Minha colher no caso Ronaldinho

Não dá para não falar do caso Ronaldinho. Esse protecionismo pró-Flamengo ainda engana alguém? Que tipo de jornalismo é esse (clique para ler e ver o vídeo)?

http://extra.globo.com/esporte/flamengo/video-revela-farsa-ronaldinho-dormiu-com-mulher-na-concentracao-do-flamengo-5117689.html

Primeiro, a grande questão, ignorada por muitos (mas não pelo jornalista e flamenguista Juan Saavedra): como um hotel fornece imagens mostrando a intimidade de um hóspede para um clube? Há exigência da polícia para isso (se há, pior ainda)? Que falta de respeito com o hóspede. Pra mim, esse hotel entra na lista negra.

Depois, um pouco tardio o Flamengo reclamar disso, não? Aconteceu na pré-temporada. O que leva a crer que se o clube ganhasse tudo com Ronaldinho, estaria tudo ok. Logo, não é um problema de indisciplina.

O que o atleta profissional faz em seus momentos de privacidade não é assunto de ninguém, desde que não interfira diretamente no desempenho de suas funções. Assim como eu não posso aparecer para apresentar um programa de TV ou rádio embriagado ou coisa similar, o jogador também não pode fazer isso. Mas no horário de folga dele? Que direito a imprensa tem de fiscalizar o que ele faz no quarto dele?

“Ah, mas ele foi mal no Flamengo em função das baladas!”. Pode ser. O que deve ser criticado é o desempenho dele EM CAMPO. Se houver essa ligação, até cabe uma crítica, no sentido de alerta. O corpo é o instrumento de trabalho do atleta.

Mas pegar um vídeo velho e invasivo como grande manchete é um absurdo com o homem Ronaldinho, que dirá com o atleta e ídolo, pentacampeão mundial.

Ronaldinho não foi tão mal em campo no Flamengo. Não é mais o craque dos tempos de Barcelona (se fosse, talvez ainda estivesse lá) mas ainda é acima da média dos que atuam por aqui. Ronaldinho foi mal mesmo fora do campo: vendeu poucas camisas, atraiu pouca atenção das empresas. Isso sim decepcionou o Flamengo. Que tem um time razoável apenas. Não é melhor que Vasco e Fluminense, por exemplo.

Acredito que ele dará certo no Atlético-MG. Nada extraordinário: apenas um jogador qualificado acima dos demais, em um time encaixado, com menos pressão, interesses e badalação, jogando futebol no final da carreira.

Como o futebol da aldeia ainda não permite pensar que ele viria para cá, bom para o Galo.