Entre o peso da camisa e o da barriga, Masters se enfrentam em Curitiba

Perdigão não tem consumido os produtos light da sua linha…

por Ana Claudia Cichon*
vídeos e  fotos de Dênis Barbosa

Corinthians é Corinthians, não importa o lugar, não importa a categoria. No sábado (20), enquanto a equipe principal enfrentava o Bahia pelo Campeonato Brasileiro – mas com a cabeça do Mundial Interclubes – um grupo que já brilhou muito com a camisa alvinegra e agora pendurou as chuteiras esteve em Curitiba, pensando muito mais em fazer o bem do que somar três pontos.  E teve muito torcedor que deixou de assistir ao jogo dos craques atuais para gritar um “Vai, Corinthians” para os ídolos do passado.

O time de masters da equipe paulista veio disputar uma partida beneficente contra um combinado de amigos do Perdigão (aquele mesmo, que jogou no Inter de Porto Alegre, Vasco Corinthians, Atlético e até uma rápida passagem pelo Paraná) e do Paulo Miranda (volante que já defendeu o trio de ferro da capital), e conquistou até mesmo aqueles corinthianos que não viram o clube passar 23 anos na fila, sofrendo contra o Santos de Pelé, ou sendo campeão brasileiro pela primeira vez, em 1990.

Os irmãos João Guilherme Soardi e Gabriel Henrique Soardi, de 10 e 8 anos, respectivamente, não conheciam nenhum dos onze jogadores que estava em campo, nem mesmo os do banco de reservas, mas o que importava era ver o Todo Poderoso Timão jogando. O responsável por transformar os pequenos em mais dois do ‘bando de loucos’ é o padrasto, Arildo Sales. “Tento passar um pouco desse amor pelo Corinthians para eles. E este jogo dos masters é uma oportunidade para eu ver jogadores que acompanhei e já pararam, além de poder mostrar para os meninos grandes ídolos”, explica.

Mas ele teve que fazer certo esforço para reconhecer os jogadores. Depois de abandonarem os gramados profissionais os cabelos começam a cair, a barriga aumenta um pouquinho… Mas nada que tire a satisfação dos torcedores, que puderam ver de perto atletas como o zagueiro Batata, campeão brasileiro em 98 e 99 e campeão mundial em 2000, o volante Ataliba, campeão da Copa do Brasil, em 1995, João Paulo, Guinei e muitos outros.

Um dos grandes destaques desta equipe de masters é Zenon, que atuou no clube na década de 80, fazendo parte da Democracia Corinthiana e marcando época ao lado de Biro-Biro e Socrátes, um dos meio-campos mais emblemáticos do futebol brasileiro. Zenon, inclusive, é um dos idealizadores do projeto e destaca a importância da partida. “É ótimo estar aqui, entre amigos, defendendo a camisa do Corinthians e, principalmente, realizando um ato solidário”.

Toda a renda da partida, organizada em parceria com o Novo Mundo, a equipe de masters do Corinthians e outros ex-atletas, como Perdigão e Paulo Miranda, será revertida para reforma do abrigo Bom Retiro.

Torcedor foi ver de perto ídolos do passado, na “medida errada”

O resultado final? Amigos do Perdigão e do Paulo Miranda 0x6 Masters do Corinthians. Mas isso foi um mero detalhe.

*Ana Claudia Cichon defende que o bom futebol acontece mesmo na várzea; ela também escreve sobre Suburbana aqui no blog.