Minas Gerais contra a Alemanha

Mais que uma convocação geral para o jogo desta terça-feira, quando a Seleção Brasileira vai precisar e muito da força das arquibancadas, o torcedor mineiro irá ver em campo um de seus maiores algozes: o futebol alemão.

Pode ser algum laço espiritual, um resquício inexplicado do Pangeia ou apenas o que é mais óbvio, uma grande coincidência. Mas os principais momentos do futebol mineiro foram contra alemães. E mesmo quando o encontro não ocorreu, foi a Alemanha quem comemorou.

Essa história começa em 1976. A Alemanha havia sido campeã do Mundo em 74 e o Bayern de Munique era a equipe mais vitoriosa da Europa. Tricampeão da Champions League, o Bayern iria encarar o Cruzeiro na decisão intercontinetal. 

Cruzeiro x Bayern: alemães no caminho dos mineiros

O time de Raul Plassmann, Nelinho, Piazza, Jairzinho e Palhinha venceu a Copa Libertadores e teria uma chance que o aargentino Independiente não tivera, de desbancar o time alemão. No ano anterior, o Bayern de Backenbauer, Sepp Maier, Rummennigge e Gerd Muller não quis disputar o torneio. Após vencer por 2 a 0 em Munique, o Bayern foi ao Mineirão, palco de Brasil e Alemanha neste 2014. E segurou um 0 a 0 para comemorar o título Mundial.

Levou tempo até que uma equipe mineira ganhasse nova chance de consagração mundial. Mas ela veio, em 1997, após uma campanha irrepreensível do mesmo Cruzeiro na Libertadores. Quis o destino, no entanto, que novamente o obstáculo final de um time de Minas para o título do Mundo fosse um alemão. Desta feita, o Borussia Dortmund. O time amarelo não tinha nenhum grande destaque. O principal nome era o suiço Chapuisat, além do volante brasileiro Julio César. O Cruzeiro venceu a Libertadores e chegaria até com um certo favoritismo, não fosse um erro histórico. No hiato entre uma decisão e outra, a diretoria celeste achou por bem reforçar a equipe apenas para a decisão do Mundial, agora disputada em jogo único no Japão. Chegaram o lateral-direito Alberto (que não jogou) e o zagueiro Gonçalves e o atacante Bebeto, que atuaram. O grupo titular, claro, não gostou. O time não rendeu e a derrota por 0 a 2 sepultou as chances mundiais da Raposa mais uma vez.

Em 2013 o Atlético Mineiro surpreendeu a todos e, no sufoco, ergueu seu troféu da Libertadores. Uma campanha memorável, marcada pelos jogos no Horto – o estádio Independência – e pelas defesas milagrosas de Victor, hoje goleiro reserva da Seleção. O time de Ronaldinho e Jô passou a pensar no Mundial de Clubes, já em novo formato, referendado pela Fifa e com mais jogos que na época do Cruzeiro.

E quis o destino mais uma vez que outro alemão estivesse no caminho mineiro. O Bayern de Munique, de Schweinsteiger, Toni Kroos, Thomas Muller e muitos outros que estarão em campo nesta terça, ergueu a Champions League e também iria ao Mundial. Novamente Minas Gerais iria jogar seu sonho Mundial contra a Alemanha – e contra um time que é a base da atual seleção alemã. Curiosamente, o Galo é o time brasileiro que mais empresta jogadores ao atual Brasil. Apenas dois dos 23, mas o que equivale a metade dos jogadores que atuam no futebol nacional.

O encontro contra o Bayern, porém, não aconteceu. O Atlético-MG acabou surpreendido pelo marroquinho Raja Casablanca nas semifinais do Mundial. Uma surpresa que impediu a revanche mineira, pelo menos até esta terça, quando a camisa amarelinha estará desfilando no Mineirão justamente contra os algozes dos sonhos mineiros.

Será que chegou a hora de Minas Gerais? 

 

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Cruyff dispara: não será uma grande Copa

Cruyff, craque da Holanda: craques estão esgotados

Johan Cruyff não anda bem humorado em relação ao futebol. Depois de “declarar guerra” a Neymar, o eterno craque da Holanda não acredita numa grande Copa do Mundo, pelo menos no aspecto técnico.

“Primeiro temos que ver quantos jogadores vão chegar bem ao torneio. Não muitos, eu acredito. As ligas nacionais estão exigindo tanto nos últimos tempos que eles estão minando seu nível físico”, disse em entrevista à revista da KLM, companhia aérea holandesa, que encontrou o ex-jogador em Barcelona, cidade onde ele reside. Cruyff não está tão distante da realidade: Falcão Garcia está fora por lesão, Cristiano Ronaldo e Ribery estão ameaçados e Messi já não vive grande fase, entre outros lesionados, como o holandês Strootman e o italiano Montolivo. A exceção é o Brasil.

A bronca tem também um certo bairrismo: “O orgulho de muitos sul-americanos está em jogo. E nenhum europeu nunca conseguiu vencer uma Copa na América do Sul”, aponta. A Holanda dele, em 1978 – já sem Cruyff, perdeu a segunda de suas três finais em 1978, na Argentina.

A Holanda é, aliás, uma das poucas seleções de ponta no Mundo a não ter um título de Copa. São três derrotas em três finais (1974 para a Alemanha, 78 para a Argentina e a última, 2010, para a Espanha). Campeã européia em 1988, a Holanda persegue o título com uma seleção forte, que fez brilhante campanha nas eliminatórias. As derrotas, porém, servem até de piada para os locais. Na loja “Copa”, especializada em futebol na cidade de Amsterdã, a camisa abaixo é sucesso de vendas.

Quase, Holanda...

Leia também: O ‘Fantasma de 1950’ também assombra o Uruguai

21 anos depois, maior parte dos discípulos de Telê são técnicos

Telê: herança de títulos e formação de treinadores

Meticuloso, perfeccionista, detalhista. Dedicado a saber da qualidade do gramado à qualidade de vida dos atletas extracampo. Tático e motivador. Vencedor. Telê Santana não ergueu a Copa do Mundo, mas colecionou troféus por onde passou: brasileiro pelo Atlético-MG, estadual por Fluminense, Flamengo e Grêmio, Libertadores e Mundial pelo São Paulo, entre outros. As conquistas pelo tricolor paulista, aliás, estão completando maioridade. Nesse 2014, serão 21 anos do título que recuperou a imagem de Telê – até então questionado como “pé-frio” – e o colocou no patamar dos maiores treinadores do Brasil.

Mas as taças conquistadas nos clubes que dirigiu não são a única herança de Telê, falecido há 8 anos. Daquela geração do São Paulo bicampeão da América e do Mundo saíram nada menos que 12 treinadores ou managers para o futebol atual. Nunca uma mesma equipe rendeu tantos treinadores. Todos certamente influenciados pelos métodos de Telê.

O levantamento inclui os nomes dos 23 jogadores que estiveram nas decisões da Libertadores e do Mundial em 1992 e 1993. Todos no trabalho de maior projeção de Telê, que reconhecidamente é influência também ao atual técnico são-paulino, Muricy Ramalho, entre outros.

Dois ex-jogadores daquela estão mais em evidência nos tempos recentes: Doriva e Juninho Paulista, ambos do Ituano, campeão estadual em São Paulo. O primeiro é o técnico, o segundo o gerente. O discípulo de Telê com maior projeção no futebol atual é Leonardo. Ex-técnico dos italianos Milan e Inter, ocupa o cargo de manager no PSG, da França. No exterior também estãoToninho Cerezo, atual técnico do Kashima Anthlers do Japão, Antônio Carlos, auxiliar-técnico na Roma e Pintado, auxiliar no Cruz Azul do México.

Zetti seria outro discípulo, mas já se diz aposentado do cargo de treinador, depois de dirigir, entre outros, Atlético-MG e Paraná. Não deixou, porém, de treinar: tem uma academia de goleiros. Os ex-volantes Adilson e Dinho também militam na área, mas não ocupam nenhum banco de reservas atualmente, a espera de alguma chance – o último é vereador em Porto Alegre. 

Há os que ainda dão seus primeiros passos na carreira. Válber, que era tido por Telê como indisciplinado, hoje tenta por os jogadores na linha. Seu primeiro trabalho foi no Audax Rio, de onde já saiu. Muller, que trabalhou na imprensa por um tempo, passou a ser gerente no Grêmio Maringá (não o mesmo time atual vice-campeão paranaense), enquanto que Palhinha tem uma escolinha de futebol nos EUA. 

Talvez nenhum chegue ao patamar de Telê, o que é difícil para qualquer treinador. No entanto é inegável a influência do ex-técnico daquele São Paulo do início dos anos 90 na escolha de mais da metade da equipe.

Sport e Vitória, campeões mundiais em publicidade

Sport e Vitória, leões de ouro em Cannes

Vitória e Sport vivem bons momentos dentro de campo: um é o vice-líder da Série A e outro engatou a terceira vitória consecutiva, entrando no G4 da Série B. Objetivos modestos, distantes do que ambos conseguiram recentemente fora de campo: seis títulos mundiais.

Os dois rubro-negros, Leões do Barradão e da Ilha, trouxeram mais alguns para a alcateia, diretamente da França. Cannes é a cidade que recebe o mais famoso festival de publicidade do planeta.  É o Oscar da propaganda.

Sport e Vitória, pela ordem, conquistaram prêmios importantíssimos no último festival do segmento. Duas campanhas, mexendo com a emoção do torcedor ao solicitar doações de órgãos e sangue, num ativismo social pouco visto no futebol. Dois belos vídeos, que você pode ver abaixo.

Os pernambucanos trouxeram quatro leões para o Brasil e outros dois rumaram para a Bahia. Bom para a OGLIVY, que criou a campanha do Sport e foi a agência brasileira mais premiada no ano. E também para a Leo Burnett Tailor Made, criadora da campanha do Vitória.

  • As premiações:

Área: Promo & Activation (avalia o efeito da ação promocional junto ao público – a adesão à ideia, para simplificar)

Sport Club Recife – Grand-PrixMelhor campanha integrada

Sport Club Recife – Leão de OuroMelhor imagem corporativa

Área: Direct (avalia a mensagem diretamente ao público)

Esporte Clube Vitória – Leão de Ouro:  Melhor uso de marketing direto.

Esporte Clube Vitória – Leão de Prata:  Melhor uso de mídia não-convencional/ação viral

Área: saúde pública e alertas populacionais

Sport Club Recife – Leão de PrataMelhor uso de mídia não-convencional/ação viral

Sport Club Recife – Leão de BronzeMelhor uso de mídia digital

  • As peças:

Vitória:

Sport:

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Com a ajuda do Fabrício Kichalowsky.

 

Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 12/12/2012

Salve(m-se d)o Corinthians

Enquanto você lê esse texto, o Corinthians provavelmente se tornou finalista do Mundial de Clubes da Fifa. Com todos os méritos, com todas as justiças, como diria aquele apresentador. Se o imponderável não entrou em campo com a camisa do Al-Ahly, o Timão chega a decisão do Mundo numa partida que pode significar o início de uma doce rotina corintiana, amarga para a imensa maioria de clubes do Brasil. Nesta semana o clube paulista apresentou renovação de contrato com a fornecedora de material esportivo: R$ 30 milhões anuais, a maior do Brasil. O Corinthians faz por onde. Vende mais. Tem ainda o maior patrocínio de camisa de uma única empresa e é o clube que mais recebe cotas da TV. Por cima (o clube ainda tem receita de sócios e outros patrocínios) só as três fontes de renda citadas dão ao Alvinegro paulista R$ 184 milhões. Quem não é Corinthians, que se prepare: será quase impossível parar o Timão.

Pontos corridos ou mata-mata?
Velha discussão. Desportivamente, é justo que a definição do campeão nacional saia de um torneio de regularidade. Melhor para quem tem fôlego (leia-se dinheiro). Claro, o Al-Ahly pode ter pregado uma peça e eliminado o Corinthians e aí você pensando: “viu só?” Pois se aconteceu, foi em um mata-mata. A Copa do Brasil já atende esse anseio e equipes de pequeno porte (Santo André, Paulista, Juventude) já ergueram o caneco. Mas a discussão não reside nisso e sim em outro tema: a distribuição de renda.

Brasil, um país de todos?
Ver a tabela do Brasileirão é praticamente o mesmo que olhar a tabela de distribuição de cotas. Só o Palmeiras não está entre os 12 primeiros, substituído pelo Náutico (o Coxa é o 13º). Os 11 demais são os que mais recebem, com alguma distinção entre si. Botafogo e Atlético-MG, com menor porte que o restante, vão no embalo dos vizinhos. Atlético e Coritiba abrem o grupo dos relegados, que ainda têm Sport e Bahia, quatro clubes que poderiam muito bem ocupar a faixa dos alvinegros de Minas e Rio. Responsabilidade de quem assina os contratos, caminhando para um Brasileirão cada vez menos competitivo. Recentemente o Coxa comemorou o aumento de valor no contrato de R$ 30 para R$ 54 milhões. Entretanto, o aumento também atingirá os demais. O Flamengo, par do Corinthians como os que mais recebem, saltará mais 40 milhões na conta – quase o total do Coxa, só de acréscimo. Tenho narrado jogos do Campeonato Alemão, um dos melhores do Mundo, como o Inglês e o Espanhol. Alemanha e Inglaterra distribuem as cotas de três maneiras: potencial de audiência, classificação do ano anterior e um percentual fixo igual para todos. São as ligas mais fortes do Mundo e em pontos corridos. No blog napoalmeida.com, continuo o exercício. Apareça.

Nota de repúdio

Eu, Napoleão de Almeida, jornalista e publicitário pós-graduado em gestão e comunicação esportiva, mantenedor deste nem tão nobre espaço, aproveito a onda de notas oficiais de repúdio entre os clubes paranaenses para manifestar meu repúdio a algumas questões acerca dos últimos acontecimentos:

– Um assunto tão sério quanto a realização da Copa do Mundo no Brasil esteja sendo tratado de forma tão amadora pelos dirigentes responsáveis na cidade de Curitiba, com um sem número de festival de erros cometidos desde 2007;

– A falta de diálogo entre as partes em busca de um denominador comum, a rivalidade besta e pequena que faz com que nossos clubes se apequenem enquanto o futebol de regiões como Santa Catarina, Bahia e Pernambuco se fortalecem e o conhecido quarteto SP-RJ-MG-RS segue na vanguarda;

– A falta de informações claras sobre temas relevantes como: origem e método de pagamento do financiamento da Arena e também o método e valores das desapropriações no entorno do estádio;

– A demora nas obras do mesmo estádio já citado, em obras para o Mundial;

– O método utilizado na requisição do Estádio Major Antônio Couto Pereira por parte do Atlético, via Federação e por caminhos judiciais;

– A resistência, em especial da torcida do Coritiba, em ver o clube alugando o estádio (mesmo antes da intervenção jurídica) a um rival que poderia lhe trazer rentabilidade financeira, seja no valor dos aluguéis, seja na valorização dos espaços publicitários. Ignorando solenemente também o fato que o Atlético jogou por anos a fio na praça alviverde, refutando a possibilidade de lucros aos lojistas do estádio, já atingidos pela restrição na venda de bebidas alcoólicas que, no entanto, não impediu episódios de violência mesmo após sua implantação.

– A lei citada acima, ineficaz no momento, e que será modificada para atender interesses comerciais durante o Mundial, como se os problemas supostos tivessem sido sanados;

– A falta de transparência nas ações das diretorias anterior e atual do Atlético na questão do aluguel do estádio, como se qualquer clube ou patrimônio estivesse a sua disposição e como se os cerca de 18 mil sócios não tivessem importância alguma na decisão, dada a demora em se buscar uma solução e o desleixo com os mesmos antes, durante e depois da partida contra o Londrina, em Ponta Grossa;

– À classe política do Paraná, ótima para aparecer na hora das fotografias, péssima na hora de tentar colaborar com o processo, abandonando o Atlético a própria sorte como se o evento Copa do Mundo Fifa 2014 não fosse da responsabilidade da Prefeitura e do Governo Estadual, como consta em contrato;

A inabilidade da diretoria do Paraná Clube ao emitir opinião desnecessária e até inoportuna ou intrometida, conforme a leitura, justificando o não-aluguel da Vila Capanema com um viés provocativo, como se houvesse outra razão melhor para não alugar o estádio do que a falta de um acordo comercial;

A falta de clareza e coerência na nota oficial-resposta do Coritiba, repudiando a mensagem da direção paranista, mas não negando claramente a informação e, pasmem, condenando o rival por não colaborar para o crescimento do futebol do Estado, como se a negativa de aluguel do estádio fosse exemplo de união;

A provocativa nota oficial-resposta-resposta da diretoria do Atlético, diminuindo a importância do Paraná Clube no cenário local, pregando uma irmandade não vista entre atleticanos e coxas (salvo se a nota paranista tiver fundamento) e presumindo que toda e qualquer vontade atleticana deva ser respeitada;

A tréplica da direção do Paraná, jogando para a torcida e dando sequencia a um looping infantil e sem perspectivas de melhora, incluindo ofensas pessoais ao presidente do Atlético – que pelo histórico não deixará barato e vai xingar muito no Twitter;

– Ao cenário num geral, lamentável e mostrando que o autofagismo curitibano está em cores vivas por todos os lados da cidade, que teve 5 anos para achar uma solução e não só não conseguiu, como: 1) não convence mais da metade da população que o evento é benéfico para a comunidade; 2) não faz uma ação de marketing envolvendo o Mundial; 3) não soluciona questões simples, como a novela do estádio; 4) perdeu a Copa das Confederações; 5) Abrigará apenas jogos da primeira fase em 2014; 6) arrasta-se numa sequencia infinita de erros que faz qualquer um perder a paciência.

Sem mais para o momento, subscrevo-me, de saco cheio.

Copa 2014: Atlético escolhe construir Arena por conta – Reportagem #0

A partir desse post pretendo iniciar uma série de discussões em torno do Mundial de 2014 em Curitiba. Os temas são os mais polêmicos possíveis: a quem interessa a Copa no Brasil? A Copa é do Atlético ou da cidade de Curitiba? O Atlético jogará no Couto Pereira? O Potencial Construtivo é ou não dinheiro público? Como Coritiba e Paraná se beneficarão com o Mundial? Curitiba ainda receberá a Copa das Confederações? Dá tempo de terminar o estádio?

Como você viu, assunto não falta.

Desde o começo, como homem público e de mídia, minha postura foi pró-Copa em Curitiba. Entre o projeto do ex-deputado cassado Onaireves Moura e o estádio semi-pronto do Atlético, entendendo o avanço que o Mundial pode trazer a nossa cidade, fiquei com o segundo. O custo era menor, o tempo menor e, por consequência, os benefícios maiores. Evidentemente, as coisas não correram 100% dentro do previsto: a obra atrasou, a discussão tornou-se clubística – é inegável que o Atlético ganha com a Copa. Como se posicionar então? – e outras mazelas que um tema dessa importância oferece, mas que não deveriam ser tão impeditivas para um grande avanço.

Durante meu período na Gazeta do Povo conversei com especialistas em todas as áreas envolvidas. E a partir deste post, vou reacender o debate, procurando trazer mais luz a discussão aqui no blog e também no Jogo Aberto Paraná. Vou tentar esclarecer as dúvidas do principal interessado: o cidadão, pouco importa o time que torça. Por isso, convido você a participar comigo dessa.

A reportagem #0 é o pontapé inicial da discussão e, paradoxalmente, é também a definição que mais atrasou: a escolha de como o Atlético terminará a Arena. O vídeo abaixo foi exibido no Jogo Aberto Paraná e é, por ora, de interesse maior dos atleticanos. Mas certamente interessa a coxas, paranistas, operarianos e qualquer um que se importa em saber se o Mundial é ou não benéfico à cidade e ao Estado. A partir do #1, que procurarei postar até o final de semana, vamos levantar algumas discussões.

E quem sabe, ao final da série, termos ao menos um entendimento mais claro do evento que vai mexer com a cidade que vivemos.

Confira a reportagem #0:

Acompanhe o Jogo Aberto Paraná de segunda a sexta 12h30 na Band Curitiba!