História elimina a Alemanha e põe Brasil e Argentina em rota de colisão

Argélia jamais perdeu para a Alemanha (Foto: AFP)

Estão chegando as oitavas de final e se muita gente se escora no retrospecto para dar favoritismo ao Brasil contra o Chile, a Alemanha que se cuide: é no jogo contra a Argélia que reside a maior chance de zebra desta fase, ao menos nas estatísticas.

Se formos levantar os confrontos passados entre os 16 oitavos-finalistas da Copa 2014, teremos Brasil, Argentina e Bélgica pintando como favoritos, França e Alemanha a perigo e equilíbrio no resto. É verdade que a história não entra em campo, mas quem gosta e acompanha futebol sabe que a tal “asa negra” existe. Não é incomum ver um time superior ao outro acabar perdendo na camisa ou na força estranha que submete uma freguesia à uma equipe.

Por isso, olho aberto em Alemanha x Argélia. O supertime alemão está mais do que ameaçado. Até hoje, em dois jogos, duas vitórias argelinas. A mais memorável delas foi na Copa de 1982, na Espanha. Os futuros vice-campeões mundiais perderam para a colônia francesa ainda na primeira fase, 2 a 1.

França e Nigéria também pinta como possível zebra. Em apenas um confronto na história, um amistoso, deu Nigéria: 1 a 0. O futebol sem compromisso dos nigerianos pode ajudar o time de Benzema, mas a chance da equipe africana marcar mais de um gol, existe. Que o diga a Argentina. Quem também deve abrir o olho é a Holanda. Em seis jogos contra o México, leva ligeira vantagem, 3 vitórias contra 2 dos mexicanos. Mas na Copa de 1998, na França, deu empate. Um belo 2 a 2 depois de a Oranje abrir 2 a 0. Além de tudo isso ainda há outro tabu. Nunca uma seleção européia venceu um Mundial na América do Sul. 

Os sul-americanos, com quase 100% de aproveitamento em classificações (faltou o Equador), tem a história ao seu lado, mas também acabarão se eliminando. O Brasil, como já é sabido, encontrou o Chile em três copas, com três goleadas: 4 a 1 em 1998 e 3 a 0 em 2010 na África do Sul, ambas nas oitavas, mais um 4 a 2 na semifinal em 1962, na casa chilena. Quem passar pega Colombia ou Uruguai, que fazem duelo equilibrado, com vantagem uruguaia. São 18 vitórias celestes contra 11 dos Cafeteros, com outros 9 empates. Em 1962, na primeira fase, deu Uruguai, 2 a 1.

A Argentina, então, deu sorte. Nunca perdeu para a Suíça, com seis confrontos entre os times. Em 1966, na Inglaterra, 2 a 0 na primeira fase. Ainda tem outras 3 vitórias e 2 empates, tendo marcado 14 gols e sofrido apenas 3 gols. Outra favoritíssima é a Bélgica. Em 5 jogos contra os EUA, 4 vitórias, sempre em amistosos. Mas a única derrota aconteceu na Copa de 1930, a primeira, no Uruguai: 3 a 0 para o time do Tio Sam. Se depender de jogos oficiais…

Costa Rica e Grécia jamais se enfrentaram. A história passará a ser escrita nessa série de oitavas. Para quem acredita em tabus, um prato cheio.

Leia também:

Pobre Cristiano Ronaldo

“Publicidade de ocasião” faz o inusitado da Copa

‘Elite branca’ detona a Copa nos EUA

Eliminação da Espanha é a 5a de um campeão, a 2a no Brasil

Com mais técnicos, Alemanha ditará ritmo da Copa 2014

Maradona, “más grande” que Pelé

Jovem, Inglaterra pensa em 2022

Na internet, cambistas vendem ingressos a mais de R$ 100 mil 

Shakira, bem-vinda a Curitiba!

Responsável pelas figurinhas da Copa explica erros em não-convocados

Perto da Copa, Messi ganha estátua na Argentina

Em Dublin, vai ter Copa e vai ter copo

Cruyff dispara: não será uma grande Copa

O Fantasma de 1950 também assombra o Uruguai

‘Elite branca’ detona a Copa nos EUA

"Americanismo" combate crescimento do futebol nos EUA

O jocoso termo ‘elite branca’ surgiu após as vaias de torcedores presentes à Arena São Paulo destinadas a presidente Dilma Rousseff, mas talvez se aplicasse mais à um pequeno grupo de norte-americanos que resolveu detonar o crescimento exponencial do futebol na terra do Tio Sam. O articulista Kyle Segall é um deles. Seu artigo no SB Nation, um portal que reune blogs e colunas sobre os mais diversos temas esportivos, abre disparando: “Por que você está correto em odiar o futebol“.

Parte da repulsa de norte-americanos se baseia na xenofobia. O soccer, apesar de britânico como os estadunidenses, está atrás do futebol americano, basquete, baseball, hockey, automobismo e boxe na preferência do habitante nato dos EUA, mas muito a frente destes junto a comunidade latina, cada dia mais crescente no país. Além disso, desde 1994, os próprios “norte-americanos natos” passaram a gostar mais do futebol. Não à toa a MLS, campeonato nacional, já tem média de público próxima de 20 mil pessoas e superior a média do Brasileirão. A Seleção Americana – USMNT, na sigla que destaca o “Men” no US National Team – já conseguiu resultados expressivos, como o vice-campeonato na Copa das Confederações 2009 e os 5 títulos continentais da Concacaf. Além disso, também há a preferência das mães nos EUA pelo soccer em detrimento do football. Apelidadas de soccer moms, elas não tem permitido que os filhos pratiquem o futebol americano em virtude do alto número de lesões.

Segall logo dispara no artigo: “Não sou xenófobo, já fui ao Japão, Suíça e até a Lousiana”, numa brincadeirinha com um estado americano colonizado por espanhóis e franceses, para em seguida fazer uma comparação brutal. “Estávamos certos em desprezar o futebol tanto quanto em combater o Nazismo. O futebol é o pior que o mundo externo (sic) pode nos oferecer”, usando um placar de 0-0 como exemplo negativo de acomodação que pode ser passado as crianças – como se o empate sem gols fosse apenas fruto da preguiça em imperícia dos jogadores. Não é, como o mexicano Ochôa deixou bem claro no empate entre Brasil e México. Os “gritos histéricos” de gol também irritam Segall: “parece que encontraram um Leprechaun”, referindo-se a lenda irlandesa do anãozinho que esconde os potes de ouro. Até mesmo a denominação “kit” para o uniforme de jogo irrita o articulista, que faz questão de dizer que isso é coisa de loser, no melhor exemplo de como um gorilão daqueles dos filmes sobre o ensino no 2o grau se comporta. Apesar de acertar em alguns pontos, como a crítica ao desprezo da Fifa aos trabalhadores e à violência gratuita das torcidas organizadas – o tom preconceituoso do artigo tira a chance de qualquer ponderação. “Nós, AMERICANOS, devemos deixar o futebol no lugar dele: como fonte de kickers para a NFL. E deixem que o Brasil trate disso como seu caviar, enquanto descobrem maneiras novas de barulhos irritantes ou botam fogo em um quarteirão que já é uma favela”.

Segall conseguiu levantar a discussão nos meios americanos. O New Republic buscou no argentino Jorge Luis Borges um amparo para rejeitar o futebol: “futebol é estúpido e para idiotas”. O escritor já falecido fala com a propriedade de um nativo de um país dos mais fanáticos pelo esporte; em outro artigo no mesmo site, o título diz tudo: “Por que você tem que odiar a Seleção Americana – ou pelo menos os fãs de futebol“. O MarketWatch conclama: “Ok, americanos, vamos fingir novamente que gostamos de futebol“.

Patrick Stewart, o Professor Xavier dos X-Men, apoia a seleção dos EUA

Mas, na verdade, trata-se de uma minoria barulhenta. Os americanos estão cada vez mais envolvidos com o futebol, à espera de um grande resultado para proclamar sua superioridade também no único esporte em que ainda não dominam.  A ponto do alemão Jurgen Klinsmann, técnico da seleção dos EUA, quase que pedir desculpas ao avisar em entrevista que “Não temos chances de sermos campeões esse ano“. A Time dedicou uma coluna inteira ao futebol, respondendo os críticos de que sim, o americano gosta de futebol – ainda que do jeito dele. A Newsweek tem dedicado boa parte de sua cobertura esportiva ao Mundial – e não só ao USMNT. E a Sports Illustrated, principal revista de esportes dos EUA, também se rendeu ao soccer

É bem verdade que o ator Patrick Stewart, conhecido como o professor Charles Xavier dos X-Men, é inglês de nascença – o que acaba por dar um pouquinho de razão aos detratores do futebol nos EUA. Mas o próprio portal SB Nation é muito mais pró-futebol do que o artigo que rendeu tanta polêmica. Não vai ter jeito: a ‘elite branca’ americana luta, mas vai perder a batalha mental contra o futebol, é questão de tempo. 

Leia também:

Eliminação da Espanha é a 5a de um campeão, a 2a no Brasil

Com mais técnicos, Alemanha ditará ritmo da Copa 2014

Maradona, “más grande” que Pelé

Jovem, Inglaterra pensa em 2022

Na internet, cambistas vendem ingressos a mais de R$ 100 mil 

Shakira, bem-vinda a Curitiba!

Responsável pelas figurinhas da Copa explica erros em não-convocados

Perto da Copa, Messi ganha estátua na Argentina

Em Dublin, vai ter Copa e vai ter copo

Cruyff dispara: não será uma grande Copa

O Fantasma de 1950 também assombra o Uruguai

NFL: EUA conhece nesse final de semana os finalistas do Super Bowl

por André Tesser*
 
 
Nesse domingo (19) acontecem as finais de Conferência na NFL. Os vencedores dos playoffs de Divisão enfrentam-se em jogo único valendo a tão sonhada vaga no Super Bowl, o título máximo do campeonato.
 
A temporada reservou dois jogaços para as finais de Conferência. Na NFC, um duelo entre rivais de Divisão: o Seattle Seahawks recebe em sua casa o San Francisco 49ers. Na AFC, o Denver Broncos enfrenta em sua casa o New England Patriots, com um esperadíssimo confronto entre Peyton Manning e Tom Brady.
 
Depois de muito tempo, as finais de Conferência serão entre as melhores campanhas da temporada. E, não bastasse só isso, há ingredientes extras que tornam os jogos ainda mais especiais e certamente eletrizantes. Vamos a eles.
 
Na NFC:
 
Seattle Seahawks x San Francisco 49ers – mando de campo do Seahawks, domingo, às 21h30
 
Seattle e San Francisco tiveram trajetórias diferentes na temporada. Enquanto o Seahawks desde logo mostrou sua condição de favorito ao Super Bowl, ganhando a sua Divisão, o 49ers teve um momento irregular na sua campanha e chegou até a ter seu lugar nos playoffs ameaçado.
 
As duas equipes vêm se revezando há tempos como o melhor time da NFC West. Enquanto o 49ers ganhou a Divisão em 2011 e 2012, o Seahawks foi campeão em 2010 e nessa temporada. Portanto, o confronto tem tudo para ser equilibrado. Desde que as equipes ajustaram esses mesmos elencos-base, com os atuais head coach e quarterbacks, foram quatro jogos, com duas vitórias para cada lado. E, sempre, quem jogou em casa venceu.
 
O Seattle tem, provavelmente, a defesa mais forte da liga. Suporta bem o jogo corrido adversário e sua secundária é a melhor da NFL. No ataque, o versátil Russel Wilson é excelente no pockter, muito bom correndo com a bola e consegue algumas boas big plays. Marshawn “The Beast” Lynch é um running back que ganha várias jardas depois do primeiro contato, arrastando as defesas adversárias para dentro de seus campos. No jogo aéreo, Golde Tate é um recebedor confiável e é sempre um alvo certo de Wilson – que deve sofrer um pouco com a perda de Percy Harvin por lesão para o jogo.
 
San Francisco tem uma defesa muito forte contra o jogo corrido, mas a sua secundária não é das melhores – e esse pode ser um segredo para a vitória de Seattle. O quarterback Colin Kaepernick parece estar evoluindo, mas ainda é inconstante no pocket (o que lhe valeu, inclusive, uma crítica do maior quarterback da história do 49ers – para alguns, o melhor da NFL – Joe Montana). O ataque aéreo ganhou força com os recebedores Anquan Boldin, Michael Crabtreee e o tight end Vernon Davis. O jogo corrido também é forte, especialmente com Frank Gore. Na semana passada, a defesa do Niners foi fundamental para a vitória contra o Carolina Panthers, não permitindo que o adversário, que jogava em casa, pontuasse no segundo tempo inteiro.
 
Já Seattle não pareceu sequer ter sua vaga na final da Conferência em risco na vitória contra o New Orleans Saints, com uma excelente atuação de Lynch e da defesa, que não permitiu grandes ações do adversário.
 
O 49ers terá, ainda, que vencer o “décimo segundo jogador”. O Century Link Field, estádio do Seahawks, é conhecido como o mais hostil da Liga e isso poderá ser fundamental para o passaporte para o Super Bowl. A torcida de Seattle costuma transformar seu estádio no mais barulhento da NFL, dificultando as comunicações ofensivas de seus adversários dentro de campo, exercendo muita pressão.
 
Os dois treinadores também são fundamentais para o sucesso de seus times. Pete Carrol (Seattle) devolveu o time aos playoffs ganhando sua Divisão e Jim Harbaugh (San Francisco) leva seu time à terceira final seguida de NFC (aliás, desde que assumiu o 49ers, Harbaugh sempre conduziu seu time à final de Conferência). Os dois também têm uma rivalidade antiga, desde os tempos de college, o que é um ingrediente a mais para o jogo.
 
Enfim, a rivalidade é grande e as equipes são muito fortes, especialmente defensivamente, o que deve fazer do jogo uma guerra em campo.
 
Palpite: o jogo deve ser equilibrado. O fator casa deve pesar, de novo, como foi nos últimos confrontos. Seattle deve ser o representante da NFC no Super Bowl.
 
Na AFC:
 
Denver Broncos x New England Patriots – mando de campo do Broncos, domingo, às 18h
 
A final da AFC reserva apenas o confronto entre aqueles que são considerados os melhores quarterbacks em ação da Liga e que já tem seus nomes gravados na história da NFL. Peyton Manning (Broncos) fez uma temporada impecável, quebrando dois recordes importantíssimos: maior número de touchdowns e jardas aéreas em uma temporada regular. Tom Brady (Patriots) também foi o primeiro quarterback da Liga a atingir mais de 6000 jardas aéreas em jogos de playoffs, ganhou mais uma vez a sua Divisão (AFC East) e está pela terceira vez seguida na final da Conferência.
 
Os dois já se enfrentaram diversas vezes (quando Manning ainda jogava no Indianapolis Colts, principalmente). Só em jogos de playoffs, foram três confrontos, com Brady levando leve vantagem, pois ganhou dois jogos. Nessa temporada, o Patriots venceu na prorrogação, jogando em casa, em um jogo que recuperou uma vantagem boa de Denver.
 
Brady x Manning sempre é um jogo à parte. Valendo uma vaga no Super Bowl, deve ser ainda mais especial. Os dois pertencem a uma geração muito específica de quarterbacks, de decisões muito rápidas no pocket, muita precisão nos passes aéreos, e muita condição de leitura da defesa adversária, o que lhes permite mudar seguidamente a jogada a ser realizada na própria linha de scrimmage, dificultando ainda mais a ação defensiva.
 
Manning tem alvos aéreos mais confiáveis, e não é à toa que quebrou recordes importantes. Os wide receivers Erick Decker e Wes Welker (que até a temporada passada jogava no Patriots) e o tight end Demayrius Thomas são os melhores do ataque aéreo. Mas, o jogo corrido também funciona muito bem, com Knomshown Moreno e Manti T`eo.
 
Já Brady tem um corpo de recebedores mais jovens. Mas, o impressionante desempenho do ataque terrestre na semana passada, com nada menos que 6 touchdowns deu novas esperanças de mais opções ofensivas para o Patriots.
 
Duas coisas devem ser as chaves das vitórias. A linha ofensiva que proteger melhor seu quarterback, lhe dando mais tempo no pocket estará mais perto da vitória. Ao mesmo tempo, que controlar melhor o relógio, deixando o ataque adversário sem ritmo e esperando na sideline certamente também estará mais perto da vitória. Isso porque, tanto Manning quanto Brady gostam de castigar seus adversários com campanhas demoradas e que dificilmente saem de campo sem pontuação.
 
O jogo tem tudo para ser espetacular e histórico, pois pode ser o último Brady x Manning. Isso porque o quarterback de Denver pode se aposentar após a temporada, se um exame médico em sua antiga lesão na coluna apontar para isso.
 
Palpite: Manning empata os confrontos diretos aos playoffs e devolve o Broncos ao Super Bowl.
 
*André Tesser é amigo do blog e mal dormiu nessa semana à espera da definição das conferências

Guia dos Playoffs da NFL 2013-14

por André Tesser*
 
 
Começa nesse 04 de janeiro um novo campeonato na NFL.
 
Sim, porque os playoffs podem ser considerados uma nova competição, já que tudo que aconteceu na temporada regular é praticamente zerado e as equipes se enfrentam em jogos eliminatórios, nos domínios daqueles melhores classificados na temporada regular, na sistemática famosa do “win or go home”. A temporada regular é realmente apenas classificatória para os playoffs. Claro que ela é um bom indicativo do nível das equipes e de suas possibilidades de avanço nos jogos eliminatórios. Mas o fato de em apenas um jogo uma equipe definir seu futuro no campeonato realmente muda a cara da competição.
 
É difícil prever qualquer resultado nos playoffs, mas, como bom palpiteiro, não posso me furtar de apontá-los.
 
NFC:
 
Os classificados para os playoffs são o Seattle Seahawks (primeiro colocado, campeão da NFC West e que garantiu o mando de jogo até a final da Conferência e uma folga na primeira rodada), o surpreendente Carolina Panthers (segundo lugar geral, campeão da NFC South, garantindo uma folga na primeira rodada eliminatória), o Philadelphia Eagles (terceiro lugar e campeão da NFC East), Green Bay Packers (quarto lugar e campeão da NFC North), San Francisco 49ers (quinto lugar e melhor campanha entre os times que não ganharam suas divisões) e o New Orleans Saints (sexto lugar e segunda melhor campanha entre aqueles que não venceram suas divisões).
 
Assim, Seahawks e Panthers não jogam nessa primeira rodada. O Eagles enfrenta, em casa, o Saints, enquanto o Packers recebe no seu estádio o 49ers. Curioso é que tanto o Saints quanto o 49ers tiveram mais vitórias que seus oponentes na temporada regular, mas, por não terem ganho suas divisões (o Panthers ganhou a divisão do Saints e o Seahawks, a do 49ers), terão que jogar fora de seus domínios.
 
Philadelphia Eagles x New Orleans Saints, na Filadéfia, sábado, às 23h30:
 
Em casa, o Eagles tem sido irregular, embora tenha melhorado na segunda metade da temporada. Seu novo quarterback Nick Foles, apoiado por dois grandes jogadores (Lesean MacCoy e Desean Jackson), fazem do ataque uma arma importante e a defesa jogou bem na temporada. Por outro lado, o ataque do Saints também é muito forte, pois seu quarterback Drew Brees é dos melhores da liga (tendo ganhou um Super Bowl sendo MVP e com alguns recordes individuais importantes) e conta ainda com Jimmy Graham, Marques Colston e Pierre Thomas. Porém, Drew Brees nunca conseguiu vencer um jogo de pós temporada fora de New Orleans.
 
A chave do jogo será o rendimento dos quaterbacks. Se Nick Foles repetir nos playoffs a temporada excelente que fez, dificilmente o Eagles perderá o jogo; mas, se Brees resolver jogar bem fora de casa um jogo de playoff, o Saints terá boas chances.
 
Palpite: jogo equilibrado, mas o Eagles vence.
 
Green Bay Packers x San Francisco 49ers, em Wisconsin, domingo, às 19h30
 
Esse confronto tem tudo para ser o melhor dessa primeira rodada. As equipes enfrentaram-se nas semifinais da NFC da temporada passada, mas em São Francisco, com a vitória do 49ers no jogo em que o time da California teve a melhor performance ofensiva de sua história nos playoffs. Esse ano, os times se encontraram na primeira rodada temporada regular, também em San Francisco e também com vitória do 49ers. Mas, agora, dois fatores certamente influenciarão o confronto.
 
Primeiro, o Packers classificou-se apenas na última rodada com uma vitória épica a menos de um minuto do final do jogo contra seu maior rival, Chicago Bears, fora de casa, no jogo do retorno de seu excepcional quarterback, Aaron Rodgers, o que deve lhe dar um “gás” maior para os playoffs. E, por segundo – e não menos importante, o frio. A temperatura esperada para o Lambeau Field (estádio aberto em Green Bay) é de – 20° C. Isso mesmo, vinte graus negativos, uma amplitude térmica de quase 30 graus para San Francisco. Não é algo a se desprezar.
 
O Packers sofreu com diversas contusões ao longo da temporada. Além de Aaron Rodgers, a dupla de recebedores, teve Randon Cobb fora em vários jogos. Os Packers melhoraram o jogo corrido, principalmente com o calouro Eddie Lacy que fez uma boa temporada, mas que parece estar jogando lesionado. E sua grande estrela defensiva, o linebacker Clay Mathews ainda é dúvida para o jogo desse domingo. O 49ers fez uma campanha de 12 vitórias, mas teve momentos de irregularidade que preocupam seu torcedor. Seu quaterbarck Colin Kaepernick fez uma temporada de altos e baixo, às vezes dentro do mesmo jogo. A volta do recebedor Michael Crabtree deu uma esperança de melhora do jogo aéreo, que já conta com o tight end Vernon Davis e o wide receiver Anquan Boldin como bons alvos. O jogo corrido de Frank Gore ainda funciona e a defesa do Niners tem, talvez, o melhor corpo de linebackers da Liga.
 
Palpite: num jogo em que a adaptação ao frio deve ser determinante, e com a crescida de Green Bay, com dor no coração (sou torcedor dos Niners), o Packers deve ganhar o confronto.
 
AFC:
 
Os classificados para os playoffs são o Denver Broncos (primeiro colocado, campeão da AFC West e que garantiu o mando de jogo até a final da Conferência e uma folga na primeira rodada), o New England Patriots (segundo lugar geral, campeão da AFC Eats, garantindo uma folga na primeira rodada eliminatória), o Cincinnati Benagles (terceiro lugar e campeão da AFC North), Indianopolis Colts (quarto lugar e campeão da AFC South), Kansas City Chiefs (quinto lugar e melhor campanha entre os times que não ganharam suas divisões) e o San Diego Chargers (sexto lugar e segunda melhor campanha entre aqueles que não venceram suas divisões). Assim, Broncos e Patriots não jogam nessa primeira rodada. O Bengals enfrenta, em casa, o Chargers, enquanto o Colts recebe no seu estádio o Chiefs. Nessa conferência, Bengals, Colts e Chiefs tiveram uma temporada com 11 vitórias e 5 derrotas, o que mostra o equilíbrio entre os times.
 
Cincinnatti Bengals x San Diego Chargers, em Cincinnatti, domingo, às 16h00
 
O Bengals não perdeu no seu estádio na temporada regular, ganhando todas as oito partidas que disputou. Isso faz do time de Ohio uma equipe muito forte em seus domínios, com uma defesa muito boa e um quaterback, Andy Dalton, que teve excelentes momentos na temporada. O wide receiver AJ Green está entre os melhores da liga e o jogo corrido é constante com o running back Giovanni Bernard. O San Diego Chargers classificou-se “na bacia das almas” com um Field goal na prorrogação da última rodada contra o time misto do Chiefs, que haviam perdido também um Field goal para ganhar o jogo no finalzinho do tempo normal. Mas, o fato de terem enfrentado o Denver Broncos – melhor time da temporada regular – em duas partidas e também de fazerem parte da única conferência que classificou três times para os playoffs (AFC West), mostra que o time da California não pode ser desprezado. A conexão aérea do quarterback Phillip Rivers e do tight end Antonio Gates é das mais profícuas da Liga, e o jogo corrido é bem estabelecido com Danny Woodhead, running back contratado junto ao Patriots. Mas, a defesa de San Diego é seu ponto fraco.
 
Palpite: deve ser o jogo menos equilibrado dos playoffs e a vitória do Bengals, jogando em casa, é mais do que provável.
 
Indianapolis Colts x Kansas City Chiefs, em Indianápolis, sábado, às 19h30
 
O jogo que abre os playoffs será um confronto entre uma equipe que começou muito bem a temporada contra um time que teve grandes momentos, mas que teve a seu favor o fato de estar na divisão mais fraca da Liga, a AFC South, vencendo todos seus seis confrontos dentro dela. O Chiefs chegou a ganhar as nove primeiras partidas, mas, depois disso, só ganhou mais duas. O Colts, por seu lado, venceu San Francisco 49ers (em San Francisco), Seattle Seahawks e Denver Broncos, esses dois últimos, as duas melhores campanhas da Liga.
 
O Colts terá a seu favor o fato de jogar no seu estádio e de viver um melhor momento que o Chiefs. Indianapolis vem de três vitórias seguidas, e seu quaterback Andrew Luck está mais maduro e parece capaz de levar o time a vencer uma partida de playoff, o que ainda não aconteceu na era pós Peyton Manning. Especialmente porque conta com mais uma boa temporada do wide receiver Reggie Wayne e porque o running back Trent Richardson parece ter encaixado seu jogo corrido. A defesa é das melhores da liga também. Já o Chiefs, que começou arrasador com nove vitórias seguidas, vive claramente um momento de declínio. Vem de duas derrotas seguidas e, depois da nona rodada, ganhou apenas duas partidas das sete restantes. Mas, a grande defesa do time, aliada ao jogo corrido de Jamaal Charles pode devolver ao Chiefs as grandes atuações do começo da temporada. De qualquer modo, estar nos playoffs já uma vitória para uma equipe que venceu apenas duas partidas na temporada passada e que, com a chegada de Andy Reid como Head Coach parece ter adquirido novo status na Liga.
 
Palpite: o melhor momento do Colts deve ser decisivo para a primeira vitória de Andrew Luck em um jogo de playoff. O que, se acontecer, mandará o Colts para mais um confronto histórico contra seu ex-quaterbarck Peyton Manning, dessa vez, em Denver, nas semifinais da Conferência.
 
*André Tesser é louco por ‘football’ e amigo do blog.

Intertemporada do Cruzeiro é impulso para liga de Pelé nos EUA

Marcos Senna com a camisa do Cosmos: liga de Pelé quer recuperar espaço

O Cruzeiro fará três amistosos nos EUA durante a Copa das Confederações. Os treinamentos acontecerão no Complexo ESPN Wide World of Sports, dentro do Walt Disney World Resort, em Orlando, na Flórida. A Raposa fará um jogo-treino contra o Fluminense e dois jogos com uniformes: contra Fort Lauderdale Strikers-EUA e Monarcas Morelia-MEX. Para o Cruzeiro, uma chance de melhorar entrosamento para a sequencia do Brasileirão; para o Lauderdale, uma oportunidade de resgatar um espaço ocupado pelos clubes da MLS.

Leia também:

Guia do Blog para a Série A do Brasileiro

Fenômeno Alex internacionaliza o Coritiba

Barcelona, campeão… estadual!

O Fort Lauderdale é um clube da NASL, a National American Soccer League. A “Liga do Pelé”, por assim dizer, nos EUA. O Rei do Futebol encerrou a carreira no NY Cosmos, clube que ficou inativo desde 1984. Fundada em 1971, é a equipe mais conhecida do futebol nos Estados Unidos – incluindo os times da MLS, a Major League Soccer – e voltou ao cenário em 2011. Participa da NASL nesta temporada.

A NASL foi, durante muito tempo, a liga oficial do futebol norte-americano. Entre 1968 e 1984, 67 equipes disputaram esse campeonato, sendo que o Tampa Bay Rowdies foi o maior campeão, com 3 títulos (e 2 vices). O Cosmos de Pelé e Beckenbauer, entre outros, nunca passou de um vice-campeonato. O torneio foi extinto em 1985, ano em que não foi realizado. Em 1990, a Fifa anunciou que os EUA receberiam a Copa do Mundo de 1994. Já eram cinco anos sem futebol profissional com uma liga forte no país. Dois anos depois, em 1996, surgiu a MLS, com clubes americanos e canadenses.

Alguns empresários, descontentes com a condução da MLS, resolveram, em 2010, fundar a USSF, uma espécie de 2a divisão do futebol nos EUA. A competição reuniu 12 equipes de EUA, Canadá e Porto Rico, de onde saiu o campeão, o Puerto Rico Islanders. No entanto não houve acordo para acesso e descenso com a MLS, que cobra um valor para que uma franquia entre no seu campeonato, assim como na NFL e NBA, as ligas de futebol americano e basquete. Então houve o rompimento e os clubes da USSF extinguiram o campeonato para resgatar a NASL.

Usando-se da marca de Pelé, do francês Eric Cantoná e do americano Coby Jones, os clubes da NASL reativaram a liga com um formato mais habitual do público latino – principal consumidor do futebol nos EUA – um torneio “Spring” (primavera) e outro “Fall” (outono), como os Apertura e Clausura da Liga Mexicana. O Cosmos, que trouxe Marcos Senna, entre eles. Para o Fort Lauderdale Strikers, fundado em 2006, é a oportunidade de desbravar mercado.

O clube chamou-se Miami FC por um tempo e chegou a contratar Romário, que, lesionado, acabou não jogando nenhuma partida nos EUA. É administrado pela Traffic, que ainda tem jogadores no Estoril, de Portugal, e no paulista Desportivo Brasil. A partida contra o Cruzeiro está sendo promovida na TV nos EUA com o vídeo abaixo, em versões em inglês e português:

*Colaborou o jornalista Vinícius Dias

 [terratv id=”474227″ domain=”terratv.terra.com.br” width=”425″ height=”344″] 

Siga Napoleão de Almeida no Twitter: @napoalmeida
Gostou do blog? Curta a FanPage no Facebook!

O dia em que Washington e Lincoln caíram em Brasília

Política e Futebol. Com religião, fecham o tripé das discussões mais acaloradas no Brasil. Não a toa, pais homenageiam santos e anjos, Gabriel, Rafael, Pedro. Uns mais ousados, vão de Jesus nos filhos. Outros preferem a bola: Ronaldo, Rivellino, Romário. Mas há quem prefira a política.

Foi na estreia de Romarinho – esse, legítimo, filho do deputado Peixe – pelo Brasiliense. O jogo não foi lá essas coisas. O “Peixinho” entrou no intervalo, com o time dele já perdendo para o Brasília, por 1 a 0.  Seria a substituição mais relevante do jogo, certo? Que nada.

Washington sobe, Lincoln entra, mas Brasília é quem sai por cima

Na Capital Federal, a democracia deu as caras mais uma vez, no mais popular dos esportes. Aos 29 minutos da segunda etapa, aos olhos de alguns parlamentares e assessores que certamente faziam parte dos 1117 pagantes, como o deputado Romário, Washington deu lugar a Abraão Lincoln no Brasiliense.

Nem Barack Obama esperaria por essa.  Num país que consome EUA no almoço, no café e no jantar, o futebol, esporte dos simples, prestou uma homenagem à Casa Branca com dois de seus comandantes mais importantes: o primeiro e o décimo sexto. Washington, 34 anos, é aquele mesmo, do Palmeiras, do Ceará; Abraão Lincoln tem 30 anos, rodou pelo Japão antes de suceder Washington no comando de ataque.

Mas Brasília resistiu à incursão americana trajada com o amarelo do Jacaré. Melhor: ainda fez 2 a 0, ignorando Romário, Romarinho e os presidentes. O carrasco? Um tal Luquinhas – nome de anjo, adaptado pela mania brasileira de reduzir tudo. Aqui é Terra Brasílis, meu chapa! Raul queria vender tudo ao estrangeiro, mas não será preciso. E Abraão Lincoln vai ter que esperar o Oscar – ou a próxima rodada do Candangão 2012 – pra vencer alguma coisa.

Dallas Cup: ganhar é bom, mas o importante é revelar

Coxa bateu o alemão Frankfurt e decide com o Manchester United

O Coritiba enfrenta às 20h de hoje, em Dallas-EUA, o Manchester United da Inglaterra em busca do título da Dallas Cup, competição tradicional na categoria Sub-20.

Claro que vencer a competição dará alegria ao torcedor e prestígio aos jogadores, técnico e ao clube, internacionalizando a marca. Mas não é o principal.

O Coxa tentará conseguir o que o Atlético conseguiu duas vezes, em 2004 e 2005. Bicampeão nas temporadas citadas, o Furacão atualmente não tem um time S-20. O Coxa, aliás, é o único brasileiro na competição, que já revelou jogadores como Wayne Rooney e Michael Owen e foi vencida 10 vezes por clubes brasileiros nos 27 anos de disputa. Nas duas conquistas do Atlético, os adversários foram o Argentinos Jrs. (2004) e o Santos Laguna-MEX (2005).

Resolvi dar uma olhada no elenco do Furacão bicampeão da Dallas Cup nos anos citados para ter uma base do real valor dos títulos: as revelações e quem realmente deu certo entre os profissionais.

Hoje no Coxa, Anderson Aquino foi bicampeão pelo Atlético

A lista não é animadora – e aqui está o grande alerta para quem está gerenciando a base do Coritiba hoje. Muitas vezes o time é bom na base por ter conjunto, não necessariamente peças que possam ter sucesso entre os profissionais. Daqueles dois times atleticanos, dois jogadores verdadeiramente tiveram destaque com a camisa rubro-negra: o zagueiro Rhodolfo, hoje no São Paulo, e o volante Chico, atualmente no Palmeiras. Os demais, ou tiveram algum brilhareco ou desapareceram no mercado da bola.

O goleiro Vinícius, atualmente titular, o meia Evandro (vice da Libertadores 2005), os atacantes Anderson Gomes (que passou pelo Coxa), Anderson Aquino (hoje no Coritiba) e Schumacher (que teve destaque rápido no time titular em 2005), levantaram a primeira taça atleticana. O técnico era Lio Evaristo, que atualmente está no Operário. Nenhum conseguiu grande destaque no Atlético ou rendeu grande valor em dinheiro. Todos tiveram chances no profissional, o que é fundamental – e não está acontecendo hoje no Coritiba. Outro que era daquele time e rendeu uma boa venda ao futebol russo, ao Locomotiv Moscow.

No ano seguinte, o Atlético levou metade do elenco campeão, reforçado por outros nove jogadores – entre eles Chico. Nenhum foi aproveitado no elenco profissional. Ilustres deconhecidos como Thiago Gasparino e Leandro Bravin. O técnico era Leandro Niehues, hoje no Corinthians-PR.

O técnico Zé Carlos vem colhendo bons resultados com o Coritiba na base. Foi semifinalista na Copa São Paulo 2012 (o Atlético também) e terá que assumir uma continuidade do que fazia Marquinhos Santos, que agora é da base da CBF, trabalhando na Seleção. As principais promessas, já apresentadas na Copa São Paulo, são os meias José Rafael e Thiago Primão (em especial) e o atacante Alex, que enjoou de fazer gols na competição nacional (7, fechando como vice-artilheiro).

Mas de nada valerá se os meninos do Coxa não tiverem espaço no time titular e forem trabalhados para integrar elencos profissionais, não apenas formarem bons times na base. A mentalidade vencedora, formada já na base, valoriza a possível conquista de hoje. Mas, ganhando ou perdendo, é importante que os clubes saibam fazer a migração correta das revelações para o time profissional.

O twitter oficial do Coritiba (@coritiba) e o da Dallas Cup (@dallascuplive) acompanharão o jogo lance a lance. Eu atualizarei o resultado após a partida aqui no blog.

Atualização: O Coritiba venceu o Manchester United por 2-1, gols de Alex e Zé Rafael, e ficou com a taça!