História elimina a Alemanha e põe Brasil e Argentina em rota de colisão

Argélia jamais perdeu para a Alemanha (Foto: AFP)

Estão chegando as oitavas de final e se muita gente se escora no retrospecto para dar favoritismo ao Brasil contra o Chile, a Alemanha que se cuide: é no jogo contra a Argélia que reside a maior chance de zebra desta fase, ao menos nas estatísticas.

Se formos levantar os confrontos passados entre os 16 oitavos-finalistas da Copa 2014, teremos Brasil, Argentina e Bélgica pintando como favoritos, França e Alemanha a perigo e equilíbrio no resto. É verdade que a história não entra em campo, mas quem gosta e acompanha futebol sabe que a tal “asa negra” existe. Não é incomum ver um time superior ao outro acabar perdendo na camisa ou na força estranha que submete uma freguesia à uma equipe.

Por isso, olho aberto em Alemanha x Argélia. O supertime alemão está mais do que ameaçado. Até hoje, em dois jogos, duas vitórias argelinas. A mais memorável delas foi na Copa de 1982, na Espanha. Os futuros vice-campeões mundiais perderam para a colônia francesa ainda na primeira fase, 2 a 1.

França e Nigéria também pinta como possível zebra. Em apenas um confronto na história, um amistoso, deu Nigéria: 1 a 0. O futebol sem compromisso dos nigerianos pode ajudar o time de Benzema, mas a chance da equipe africana marcar mais de um gol, existe. Que o diga a Argentina. Quem também deve abrir o olho é a Holanda. Em seis jogos contra o México, leva ligeira vantagem, 3 vitórias contra 2 dos mexicanos. Mas na Copa de 1998, na França, deu empate. Um belo 2 a 2 depois de a Oranje abrir 2 a 0. Além de tudo isso ainda há outro tabu. Nunca uma seleção européia venceu um Mundial na América do Sul. 

Os sul-americanos, com quase 100% de aproveitamento em classificações (faltou o Equador), tem a história ao seu lado, mas também acabarão se eliminando. O Brasil, como já é sabido, encontrou o Chile em três copas, com três goleadas: 4 a 1 em 1998 e 3 a 0 em 2010 na África do Sul, ambas nas oitavas, mais um 4 a 2 na semifinal em 1962, na casa chilena. Quem passar pega Colombia ou Uruguai, que fazem duelo equilibrado, com vantagem uruguaia. São 18 vitórias celestes contra 11 dos Cafeteros, com outros 9 empates. Em 1962, na primeira fase, deu Uruguai, 2 a 1.

A Argentina, então, deu sorte. Nunca perdeu para a Suíça, com seis confrontos entre os times. Em 1966, na Inglaterra, 2 a 0 na primeira fase. Ainda tem outras 3 vitórias e 2 empates, tendo marcado 14 gols e sofrido apenas 3 gols. Outra favoritíssima é a Bélgica. Em 5 jogos contra os EUA, 4 vitórias, sempre em amistosos. Mas a única derrota aconteceu na Copa de 1930, a primeira, no Uruguai: 3 a 0 para o time do Tio Sam. Se depender de jogos oficiais…

Costa Rica e Grécia jamais se enfrentaram. A história passará a ser escrita nessa série de oitavas. Para quem acredita em tabus, um prato cheio.

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Seleção do Taiti: recordes, família e a primeira grande competição

Nesta segunda (17), Belo Horizonte, a casa da mãe de todas as zebras, recebe o inusitado Taiti x Nigéria pela Copa das Confederações. Será a primeira experiência do Taiti em uma grande competição mundial. Campeão da Oceania em 2012, o Taiti fará contra a Nigéria seu primeiro jogo oficial na história contra uma equipe de outro conitnente. Futebol semi-amador, estrutura quase zero, um país que tem o surf como esporte número 1, fiasco a vista. Será?

O Taiti não é tão “inocente” quanto se possa imaginar – pelo menos é o que aponta o retrospecto da OFC, a confederação continental da Oceania. Claro, a Nigéria está furos acima – já venceu até torneio olímpico – e o futebol da Oceania não prima exatamente pela grande qualidade de seus clubes e jogadores. Mas o Taiti tem um histórico que merece melhor atenção. A começar por uma das maiores goleadas da história do futebol: 30 a 0 sobre as Ilhas Cook, em 02 de setembro de 1971.

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Três vezes vice-campeã continental (1973, 80 e 96), a Seleção do Taiti se aproveitou da ausência da Austrália – que agora joga pelo setor asiático da Fifa – para ser o primeiro campeão continental oceânico que não Nova Zelândia ou Austrália. Na campanha, goleadas por 10 a 1 em Samoa e 4 a 1 em Vanatu. O título veio na decisão contra a Nova Caledônia, que já havia perdido pelo Taiti por 4 a 3 na fase de grupos, novamente derrotada por 1-0 na decisão. Alegria e vaga inédita na Copa das Confederações, muito graças a uma família: os Tehau.

O histórico elenco que disputará a Copa das Confederações (Foto: Fifa)

Lorenzo e Alvin são gêmeos, irmãos de Jonathan e primos de Teaonui. Juntos, marcaram 15 dos 20 gols do Taiti na conquista. Na Liga Taitiana de Futebol eles defendem times diferentes. “Estou feliz em jogarmos juntos. Levou muito tempo até estarmos no mesmo time”, disse Lorenzo em entrevista ao site da Fifa. Lorezno e Alvin defendem o Tefana, Jonathan é do Tamarii e Teaonui joga no Venus. Os quatro dividem suas preferências como ídolos: Zidane e Messi ocupam o imaginário do quarteto de um país que tem a França como pátria referência. Todo taitiano é considerado um cidadão francês.

O Taiti vem ao Brasil em 2013 fazendo história, mas não repetirá em 2014. A seleção foi eliminada em 3o lugar no grupo da OFC, vencido pela Nova Zelândia, que aguardará o 5o colocado da Conmebol para a disputa de uma vaga para a Copa. Apenas um jogador atua fora do País. É Marama Vahirua, do Panthrakikos da Grécia. É considerado o único profissional do elenco – todos os demais dividem-se entre suas equipes e um segundo emprego. Vahirua já deu o recado: 2013 é a Copa para o Taiti, que “não quer ser ridículo” na competição. Com potências como Espanha, Nigéria e Uruguai, não será tarefa fácil.

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O que o Mundo está falando da Copa das Confederações

O evento-teste da Fifa vai começar e o Brasil vive uma onda de protestos sociais, na expectativa de uma repercussão internacional, já que todos os olhos do planeta estão voltados ao País. No entanto, não é o que se vê nas manchetes deste sábado, pré-estreia da Copa das Confederações, nos principais jornais esportivos do Mundo. Nenhuma nota ou preocupação em destaque – ao menos antes da competição começar.

Argentina

Nossos vizinhos estão fora da Copa das Confederações, mas não deixam de opinar. “Toda sorte para o Brasil” é a manchete do Olé, que brinca com o tabu de que nunca uma seleção que venceu a Copa das Confederações ficou também com o caneco do Mundial no ano seguinte. Bem, há sempre uma primeira vez.

Uruguai

Os uruguaios ainda não estão 100% voltados a Copa das Confederações. A grande preocupação do Ovación Digital está na busca por uma vaga no Mundial: com sete pontos, a Celeste garante ao menos a vaga na repescagem. Olhos em 2014.

Espanha

O Marca, principal jornal esportivo espanhol, segue a linha de se preocupar mais com o Real Madrid que com a seleção local. Tanto é que a principal manchete é com o uruguaio Luis Suárez dizendo que “valerá o mesmo” se marcar ou não no encontro entre Celeste e Fúria.

Itália

Na Gazzeta Dello Sport, a preocupação é com Mário Balotelli, que com uma contratura, pode ficar de fora da estreia contra o México.

México

Chicharito Hernandes, do Manchester United, é o destaque do Central Deportiva, caderno de esportes do El Universal, que fala da preocupação da Itália com o artilheiro.

Japão

No Japão, o destaque do Daily Sports Online é a declaração de Neymar sobre os principais jogadores japoneses, Honda e Kagawa.

Nigéria

Nada de repercussão sobre a quase-desistência da Nigéria na Copa das Confederações: página virada, a expectativa do The Guardian Nigéria é para o duelo com o Taiti: “Sonhos do Tahiti contra as Super-Águias”.

Taiti

No Le Dépéche, a manchete é: “Todas as atenções para o Taiti”. Pelo menos é essa a impressão que eles têm da primeira grande competição do país, que se rotula como “peixe-pequeno”.

Alemanha

Um dos principais países do mundo do futebol, a Alemanha dá pouco destaque para a Copa das Confederações (a quem chama de ‘mini-copa’), mas questiona: “Porque o Taiti e não nós?”, discutindo a ausência da seleção local nesta competição – e os motivos disso.

Inglaterra

Um dos mais ácidos jornais do mundo, o The Sun da Inglaterra, passa longe dos problemas sociais brasileiros ao falar da Copa. A manchete faz um apanhado do que há de melhor e, para desgosto de Carlinhos Brown, agradece a ausência de Vuvuzelas e afins no “carnaval do futebol”.

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