Os 5 maiores jogos entre Atlético e Flamengo

Atlético Paranaense e Flamengo começam nessa semana a decidir a Copa do Brasil 2013. Os rubro-negros farão a terceira disputa eliminatória entre si na história. Nas duas anteriores, deu Flamengo, que tem vantagem nos confrontos diretos no geral, incluindo amistosos: 20 vitórias cariocas, com 10 empates e 18 triunfos atleticanos. O Furacão, porém, tem vantagem no saldo de gols: 59 a 57.

Nunca houve uma rivalidade grande entre as equipes, ao contrário do que acontece com o Fla e o xará Mineiro do Furacão, ou mesmo entre Atlético e Fluminense. Mesmo assim, os dois times já protagonizaram jogos memoráveis, quase sempre com vitórias dos times da casa. O blog relembra os cinco mais importantes da história – excetuando, claro, a decisão que virá pela frente:

#5 – Atlético 5-3 Flamengo (Brasileiro 2008)

Alan Bahia dá a paradinha e Bruno - aquele - cai: Atlético livre da queda

O Atlético estava ameaçado pelo rebaixamento, com 42, fora da ZR, perseguido pelo Figueirense, que tinha 41. O Flamengo, por sua vez, tentava uma vaga na Libertadores: 5o colocado com 64 pontos, com Cruzeiro (64) e Palmeiras (65) a sua frente. Na Arena, o Furacão abriu 2 a 0 no Fla, com gols de Toró (contra), Rafael Moura. Marcelinho Paraíba descontou para o Mengo, deixando o ambiente tenso na Baixada. Ainda no primeiro tempo, Julio Cesar faria 3 a 1, mas Marcelinho estava inspirado. Ele diminuiria para 3 a 2, mantendo o Atlético ameaçado de queda. Zé Antônio faria o 4o do Furacão, mas o alívio só viria mesmo aos 41 do 2o tempo, quando, de pênalti, Alan Bahia fez o 5o. Ainda daria tempo de outro gol de Marcelinho pra fechar o placar.

#4 – Atlético 0-1 Flamengo (Sul-Americana 2011)

Ronaldinho decide e acaba com um tabu que durava 37 anos

Historicamente, o Flamengo tem más lembranças de Curitiba, não só com o Atlético, mas também com Paraná e Coritiba. Além disso, um incômodo tabu durava 37 anos até aquele confronto eliminatório na Copa Sul-Americana de 2011. Depois de ter vencido por 1 a 0 no Rio, o Fla foi à Curitiba pegar um Atlético desorganizado e que havia dado a chave do clube para Renato Gaúcho, técnico que chegara para tentar salvar o Furacão do rebaixamento. Renato optou por mandar um time de reservas à campo. O 0 a 0 encaminhava a classificação carioca até o finalzinho do jogo, quando Ronaldinho aproveitou uma oportunidade em bola cruzada na área. Vitória do Mengo e fim do jejum na antiga Arena da Baixada.

#3 – Atlético 2-1 Flamengo (Brasileiro 2004)

Julio Cesar cochila e puxa Washington: pênalti e vitória do Atlético

O Atlético estava impossível aquele ano, dividindo a liderança com o Santos de Robinho. O Furacão tinha um timaço, com Jadson, Fernandinho, Dênis Marques e Washington. O Flamengo não ficava muito atrás, com o ainda goleiro da Seleção, Julio Cesar, Júnior Baiano e Zinho em campo. Júnior Baiano fez 1 a 0 e o Fla ia quebrando a sequência invicta atleticana, que chegaria a 18 jogos. Mas então apareceu o Coração Valente. Aos 43, ele recebeu na área e girou pra empatar. O resultado não era bom, mas os atleticanos já se conformavam com o empate. Então, numa bola despretensiosa, Julio Cesar falhou e Washington roubou-a do goleiro, que puxou o atacante, Pênalti e gol da vitória, mais um do artilheiro daquele ano, com 34 gols.

#2 – Flamengo 2-1 Atlético (Brasileiro 2009)

Adriano Imperador voltou ao Fla em partida contra o Furacão

Corria a quarta rodada do Brasileirão 2009 e o Flamengo recebia de volta um de seus mais polêmicos ídolos: Adriano Imperador. Naquele ano, alegando problemas pessoais, Adriano não quis voltar para a Inter de Milão e ameaçou até abandonar a carreira. Depois de uma longa novela, o atacante confirmou sua volta ao clube que o revelou. Quis o destino que o jogo de reestreia fosse contra o Atlético. Em um Maracanã lotado, levou 15 minutos para que Fla abrisse o placar com um gol contra de Antônio Carlos, hoje no são Paulo. O Maracanã explodiu, mas ainda faltava algo. Adriano, então, faria o segundo. A anunciada goleada não veio. O Furacão endureceu o jogo e quase arrancou um empate. Mas deu mesmo Flamengo, com  Rafael Moura descontando no placar. O Fla, com Adriano, chegaria ao seu sexto título nacional, incluindo a Copa União de 1987.

#1 – Atlético 2-0 Flamengo (Brasileiro 1983)

Rubro-negros lotaram o Couto Pereira, no maior público da história do estádio

Zico, Adílio, Nunes, Raul, Junior e uma verdadeira máquina do lado da Gávea; Washington, Assis, Nivaldo, Capitão e Roberto Costa, no surpreendente time da Baixada. Atlético e Flamengo fizeram uma das semifinais no Brasileirão de 1983. No primeiro jogo, no Maracanã, o Atlético não contou com Assis e acabou engolido, levando 3 a 0. O Fla já se considerava na final do Brasileirão, mas não imaginava o que o aguardava em Curitiba. Com o Couto Pereira – do rival Coritiba – completamente lotado, o Furacão, com 32 do 1o tempo, praticamente reverteria a vantagem, com dois gols de Washington. Só não conseguiu por que Raul Plassmann, que foi revelado no Atlético, impediu o terceiro gol com grandes defesas. Uma, em especial, em um chute a queima roupa de Capitão. O Fla resistiu à pressão de 67.391 pessoas e chegou à decisão, na qual venceria o Santos e seria tri-campeão nacional.

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Atlético 88 anos: 5 grandes momentos na história

Para não passar em branco a data comemorativa atleticana, nada de análise tática, técnica ou política: o blog propõe uma pequena lembrança de cinco grandes momentos na história rubro-negra.

1) O primeiro jogo oficial

O recorte acima (cedido via twitter pelo atento blogueiro Fusketa) marca a data do primeir0 jogo oficial do “Athletico” (como a grafia da época), já válido pelo Paranaense de 1924.

O rubro-negro já havia entrado em campo antes, em um amistoso contra o extinto Universal, e venceu por 4-2. E no torneio início, costume que durou até meados dos anos 90, o Atlético já havia até derrotado o Coritiba, 2-0, em uma partida com menos de 90 minutos de duração – como eram os jogos dos torneios início.

Mas seria no domingo 18/05 que o Atlético faria seu primeiro jogo oficial. O adversário era o Campo Alegre, também extinto, cuja sede era no bairro do Cajuru.

O Atlético derrotou o Campo Alegre por 4-1, dando início a longa trajetória em Campeonatos Paranaenses. Naquele ano, acabou a competição em 5o lugar.

A campanha:

4-1 Campo Alegre
3-6 Coritiba
5-0 Paraná*
1-3 Palestra Itália
2-1 Britânia
1-2 Savóia
4-2 Universal

* O Paraná em questão não é o atual Paraná Clube e sim o extinto Paraná Sports Club, que deixaria de existir no ano seguinte: 

 

 

 

 

 

2) O fim dos jejuns

Depois de alternar conquistas com o Coritiba, disputando cabeça a cabeça a hegemonia do estado até a década de 50, o Atlético passou por dois períodos de largo jejum: 12 anos cada, entre 1958-70-82.

Parecia um castigo interminável para o povão rubro-negro. Após a conquista de 1958, quando já havia passado 9 anos desde a última conquista, o atleticano esperou 12 anos até ver novo título. E ele veio em 1970, com um time com Nilson Borges, Djalma Santos e Sicupira. E olha que o Furacão perdeu os três primeiros jogos do campeonato. Mas engrenou após um 6-2 no Cianorte e uma vitória por 1-0 no Atletiba 151. A taça viria após um 4-1 no extinto Seleto, em Paranaguá. Abaixo, a imagem de um dos gols do jogo, marcado por Sicupira, hoje comentarista na Rádio Banda B:

Mas o rubro-negro passaria uma das piores décadas da sua história, assistindo ao rival Coritiba chegar ao hexacampeonato e ainda levantar outras duas taças entre 1971 e 1979, tendo o ciclo interrompido só em 1977 pelo Grêmio Maringá. A agonia só passaria em 1982. Com um timaço formado por Roberto Costa, Nivaldo, Capitão, Washington e Assis, o Atlético ficou com o título de 1982 e papou também o bi, em 1983.

3) Despedida e volta para a Baixada (I)

A Baixada foi o primeiro estádio com arquibancadas no Paraná. Foi casa de todos os clubes do Estado por algum tempo, em algum momento na história. Mas o dono dela é o Atlético – e poucos clubes no Mundo são tão identificados com sua casa quanto o Furacão. Todo clube é mais forte em seu estádio, mas o atleticano crê que há uma magia em torno do “Caldeirão do Diabo”.

No entanto, isso não impediu o Atlético de trocar a velha Baixada pelo projeto de um Pinheirão para 200 mil pessoas, em 1985. A intenção era que o rubro-negro tivesse o seu Maracanã, o que nunca saiu do papel. Na despedida, título paranaense. O Atlético venceu o Londrina (com o tetracampeão mundial Zetti no gol) por 3-0 e foi tentar a sorte no Tarumã. O inesquecível narrador Lombardi Júnior descrevia assim um dos gols da última partida do Furacão em seu lar antes da mudança:

Entre 1986 e 1994 foram oito anos de Pinheirão. Mas o então presidente José Carlos Farinhaqui decidiu reformar a Baixada e trazer o Atlético de volta ao Caldeirão. Era a retomada do alçapão rubro-negro. Mas a reportagem abaixo conta melhor (e se eu não estou muito enganado, a voz do narrador é de Marcelo Ortiz, hoje na 98 FM):

Ricardo marcou o primeiro gol depois da volta a Baixada, que viu o então “craque” do time, João Carlos Cavalo, perder um pênalti um pouco antes. Cinco anos depois, o Atlético teria outra inauguração, desta vez de um conceito então inédito no país, a Arena da Baixada, idealizada por Mário Celso Petraglia. Hoje,o Atlético vive nova peregrinação, em nome de mais uma reforma em seu santuário. Mas essas são outras histórias.

4) O pênalti em Adriano

Um jogo recheado de emoção. O Atlético jogava seu título máximo: o Brasileirão de 2001, dentro de casa. Com melhor campanha, o São Caetano precisava de dois resultados iguais para ficar com a taça. Restava ao Furacão fazer valer o Caldeirão.

O Atlético saiu na frente, tomou a virada e voltou a mandar no jogo, 3-2. Mas era pouco. Seria difícil sustentar a vantagem em São Caetano do Sul.

Já aos 46 do segundo tempo, Adriano Gabiru invadiu a área em velocidade e foi derrubado. Pênalti.

O resto da história todos conhecem – mas Gil Rocha e Rogério Tavares, da RPCTV, contaram no vídeo abaixo:

5) Na decisão da América

Uma primeira fase irregular, classificando-se na sorte de ver o virtual classificado América de Cali perder para o já eliminado Libertad em casa, enquanto tomava 1-4 do Independiente Medellín na Arena; depois, a reação, despachando Cerro Porteño e o rival Santos, com quem disputou o Brasileirão 2004, nas fases eliminatórias.

O Atlético foi a surpresa nas semifinais da Libertadores 2005, com um time liderado por Diego, Marcão, Fabrício, Aloísio e Lima, e comandado por Antônio Lopes. Pela frente, os mexicanos do Chivas Guardalajara, que contavam com a torcida de São Paulo e River Plate, outros semifinalistas, que já se garantiriam no Mundial Interclubes se o clube mexicano se classificasse.

O Furacão atropelou. Destaque para o golaço de Fabrício, o terceiro:

No jogo seguinte, pressão mexicana e uma atuação de gala de Diego e Lima:

Na decisão o Atlético perderia para o São Paulo. Mas esse é outro papo.

Sintetizar 88 anos em cinco grandes momentos não é simples, mas a ideia era fugir do lugar comum. E você, que outros momentos recordaria? Comente abaixo!