Guia: como prever o desempenho do seu time durante o Brasileirão

Aqui está ela: quem está pronto para levá-la?

O Brasileirão 2014 vai (?) começar! Depois das guerras das liminares e dos longos Estaduais (alguns ainda em andamento…), finalmente os grandes clubes vão por seus times em confronto, em busca da maior glória nacional. O bicho vai pegar também nas Séries B, C e D, mas o papo aqui é Série A. E como as previsões de todos já estão por aí, o blog se propõe a revelar um método infalível de prever como irá seu time conforme andar a competição.

A primeira coisa que você deve ter em mente: o campeonato é um, mas dividido em pelo menos 8 grandes etapas. Algumas se confundem, outras confundem a gente. As mais óbvias são o primeiro turno e o segundo; em 2014, teremos a pausa pra Copa e então a retomada. E, finalmente, teremos que ver as pontuações com o andamento do campeonato, dividindo-o em começo, recomeço, meio e fim.

O começo compreende a etapa até a pausa para a Copa. Serão 9 rodadas que deixarão algumas impressões, a maioria delas totalmente erradas. Arrancadas fulminantes, começos desastrosos, times divididos entre Libertadores, Copa do Brasil e até mesmo o Estadual. Em tese, Inter, Figueirense, Cruzeiro, Flamengo e Bahia largarão com a moral de serem os campeões estaduais. Isso já não tem tanta relevância. O Ituano é campeão paulista, com muitos méritos, mas seria candidato à queda no Brasileirão. Inter, Cruzeiro e Bahia ganharam campeonatos que mais parecem par-ou-ímpar – coisa que Atléticos, Coritiba, Grêmio e Vitória não fizeram. 

Há os que estão na Libertadores e devem dar prioridade máxima a essa competição. Historicamente, torcedores de Cruzeiro, Atlético-MG e Grêmio não devem se preocupar muito caso seus times ocupem a Zona de Rebaixamento ao final das 9 rodadas, desde que, claro, estejam priorizando a Libertadores. Exceção ao Fluminense/2008, nenhum outro finalista de Libertadores realmente passou sufoco após se dedicar 100% ao Brasileirão.

Os nove primeiros jogos vão apresentar ainda, acredite, muitos clubes que não têm sequer um padrão de jogo, apesar de quatro meses da temporada já terem andado. Tem os que trocaram de técnico, como Botafogo, Goiás e Coritiba, e aquele que de novo se poupou do Estadual, o Atlético Paranaense. Em 2013 deu certo, mas em 14 já valeu uma queda da Libertadores e não será supresa alguma ver o Furacão perder o tempo de mais nove rodadas e trocar de técnico mais uma vez. Santos, Palmeiras, São Paulo, Fluminense e Criciúma fizeram pro gasto nos Estaduais – o Peixe chegou a empolgar – mas o buraco agora é mais embaixo. O Corinthians foi mal, mas é o clube com mais recursos no País. A Chapecoense estará no lucro com o que fizer. Com 27 pontos em disputa, somar 20 ou mais é excelente e menos de 5 será preocupante.

A pausa ajudará a todos – menos talvez o Atlético, que já abriu mão do Estadual e na verdade perde alguma vantagem física para os 19 demais que descansarão um pouco. Por outro lado, alguém que começar muito bem, se aproveitando da ausência dos libertadores e dos erros dos demais, pode ver o arranque freado. Por isso não adianta se empolgar com a liderança pré-Copa e nem arrancar os cabelos com a lanterna. O recomeço vai definir, em 5 rodadas, as tendências pro resto da competição. Serão mais 15 pontos, ainda mais vitais. Como o aproveitamento médio do campeão gira perto dos 70% e o do último a não cair passa perto dos 45%, seu time deve somar algo em torno de 10 pontos para conseguir ir bem nessa etapa.

O meio do campeonato atravessa os turnos. Em 10 edições, apenas três times vencedores do primeiro turno não venceram também o campeonato: Grêmio 2008, Inter 2009 e Atlético-MG 2012. Se o seu time virar o turno na frente, bom sinal; se virar atrás, se preocupe. Em média, pelo menos metade dos clubes que viram a etapa na zona de rebaixamento acabam caindo.

Esse período do meio compreende as rodadas de 15 a 30. Serão jogos com as equipes já embaladas, mais entrosadas, com rodadas intermediárias e com raras priorizações – serão menos os que seguirão na Copa do Brasil e a Sulamericana não tem mobilizado os clubes. Será também a fase com maior pontuação em disputa: 16 jogos, 48 pontos. Se um time não pontuou até aqui, e vencer todos desta etapa, num exemplo totalmente surreal, escapa do rebaixamento. O grosso dos pontos estará aqui. E os poucos segredos terão ido embora. Muitos já terão se enfrentado duas vezes, técnicos já terão sido trocados – mas os elencos mantidos. Quem somar menos de 30 pontos a essa altura, pode se preocupar. Quem somar mais de 50, pode sonhar, quem sabe até com a taça.

Como disse antes, as etapas do BR-14 se confundem e nos confundem. Vale dizer que no pós-Copa os clubes já terão de volta seus CTs e principalmente seus estádios. Jogar em casa é sempre um trunfo, que será perdido por 8 dos clubes da Série A durante um tempo – excluo aqui as punições e também o Palmeiras, que já está adaptado ao Pacaembu. Então, em meio às análises-padrão, leve em conta mais esse fator.

Nas últimas 8 rodadas, por óbvio, a definição do campeonato. Poucos terão pernas e os elencos vão aparecer, também por conta das suspensões. Aparecerá também a conta bancária. Quem pôde trazer reforços, seja do exterior ou das séries inferiores, poderá se dar melhor. Quem não atrasar salários, também. Serão 24 pontos em disputa e a expectativa de somar 100%, já quase nula, some de vez. Muitos, porém, precisarão dessa quantia – devem se preparar para o pior. Um índice de 50% de aproveitamento costuma ser satisfatório, sendo que só o campeão deve fazer muito mais. Todos já saberão tudo sobre os outros e também quanto devem pontuar. Assim sendo, o espírito de final, esquecido por muitos até então, vai surgir a cada jogo. Costuma ser a época em que o lanterna arranca pontos dos líderes em jogos surpreendentes.

Com 10 anos de pontos corridos, caminhando para a 11a edição, os bons gestores já sabem de tudo isso e certamente têm planos para evitar os precauços. Os sinais irão aparecer ao longo do trajeto; quem tomar decisões assertivas rapidamente, irá evitar o pior ou aproveitar a melhor oportunidade para consolidar-se na frente.

Ao final da 38a rodada, fim dos jogos e hora de festa pra uns e tristeza pra outros. E de alguns advogados entrarem em campo – mas esse é assunto pra outro post.

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‘Rei dos clássicos’, Fla quase dobra Timão em torcida visitante; e o seu time?

Torcida visitante do Flamengo divide Maracanã com a do Botafogo no clássico: nova casa desequilibrou

Depois da primeira parte do estudo sobre a presença de público visitante no Brasileirão, o blog avança sobre o tema e inclui os clássicos locais nos números. A exclusão anterior tinha um simples objetivo: apontar – em tese – qual torcida “viaja” mais para ver seu clube do coração. Com os números dos clássicos locais incluídos, a conta soma também os jogos em que a torcida visitante não precisa sair da sua cidade – exceção óbvia feita ao Santos. Novamente, deu Flamengo na ponta. No entanto, a grande novidade é o aumento da vantagem sobre o Corinthians. Se sem os clássicos apenas 76 torcedores flamenguistas a mais foram aos estádios como visitantes, em relação ao Timão, somando-se os derbies locais a vantagem fica enorme:

Valores apontam a média de presença de público visitante no Brasileirão 2013

Novamente, é necessário que se façam algumas ressalvas quanto ao estudo, tudo por conta da desorganização das federações locais nos borderôs. Os problemas são basicamente os mesmos apontados no texto anterior: a federação Mineira não discrimina o público visitante no Mineirão, o que excluiu todos os jogos com mando do Cruzeiro do estudo. Outras, como a Carioca, só passaram a discriminar o público visitante apenas na reta final do Brasileirão. Algumas federações que receberam jogos de outras praças, como a Catarinense e a Matogrossense não apontaram o valor. Novamente, vale o elogio às federações do Paraná e de São Paulo, as mais claras e transparentes em relação aos borderôs.

Borderô de Atlético x Coritiba: FPF dá bom exemplo no borderô

Dito isto, os números: talvez pela relação do novo Maracanã com o público carioca, enquanto que São Paulo ainda não tem suas novas arenas prontas – e muitos jogos foram mandados no interior, o Fla abriu enorme vantagem sobre o Timão ao se incluir os clássicos locais. Um detalhe importante, lembrado por alguns leitores: a carga de ingressos para visitantes nos clássicos em SP é de apenas 5%. A Fonte Nova, reformada, também abrigou bons públicos, em especial no Vitória x Bahia, que fez o Tricolor abrir boa margem em relação ao rival. Em Minas, só o público cruzeirense no clássico com o Galo foi computado. No jogo do Mineirão, ausência de dados. O mesmo vale para o Grenal da Arena Grêmio. O Atlético levou mais gente que o Coritiba quando visitante no clássico paranaense, mas, de fato, o público foi decepcionante nos dois jogos – o menor entre os seis principais clássicos estaduais. A exemplo de SP, o Paraná limita a carga visitante, mas a 10%.

Se o Fla é o time que mais arrasta torcida longe de seus domínios, o Goiás não tem o mesmo apelo longe do Serra. Com apenas 71 pessoas em média por jogo como visitante, nem a ótima campanha do Esmeraldino comoveu seu povo a seguir a equipe longe de Goiás.

O maior público visitante de todo o Brasileirão foi de 14.632 torcedores do Flamengo na 28a rodada, contra o Botafogo. O público total desta partida foi 31.720. No jogo, Fogão 2 a 1. O menor público visitante, exceção às atribuições de zero torcida – como especificado no texto anterior – foi de apenas 1 (um!) solitário torcedor da Portuguesa contra o Inter na 23a rodada e outro solitário torcedor do Criciúma contra o Coritiba na 35a rodada. Curiosamente, mesmo sem apoio de seus torcedores, Lusa (1-0) e Tigre (2-1) venceram estes jogos.

Nos 323 jogos computados nesse estudo (de 380 possíveis) a média de torcida visitante no Brasileirão 2013 foi de 852 pessoas. Seis times superaram essa expectativa: Flamengo, Corinthians, São Paulo, Vasco, Grêmio e Botafogo, a grande surpresa deste índice, se levarmos em consideração a última pesquisa nacional de torcidas, que coloca na mesma ordem os quatro primeiros colocados deste estudo, com o Grêmio em oitavo no geral e o Fogão apenas na 12a posição.

O blog ainda trará outros dois estudos sobre o público visitante do Brasileirão 2013 após os festejos de Natal. Fique atento e Feliz Natal!

Mais fiel que do Corinthians, torcida do Fla é maior visitante; veja o seu time e rivalidades locais

Qual a torcida que segue em toda a parte? A que nunca abandona, a mais fiel? Um estudo inédito feito pelo blog aponta a torcida que mais acompanhou o seu time longe de seus domínios durante o Brasileirão 2013. O resultado não chega a surpreender: excluindo os clássicos na mesma cidade (serão tratados a contento), por 76 torcedores em média por jogo, a torcida do Flamengo superou a fidelidade corintiana.

Cruzeirenses viajaram mais que atleticanos mineiros, gremistas acompanharam mais seu time do que colorados, coxas-brancas foram em maior número que atleticanos nos jogos longe do Paraná e por uma pequena margem a torcida do Bahia foi mais fiel que a do Vitória.

Aos números, no entanto, cabem algumas ressalvas. A primeira delas: a desorganização e falta de padrão dos borderôs emitidos pelas federações Brasil afora. Foram 323 borderôs pesquisados e revisados, dos 380 jogos disputados. Quase 20% das partidas não ofereceram estatísticas concretas de quantos visitantes estiveram nos jogos.

Desta forma, as equipes que tiveram mais jogos computados foram Criciúma (18 partidas) e Coritiba, Náutico, Goiás e Inter (17) enquanto as que tiveram menos jogos computados foram Flamengo, Fluminense, Santos e Portuguesa (13).

As piores federações ou estádios nesse controle são a Mineira, em relação ao novo Mineirão. Absolutamente todos os jogos com o Cruzeiro como mandante não oferecem a parcela de ingressos visitantes nos borderôs – algo a ser investigado? Além dela, a Carioca, que passou a fornecer os dados concretos apenas da metade para o fim do campeonato e as de Brasília, Ceará, Santa Catarina e Mato Grosso, que receberam partidas mas não discriminaram o público visitante. 

Alguns jogos, como Santos x Flamengo na primeira rodada, saíram da conta exatamente pelo motivo acima. É público e notório que a torcida do Fla esteve em maior número que a do Peixe, mas o documento oficial não separava números. Além disso, há exemplos como os abaixo:

Criciúma x Inter: espaço dos visitantes vazio no borderô

Vitória x Fluminense: nenhum tricolor no jogo? É o que diz a Federação Baiana, que ainda erra a palavra "Boletim"

No caso acima, por uma questão lógica, o estudo atribuiu valor zero ao número de torcedores do Fluminense no jogo contra o Vitória. Parece evidente – e os vídeos da partida mostram isso – que havia torcida do Flu na Bahia, mas não é possível supor um número e o documento oficial atribui zero aos visitantes. Isso aconteceu em outras 19 partidas. O Náutico esteve em três delas.

As federações do Paraná e de São Paulo são as mais objetivas e claras na discriminação dos ingressos de visitantes. A lista completa dos jogos excluídos da conta – incluíndo os clássicos não registrados – estará mais abaixo; amanhã, uma nova postagem incluirá na conta os clássicos registrados. Explica-se: o estudo divide-se as torcidas que viajam ver o time e as que vão em grande número nos clássicos locais. No primeiro caso (este post) vantagem para clubes como Goiás, Náutico e Ponte Preta, por exemplo, que não jogaram clássicos; no que virá, melhor para Flamengo e Corinthians. Os jogos dos paulistanos contra a Portuguesa foram considerados clássicos.

Na tabela abaixo, os números dos visitantes excluíndo os clássicos, no total e na média. O leitor poderá notar que certos clubes que jogaram clássicos não tem nenhum jogo computado no desconto; isso acontece por conta da ausência dos dados concretos no borderô emitido pela federação local – caso do Grenal da Arena Grêmio, por exemplo.

Eis. Divirtam-se nos comentários abaixo e aguardem o estudo de amanhã, incluindo os clássicos, que apresentará resultados ainda mais polêmicos:

 

Fla x Timão na ponta; Corinthians levou mais gente ao todo, sem clássicos, com um jogo a mais na conta

Jogos excluídos por falta de dados:

Santos x Flamengo
Botafogo x Santos
Flamengo x Ponte Preta
Atlético-MG x Grêmio
Botafogo x Cruzeiro
Flamengo x Náutico
Vasco x Atlético-MG
Cruzeiro x Corinthians
Cruzeiro x Inter
Vasco x Bahia
Cruzeiro x Náutico
Botafogo x Vitória
Flamengo x Atlético-MG
Cruzeiro x Coritiba
Flamengo x Portuguesa
Criciúma x Cruzeiro
Botafogo x Goiás
Cruzeiro x Santos
São Paulo x Atlético-PR
Flamengo x São Paulo
Cruzeiro x Vitória
Vasco x Corinthians
Flamengo x Grêmio
São Paulo x Fluminense
Cruzeiro x Vasco
Flamengo x Vitória
Goiás x Grêmio
Criciúma x Botafogo
Cruzeiro x Flamengo
Flamengo x Santos
Cruzeiro x Atlético-PR
Cruzeiro x Botafogo
Flamengo x Atlético-PR
Criciúma x Fluminense
Botafogo x Ponte Preta
Cruzeiro x Portuguesa
Cruzeiro x São Paulo
Criciúma x Portuguesa
Cruzeiro x Fluminense

Portuguesa x Flamengo
Botafogo x Atlético-MG
Cruzeiro x Criciúma
Criciúma x Ponte Preta
Cruzeiro x Grêmio
Cruzeiro x Ponte Preta
Cruzeiro x Bahia

E todos os clássicos regionais.

*Agradecimentos especiais a Thiago Fagury, Vinícius Paiva e Matheus Cajaíba pela colaboração.

 

 

Grenal, Atletiba, Galo e Santa mais fiéis que Fla e Timão

O que vale mais: tem uma torcida numerosa ou uma torcida participativa?

Segundo estudo divulgado pela Pluri Consultoria, Flamengo e Corinthians, donos das maiores torcidas do Brasil em números absolutos, têm muito a aprender com Grêmio, Internacional, Atlético Mineiro, Santa Cruz, Atlético Paranaense e Coritiba. Os seis times citados lideram a estatística que atribui “fanatismo” e consequente participação aos torcedores de seus clubes. O Timão, reconhecido pela sua fiel torcida, é apenas o sétimo; o Fla aparece em 9o, atrás ainda do Sport:

O cruzamento dos dados leva em conta a maneira com a qual os próprios torcedores se apresentam aos entrevistadores da pesquisa, realizada em 2012 em 144 municípios brasileiros, com 10.545 entrevistados. O entrevistado se identificava como “fanático”, “torcedor”, “simpatizante” ou “indiferente”. A partir do índice do tamanho das torcidas, chegou ao proporcional de fanáticos, o que em tese se atribui maior participação na venda de produtos, planos associativos, etc. O Grêmio aparece com 22,5% – um quarto – de seus aficcionados como “fanáticos” e um total de 79% de participativos; o atual campeão brasileiro, Fluminense, tem a torcida “menos fiel” entre as 18 maiores do País.

Mas, na prática, os índices se refletem?

Um bom parâmetro é o volume de sócios dos clubes. E no plano coletivo “Futebol Melhor”, patrocinado pela Ambev, Inter e Grêmio (na ordem inversa a do estudo) lideram o volume de associados. O Colorado tem 107 mil sócios* e o Tricolor tem 73 mil. São 36 equipes cadastradas no projeto; o Corinthians é o 4o colocado enquanto o Flamengo é apenas o 6o. O plano é mais próximo de um clube de vantagens, que faz com que o torcedor seja atraído pela marca do time do coração e se beneficie em compras, por exemplo. Atlético e Coritiba não estão na lista e têm planos associativos próprios. Como na dupla Grenal, também há inversão no número de sócios no Atletiba. O Coxa afirma ter hoje 30 mil sócios*, enquanto o Furacão, mesmo sem estádio, alcançou 20 mil recentemente. Os números colocariam a dupla entre os 10 maiores do Brasil, caso estivessem integrados ao plano dos outros 36.

O Santa Cruz está entre os clubes com mais sócios, mas mostra fidelidade também em outro quesito: público nos estádios. Mesmo na Série C do Brasileiro, levou quase 25 mil pessoas por jogo em média em 2012. Um número impressionante para um clube que não figura entre os grandes do Brasil desde 2006, quando acabou rebaixado na Série A.

Já o Atlético-MG, apontado apenas como o clube da 8a maior torcida do Brasil, é o terceiro em vendas de Pay Per View dos jogos na TV fechada, revelação feita pelo presidente do clube, Alexandre Kalil, ao divulgar a tabela que recebeu da TV em seu perfil pessoal no Twitter:

É bem verdade que os números de Flamengo e Corinthians não são ruins. A única torcida brasileira à frente do Santa Cruz em média de público em 2012 foi a do Timão, com pouco mais de 25 mil pessoas por jogo. Fla e Corinthians lideram as vendas de PPV e estão em 6o e 4o lugares, respectivamente, no plano associativo coletivo citado acima. No Brasileirão, estão entre os três primeiros em média de público nos estádios, com o Corinthians à frente do Flamengo, sendo que o líder Cruzeiro está entre eles. Inter e Furacão, citados entre os mais fiéis, pagam pelo ano sem estádio próprio, levando menos de 10 mil pessoas por jogo; o Galo também não tem levado muita gente ao estádio no Brasileirão, talvez ainda anestesiado pela conquista histórica da Libertadores.

Ainda assim, o estudo revela coisas interessantes. Clubes de torcida menor, mas mais participativa, conseguem serem mais fortes e rentáveis do que os que têm grande massa simpatizante. Isso define também uma estratégia de mercado: por serem de grande massa, Fla e Timão arrecadam no atacado, mas Atlético e Coritiba, mais regionais, falam mais diretamente ao seu público, se tornando mais unidos aos seus torcedores do que clubes supostamente mais nacionais, como Santos, Botafogo e Fluminense. O trio, aliás, pode tirar dos números uma oportunidade de leitura de mercado.

Estatisticamente, a primeira pergunta  deste texto fica respondida pelos números. Mas, e pra você? O que vale mais? Debata nos comentários abaixo!

*Números de Outubro/2013

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Libertadores para todos: quem está na fila?

Galo campeão da Libertadores: quem quiser que pegue a senha

A piadinha recorrente entre os rivais era de que o Governo acertou em cheio ao lançar o programa “Libertadores para todos”, uma gozação com a longa espera de Corinthians e Atlético Mineiro em conquistar o título que os rivais já tinham. Campeão, o Galo já pensa no Mundial e desafia os interessados a tentarem no ano que vem. Dos 16 maiores clubes do Brasil, 10 já têm a cobiçada glória. Quem, portanto, estraria no “LPT” fictício? 

O Fluminense abre a lista de espera. Vice-campeão em 2008, quando perdeu para a LDU do Equador, o Flu é o atual campeão brasileiro e tem feito boas campanhas nos últimos anos. Namora com a taça – tem seis participações e foi sétimo neste ano – mas começou mal o Brasileirão 2013 e terá de suar para chegar à Libertadores por essa via. Por outro lado, está na Copa do Brasil – outrora o caminho mais curto.

Outro vice-campeão continental que está na fila é o Atlético Paranaense. Depois de perder a final de 2005 para o São Paulo, não repetiu as boas atuações e até amargou uma Série B em 2011. Teve três participações no torneio continental – a última, no mesmo 2005 – e neste ano está mal no Brasileirão. O Furacão, a exemplo do Flu, também tem a Copa do Brasil como atalho para a glória.

Terceiro colocado no distante ano de 1963, o Botafogo é mais um dos grandes na lista de espera. Disputou a Libertadores em três ocasiões, sendo a última em 1996. Está na briga pelo Brasileirão 2013 e também está na Copa do Brasil.

Quinto colocado em 1989, o Bahia é outro que aguarda sua senha no painel. Participou três vezes da competição, sendo a última exatamente no ano de sua melhor campanha. No Brasileirão, está no meio da tabela, mas terá um atalho diferente para voltar à Libertadores: a Copa Sulamericana. Quem sabe um título continental seguido do outro?

O Coritiba é outro campeão brasileiro à espera da taça continental. Sétimo colocado em 1986, quando disputou a competição como campeão brasileiro, participou também em 2004 e não mais voltou. Briga na parte de cima da tabela no Brasileirão 2013 e pode tentar a volta também via Copa Sulamericana.

A lista dos grandes ainda sem Taça Libertadores se fecha com o Sport. Foi 11o colocado em 2009, quando disputou pela segunda e última vez a competição. Está na Série B nesta temporada, mas, curiosamente, pode disputar a Libertadores 2014: para tanto, precisa ganhar a Copa Sulamericana, competição na qual está por conta dos novos critérios da CBF.

  • Jejum e repeteco

Se quem ainda não ganhou a competição está sedento, a vontade dos que já faturaram em repetir não é menor. Dos 10 clubes brasileiros campeões da Libertadores, o maior jejum é o do Flamengo, campeão pela única vez em 1981. O Grêmio, bicampeão em 1995, já podia ter saído da fila, mas perdeu a decisão de 2007 para o Boca Jrs. Curiosamente, na sequência do jejum, está outro bicampeão que perdeu final recentemente: o Cruzeiro, que levou em 1997 mas perdeu para o Estudiantes em 2009.

Campeão em 1998, o Vasco aumenta a fila dos jejuantes, seguido do Palmeiras, que poderia ter levado o bi entre 1999 e 2000, mas perdeu a segunda final. Um pouco menos impacientes estão os torcedores do São Paulo, tricampeão em 2005. Assim como os do Internacional, que levou o bicampeonato na primeira das quatro finais seguidas com brasileiros em 2010. Depois de um longo jejum – desde a Era Pelé – o Santos também não tem muito do que reclamar, campeão em 2011. O Corinthians, por sua vez, ainda está em lua de mel com a torcida pelo belo ano de 2012. E o do Atlético-MG… esse então, acha tudo isso aqui uma grande festa!

  • Menções honrosas

Dois clubes brasileiros não se encaixam no perfil acima, mas merecem menção pelas ótimas participações em Libertadores. Vice-campeão em 2002, o São Caetano não conseguiu se fixar entre os clubes mais fortes do Brasil, mas fez belas campanhas no início dos anos 2000, incluindo dois vices no Brasileirão e três participações na competição continental. Hoje patina na Série B.

Outro que tem história para contar na Libertadores é o Guarani. O Bugre foi terceiro colocado em 1979 e também jogou por três vezes a Libertadores, sendo a última em 1988. Atualmente disputa a Série C do Brasileirão.

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Por decisão inédita, Atlético-MG desafia coincidências

Galo 4o colocado em 1978: campanha de 2013 já é melhor

O Atlético Mineiro precisa de uma vitória por 3 gols de diferença – ou ao menos um 2-0 para levar aos pênaltis – para chegar pela primeira vez à decisão da Copa Libertadores.

Para tanto, terá que superar o bom time do Newell’s Old Boys e algumas coincidências históricas. 

Leia também:

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Semifinalista pela última vez em 1978, o Galo também teve de enfrentar equipes argentinas. O regulamento era diferente. O então vice-campeão brasileiro (assim como agora) perdeu três dos quatro jogos que fez em um triangular semifinal contra River Plate e Boca Jrs., que acabou campeão. 

Contando outros torneios internacionais, outras coincidências. Na Copa Conmebol (atual Sulamericana) de 1998, quando foi semifinalista, acabou eliminado pelo Rosário Central – grande rival do Newell’s. Naquela oportunidade, no entanto, havia conquistado um grande resultado na Argentina, empatando em 1-1. Foi derrotado em casa por 0-1. Se conseguir reverter o placar contra o Newell’s, o Galo terá pela frente um adversário contra o qual já decidiu título: o Olímpia, rival na final da Copa Conmebol de 1992, da qual saiu vencedor.

Maestro do Atlético-MG, Ronaldinho também precisa superar alguns tabus. Nas semifinais internacionais que disputou, nunca reverteu o placar do jogo inicial. Campeão em 2004/05 pelo Barcelona, passou pelo Milan nas semis após vencer o primeiro jogo, 1-0. Em 2007/08 caiu na mesma fase ao perder para o Manchester United, que arrancou um 0-0 em Barcelona. Na última vez em que a Libertadores não teve um brasileiro sequer na decisão, em 2004, o técnico eliminado nas semifinais era Cuca. O atual comandante do Atlético-MG estava à frente do São Paulo, que acabou eliminado pelo surpreendente Once Caldas, da Colômbia. Victor, herói da classificação contra o Tolima, também terá que superar um tabu: nunca passou das semifinais da Libertadores. Em 2009, quando ajudou o Grêmio a ter a melhor campanha de toda a competição – a exemplo do Galo – acabou caindo frente ao Cruzeiro.

invicto há 52 jogos desde a reabertura do Independência, o Atlético Mineiro tem ao seu lado os números do novo alçapão e um pequeno tabu do lado do Newells. Os argentinos nunca eliminaram um brasileiro na competição. Nos dois encontros com o São Paulo, eliminação nas oitavas em 1993 e perda do título em 1992.

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Abrindo o Jogo da Série A – Guia 2013

Leia também o Guia da Série B 2013 clicando aqui.

É sábado, 26 de maio. Lá por setembro, você mal lembrará que foi campeão ou que perdeu o estadual, estará completamente mergulhado na Série A do Brasileiro. Depois de cinco meses de espera, vai começar o principal campeonato do Brasil. E nesse ano com uma paradinha para a Copa das Confederações. É o último Brasileirão pré-Copa, o 11º da era dos pontos corridos. Cada vez mais os clubes já sabem o que podem e o que não podem. E algumas realidades ainda vão mudar depois da Copa.

Num exercício de futurologia, o blog dá a cara a tapa e se propõe a prever o que cada time pode fazer no Brasileirão. Não é chute – bem, talvez um pouquinho – mas sim uma leitura com base em tudo o que foi apresentado até aqui. Dividi os clubes em quatro categorias: candidatos ao título, Libertadores, Sulamericana* (também chamada de zona neutra) e rebaixamento. Vamos lá?

*Os critérios da classificação para a Sulamericana mudaram, mas, por convenção, deixei a “área” com esse nome. Se preferir, chame de “limbo”.

Título: Corinthians, Fluminense, Atlético Mineiro e Botafogo.

Corinthians:

O Corinthians é ainda o melhor time do Brasil. É o mais entrosado, com o melhor elenco (mesmo que perca Paulinho), o que pode fazer contratações de peso a qualquer momento, incluindo desfalcar adversários. Campeão Paulista, o Timão entrará no Brasileiro sendo o alvo, mesmo depois de ter caído na Libertadores. E certamente irá querer provar isso.

Destaque: Tite, o comandante
Ponto forte: Elenco e entrosamento
Ponto fraco: ataque e guerra de vaidades – até aqui, bem controlada
No Brasileirão: Cinco títulos (último em 2011)
Em 2012: 6º colocado

Veja o goleiro Cássio falando dos favoritos para o Brasileirão:

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Fluminense:

Tudo que vale para o Corinthians vale para o Flu, mas em um pequenino nível abaixo. É o atual campeão brasileiro, segue na Libertadores (ao menos enquanto escrevo esse texto, antes dos jogos contra o Olímpia-PAR) e tem entrosamento, comandado ainda por Abel Braga. Lhe falta elenco e estrutura, em relação ao Timão. Corinthians e Flu, aliás, era a disputa mais esperada do BR-12, mas por outras prioridades, não ocorreu. Esse ano vai?

Destaque: Fred, o artilheiro
Ponto forte: Elenco e entrosamento
Ponto fraco: defesa e concentração
No Brasileirão: Três títulos (último em 2012)
Em 2012: 1º colocado

Atlético Mineiro:

Bernard deve ir ao Borussia Dortmund e isso certamente será um desfalque pesado. Mas o bicampeão mineiro entra no Brasileirão com uma alta expectativa e seu mais novo aliado: o Estádio Independência, pertencente ao América-MG, que, reformado, tem sido um caldeirão para o Galo. Ronaldinho alegre e motivado conta com a melhor dupla de volantes do Brasil, um bom ataque e um bom goleiro para brilhar.

Destaque: Ronaldinho, o gênio
Ponto forte: velocidade e mando de campo
Ponto fraco: concentração e atitude longe de MG
No Brasileirão: Um título (último em 1971)
Em 2012: 2º colocado

Botafogo:

Para muitos, será surpresa o campeão carioca entre os postulantes ao título; para quem viu os jogos do Fogão de Seedorf, nem tanto. O Botafogo é um time bem armado por Osvaldo de Oliveira, que marca muito e sai em velocidade. Tem uma grande liderança em campo, você sabe quem. Resta saber se terá fôlego financeiro e deixará a pecha de amarelão, carregada em épocas anteriores, ao longo de 38 rodadas.

Destaque: Seedorf, o maestro
Ponto forte: velocidade e marcação
Ponto fraco: mando de campo e elenco
No Brasileirão: Um título (último em 1995)
Em 2012: 7º colocado

Ouça Seedorf falando sobre o desempenho do Botafogo no ano até aqui:

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Libertadores: Grêmio, São Paulo e Internacional.

Grêmio:

Seja com Renato Gaúcho – especulado no Sul – seja com a manutenção de Vanderlei Luxemburgo, o Grêmio chegará forte para esse Brasileirão. O elenco, montado para a Libertadores, terá que dar a resposta no Nacional. Se Luxa ficar, terá que vencer a resistência de boa parte da torcida e da imprensa, que é extremamente crítica com o treinador.

Destaque: Zé Roberto, o incansável
Ponto forte: potencial de ataque
Ponto fraco: defesa e falta de identidade com a Arena Grêmio
No Brasileirão: Dois títulos (último em 1996)
Em 2012: 3º colocado

Ouça Barcos em apoio a Luxemburgo para seguir no Campeonato Brasileiro:

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São Paulo:

O Tricolor Paulista tem muito em comum com o Gaúcho: um elenco bom, mas que não deu resposta, mesmo sendo forte e um técnico questionado no banco. Ney Franco terá a missão de achar um jeito de colocar Jadson e Ganso juntos, além de domar o gênio de Luís Fabiano. Se conseguir, o São Paulo pode chegar à Libertadores. Senão, é daqui pra baixo.

Destaque: Jadson, o assistente
Ponto forte: meio de campo e estrutura
Ponto fraco: disciplina e estima
No Brasileirão: Seis títulos (último em 2008)
Em 2012: 4º colocado

Ouça Ney Franco falando em reciclar o São Paulo para o Brasileirão:

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Internacional:

O Inter fecha o time dos que podem até sonhar com o título e chegar a Libertadores sem grandes surpresas. Deve perder Leandro Damião, mas manterá D’Alessandro, Forlan e o técnico Dunga, que com o tricampeonato gaúcho, levantou a primeira taça em clubes. Além de tudo isso, pode trazer Robinho e Júlio Baptista. Só que terá que jogar em Caxias do Sul, longe do Beira-Rio, em reforma para a Copa.

Destaque: D’Alessandro, o hermano
Ponto forte: ataque e marcação
Ponto fraco: defesa e instabilidade
No Brasileirão: Três títulos (último em 1979)
Em 2012: 10º colocado

Sulamericana*: Cruzeiro, Coritiba, Flamengo, Atlético Paranaense, Criciúma, Vitória, Goiás e Ponte Preta.

Cruzeiro:

A Raposa abre a lista dos que devem ficar no meio da tabela, mas tem boas possibilidades de chegar mais acima. Montou uma equipe rápida, como jovens valores (como Éverton Ribeiro) e jogadores experientes (Borges, Diego Souza, Dagoberto). A jóia da coroa foi tirar Dedé do Vasco, um ano antes da Copa, quando o zagueiro tem que jogar tudo e mais um pouco para ser lembrado. Conta com Marcelo Oliveira no banco, um bom técnico, mas tímido na postura em campo. Pela primeira vez em muitos anos, inverte papéis com o Galo, ficando à sombra do rival.

Destaque: Dedé, o xerifão
Ponto forte: velocidade
Ponto fraco: falta ousadia e pode ter problemas de disciplina
No Brasileirão: Um título (último em 2003)
Em 2012: 9º colocado

Coritiba:

O Coxa vem cercando um título nacional há algum tempo, mas nas duas chances recentes que teve, bateu na trave – na Copa do Brasil. Por isso, para o Brasileirão, apostou na volta do ídolo Alex, na manutenção de Deivid, Rafinha e o ótimo goleiro Vanderlei e na chegada de Botinelli, que se machucou e não atuou na conquista do tetra estadual, em que o time foi muito irregular. O Coxa tem uma arma no mando de campo, mas também pode pagar pela juventude do técnico Marquinhos Santos (34 anos).

Destaque: Alex, o ídolo
Ponto forte: mando de campo e meio de campo
Ponto fraco: laterais e volantes
No Brasileirão: Um título (último em 1985)
Em 2012: 13º colocado

Flamengo:

O Flamengo foi um fiasco no Carioca, mas apostou no técnico Jorginho para remontar o time para o Brasileirão. O ex-auxiliar de Dunga recebeu jogadores que tem bom nível, mas sempre ficaram no “quase”: Carlos Eduardo, Elias, Renato Abreu, Léo Moura, Marcelo Moreno. Com o clube mais preocupado em arrumar a casa, com a nova diretoria, o Fla não corre riscos, mas será surpresa se chegar mais além.

Destaque: Rafinha, o prata da casa
Ponto forte: experiência
Ponto fraco: elenco mediano
No Brasileirão: Seis títulos* (último em 2009)
Em 2012: 2º colocado
*contando a Copa União de 1987

Veja a análise de Léo Moura sobre a ausência do Flamengo nas finais do Carioca:

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Atlético Paranaense:

O Atlético pode ser a grande surpresa deste Brasileirão, tudo por conta de uma estratégia inédita: uma (exagerada) pré-temporada de praticamente 5 meses. O Furacão ignorou solenemente o Estadual, jogando com um elenco só de garotos com menos de 23 anos (ainda assim, foi finalista) enquanto disputou um torneio na Europa e amistosos. Manteve a base do acesso na Série B-12, revelou jogadores interessantes e trouxe até um ex-Barcelona: Frán Mérida, que também passou pelo Arsenal. Mas ainda é Paulo Baier quem manda no time, que não tem o caldeirão da Baixada, em reforma para a Copa.

Destaque: João Paulo, o motorzinho
Ponto forte: velocidade e entrosamento
Ponto fraco: elenco mediano e falta de mando de campo
No Brasileirão: Um título (último em 2001)
Em 2012: 3º colocado na Série B

Ouça o diretor de futebol do Atlético, João Alfredo, falando sobre o Brasileirão:

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Criciúma:

O campeão catarinense não fará feio na sua volta à Série A. O Tigre conta com a base que subiu em 2012, mas perdeu o atacante Zé Carlos, o Zé do Gol. Conta com jogadores conhecidos no elenco: os atacantes Marcel e Tartá, o zagueiro Thiago Heleno e o meia Daniel Carvalho. No banco o técnico Vadão, que deve armar os ferrolhos de sempre.

Destaque: Tartá, o ousado
Ponto forte: estrutura e mando de campo
Ponto fraco: elenco mediano
No Brasileirão: 14º em 2003
Em 2012: 2º colocado na Série B

Vitória:

O Leão entra animado no Brasileirão, muito por conta das duas goleadas históricas no rival Bahia que renderam a conquista do Estadual. Mas é pouco: o rubro-negro precisa se reforçar para dar ao bom técnico Caio Jr. condições de sonhar mais. O ambiente político também não deve ajudar o Vitória, que nos bastidores vê a guerra entre o atual presidente, Alexi Portela Jr., e Paulo Carneiro, que quer voltar ao clube.

Destaque: Dinei, o matador
Ponto forte: marcação
Ponto fraco: elenco mediano
No Brasileirão: vice-campeão em 1993
Em 2012: 4º colocado na Série B

Goiás:

A base que ganhou o bicampeonato da Série B e a manutenção do técnico Enderson Moreira são os trunfos do Goiás para impedir um “bate-e-volta” para a Série B. O clube, um dos mais bem estruturados do Brasil, vai brigar contra a queda, mas tem potencial para safar-se com facilidade do risco e garantir-se na Sulamericana 2014. As “eternas promessas” Dudu Cearense e Renan Oliveira comandam o meio campo.

Destaque: Harley, o eterno
Ponto forte: entrosamento
Ponto fraco: elenco mediano
No Brasileirão: Terceiro lugar em 2005
Em 2012: 1º colocado na Série B

Ponte Preta:

A Ponte comemora o título de melhor do interior paulista (mesmo sem sê-lo, pois o Mogi Mirim foi semifinalista) que, de certa forma, atesta o bom momento do clube. Para o Brasileirão, a aposta na Macaca é humilde: chegar à Sulamericana. A vantagem do clube é a sequencia de trabalho, desde a época de Gilson Kleina, hoje no Palmeiras.

Destaque: Alemão, o gingado
Ponto forte: entrosamento
Ponto fraco: poderio financeiro para reforçar/manter peças
No Brasileirão: Terceira em 1981
Em 2012: 14ª colocada

Rebaixamento: Santos, Vasco, Náutico, Portuguesa e Bahia.

Santos:

Se enquanto você lê este texto Neymar ainda for jogador do Peixe, ignore as chances de risco e coloque o Santos entre Cruzeiro e Coritiba. Neymar é mais que meio time, que ainda não viu Montillo decolar e conta com a má-fase pessoal de Muricy Ramalho, que passou por problemas de saúde e não conseguiu dar padrão ao Peixe 2013. Caso Neymar realmente tenha deixado o clube, se você for santista, prepare-se: o ano será longo. O elenco envelhecido e os reforços que não emplacaram são os principais rivais do time do litoral paulista. O risco realmente existe.

Destaque: Neymar, o desejado
Ponto forte: Neymar, o craque
Ponto fraco: o resto do elenco, com raras exceções (Arouca, Miralles e – talvez – Montillo)
No Brasileirão: Dois títulos (último em 2004)
Em 2012: 8º colocado

Ouça Muricy Ramalho falando sobre a possível perda de Neymar:

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Vasco:

A nau de Paulo Autuori está ameaçada de afundar. O Vasco vive um momento duríssimo, após um Cariocão frustrante, com problemas financeiros e jogadores que deixaram o clube. A aposta foi feita, dentro dos padrões do clube, em um elenco modesto e na manutenção de três nomes: Bernardo, Carlos Alberto e Eder Luis. A esperança vascaína está neles e na camisa.

Destaque: Bernardo, o rebelde
Ponto forte: camisa
Ponto fraco: elenco mediano, dificuldades financeiras e possibilidades de indisciplina
No Brasileirão: Quatro títulos (último em 2000)
Em 2012: 5º colocado

Náutico:

O Timbu é mais um candidato ao rebaixamento, após um estadual ruim, em que foi obrigado a disputar desde o começo enquanto os rivais jogavam a Copa do Nordeste – culpa do próprio clube, que não se classificou para o Regional. Perdeu tempo, dinheiro e parâmetro, saindo derrotado dos clássicos com Santa Cruz e Sport. O técnico Silas vai ainda pegar um time que não contará (a princípio) com o caldeirão dos Aflitos, já que o clube passará a jogar na Arena Pernambuco.

Destaque: Rodrigo Souto, o destaque
Ponto forte: único time pernambucano na Série A
Ponto fraco: elenco fraco e adaptação ao novo estádio
No Brasileirão: Sexto em 1984
Em 2012: 12º colocado

Portuguesa:

A Lusa chega a Série A depois de conquistar a Série B… do Paulista. O time, em 2012, conseguiu a proeza de se manter na elite nacional e cair no estadual. Assim sendo, perdeu em atratividade, competitividade e, claro, dinheiro para a disputa do Brasileirão. O elenco é formado por jogadores que conseguiram o título da Série A2 e buscam um lugar ao Sol – o que pode ser um trunfo, afinal.

Destaque: Souza, o polêmico
Ponto forte: vontade
Ponto fraco: elenco desconhecido e falta de parâmetro de competição
No Brasileirão: vice-campeã em 1996
Em 2012: 16º colocado

Bahia:

A previsão para o Bahia é a mais negra possível neste início de Brasileirão. A estreia na nova casa não poderia ser pior e a Fonte Nova custou dois técnicos em menos de dois meses ao Tricolor, que vive crise política, econômica e moral, com o rompimento com a torcida. O elenco é recheado de jogadores rodados, como Titi, Souza, Fahel, Toró e outros mais. A curiosidade é contar com o americano Freddy Adu, que foi tratado como “novo Pelé” quando jovem, e chegou na troca por Kléberson com o Philadelphia Unión.

Destaque: Obina, o Eto’o
Ponto forte: sua torcida
Ponto fraco: elenco fraco, clube rachado, ambiente instável
No Brasileirão: Um título (último em 1988)
Em 2012: 15º colocado

Veja o presidente do Bahia, Marcelo Guimarães Filho, falando sobre a crise no clube:

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