Sensação da Copa do Brasil vence no STJD, mas terá prejuízo

Naviraiense rumo a tóquio: a luta continua

O Naviraiense seguirá na Copa do Brasil. Depois de ter eliminado Portuguesa e Paysandu, pela frente, um campeão brasileiro, o Atlético. O sufoco nos tribunais, depois de um feito histórico ao tirar dois times de história maior no Brasil, é por si só um motivador para o jogo, agora sem a possibilidade de os confrontos serem em partida única. O time-sensação da Copa do Brasil até aqui festeja a vaga, mas terá que assumir um prejuízo financeiro.

Conversei há pouco com Dionédes Valentim Cerry, presidente do Naviraiense. Ele acabara de ter conhecimento da notícia de que venceu nos tribunais e não escondeu a euforia: “Vencemos! E por unanimidade do placar do STJD, 3 a 0!”. Dionédes aparentou ser uma pessoa de trato simples, mas com muita personalidade. Não deixou de esculhambar o Paysandu e provocar o próximo rival na Copa. “Sinceridade? Eu achava que o Paysandu era um time com mais tamanho no cenário nacional e que jamais ia querer ganhar no tapetão de um pequeninho como o Naviraiense. Mas levaram um 5 a 1 da gente: 0-1 pra eles aqui, 2-0 pra nós lá e 3 a 0 no tribunal.”

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Dionédes terá na verdade um prejuízo financeiro. Vice-campeão sul-matogrossense, o Naviraiense, de apenas 7 anos de fundaçào, tem uma folha mensal de R$ 100 mil. A previsão do clube era encerrar os trabalhos do ano em maio, já que o time não conseguiu vaga na Série D. Mas surpreendeu despachando Lusa e Papão. “Sim, claro que foi surpresa. Estamos correndo por fora como azarões. Mas olha, é que a gente tava causando surpresa pro resto do Brasil. Começamos pegando experiencia perdendo pro glorioso Santos Futebol Clube por dez a zero, mas aí fomos crescendo, depois tiramos a Portuguesa, o Paysandu e agora vamos tentar fazer com que o Furacão vire uma brisa e assim vamos tentando no cenário brasileiro.”

Para isso terá que renovar os contratos por mais 90 dias. A celeuma na justiça se deu por conta disso. Sem esperar passar pelo Paysandu, o clube se apoiou – e convenceu o STJD com essa norma – no artigo 41 do Regulamento Geral de Competições da CBF, que diz que todos os atletas tem o direito de atuar por mais 15 dias após o fim dos contratos. Foi o caso do atacante Bahia. Assim sendo, só com a Copa do Brasil pela frente, o Naviraiense terá que arcar com 300 mil reais para jogar com o Atlético. Por avançar na competição até esta fase, receberá R$ 400 mil, sendo que já abocanhou R$ 300 mil. Oito meses de folha a R$ 100 mil menos R$ 700 mil de ganhos, um prejuízo de R$ 100 mil. Pesado para um clube que se diz pequeninho. 

“Dinheiro não tem. Mas a união faz açucar e a força”, brinca Dionédes, “o nosso clube, nós não representamos só um clube. Nós somos uma cidade.”  A prefeitura de Naviraí, cidade com cerca de 50 mil habitantes, ajuda o clube. “Quem arruma o dinheiro somos nós, viabilizando patrocinadores”, conta Wilson Filho, chefe de gabinete da prefeitura. A cidade fez festa na noite desta quarta para a notícia da continuidade na Copa do Brasil. A secretária da prefeitura, que me ajudou com os contatos, não se acanhou em comemorar a vaga por telefone: “Graças a Deus, né?”

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“Se errei, foi em não expulsar Bill”, diz árbitro da Copa do BR 2011

Sálvio observa lance: para ele, se houve erro, foi outro (Imagem: VascoNet)

Nove de junho de 2011. O torcedor do Coritiba não esquece a data da vitória com sabor de derrota sobre o Vasco, 3-2. Faltou um golzinho para o Coxa, campeão brasileiro em 1985, comemorar seu segundo título nacional – oportunidade desperdiçada também no ano seguinte, contra o Palmeiras. O gol poderia sair em um pênalti reclamado pela torcida coxa-branca, sofrido por Leonardo no segundo tempo, mas que Sálvio Spinola Fagundes Filho não entendeu assim.

Dois anos depois, recebemos Sávio Spíniola, hoje ex-árbitro e consultor de arbitragem da Conmebol, para a transmissão de Chelsea x Benfica, decisão da Liga Europa. Simpático e bem humorado, Sálvio bateu um papo comigo antes do jogo. E, claro, perguntei sobre o suposto pênalti em Leonardo naquela decisão. Ele foi taxativo: “Se errei aquele dia, foi em não expulsar o Bill.”

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Napoleão de Almeida: Sálvio, a metade verde de Curitiba não gosta muito de você por conta da final da Copa do Brasil 2011, reclama um pênalti em cima do Leonardo. Você lembra do lance?

Sálvio Spinola: Claro. Lembro como se fosse hoje. Eu uso aquele lance nas palestras que eu dou sobre arbitragem. Não foi nada. Aquilo é um lance normal de jogo, disputa de bola (veja o lance aqui, aos 2`04). Futebol é esporte de contato, se fosse fora da área, eu mandaria seguir, como mandei vários outros lances durante o mesmo jogo, e ninguém falaria nada. Se eu errei aquele dia, foi em não expulsar o Bill.

NA: Pra você, então, não foi nada, não é que você não tenha visto o lance?

SS: Eu vi claramente, não foi nada. Vi e revi várias vezes depois. Eu até encontrei o Marcelo [Oliveira, então técnico do Coritiba, hoje no Cruzeiro] no aeroporto um tempo depois, conversamos bastante sobre isso. Não tinha como dar aquele pênalti.

Imagem frisada do lance entre Dedé e Leonardo (reprodução)

NA: Você não acha que, muitas vezes por conta da arbitragem, os times perdem grandes oportunidades? Falo em dinheiro, em se jogar uma Libertadores?

SS: O árbitro não pode entrar pensando nisso. Eu, por exemplo, já apitei sobre pressão muito maior. Dá pra dizer que eu tirei o Equador da Copa do Mundo em 2010. Dei um pênalti aos 45 do segundo tempo para o Uruguai porque foi pênalti. O jogo no Equador, onde a Seleção deles não perdia, estava invicta. O empate bastava. Mas, talvez por excesso de confiança, no minuto final o menino derrubou o Recoba e foi pênalti, apitei sem dúvidas. Se for pensar nisso, eu “tirei” um país de uma Copa, mas fiz o certo. Depois eu quase apanhei, teve repórter que veio me agredir, e você sabe porque?

NA: Por que?

SS: Porque era ele que iria pra Copa. É tudo negócio. Não é que ele fosse completamente patriota ou coisa assim. Pode até ser. Mas ali, mais do que isso, era um país inteiro, rádios, jogadores, tudo isso, que deixaram de ir para a Copa porque eu dei um pênalti. Quer mais pressão que isso? Dei o pênalti porque foi, é mais fácil para eles jogarem na conta da arbitragem do que assumir o erro.

O lance citado por Spinola, entre Bill e Fernando (reprodução)

NA: Você é a favor da profissionalização dos árbitros?

SS: Sem dúvida. Essa é uma briga minha. Tem que profissionalizar.

NA: E quem paga a conta?

SS: O futebol, oras. O futebol tem recursos. Você sabia que na UEFA 8% da arrecadação vai direto para os árbitros? Se você quer qualidade total tem que investir. Os clubes, as federações, elas têm recursos, mas não aplicam. O árbitro, pra errar menos, precisa de dedicação exclusiva. Você falou no suposto prejuízo do Coritiba – e eu ressalto que não errei. Mas e o que o Coritiba faz pela arbitragem? Não só o Coritiba, mas todos os clubes? Nada. O negócio todo é profissional e o árbitro não.

NA: Camisa pesa?

SS: Não vou dizer que não, mas isso não é tão relevante assim. É o que eu disse: tem pressão de todo lado. O exemplo do Equador é perfeito: cumpri a regra, dentro do estádio deles, do país deles. Foi pênalti.

NA: Com tanta pressão, ser árbitro vale a pena?

SS: Vale. Sou muito feliz com o que faço e o que fiz na minha carreira. Tenho orgulho dela, fui um bom árbitro na minha avaliação.

Em tempo: Sálvio Spinola comentou a partida entre Chelsea x Benfica, 2-1 para os ingleses. Nos poucos lances duvidosos do jogo, acertou, confirmando sua opinião antes do replay. Depois, partiu para o Pacaembu observar Corinthians 1-1 Boca Jrs., pela Libertadores, com arbitragem contestada de Carlos Amarilla.

Veja o lance com Bill, citado por Spinola, aos 7`03:

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A crise do Bahia ainda não atingiu o ápice

Bahia massacrado pelo Vitória duas vezes consecutivas: rotina?

Inauguração da nova Fonte Nova, momento histórico para a nova casa do Bahia: Vitória 5-1 no clássico. A goleada fez o técnico Jorginho cair do comando tricolor. Chegou Joel Santana, em oito de abril. Pouco mais de um mês, duas vitórias, três empates e duas derrotas depois, Joel é demitido após novo massacre no Ba-Vi: 7-3 Vitória e título encaminhado ao Barradão. Nesta quarta (15/05), mais um vexame: a vitória (1-0) sobre o Luverdense-MT foi insuficiente para evitar a eliminação em casa, após a derrota por 0-2 na ida.

O Bahia está ensaiando a repetição dos seguidos vexames entre 2003 e 2006, quando mergulhou no poço da Série C nacional. O “seu sete”, apelido dado ao rival Vitória em 1972, após uma goleada sofrida para o Ceará (2-7), já havia dado as caras naquele período, na queda para a Série B (0-7 Cruzeiro e 4-7 Santos) e até mesmo no pior momento do clube, na Série C 2006, onde permaneceu com uma goleada nas costas por 2-7 para o Ferroviário-CE. São estatísticas históricas, que podem deixar de ser só coincidência quando o Brasileirão começar.

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“Não dá pra competir, o problema é profundo e é financeiro”, me disse o ex-técnico Jorginho, em visita ao Portal Terra no mês passado. Jorginho se refere ao orçamento do Bahia em comparação a outros grandes do País. Por isso, diz, o clube deveria investir em um time forte fisicamente e rápido. “O time que está lá é ruim, lento e pesado e eu disse isso a eles. Você tem uma ou outra boa peça, como o Fahel, mas no geral, não dá.” Jorginho ainda não havia visto o sucessor Joel levar 7 do Vitória de Caio Júnior, veloz e em (outra) tarde inspirada.

Jorginho negou qualquer problema com o elenco, mas nos corredores do clube, a história não é a mesma. O presidente Marcelo Guimarães Filho tem seus preferidos entre os jogadores e, digamos, é persuasivo para garantir a escalação dos mesmos. É notoria a preferência por Souza e Titi, entre outros. Perguntei isso diretamente a Jorginho, que fugiu do assunto. Em Salvador, comenta-se que Souza chegou a intimar a diretoria com um “ele ou eu” no caso do primeiro dos recentes ex-treinadores. Joel Santana, por sua vez, nem teve tempo de se criar no clube nessa passagem. Nenhum dos dois, diga-se, esteve em campo contra o Vitória na última goleada.

Uma lista com 14 jogadores dispensandos foi divulgada com apenas três jogadores com mais de cinco jogos entre os titulares: os laterais Magal e Pablo e o meia Paulo Rosales. Os demais, eventuais substitutos e até quem nem atuou, como o atacante Erick.

Há ainda quem critique a relação próxima da diretoria com o empresário Carlos Leite, que é parceiro do Bahia desde a retomada de divisões do clube, em 2009. Leite agia no clube por intermédio de Paulo Angioni, que caiu do cargo de diretor de futebol com a última goleada. Até então, inúmeros negócios foram feitos – nem sempre com vantagens ao clube, como explica o colega Dassler Marques. Com a saída de Angioni, é preciso saber como ficará essa relação.

O torcedor por sua vez já percebeu que o destino, como a coisa anda, é negro. Na partida pela Copa do Brasil contra o Luverdense, a torcida organizou um movimento chamado “Publico Zero”, para que ninguém fosse ao estádio. Apenas 1.145 pessoas compraram ingresso, segundo o borderô, sendo que muitos ingressos foram distribuídos gratuitamente. Acostumado a lotar estádios, o Bahia amargou a eliminação e um prejuízo de R$ 42 mil na bilheteria, sem contar a renda perdida por não avançar na competição nacional.

Campanha da torcida do Bahia na internet: ambiente rachado

Com um contrato com a Fonte Nova, mas rachado com a torcida, eliminado da Copa do Brasil e virtual vice-campeão baiano, além de ser desde já um favoritíssimo à queda para a Série B nacional, a crise do Bahia parece estar apenas engatinhando. Quem conhece o histórico do clube, sabe que é importante agir a tempo de não refazer a viagem ao fundo do poço. 

 

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Fracassocracia

Cartolas de futebol em federações estaduais não são conhecidos exatamente por sua genialidade e competência. Mas o Campeonato Pernambucano de 2013 se superou.

Não bastasse a primeira fase com nove clubes que foi na verdade um grande torneio amistoso – em especial para o Náutico, que venceu a fase que premiava o campeão com uma vaga na Copa do Brasil 2014, mas já tem a vaga pelo ranking nacional – as semifinais escancararam duas falhas grotescas, que premiam a incompetência.

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A primeira delas é por conta de uma interpretação literal do texto do artigo da Fase Final, parágrafo 4o, 2o asterisco. Lá, ipsis literis, está: “Caso uma associação/equipe seja o 4o colocado ao termino do Campeonato (…) e essa associação/clube estiver participando de uma competição nacional de divisão superior à Série D, essa vaga passará para a associação/clube 5o. colocado e assim sucessivamente”. Por isso, caso o Ypiranga chegasse à decisão, sendo vice-campeão, veria a vaga da Série D ir para o 5o colocado, já que estaria eliminando o Sport, que está na Série B. Precisando perder os dois jogos para assegurar calendário nacional, o Ypiranga fez “bem” sua parte na primeira partida, em casa, ao perder por 1-5.

A segunda é mais corriqueira, mas nem por isso menos inusitada: caso o Náutico devolva o placar exato de 1-0 no jogo de volta com o Santa Cruz, a decisão para quem irá a final será pelo número de cartões levados por cada time e, em último caso, sorteio. Enquanto a final prevê terceiro jogo – sem contar o saldo de gols – a semi não prevê nem pênaltis ou partida extra para o desempate.

Em tempo: vice-campeão da primeira fase, o Central de Caruaru pode tentar pleitear a vaga do Náutico na Copa do Brasil, já assegurada também mesmo com um eventual terceiro lugar no campeonato. E o próprio Ypiranga pode fazê-lo, pois será no mínimo 4o colocado.

Tudo muito confuso, com clubes chiando para todos os lados. Mas há um detalhe: todos assinaram o regulamento.

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Papo aberto 1: Sérgio Soares

Uma das coisas legais de se trabalhar com TV na internet é que você não se prende a formatos nem ao tempo. Aproveitando a visibilidade do Terra e as várias personalidades que recebemos por aqui, resolvi segurar nossos convidados por mais 15 minutos (pelo menos é a promessa inicial) nos estúdios, pra bater um papo aberto sobre coisas que fogem do noticiário do dia a dia.

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O primeiro convidado é o técnico de futebol Sérgio Soares, que esteve comigo como comentarista na partida entre Rubin
Kazan x Chelsea pela Liga Europa. O treinador contou como se deu a tumultuada saída do Paraná Clube – abrindo em detalhes um problema famliar – em 2009. Também contou que já imaginava que o 2011 do Atlético não seria fácil (e porque), depois de comandar o clube na reta final do Brasileiro em que quase chegou a Libertadores. E falou muito sobre a falta de paciência do mercado com os técnicos – recentemente, foi demitido do Avaí. Assista a primeira parte:

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Soares foi auxiliar-técnico e jogador do Santo André que surpreendeu o Brasil em 2004, ao bater o Flamengo na decisão, em pleno Maracanã. Ele contou em detalhes a trajetória do Ramalhão. Além disso, falou sobre a Copa 2014, dizendo que a Seleção precisa de ajuda urgente. Acompanhe:

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Atlético coloca teoria em prática na Copa do Brasil

Uniforme de passeio foi o mais usado pelo Atlético até agora em 2013 (foto: AI CAP)

 

Já temos 93 dias no ano e, nesta quarta (03/04), pela primeira vez em 2013, o elenco principal do Atlético fará um jogo oficial. Será pela Copa do Brasil, em Pelotas, contra o tradicional Brasil. Duelo rubro-negro na Baixada gaúcha, o estádio Bento Freitas, que pode ser liquidado sem a necessidade do jogo em Curitiba. A Copa do Brasil prevê que o clube melhor ranqueado, caso vença por dois ou mais gols, avance diretamente a próxima fase.

Se acontecer, o Atlético terá um descanso ainda maior até pegar Ji-Paraná ou América-RN. Os jogos da 2a fase estão previstos em 1, 8, 15 ou 22 de maio. Na hipótese mais curta, mais 28 dias sem atividade – o Brasileirão só começa em 26 de maio. Se contar o período da Copa das Confederações, o Furacão titular poderá ter nada menos do que 151 dos 365 dias do ano sem jogar partidas oficiais, exceção óbvia da suposta partida única em Pelotas.

Há quem diga atualmente que o time Sub-23 do Atlético bateria o titular em uma disputa direta. Difícil afirmar, mas é fácil de entender a suposição: mesmo claudicante, o Sub-23 acabou embalando no 2o turno do Estadual e já revelou bons nomes. Enquanto isso, após deixar uma boa impressão na Marbella Cup, na Espanha, os titulares andaram fazendo feio em jogos-treino contra Goiás, Cruzeiro e Atlético-GO, alguns atuando até com reservas. O próprio técnico Ricardo Drubscky reclamou aos quatro cantos, sem sucesso, de que queria ter mais ritmo de jogo. Não deu.

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A opção política do Atlético em colocar um time B no Paranaense tem também um cunho esportivo. Os números exagerados assustam. Mas a ideia de se descansar o principal elenco por parte da temporada inchada no Brasil é boa. O principal modelo de futebol no Mundo hoje, o Barcelona, fica até 85 dias sem atividades oficiais. Talvez o Atlético pudesse ter usado o time principal em algumas partidas no Paranaense para pegar ritmo e não sentir tanto a estreia em Pelotas.

Ainda assim, com transmissão para todo o País, o Atlético colocará sua teoria em prática nessa quarta. A Copa do Brasil é a menina dos olhos da diretoria, que prometeu títulos na campanha eleitoral. O rival Coritiba bateu na trave em dois anos consecutivos, o que acirrou a disputa interna. Mas a CBF aumentou a competição, deixando-a mais difícil, com a entrada dos clubes que estão na Libertadores a partir da metade da competição. Entretanto, se tem um elenco tecnicamente inferior a muitos clubes e ainda se ressente de ritmo de jogo, um pecado não poderá ser reclamado pelo Atlético: o cansaço físico. 

Enquanto o Sub-23 já incomoda no Estadual, até mesmo com chances de chegar à decisão, os principais jogadores vão ter que começar a estrada de 2013. Ao deixar o time mais fraco responsável pela chance mais direta de conquista de título na temporada, o Atlético assumiu um risco de por uma ideia em prática. Ao final do duelo contra o Brasil, pela primeira vez se poderá avaliar objetivamente se o projeto tem futuro ou não.

  • Brasil

O Brasil de Pelotas também começou a temporada há pouco tempo. Apenas em 24/03 é que o time fez a primeira partida oficial, um 3-0 em cima do Farroupilha, rival citadino, pela 2a divisão gaúcha. Na última rodada bateu o Santo Ângelo por 1-0 e lidera o Grupo 2 com duas vitórias em dois jogos – teve um adiado.

Dono de uma das torcidas mais fanáticas do Rio Grande do Sul, o Brasil foi 3o lugar no Brasileiro 1985, vencido pelo Coritiba, que derrotou o Bangu-RJ na final – este, classificado ao eliminar a equipe gaúcha nas semis.

Na história, em jogos pelo Campeonato Brasileiro, Atlético e Brasil duelaram 4 vezes. O Furacão nunca venceu o Xavante: 3 empates e 1 derrota. Um dos empates foi no Brasileirão 1984, com direito a pênalti perdido pelo Atlético e Luiz Felipe Scolari como técnico do Brasil. Assista:

 

Frases de 2012

Fim de ano, hora de relembrar as principais frases que marcaram o esporte e o futebol paranaense em 2012 – hora de exercitar a memória e agradecer a todos os peixes que comi durante o ano.

“A FPF tem em seu estatuto a prerrogativa de requisitar o estádio e aí vamos ver o que acontece. A FPF vai cumprir o seu papel”

Hélio Cury, presidente da Federação Paranaense de Futebol, em Janeiro, ao receber a requisição do Atlético para mandar jogos no Couto Pereira.

“Sou sócio do Paraná há 35 anos, já fui duas vezes conselheiro. Não tenho nada contra o Paraná”

Hélio Cury, que teria um Janeiro movimentado, explicando porquê não poderia antecipar o início da Série Prata estadual para adequar o calendário da CBF ao local, como fizeram em Minas (pelo América) e em São Paulo (pelo Guarani). A competição seguiu em maio e o Tricolor chegou a jogar duas partidas em menos tempo que as 48h exigidas pela lei.

“O time está fechadíssimo. Nós montamos uma equipe boa e forte para as primeiras competições”

Ernesto Pedroso Jr., ex-vice-presidente de futebol do Coritiba, em Janeiro.

“Nunca está totalmente fechado. Contratamos os substitutos para o Leandro Donizete [Junior Urso] e Léo Gago [Lima]. Estamos atentos aos pedidos da comissão técnica e oportunidades de contratação”

Vilson Ribeiro de Andrade, presidente do Coritiba, rebatendo Pedroso, dias depois. O ex-par de diretoria deixaria o Coxa no decorrer do ano, em função de divergências. Essa foi a primeira.

“O Conselho Administrativo do Coritiba reafirma aos conselheiros sócios, torcedores e a toda nação coxa-branca a sua disposição de lutar até o fim, usando as medidas judiciais cabíveis, para garantir os interesses do Clube e os direitos sobre de suas propriedades”

Nota oficial no site do Coritiba, emitida logo após a requisição do Couto Pereira para o Atlético, formalizada pelo presidente da FPF, Hélio Cury; o Coxa fez valer seu ponto de vista e o rival não jogou no Couto, a despeito da exigência da FPF. Em Janeiro.

“Foi solicitada a cessão por aluguel do Estádio Durival Britto e Silva, somente para o campeonato paranaense, pois, segundo o dirigente [N.B.: Mário Celso Petraglia, pres. do Atlético], para o campeonato brasileiro já acertou a cessão do estádio Couto Pereira”

Nota oficial no site do Paraná, revelando negociações com o Atlético, enquanto corria na justiça a questão sobre o Couto Pereira. O Atlético chegou a disputar 13 jogos como mandante na Vila Capanema.

“Repudiamos a atitude do Paraná Clube, que além de noticiar inverdades sobre a questão (…) tem como objetivo nivelar por baixo Instituições da grandiosidade do Clube Atlético Paranaense e do Coritiba Foot Ball Club”

Nota oficial no site do Atlético, publicada em Janeiro, rebatendo as afirmações do Paraná na nota anterior.

“Será que a Federação pode obrigar o Coritiba a emprestar jogadores também? Isso vai contra o princípio do direito desportivo, que vai contra o direito da própria competição”

Peterson Morosko, presidente do TJD-PR, explicando porque decidiu, em voto-desempate, pela não-obrigatoriedade do aluguel do Couto Pereira ao Atlético, por ordem da FPF. Em Janeiro.

“O Santos ainda deve pensar que aqui é a 5.ª Comarca de São Paulo. Se quer levar, tem preço. Se quer levar, tem de pagar esse preço. Senão não leva”

Vilson Ribeiro de Andrade,  em Janeiro, revoltado com a diretoria santista por ter prometido um aumento salarial ao lateral Maranhão, que seria pago pelo Coritiba, para que houvesse uma troca pelo também lateral Jonas; o negócio não saiu e Maranhão acabou defendendo o Atlético na Série B.

“Usam argumentos fora da realidade atual, do romantismo do passado e escondem como o avestruz sua cabeça na areia”

Mario Celso Petraglia (presidente do Atlético) em Fevereiro, então pelo Twitter, defendendo que os Atletibas tenham torcida única; nos jogos dos turnos do Paranaense, fez valer sua ideia; na decisão, não. E em 2013?

“Sempre acho que não é positivo [torcida única]. Mas se for para evitar maiores transtornos, eu sou propenso a aceitar”

Vilson Ribeiro de Andrade, presidente do Coritiba, num dos poucos momentos de concordância com Petraglia, em Fevereiro.

“Era uma área interessante [o Pinheirão], mas inviabilizou-se pelos motivos que todo mundo conhece. O Coritiba hoje não está pensando no novo estádio”

Vilson Ribeiro de Andrade, presidente do Coritiba, adiando mais uma vez o sonho de um novo estádio para o clube. O Pinheirão foi arrematado pelo grupo Destro Atacadista e ainda tem destino incerto. Em Fevereiro.

“Quero dar muitas alegrias à torcida”

Rodolfo, goleiro do Atlético, em Março. O ex-jogador paranista chegou a rival para ser titular, mas foi suspenso por doping no começo da Série B.

“Quero voltar para a minha casa, o Coritiba”

Keirrison, atacante do Coritiba, em Março, que pertence ao Barcelona e estava no Cruzeiro. Ele negociou um retorno para tratar uma contusão no Coxa, mas não entrou em campo em 2012.

“Com certeza a torcida do Paraná vai lotar a Vila Capanema. A nossa torcida é muito maior que a do Atlético”

Paulo César Silva, diretor de futebol do Paraná, apostando que o Tricolor levaria mais torcida que o Rubro-Negro em seu jogo da Copa do Brasil, contra o Luverdense, enquanto o Atlético pegaria no dia seguinte o Sampaio Corrêa. Ele ganhou a aposta: 7365 x 4849 pessoas em cada jogo, respectivamente.

“Eu é que tenho que aguentar”

Amilton Stival, vice-presidente da FPF, ao alterar pela terceira vez a tabela da 2a divisão paranaense, em Abril, após mais um conflito de datas com os jogos do Paraná na Série B.

“Eu não sou dirigente covarde, que muda de treinador quando as coisas não vão bem. O Marcelo Oliveira será o treinador enquanto eu for o presidente. O culpado disso tudo sou eu”

Vilson Ribeiro de Andrade, presidente do Coritiba, mantendo o pressionado técnico no cargo em Abril

“O Sr.Vilson nos enganou, pois nós confiamos nas palavras dele e, por isso, nada fizemos politicamente para pressionar a CBF. O “homem bom” se revelou um traidor!”

Mário Celso Petraglia, presidente do Atlético, em Maio, dando sua versão dos fatos quanto ao pedido do Atlético pelo Couto Pereira.

“Se Petraglia acha que eu sou traidor dele, me sinto honrado. Trair o Petraglia melhora o meu currículo. Vou ser levado nos braços pelo povo de Peabiru [N.B.: cidade natal de Andrade]. Eu nunca traí ninguém. Eu tenho convicções na minha vida e é o pensamento da torcida do Coritiba”

Vilson Ribeiro de Andrade, presidente do Coritiba, em Maio, rebatendo a frase acima.

“O Atlético vai jogar em Curitiba. Essa é uma posição já declarada pelo nosso presidente. Essa situação está nas mãos da CBF”

Mauro Holzmman, diretor de comunicações do Atlético e braço-direito de Petraglia, afirmando em Maio que o clube não sairia de sua sede; o Furacão acabou disputando nove dos 19 jogos como mandante na Série B em Paranaguá.

“É tentá matá essa porra aí!”

Guerrón, ex-atacante do Atlético, em Maio, em jogo contra o Cruzeiro em Minas, pela Copa do Brasil, reclamando dos gols perdidos pelos colegas no primeiro tempo da partida, que acabaria 2-1 para o Furacão, que viria a ser eliminado pelo Palmeiras.

“O si$tema existe independente do resultado! Não deveria estar acontecendo as finais, fomos assaltados pela aldeia!”

Mário Celso Petraglia, presidente do Atlético, pelo Twitter, reclamando da arbitragem nos clássicos com o Coritiba, em Maio. O dirigente queria marcação de impedimento em dois lances de gol do Coxa, que acabaria campeão estadual. Petraglia, seria punido pelo TJD pelas reclamações e abandonaria a rede social poucos dias depois.

“Aprendi que aqui lateral tem de jogar na lateral”

Juan Ramón Carrasco, ex-técnico do Atlético, ao ser demitido sob a alegação de que improvisava demais. O uruguaio ficou no clube até o início da Série B. Em Junho.

“Isso tem que haver; para qualquer manager, qualquer diretor de futebol que tem um conhecimento e tem uma função nessa área e também um cargo que lhe permita essa interação”

Sandro Orlandelli, gerente de futebol do Atlético, assumindo em Junho que as reclamações de Juan Ramón Carrasco, ex-técnico, eram fundamentadas – o que é diferente de justificadas.

“Estou muito feliz e esperançoso”

Ricardo Drubscky, recém-contratado técnico do Atlético, em Junho, antes de saber que mal assumiria o cargo. Naquele momento, ao menos.

“O que?? O Ricardo [Drubscky] ainda está como técnico?”

Jorginho, técnico com passagem relâmpago em Junho pelo Atlético, dizendo que só conversaria com o clube se o cargo estivesse livre, até que foi avisado pelo repórter. Era o mês mais turbulento na Baixada.

“O nosso time é muito fedido”

Jorginho, poucos dias antes de ser demitido, em Julho, após um empate em 0-0 em casa contra o Bragantino, tecendo críticas ao elenco rubro-negro, que seria reforçado a seguir.

“Era uma obrigação nossa, mas foi uma caminhada de difícil. Calendário duro, campos ruins, assim como os horários. Mas esta era a realidade e tínhamos que encarar”

Ricardinho, ex-técnico do Paraná, comemorando o acesso do clube à primeira divisão estadual, quando o time chegou a jogar em intervalos menores que 48h, em paralelo à Série B nacional.

“O Palmeiras e a sua torcida deveriam se envergonhar. Uma arbitragem desastrosa em São Paulo que matou o Coritiba. Hoje, ganhávamos de 1 a 0 e o juiz inverteu uma falta. Por isso eles são campeões”

Vilson Ribeiro de Andrade, presidente do Coritiba, em Julho, após a final da Copa do Brasil, reclamando da arbitragem. Foi o segundo vice-campeonato saeguido do Coxa na competição.

“Ninguém tem direito de recusar um clube como o Inter”

Felipe Ximenes, gestor de futebol do Coritiba, falando sobre a proposta para que ele deixasse o clube em Julho. Apesar da frase, Ximenes ficou e ainda negou nova sondagem em Dezembro, além de dizer não à Flamengo e Vasco.

“Tomara que não achem um treinador tão cedo, que demorem muito e que todos que procurem não queriam vir, porque tenho certeza que eu tenho competência suficiente e posso dirigir esta equipe”

Ricardo Drubscky, técnico que conseguiu o acesso com o Atlético, com a interinidade mais longa da história do futebol. Em Agosto.

“Esquecemos como se joga a Série B, porque ficamos 17 anos na Série A”

Mário Celso Petraglia, presidente do Atlético, em Agosto, justificando a má campanha do time naquele momento. Com reforços no elenco, o clube  ‘lembrou’ como se faz para vencer na competição.

“Quando a gente puser o nosso pé no G4 a gente não vai sair mais”

Weverton, goleiro do Atlético, em Agosto, após o time vencer o então líder Criciúma em casa.

“Quero ser o prefeito da Copa em Curitiba”

Luciano Ducci, prefeito de Curitiba até 31/12/12, em campanha eleitoral, em Agosto. O “prefeito da Copa”, no entanto, não compareceu ao debate sobre Copa do Mundo realizado pela ÓTV entre os então candidatos e ainda retirou da pauta pré-eleição a decisão de ajuste de valor para o Potencial Construtivo, essencial para a construção da Arena da Copa.

“Eu trabalho duro para ganhar título e não para agradar torcedor. Se não gostaram, não posso fazer nada. Não vivo para agradar torcedor”

Marcelo Oliveira, ex-técnico do Coritiba, em Setembro, no primeiro sintoma de que ficaria sem clima para seguir no Coxa, ainda comentando perda do segundo título seguido na Copa do Brasil.

“Montamos um time dentro das possibilidades , mesmo com todas as situações financeiras. Chega um momento em que falta. Pedi à diretoria várias vezes. Prefiro, pelo bem do Paraná, sair e que um outro profissional possa dar continuidade ao trabalho”

Ricardinho, ex-técnico do Paraná, ao pedir demissão em Setembro, após um empate em 1-1 em casa com o Barueri, deixando publico pela primeira vez o problema financeiro no Paraná.

“Os jogadores estão no direito deles, mas o que já havíamos falado antes para eles é que estávamos buscando recursos. Esse manifestamento (sic) dos jogadores acabou me fazendo voltar de mãos vazias, mas já estamos resolvendo e eles vão receber centavo por centavo”

Rubens Bohlen, presidente do Paraná, em Outubro, comentando a carta divulgada pelos jogadores que reclamavam de atraso nos salários. Na última rodada do Brasileiro Série B, em Novembro, os jogadores não concentraram nem treinaram alguns dias, pela mesma razão.

“Eu cheguei para o Felipão e disse: vocês vão ser campeões”

Ricardinho, ex-técnico do Paraná, revelando em Outubro um papo com o técnico palmeirense que o comandou na Seleção, logo após a eliminação tricolor, em Maio. O Palmeiras eliminou Paraná, Atlético e Coritiba e foi o campeão da Copa do Brasil.

“Não somos gigolôs do dinheiro público!”

Vilson Ribeiro de Andrade, vice-presidente do Coritiba, durante a festa de aniversário da torcida organizada “Império”, em Outubro, quando selou a paz com a facção e aproveitou a deixa para provocar o rival, parceiro da Prefeitura e do Estado no projeto da Copa.

“Eu não posso ter uma força como você no meu vestiário”

Aykut Kocaman, técnico do Fenerbahçe, explicando em Outubro para Alex porque o barrou no time turco. Alex estava próximo de ultrapassar o proprio Kocaman como maior artilheiro da história do Fener e acabou rescindindo contrato, sendo pretendido depois por Palmeiras, Cruzeiro e Coritiba.

“O Coritiba é minha mãe e o Fenerbahçe, minha mulher”

Alex, meia do Coritiba, resumindo porque decidiu voltar para o Coxa em detrimento de Cruzeiro e Palmeiras, para espanto de muita gente em São Paulo. Em Outubro.

“Eu quero agradecer as orações de vocês. E a minha família, que me apoiou no meu problema e disse: ‘você é a razão da nossa vida e sabemos que o Coritiba é a razão da sua!'”

Vilson Ribeiro de Andrade, presidente do Coritiba, em Outubro, em um discurso emocionado, ao anunciar uma reforma para concluir o terceiro anel de arquibancadas do Couto Pereira, situado na Rua Mauá.

“Será um jogo de cachorro louco”

Weverton, goleiro do Atlético, antes do duelo direto em Salvador contra o Vitória, em Outubro, confundindo um pouco o ditado.

“Nós tivemos que tomar uma posição mais drástica de não concentrar. Agora nós tomamos a decisão de não treinar. Nós comparecemos só. Não jogar está descartado, pois somos profissionais”

Fernandinho, meia do Paraná, anunciando a greve dos jogadores em Novembro, a uma semana do derby com o Atlético, que valia acesso ao Furacão. Ainda assim, Tricolor fez jogo duro e por pouco não ganhou a partida.

“Cumpri minha promessa. O Atlético não pode estar na Segunda, o Atlético tem de estar sempre na Primeira. E daqui para frente, não cai mais!”

Paulo Baier,  meia do Atlético, em Novembro, logo após o suado empate com o Paraná (1-1) que garantiu a volta atleticana à primeira divisão.

“Temos orgulho muito grande que somos o único clube independente, que não tem vínculo com investidor e empreitera. Este trabalho será vitorioso, com muito trabalho e empenho. Vamos ajudar não só o clube e a cidade, como o estado e todo o país”

Mário Celso Petraglia, presidente do Atlético, anunciando em Novembro, num evento em São Paulo, parceria pioneira no Brasil com a AEG, empresa que faz a gestão de Arenas em todo o Mundo, caso do Staples Center, do Los Angeles Lakers.

“Eu me surpreendi um pouco quando eu fui demitido”

Marcelo Oliveira, ex-técnico do Coritiba, confessando em Dezembro que esperava continuar no clube, dada a promessa feita por Vilson Andrade em Abril.

“Vimos, por intermédio desta, manifestar o nosso protesto pela falta de transparência, ilegalidade e imoralidade da engenharia financeira da operação que pretende prover de recursos públicos, na forma de financiamento, a obra do estádio do Clube Atlético Paranaense, por intermédio da CAP S/A”

Nota oficial (mais uma, entre tantas dos três clubes em 2012) no site do Coritiba, direcionada aos políticos paranaenses uma semana antes da votação da adequação de valores dos papéis de Potencial Construtivo, em Dezembro. A nota tem uma incorreção de concordância: o Coxa protesta a falta de ilegalidade e de imoralidade no processo.

“O Coritiba também será beneficiado com a Copa”

Aldo Rebello, ministro do Esporte, em Dezembro, rebatendo a carta publicada pelo Coxa, que considera imoral e ilegal a parceria entre Governos estadual e municipal e o Atlético para a construção da Arena para a Copa; Rebello ainda garantiu que todos os clubes das Séries A e B estão como reservas técnicas: “Basta ter projeto.”

“Ele conhece não só o CT, como também a torcida e a força do clube. Ele aceita um projeto de dois anos, se o clube buscar objetivos como a Libertadores ou títulos. Isso é importantíssimo.”

Jorge Baidek, empresário de Juan Román Riquelme, meia argentino que está nos planos do Atlético para 2013 – em Dezembro. A concorrência com Palmeiras e Boca Jrs. deixa no ar a vinda e a expectativa: Alex x Riquelme no Paranaense 2013? A conferir.

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