Cuzqueños (os de Cuzco, cidade peruana considerada patrimônio da humanidade), Los Rojos (vermelhos).

Como anda? Foi 13o. colocado no último Campeonato Peruano. Se vangloria de ser a equipe peruana mais bem classificada no ranking da IFFHS (Instituto de História e Estatística do Futebol, em tradução livre) à frente dos tradicionais Alianza Lima e Sporting Cristal. Mas nos últimos anos, esteve para cair de divisão: em 2010 escapou do rebaixamento apenas na última rodada, ao vencer o Alianza Atlético em casa, 2-1.

Curiosidades: O nome Cienciano tem origem no Colégio Nacional de Ciências e Artes de Cuzco, tendo sido fundado por estudantes e profissionais de ciências, direito e medicina. Apesar de nunca ter vencido um Campeonato Peruano (apenas Apertura e Clausura) é o único time do país a vencer uma competição internacional. E derrotou ninguém menos que o River Plate, da Argentina, na Sul-Americana, e o Boca Juniors, também da Argentina, na Recopa Sul-Americana.

O Cienciano e o futebol paranaense: Apesar de ter ter participado da Libertadores por seis vezes (2002 e 2005, com o Atlético, 2004 com o Coritiba e 2007 com o Paraná, entre outras) nos anos 2000, o Cienciano nunca cruzou os times de Curitiba. Mas a principal referência ao futebol do Estado vem através do irmão mais velho de Carlos Lobatón, ídolo do clube: é Abel Lobatón, que vestiu a camisa do Atlético em 2000.

Lobatón, um dos gringos que passaram pelo Furacão

Lobatón disputou a Copa JH de 2000 (o Brasileirão daquele ano) pelo Furacão – e não deixou saudades. Chegou com cartaz, mas demonstrou pouca intimidade com a pelota. Marcou apenas 4 gols em competições oficiais pelo rubro-negro, um deles contra o Coritiba, na Arena. Mas o jogo, que poderia o consagrar como ídolo atleticano, terminou 3-1 para o Coxa.

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