O futuro está em jogo no Brasil

Bandeira do Brasil
O final de semana será decisivo no Brasil. Na verdade, nesse tipo de disputa, a posição é ganha dia após dia. Mas é inegável que o momento do embate direto é o que conta. Por isso, quando o mineiro de azul encarar a força vermelha, dada a situação apresentada até aqui, estaremos provavelmente vendo quem de fato será o número 1 no País.

Muito aconteceu até aqui para que o quadro se desenhasse assim. Antes do duelo azul e vermelho, uma terceira força se apresentou bem como opção. Parecia que iria desbancar a força mineira, mas acabou cercada por todos os lados, até por gente da mesma origem. Perdeu espaço para os pequenos após se sobressair aos azuis. Pode ainda surpreender, mas parece cada dia mais que a polarização nesse 2o turno será mesmo entre antigos rivais, que decidiram a parada no passado.

No âmbito estadual também há bons duelos. No Paraná, por exemplo, o mais velho encara o mais novo num cenário desfavorável para ambos. Um anda extremamente desgastado, apesar de um passado que lhe dá respaldo. Ninguém – ou quase ninguém – acredita mais na força do mais antigo nessa disputa. Isso porém não o descarta como possível vencedor nesse final de semana. Afinal o mais novo também não passa confiança, apesar de estar à frente. A juventude e a inexperiência têm sido adversárias deste concorrente. Instável, tem méritos e deficiências que confundem quem o avalia, sem saber ao certo se entrega realmente tudo o que promete.

Essa disputa ainda tem um gaúcho atrevido e um verde que ganhou destaque nessa semana. O primeiro passou a incomodar surpreendentemente vencendo algum descrédito. O segundo chamou a atenção já na quinta, com uma postura firme num embate isolado sobre um tema indigesto. Além destas decisões, outras em menor escala vão desenhar todo o panorama para o futuro. Posições importantes no cenário nacional, com representatividade em todo o Brasil, que podem melhorar a imagem do País no exterior.

Assim, quando Cruzeiro e Inter jogarem no Mineirão, o futuro do Brasileirão estará em jogo. Como em 1976, quando decidiram o campeonato. O São Paulo, terceiro colocado, espera pelo tropeço do líder, mas já não se apresenta como o protagonista para a briga pelo título. Perdeu para o Corinthians, deixou pontos em Curitiba e com Flamengo e Fluminense. Na outra metade da tabela, Coritiba e Atlético fazem um clássico longe dos olhos da grande mídia, mas cheio de rivalidade. Atleticanos e coxas, especialmente os primeiros, esperavam estarem em melhor situação. O que ambos encaram é menos do que gostariam e mais complicado do que parece. O centenário Coxa quer deixar a lanterna e buscar alívio nesse segundo turno; o renovado Furacão não quer nem pensar em prorrogar a disputa contra a queda. Pouco pra quem pensou em G4.

O Grêmio recebe o São Paulo pra seguir vencendo o descrédito em seu time e principalmente em seu técnico. Falar em título pode ser utópico, mas a despeito do trabalho anterior na Seleção, ninguém pode negar que Felipão acertou o time. Já o Palmeiras finalmente goleou na competição, fazendo 4-2 na abertura da rodada em cima da Chapecoense, na briga contra o indigesto Z4. A rodada ainda tem gente brigando no meio da tabela, sonhando com Libertadores e se dividindo com a Sul-Americana, num momento em que o futebol brasileiro vive total descrédito aos olhos internacionais. Pontos corridos são assim, cada rodada é decisiva. Nesse final de semana não será diferente.

Poderia ser política, mas é futebol.

Diário “Olé” denuncia esquema de ingressos pra Copa através de Organizadas

Giba, da Organizada "Guarda Popular": 200 ingressos ganhos e revendidos

“Como você os conseguiu, se estão todos esgotados?”

– Política. E os meus amigos [das torcidas de] Cruzeiro e Flamengo também tem mais.

É com essa resposta que o Diário argentino “Olé” denúncia a revenda de ingressos para os jogos da Seleção Argentina para a Copa 2014, nas cidades de Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. O entrevistado, sem pudor algum de contar a prática, é Giba, batizado Gilberto Bitancourt Viegas, notório membro da “Guarda Popular” do Inter, uma das organizadas do Colorado.

A matéria, assinada pelo jornalista Gustavo Grabia, pode ser lida aqui, em espanhol. E traz a informação de um acordo entre as organizadas do Inter e do Independiente, parceiras desde a decisão da Recopa Sulamericana em 2011. Giba conta o esquema para receber cerca de 1200 argentinos no Brasil, com entradas garantidas para os jogos na primeira fase, contra Nigéria, Bósnia e Irã. Nem todos terão ingressos. “Aí é problema deles conseguir”, afirma Giba, que não revelou os meios políticos com os quais furou a fila mundial e repassa agora as entradas aos hermanos. Também não revelou o preço dos ingressos.

Federação Gaúcha usa o marketing e acerta com Recopa

Chamada para o jogo amistoso: FGF criou evento atrativo

Poderia ser só mais um amistoso de pré-temporada no Brasil, algo que vem ganhando força desde o ano passado. Mas a Federação Gaúcha de Futebol foi inteligente e transformou o jogo entre Pelotas e Internacional em um evento, com a criação da Recopa Gaúcha. Nela, o campeão da Supercopa Gaúcha – outra pedida interessante para o calendário – contra o campeão estadual. Uma partida numa segunda-feira, que poderia ser até de portões fechados, com técnicos fazendo várias experiências (o que aliás deve ser feito mesmo assim, especialmente por Abel Braga) tornou-se um evento chamativo.

Apenas o rótulo de “Recopa” e um show no estádio, além, é claro da realização na casa do clube menor, o Pelotas. A cidade terá a chance de ver o seu time contra um dos grandes do Brasil – e valendo taça. Parece bobagem, mas não é.

Federações precisam criar soluções para movimentar seus estados. As poucas boas ideias que aparecem, infelizmente, não perduram. É mais fácil organizar um evento de porte com um gigante como o Inter envolvido, mas soluções como essa podem ser adotadas mesmo sem esse atrativo. Era o caso da interessante e extinta Recopa Sul-Brasileira. Estudos provam que, sim, o brasileiro gosta de ver os grandes jogos dos grandes clubes, mas apoiam os clubes menores da cidade quando envolvidos em disputas locais (o velho cidade contra cidade) ou em jogos interessantes como essa Recopa. É o caso de um Bra-Pel, um Come-Fogo, um Clássico do Café, exemplos de jogos com bom público.

A FGF já havia inovado com as Copas Regionais do segundo semestre de 2013, quando o Estado foi dividido em quatro micro-regiões e os clubes tiveram calendário para se manterem ativos. Significou que equipes como Cerâmica e Novo Hamburgo tiveram como manter seus funcionários empregados por mais tempo. E que Grêmio e Inter puderam usar seus times de base para dar experiência aos garotos. O Inter chegou até a decisão da Supercopa, mas perdeu para o Pelotas, que venceu a região Sul-Fronteira.

Pode ser que na próxima temporada nem Inter, nem Grêmio, estejam na final. Pouco importa, se a FGF ou os clubes souberem vender seus jogos da mesma forma. Como faz o Grêmio, com a “Pré-temporada Topper Grêmio“, sessão de treinos patrocinada. E mesmo sem a dupla, que o evento seja bem planejado como esse entre Pelotas e Inter. Um bom exemplo.

‘Rei dos clássicos’, Fla quase dobra Timão em torcida visitante; e o seu time?

Torcida visitante do Flamengo divide Maracanã com a do Botafogo no clássico: nova casa desequilibrou

Depois da primeira parte do estudo sobre a presença de público visitante no Brasileirão, o blog avança sobre o tema e inclui os clássicos locais nos números. A exclusão anterior tinha um simples objetivo: apontar – em tese – qual torcida “viaja” mais para ver seu clube do coração. Com os números dos clássicos locais incluídos, a conta soma também os jogos em que a torcida visitante não precisa sair da sua cidade – exceção óbvia feita ao Santos. Novamente, deu Flamengo na ponta. No entanto, a grande novidade é o aumento da vantagem sobre o Corinthians. Se sem os clássicos apenas 76 torcedores flamenguistas a mais foram aos estádios como visitantes, em relação ao Timão, somando-se os derbies locais a vantagem fica enorme:

Valores apontam a média de presença de público visitante no Brasileirão 2013

Novamente, é necessário que se façam algumas ressalvas quanto ao estudo, tudo por conta da desorganização das federações locais nos borderôs. Os problemas são basicamente os mesmos apontados no texto anterior: a federação Mineira não discrimina o público visitante no Mineirão, o que excluiu todos os jogos com mando do Cruzeiro do estudo. Outras, como a Carioca, só passaram a discriminar o público visitante apenas na reta final do Brasileirão. Algumas federações que receberam jogos de outras praças, como a Catarinense e a Matogrossense não apontaram o valor. Novamente, vale o elogio às federações do Paraná e de São Paulo, as mais claras e transparentes em relação aos borderôs.

Borderô de Atlético x Coritiba: FPF dá bom exemplo no borderô

Dito isto, os números: talvez pela relação do novo Maracanã com o público carioca, enquanto que São Paulo ainda não tem suas novas arenas prontas – e muitos jogos foram mandados no interior, o Fla abriu enorme vantagem sobre o Timão ao se incluir os clássicos locais. Um detalhe importante, lembrado por alguns leitores: a carga de ingressos para visitantes nos clássicos em SP é de apenas 5%. A Fonte Nova, reformada, também abrigou bons públicos, em especial no Vitória x Bahia, que fez o Tricolor abrir boa margem em relação ao rival. Em Minas, só o público cruzeirense no clássico com o Galo foi computado. No jogo do Mineirão, ausência de dados. O mesmo vale para o Grenal da Arena Grêmio. O Atlético levou mais gente que o Coritiba quando visitante no clássico paranaense, mas, de fato, o público foi decepcionante nos dois jogos – o menor entre os seis principais clássicos estaduais. A exemplo de SP, o Paraná limita a carga visitante, mas a 10%.

Se o Fla é o time que mais arrasta torcida longe de seus domínios, o Goiás não tem o mesmo apelo longe do Serra. Com apenas 71 pessoas em média por jogo como visitante, nem a ótima campanha do Esmeraldino comoveu seu povo a seguir a equipe longe de Goiás.

O maior público visitante de todo o Brasileirão foi de 14.632 torcedores do Flamengo na 28a rodada, contra o Botafogo. O público total desta partida foi 31.720. No jogo, Fogão 2 a 1. O menor público visitante, exceção às atribuições de zero torcida – como especificado no texto anterior – foi de apenas 1 (um!) solitário torcedor da Portuguesa contra o Inter na 23a rodada e outro solitário torcedor do Criciúma contra o Coritiba na 35a rodada. Curiosamente, mesmo sem apoio de seus torcedores, Lusa (1-0) e Tigre (2-1) venceram estes jogos.

Nos 323 jogos computados nesse estudo (de 380 possíveis) a média de torcida visitante no Brasileirão 2013 foi de 852 pessoas. Seis times superaram essa expectativa: Flamengo, Corinthians, São Paulo, Vasco, Grêmio e Botafogo, a grande surpresa deste índice, se levarmos em consideração a última pesquisa nacional de torcidas, que coloca na mesma ordem os quatro primeiros colocados deste estudo, com o Grêmio em oitavo no geral e o Fogão apenas na 12a posição.

O blog ainda trará outros dois estudos sobre o público visitante do Brasileirão 2013 após os festejos de Natal. Fique atento e Feliz Natal!

Mais fiel que do Corinthians, torcida do Fla é maior visitante; veja o seu time e rivalidades locais

Qual a torcida que segue em toda a parte? A que nunca abandona, a mais fiel? Um estudo inédito feito pelo blog aponta a torcida que mais acompanhou o seu time longe de seus domínios durante o Brasileirão 2013. O resultado não chega a surpreender: excluindo os clássicos na mesma cidade (serão tratados a contento), por 76 torcedores em média por jogo, a torcida do Flamengo superou a fidelidade corintiana.

Cruzeirenses viajaram mais que atleticanos mineiros, gremistas acompanharam mais seu time do que colorados, coxas-brancas foram em maior número que atleticanos nos jogos longe do Paraná e por uma pequena margem a torcida do Bahia foi mais fiel que a do Vitória.

Aos números, no entanto, cabem algumas ressalvas. A primeira delas: a desorganização e falta de padrão dos borderôs emitidos pelas federações Brasil afora. Foram 323 borderôs pesquisados e revisados, dos 380 jogos disputados. Quase 20% das partidas não ofereceram estatísticas concretas de quantos visitantes estiveram nos jogos.

Desta forma, as equipes que tiveram mais jogos computados foram Criciúma (18 partidas) e Coritiba, Náutico, Goiás e Inter (17) enquanto as que tiveram menos jogos computados foram Flamengo, Fluminense, Santos e Portuguesa (13).

As piores federações ou estádios nesse controle são a Mineira, em relação ao novo Mineirão. Absolutamente todos os jogos com o Cruzeiro como mandante não oferecem a parcela de ingressos visitantes nos borderôs – algo a ser investigado? Além dela, a Carioca, que passou a fornecer os dados concretos apenas da metade para o fim do campeonato e as de Brasília, Ceará, Santa Catarina e Mato Grosso, que receberam partidas mas não discriminaram o público visitante. 

Alguns jogos, como Santos x Flamengo na primeira rodada, saíram da conta exatamente pelo motivo acima. É público e notório que a torcida do Fla esteve em maior número que a do Peixe, mas o documento oficial não separava números. Além disso, há exemplos como os abaixo:

Criciúma x Inter: espaço dos visitantes vazio no borderô

Vitória x Fluminense: nenhum tricolor no jogo? É o que diz a Federação Baiana, que ainda erra a palavra "Boletim"

No caso acima, por uma questão lógica, o estudo atribuiu valor zero ao número de torcedores do Fluminense no jogo contra o Vitória. Parece evidente – e os vídeos da partida mostram isso – que havia torcida do Flu na Bahia, mas não é possível supor um número e o documento oficial atribui zero aos visitantes. Isso aconteceu em outras 19 partidas. O Náutico esteve em três delas.

As federações do Paraná e de São Paulo são as mais objetivas e claras na discriminação dos ingressos de visitantes. A lista completa dos jogos excluídos da conta – incluíndo os clássicos não registrados – estará mais abaixo; amanhã, uma nova postagem incluirá na conta os clássicos registrados. Explica-se: o estudo divide-se as torcidas que viajam ver o time e as que vão em grande número nos clássicos locais. No primeiro caso (este post) vantagem para clubes como Goiás, Náutico e Ponte Preta, por exemplo, que não jogaram clássicos; no que virá, melhor para Flamengo e Corinthians. Os jogos dos paulistanos contra a Portuguesa foram considerados clássicos.

Na tabela abaixo, os números dos visitantes excluíndo os clássicos, no total e na média. O leitor poderá notar que certos clubes que jogaram clássicos não tem nenhum jogo computado no desconto; isso acontece por conta da ausência dos dados concretos no borderô emitido pela federação local – caso do Grenal da Arena Grêmio, por exemplo.

Eis. Divirtam-se nos comentários abaixo e aguardem o estudo de amanhã, incluindo os clássicos, que apresentará resultados ainda mais polêmicos:

 

Fla x Timão na ponta; Corinthians levou mais gente ao todo, sem clássicos, com um jogo a mais na conta

Jogos excluídos por falta de dados:

Santos x Flamengo
Botafogo x Santos
Flamengo x Ponte Preta
Atlético-MG x Grêmio
Botafogo x Cruzeiro
Flamengo x Náutico
Vasco x Atlético-MG
Cruzeiro x Corinthians
Cruzeiro x Inter
Vasco x Bahia
Cruzeiro x Náutico
Botafogo x Vitória
Flamengo x Atlético-MG
Cruzeiro x Coritiba
Flamengo x Portuguesa
Criciúma x Cruzeiro
Botafogo x Goiás
Cruzeiro x Santos
São Paulo x Atlético-PR
Flamengo x São Paulo
Cruzeiro x Vitória
Vasco x Corinthians
Flamengo x Grêmio
São Paulo x Fluminense
Cruzeiro x Vasco
Flamengo x Vitória
Goiás x Grêmio
Criciúma x Botafogo
Cruzeiro x Flamengo
Flamengo x Santos
Cruzeiro x Atlético-PR
Cruzeiro x Botafogo
Flamengo x Atlético-PR
Criciúma x Fluminense
Botafogo x Ponte Preta
Cruzeiro x Portuguesa
Cruzeiro x São Paulo
Criciúma x Portuguesa
Cruzeiro x Fluminense

Portuguesa x Flamengo
Botafogo x Atlético-MG
Cruzeiro x Criciúma
Criciúma x Ponte Preta
Cruzeiro x Grêmio
Cruzeiro x Ponte Preta
Cruzeiro x Bahia

E todos os clássicos regionais.

*Agradecimentos especiais a Thiago Fagury, Vinícius Paiva e Matheus Cajaíba pela colaboração.

 

 

Equívoco da CBF beneficia Corinthians, Grêmio e Vasco na Copa do Brasil

Kléber, pendurado, e Barcos: exceção para os times da Libertadores

A valorização da Copa do Brasil com a volta das equipes que disputam a Libertadores foi uma ideia interessante da CBF. Porém, um equívoco na montagem do regulamento beneficiou os times que entram apenas na etapa de oitavas de final. Com a suspensão de jogadores prevista para cada terceiro cartão tomado na competição, Corinthians e Grêmio, da Libertadores, e Vasco, beneficiado pela presença obrigatória do São Paulo na Copa Sul-Americana levam vantagem sobre os demais adversários.

Com apenas dois jogos disputados, a única exceção do trio é Kléber. O “Gladiador” é o único dos 12 atletas do trio a estar pendurado. Nos outros cinco times, jogadores decisivos como D’Alessandro (Inter), Everton (Atlético), Walter (Goiás) e Lodeiro (Botafogo) podem desfalcar seus times na reta final, o que já acontecerá com Elias (Flamengo) e Bolívar (Botafogo) no primeiro jogo desta fase.

A solução seria zerar os cartões dos clubes a partir das oitavas, exceção feita aos que entrarem na fase suspensos. Por ora, para os times beneficiados, é aproveitar a oportunidade; para os demais, cuidado dobrado com faltas e reclamações.

Confira a lista dos advertidos:

Corinthians: Nenhum pendurado. Pato, Romarinho e Fábio Santos.

Grêmio: Kléber pendurado. Barcos, Matheus Biteco, Souza e Maxi Rodrigues amarelados.

Vasco: Um amarelo para Fagner, Santiago, Filipe Souto e Cris.

Atlético: Pendurados: Jonas, Pedro Botelho, Everton e João Paulo; mais 12 (Zezinho já cumpriu) levaram cartões.

Inter: D’Ale e Fabrício péndurados. Outros 11 (incluindo Damião) com cartão.

Goiás: Walter, Cícero, Hugo e Amaral com dois cartões. Mais 9 com cartão.

Botafogo: Lodeiro, Doria, Edilson, Gabriel pendurados e mais 11, incluindo Jefferson; Marcelo Mattos já cumpriu uma e Bolívar está suspenso contra o Fla.

Flamengo: Elias está suspenso, Renato estaria pendurado e mais 9 levaram cartão.

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Libertadores para todos: quem está na fila?

Galo campeão da Libertadores: quem quiser que pegue a senha

A piadinha recorrente entre os rivais era de que o Governo acertou em cheio ao lançar o programa “Libertadores para todos”, uma gozação com a longa espera de Corinthians e Atlético Mineiro em conquistar o título que os rivais já tinham. Campeão, o Galo já pensa no Mundial e desafia os interessados a tentarem no ano que vem. Dos 16 maiores clubes do Brasil, 10 já têm a cobiçada glória. Quem, portanto, estraria no “LPT” fictício? 

O Fluminense abre a lista de espera. Vice-campeão em 2008, quando perdeu para a LDU do Equador, o Flu é o atual campeão brasileiro e tem feito boas campanhas nos últimos anos. Namora com a taça – tem seis participações e foi sétimo neste ano – mas começou mal o Brasileirão 2013 e terá de suar para chegar à Libertadores por essa via. Por outro lado, está na Copa do Brasil – outrora o caminho mais curto.

Outro vice-campeão continental que está na fila é o Atlético Paranaense. Depois de perder a final de 2005 para o São Paulo, não repetiu as boas atuações e até amargou uma Série B em 2011. Teve três participações no torneio continental – a última, no mesmo 2005 – e neste ano está mal no Brasileirão. O Furacão, a exemplo do Flu, também tem a Copa do Brasil como atalho para a glória.

Terceiro colocado no distante ano de 1963, o Botafogo é mais um dos grandes na lista de espera. Disputou a Libertadores em três ocasiões, sendo a última em 1996. Está na briga pelo Brasileirão 2013 e também está na Copa do Brasil.

Quinto colocado em 1989, o Bahia é outro que aguarda sua senha no painel. Participou três vezes da competição, sendo a última exatamente no ano de sua melhor campanha. No Brasileirão, está no meio da tabela, mas terá um atalho diferente para voltar à Libertadores: a Copa Sulamericana. Quem sabe um título continental seguido do outro?

O Coritiba é outro campeão brasileiro à espera da taça continental. Sétimo colocado em 1986, quando disputou a competição como campeão brasileiro, participou também em 2004 e não mais voltou. Briga na parte de cima da tabela no Brasileirão 2013 e pode tentar a volta também via Copa Sulamericana.

A lista dos grandes ainda sem Taça Libertadores se fecha com o Sport. Foi 11o colocado em 2009, quando disputou pela segunda e última vez a competição. Está na Série B nesta temporada, mas, curiosamente, pode disputar a Libertadores 2014: para tanto, precisa ganhar a Copa Sulamericana, competição na qual está por conta dos novos critérios da CBF.

  • Jejum e repeteco

Se quem ainda não ganhou a competição está sedento, a vontade dos que já faturaram em repetir não é menor. Dos 10 clubes brasileiros campeões da Libertadores, o maior jejum é o do Flamengo, campeão pela única vez em 1981. O Grêmio, bicampeão em 1995, já podia ter saído da fila, mas perdeu a decisão de 2007 para o Boca Jrs. Curiosamente, na sequência do jejum, está outro bicampeão que perdeu final recentemente: o Cruzeiro, que levou em 1997 mas perdeu para o Estudiantes em 2009.

Campeão em 1998, o Vasco aumenta a fila dos jejuantes, seguido do Palmeiras, que poderia ter levado o bi entre 1999 e 2000, mas perdeu a segunda final. Um pouco menos impacientes estão os torcedores do São Paulo, tricampeão em 2005. Assim como os do Internacional, que levou o bicampeonato na primeira das quatro finais seguidas com brasileiros em 2010. Depois de um longo jejum – desde a Era Pelé – o Santos também não tem muito do que reclamar, campeão em 2011. O Corinthians, por sua vez, ainda está em lua de mel com a torcida pelo belo ano de 2012. E o do Atlético-MG… esse então, acha tudo isso aqui uma grande festa!

  • Menções honrosas

Dois clubes brasileiros não se encaixam no perfil acima, mas merecem menção pelas ótimas participações em Libertadores. Vice-campeão em 2002, o São Caetano não conseguiu se fixar entre os clubes mais fortes do Brasil, mas fez belas campanhas no início dos anos 2000, incluindo dois vices no Brasileirão e três participações na competição continental. Hoje patina na Série B.

Outro que tem história para contar na Libertadores é o Guarani. O Bugre foi terceiro colocado em 1979 e também jogou por três vezes a Libertadores, sendo a última em 1988. Atualmente disputa a Série C do Brasileirão.

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