Que beleza de camisa! #8: Londrina

"Ôoooo... o Tubarão voltôoo, o Tubarão voltôooo-ô!"

Terça-feira e o blog mantém a tradição: é dia de Que beleza de camisa! E o clube homenageado de hoje não poderia ser outro que não o Londrina, potência do norte do Paraná, que no último domingo recuperou em campo seu espaço entre os maiores clubes do Estado. Como estamos falando do Tubarão, dose dupla de beldades nas fotos: a @carolboadebola usa o modelo de 2009, último usado na elite, e a @kellypedrita usa o modelo de 2001, ano em que o Tubarão aplicou a maior goleada da Série B: 7-0 na Desportiva-ES.

Que beleza de camisa!

#8 Londrina Esporte Clube

Quem é? Um dos grandes do futebol paranaense, fundado em 05 de abril de 1956.

Já ganhou o que? Campeão Brasileiro da Série B (198o), 3x Campeão Paranaense (1962, 1981 e 1992) e 3x Campeão do Norte Paranaense (1957, 59 e 62).

Grande ídolo: Indiscutívelmente, o maior ídolo do Londrina em todos os tempos é o atacante Carlos Alberto Garcia, que defendeu o Tubarão na década de 70 e meados de 80, quando voltou ao Tubarão, após rápidas passagens por Vasco e Grêmio Maringá, e conquistou o Paranaense de 1981. O grande momento de Garcia com a camisa alviceleste foi em 1977, na campanha do 3o. lugar no Brasileiro daquele ano – a melhor entre os paranaenses até então. O time superou Corinthians-SP, Flamengo, Santos e Vasco e só parou no Atlético-MG de Reinaldo, que seria vice-campeão invicto. Nos anos 2000, Garcia foi presidente do LEC.

Apelidos: Tubarão, LEC.

Como anda? Acaba de retornar a elite do futebol paranaense, após dois anos disputando a Série Prata. É dirigido por Sérgio Malucelli, irmão do presidente do Atlético, Marcos Malucelli, primo do ex-presidente do Coritiba, Joel Malucelli, e ex-gestor do Iraty. Disputará em 15 dias o título da Série Prata, ou contra Toledo, ou contra o eterno rival, Grêmio Maringá. A promessa, no entanto, é a disputa do título estadual da elite, ganho pela última vez há 18 anos, segundo matéria do site LECMania. No link abaixo, você vê o gol que deu o acesso ao Londrina, na vitória contra o Nacional:

Curiosidades: Foi fundado a partir da criação do Nacional Atlético Clube, de Rolândia, cidade vizinha (curiosamente, o mesmo time com quem disputou o acesso este ano). A idéia dos irmãos Andrade (Luciano e Luiz) e de um grupo de 12 pessoas resultou no Londrina Futebol Clube, que logo se tornaria Londrina Futebol e Regatas; em 1969 juntou-se ao outro time da cidade, o Paraná Esporte Clube, anexando-o e adotando o nome Londrina Esporte Clube. Mas a melhor história está fora das quatro linhas, descrita no livro “Londrina Esporte Clube: 40 anos”, de J. Mateus, e reescrita por mim abaixo:

Em 1957, Londrina e Mandaguari disputaram o 1o. campeonato do norte, que disputava um campeonato diferente do Paranaense da chave sul – eram dois os campeões estaduais até 1959, quando os dois campeões passaram a se enfrentar. O jogo, em Mandaguari, foi disputado em um estádio acanhado, onde se cabia uma equipe de rádio. Houve um sorteio entre as rádios Londrina e Paiquerê – e deu Londrina, que mandou o narrador Augusto Reis para a cidade próxima de Maringá.

A Rádio Paiquerê, no entanto, tinha maior audiência e não iria ficar fora dessa. Decidiu-se que o narrador Willy Gonser iria “dublar” a narração, ou seja: ouviria o que Reis narraria e então repetiria no seu microfone.

O Londrina precisava da vitória para ser campeão. E vencia por 1 a 0 quando, aos 44 do segundo tempo, o juiz apitou pênalti para o Mandaguari. Os corações em Londrina palpitaram: era Felix Lescaño, craque do time rival, quem iria para a cobrança.

Willy Gonser escutava atentamente a descrição do momento feita por Augusto Reis. Mas uma tempestade em Londrina mudou os planos do narrador. A energia elétrica da região onde estava sediada a Rádio Londrina caiu – e todos os ouvintes passaram a ouvir a Paiquerê. Gonzer enrolou, descreveu confusão no gramado, fez o que pôde para ver se a luz da rádio concorrente voltava. Mas não tinha jeito. E já tinham se passado alguns minutos. Gonser decidiu “bater” o pênalti. E o fez:

– Correu pra bola Felix… bateu… GOOOOOOOOL… do Mandaguari…

Tristeza em Londrina.

O jogo acabou ali e o LEC era vice-campeão. Mas…

Eu e Willy Gonser, antes de Coritiba x Atlético-MG em 09 no Couto Pereira

…Lescaño, sem seguir a recomendação de Gonser, bateu para fora. O Londrina garantiu a vitória por 1-0 e ficou com o título do primeiro campeonato do Norte! Na madrugada, ao chegar de ônibus, a delegação alviceleste, embriagada de alegria, se decepcionou: nenhuma alma estava ali para comemorar o título. Ao contrário: muitos só acreditaram na conquista ao ver a taça!

Gonzer se mudou para BH e se tornou um dos maiores narradores esportivos do País.

O Londrina e o futebol paranaense: Time de grande tradição, três vezes campeão estadual, terceiro colocado entre os paranaenses no ranking da loteria “Timemania”, em que se aposta no clube do coração, coube ao Londrina o primeiro destaque do Estado no Brasileirão, desde que ele é assim conhecido (1971). Foi em 1977, quando chegou as semifinais após vencer o Vasco em São Januário, no jogo que é recorde de público do estádio (40.209 pessoas). Os gols estão nesse vídeo:

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