O Brasil é maior que Neymar

Procure Neymar na foto acima. Há vida sem ele

Rei morto, rei posto.

Ainda choramos (nós, os que gostamos do bom futebol) a perda de Neymar. Assim como Falcão Garcia, Ribery ou Ibrahímovic, tornou-se um craque fora da Copa. Pior, com ela em andamento. Mas Neymar já é passado. Está fora.

O Brasil, não. O Brasil está dentro das semifinais e vai fazer aquele que só não é o maior clássico das Copas porque o destino quis que só se encontrassem uma vez antes da próxima terça. A Alemanha é a seleção que mais chegou à finais, ao lado do Brasil. É a que mais jogou partidas, enquanto que o Brasil é o que mais disputou copas. E já venceu cinco, contra três dos rivais. Das cinco, Neymar não estava presente em nenhuma. A última foi contra a Alemanha, no único encontro entre ambos.

Sim, há – ou havia – a “Neymardependência”. E quem não depende de seu craque? Sem Messi a Argentina teria tropeçado no Irã, talvez não tivesse passado pela Suiça. Sem Robben a Holanda não teria passado pelo México. É assim em todo lugar, o craque é decisivo. Mas o futebol é feito de equipe, onze contra onze.

O Brasil tem bons jogadores. Tem a melhor defesa do Mundo, mesmo sem Thiago Silva, amarelado infantilmente. Terá possivelmente Dante (não invente, Felipão), que treina diariamente com Schweinsteiger, Muller, Gotze e outros mais no Bayern de Munique. Terá Luiz Gustavo, que levou o Wolfsburg à Liga Europa após ser preterido por Guardiola no mesmo Bayern. Terá Fernandinho, campeão inglês pelo City, Paulinho, campeão da Libertadores no Corinthians, Oscar e Hulk, destaques de Chelsea e Zenit nas últimas edições da Champions League. Está longe de ter um time fraco.

Felipão, obviamente, não está feliz com a grave lesão de Neymar. Mas em seu íntimo sabe que conseguiu o trunfo que precisava. É um técnico que precisava de um vilão desde o começo da Copa, como fez com a Espanha no ano passado. Tentou a arbitragem, não deu; tentou a imprensa, não deu. Ao perder o ídolo, poderá usar isso como trunfo. Ao contrário do que pensamos (pensamos?) os outros 22 jogadores não são ratos. Contra a Colômbia, Neymar esteve sumido e o time deu a resposta após o momento de fragilidade emocional. São homens de brio e sabem se virar sem Neymar. E vão mostrar isso.

O Brasil joga em casa. Os simpáticos alemães, que nos desculpem, passarão a condição de inimigos desde já. A ausência de Neymar colocou o Brasil contra a parede. E o povo irá reagir. Se falta uma canção, sobrarão vaias em Belo Horizonte a cada passe alemão. A cada condução de bola de Khedira, vaias. A cada passe de Ozil, vaias. Uma emoção que os europeus não estão acostumados. O clima de Libertadores, que Felipão conhece bem, é hostil demais para a civilizada Champions League. Jogar em casa é isso. Os brasileiros falam a lingua do povo, comem arroz com feijão, têm a família ao lado, gostam do clima, do ar, da bandeira e do hino. Os alemães são simpáticos convidados, agora serão convidados a se retirar.

O Brasil é maior que Neymar, não tenha dúvidas. O menino ainda terá carreira longa, poderá ser campeão sendo o protagonista futuramente. Mas essa Seleção que ai está tem outros trunfos para vencer a Alemanha e quem vier pela frente. É verdade que sem o craque este pode ser um time comum.

Mas, afinal, qual time é comum sendo Brasil?

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Keirrison e o Coritiba: o que há de concreto na volta do atacante

O diário El Confidencial, de Madrid, noticiou hoje que o Barcelona acertou o retorno de Keirrison ao Coritiba pelos próximos dois anos. A notícia, completa nesse link, não revela detalhes como quem irá pagar e quanto será o valor do salário do atacante; trata muito mais dos insucessos de Keirrison desde que saiu do Palmeiras e critica a postura do Barcelona – mas isso é problema de catalães e madrilenhos.

Em Curitiba, o Coxa nega a informação confirmada pelos espanhóis, mas apenas em partes. Segundo Ernesto Pedroso, vice-presidente do Coritiba, “Não há nada certo ainda.  Ele está em recuperação. É prematuro falar nisso. Mas não vamos por dinheiro agora. Devemos reconversar em um mês,” apontou, dando sinais de que K9 deve mesmo voltar a vestir a camisa alviverde. Em Manaus, entrevistado pelo repórter Gustavo Marques da CBN Curitiba, Felipe Ximenes, superintendente de futebol coxa-branca, também disse que nada está certo e que a conversa deve acontecer em julho. Ou seja: Keirrison tem chances de vestir a camisa do Coritiba novamente, mas isso depende de algumas coisas.

A primeira, segundo o que diz o jornal espanhol, parece certa: o Barcelona liberou e tem interesse que o jogador, no qual investiu muito dinheiro, se recupere no clube pelo qual mais se destacou. Amigos do jogador já me confidenciaram que ele aceitou as condições do Coritiba e que o que faltava era o sim do Barça. Outra coisa é a saúde de K9. O atacante foi operado na semana passada por Lúcio Ernlund, médico do Coxa, e está se recuperando no CT. A expectativa é de um mês para voltar a treinar com bola. Aí Keirrison, que capengou nos últimos tempos, terá que se adaptar à equipe e dar seus primeiros passos nessa possível volta.

Mas aí os assuntos se dividem. Que Keirrison voltar ao Coritiba é uma ótima pedida para ele e os empresários, não restam dúvidas. Keirrison é ídolo por aqui. Estará em casa, já que morou no Couto Pereira por muito tempo durante  o período da base e conhece cada canto do estádio. Não há lugar melhor para ele se recuperar senão o Coritiba.

E o clube? Qual Keirrison receberá? Vale a pena investir tempo e, ainda que menos que o programado, dinheiro para acreditar na recuperação? Se o K9 que retornar for o que começou a carreira, com certeza. Mas se for o Keirrison que teve boas oportunidades em Fiorentina, Santos e Cruzeiro e não se firmou, será um fracasso. O ataque do Coritiba sofre hoje com a lentidão de Marcel, que ainda não foi o mesmo de 2003. Seria Keirrison uma saída? Difícil dizer.

Vale apenas registrar que o gol abaixo foi o último de Keirrison: contra o São Paulo, em 5 de outubro do ano passado. O único em oito jogos pela Raposa:

Rápidas e precisas

Dia longo e produtivo, mas só agora pude sentar pra atualizar o blog. Vamos então direto ao que interessa:

Atlético

1) Jadson

Tudo surgiu no Twitter e movimentou a comunidade rubro-negra: Jadson voltaria ao Atlético? Pois bem: noves fora o trâmite para trazê-lo, a sondagem houve e a resposta do jogador, há 7 anos na Ucrânia, foi positiva. Mas tem vários poréns. Vamos primeiro ao fato:

Mário Celso Petraglia é ex-presidente do Atlético e, ainda não oficialmente, candidato a voltar ao posto. Fez um convite público ao jogador para que volte a defender o Furacão no próximo ano. E recebeu como resposta um “gostaria de estar junto”. É notícia: um ex-diretor e candidato sonda um craque para vir, e este diz que pode topar.

Se é jogada eleitoreira ou se vai ser a grande contratação do Atlético em 2012, não me cabe julgar. Aliás, o blog (e os veículos no qual emito minha opinião/informação) não é apolítico, porque não sou acéfalo; mas é apartidário: aqui, o negócio é notícia. Cabe agora a você, leitor, refletir e a todos esperarmos e acompanharmos pra saber se foi blefe ou Petraglia está com o às na manga.

2) Festa dos 10 anos do título de 2001

A ser realizada no dia 8 de dezembro deste ano, com ou sem rebaixamento, a festa pode acabar esvaziada. Tudo porque muitos jogadores temem entrar no meio da disputa política do clube. A organização do evento faz questão de dizer que é uma festa atleticana, sem partidarismo. Ouvi de um jogador campeão brasileiro, o qual faço questão de preservar, duas coisas: que muitos pode cancelar a presença pela política; e que Petraglia teria procurado alguns para ter cargos na próxima gestão. Contrasenso? Veremos em seis dias.

Coritiba

Keirrison de volta ao Coxa em 2012? Pode ser. Tudo vai depender de uma conversa entre o empresário dele, Marcos Malaquias, e a diretoria do Coritiba. O que acontece é o seguinte: o jogador, que pertence ao Barcelona, teve uma lesão na perna direita em 2010 e não conseguiu mais recuperar-se a ponto de jogar o futebol que o destacou no próprio Coritiba. Rodou por clubes como Santos, Benfica e agora Cruzeiro, sem destaque. A idéia é trazê-lo a um ambiente familiar e beneficiar-se da estrutura médica do Coritiba. Conversando com um diretor do Coxa (sigilo de fonte), a postura foi clara: “Pode ser sim, mas o Coritiba não vai atrás dele. O Keirrison está num patamar de mercado europeu. Vamos deixar que nos procurem. Ele tem potencial.”

Outro que pode pintar no Alto da Glória ano que vem é o volante Júnior Urso, que está no Avaí e defendeu o Paraná neste ano. Urso confidenciou a amigos em Florianópolis que está certo com o Coxa, mas o clube nega a contratação até aqui.

Paraná

O Tricolor está tentando mobilizar os clubes do interior que estão na Série Prata do Estadual a reunirem-se em uma associação informal, para tentar vender patrocínio para o campeonato. Já recebeu sinal positivo de Grêmio Metropolitano, FC Cascavel (o do Beletti) e do Nacional, de Rolândia. A idéia é montar uma comissão que busque verba, ajudando os clubes a terem um motivo a mudar o campeonato de maio para fevereiro. Na terça-feira 6, os nove dirigentes do interior mais a diretoria paranista se reúnem na Sede Kennedy para discutir termos.

Chegou-se a comentar na cidade de que o Paraná estaria comprando o campeonato. Não procede. O que acontece é que o clube está fazendo as vezes da FPF, que deveria por si transformar seu produto em algo mais rentável. Como a preocupação paranista é maior do que a da federação, restou ao clube buscar alternativas, que passam pela mídia e empresários ligados ao Paraná.

Legalmente, a mudança na data de início do campeonato só é possível se houver unanimidade na decisão.

Particularmente, acredito que a FPF tem sim que defender todos os seus filiados. E o Paraná é um deles. Não se trata de mudar a data do campeonato para privilegiar o Tricolor e sim de uma busca para viabilizar a competição. Para se ter uma idéia, cada clube do interior absorve cerca de 15 a 20 mil reais de prejuízo por jogo, com raríssimas exceções (Londrina em 2011 foi uma delas), pois arcam com taxas de arbitragem, transporte, hospedagem, abertura e manutenção de estádios, etc. Caso o pool se forme e consiga convencer o mercado da validade da idéia, será um grande passo. Espera-se que a FPF, que já mudou rumos no caso Pinheirão, passe a ajudar os 10 clubes e não dificultar a tarefa de amenizar prejuízos na segundona local.

Do contrário, a diretoria paranista promete colocar um time de juniores na Série Prata e centrar esforços na Série B nacional.

Atletiba 348

Amanhã, ainda antes do jogo, prometo escrever algumas linhas sobre. Volte aqui, se puder!