Um museu do futebol na Vila Madalena

Pausa na Olimpíada para aproveitar uma pequena folga em Sampa. Estive no Bar São Cristóvão, na Vila Madalena, um museu do futebol informal, montado pelo proprietário – que não estava na casa, pena – um goiano muito provavelmente fanático pelo Atlético-GO, dado a quantidade de artefatos do Dragão no bar (mas com alguma coisa do Goiás também).

A entrada do bar, quase sem um centímetro de parede branca

O bar reúne na parede fotos, artefatos, camisas, revistas, faixas, cachecóis e qualquer coisa que remeta a futebol. Todos os funcionários trabalham com a camisa do São Cristóvão FR do Rio, o clube que revelou Ronaldo.

Um bem gelado, servido pela camisa 6 do São Cristóvão

Entre fotos do Pelé, artefatos de times dos mais diversos cantos do Mundo (por ser São Paulo, imagine a quantidade de coisas sobre o Corinthians…) de forma democrática, encontrei, claro, coisas do futebol paranaense. Apesar de muito procurar, não vi nada do Londrina ou do Operário. Mas a capital está representada.

Supercampeão Paranaense 1988, faixa original do Atlético

O primeiro título de Nelsinho Baptista e Adilson Batista (então um promissor zagueiro) veio sobre o extinto Pinheiros, em 1988, após uma série dramática que incluiu a perda de um pênalti no último minuto do segundo jogo, por parte do artilheiro Carlinhos Sabiá. No 3o jogo, em desvantagem (perdera o 1o por 0-1) o Furacão superou um dos pais do Paraná e ficou com a taça. A faixa de campeão está emoldurada em uma das paredes do São Cristóvão.

"Ahá-uhu! O mini-estádio é nosso!"

Entre alguns outros artefatos, o Coritiba está representado pelo Couto Pereira nas paredes do São Cristóvão. O mini-estádio, presente do extinto jornal Primeira Hora da RPC no início dos 2000’s, está lá, emulando o maior estádio paranaense. Um pouco amarelado pelo tempo, o mini-estádio (que na promoção do jornal vinha em partes para montagem e atendia às três torcidas curitibanas) tem até o detalhe do escudo do Coritiba atrás do gol da Perpétuo Socorro.

Tricolor, pertinho do Rei

Num cantinho – mas não menos importante – está representado o Paraná Clube, com um escudo de tecido tal qual os das primeiras camisas, emoldurado, próximo a uma foto histórica dos maiores times brasileiros nos 60’s: Santos, de Pelé e Pepe, e Botafogo, de Didi e Nilton Santos.

Linha retrô de camisas, fabricação do bar

O bar, além de quitutes, acepipes e  drinks refrescantes, também tem uma linha de camisas retrô de alguns clubes brasileiros. Olaria e São Cristóvão são intrusos no seleto grupo do eixo (que exclui a Portuguesa) RJ-SP-MG-RS. A camisa da Seleção também está disponível. Futebol paranaense? Ficou pra uma outra. Quem sabe se eu voltar e conseguir encontrar o dono para sugerir.

De todo modo, não é o bairrismo que deve atrapalhar sua visita neste museu informal do futebol, quando estiver de passagem em São Paulo.

Que beleza de camisa! #21 – Especial Atletiba #350

"Ai meu Deus... que jogão! Quem será que ganha??"

Pra matar as saudades da linda Kelly Pedrita, um “Que Beleza de Camisa!” especial sobre a 350a edição do clássico mais tradicional do futebol paranaense. E ninguém pode reclamar: a eterna musa do (ex) Jogo Aberto Paraná vestiu as duas camisas, para deleite das duas torcidas.

São 349 jogos e muita história até aqui. Para essa partida no Couto, alguns números (com ordem pelo mandante do clássico):

Último jogo (349): Atlético 0-0 Coritiba, em 22/02/2012, na Vila Capanema
Último jogo no Couto Pereira: Atletiba 347 – Coritiba 1-1 Atlético, em 27/08/2011

No Couto Pereira: 192 jogos – 84v Coritiba – 59 empates – 49v Atlético

Coritiba

Última vitória: Atletiba 346 – Atlético 0-3 Coritiba, em 24/04/2011, na Arena
Última vitória no Couto Pereira: Atletiba 345: Coritiba 4-2 Atlético, em 20/02/2011

Atlético

Última vitória: Atletiba 348 – Atlético 1-0 Coritiba, em 04/12/2011, na Arena
Última vitória no Couto Pereira: Atletiba 334 – Coritiba 0-2 Atlético, em 20/01/2008

As camisas:

Esse foi o uniforme número 3 do Coxa em 2006, ano em que o clube esteve na Série B, liderou por várias rodadas, mas despencou na reta final e não conseguiu o acesso. Foi usado poucas vezes ao longo do ano, que teve apenas um Atletiba: o 332, na Arena, válido pela Copa 100 anos e vencido pelo Atlético por 4-1. O Coritiba não usou essa camisa nesse jogo; o uniforme foi usado ocasionalmente na Série B nacional e aposentado na temporada seguinte. Mesmo assim, considero uma das camisas mais bonitas do clube, numa leitura diferente com dois tons de verde e discretas luminosidades brancas.

Esse foi o uniforme titular do Atlético em 2010, quando o Furacão quase voltou à Copa Libertadores – acabou o Brasileirão a uma posição da classificação. Foi usado por toda a temporada e em parte de 2011. Em 2010, foram dois Atletibas: o 343, 1-1 na Arena, e o 344, vencido pelo Coritiba no Couto Pereira, 2-0. Acho essa a camisa mais bonita da história recente do Atlético, por ser simples e clara, resgatando a gola, e com as listras em destaque e cores firmes.

Ambas camisas fazem parte do meu acervo pessoal (como a maioria da série de posts Que Beleza de Camisa!).

Que beleza de camisa! #17: Bolívar

Strongest? Forte mesmo é essa...

“Que beleza de camisa!” no ar nessa quarta-feira, com um diazinho de atraso, em função da altitude (lol): hoje vamos a La Paz, na Bolívia, conhecer um pouco mais do Bolívar, cuja camisa é envergada pela colaboradora @kellypedrita (se você é menina e quer colaborar também, leia a nota no pé do texto), apresentadora do Jogo Aberto Paraná.

Que beleza de camisa! #17 Club Bolívar

Quem é? Grande clube boliviano, fundado em 12/04/1925.

Já ganhou o que? 29x Campeão Boliviano.

Grande ídolo: El Diablo, ou Marco Antonio Etcheverry Vargas, hoje com 41 anos, é o grande ídolo do Bolívar. Foi no clube de La Paz, depois de um início no Destroyers de Santa Cruz de La Sierra, que ele ganhou destaque ao conquistar o Bolivianão de 1991, temporada em que anotou 17 dos 21 gols que marcou pelo clube. Parece pouco – e é – mas diante do pouco expressivo futebol boliviano, Etcheverry optou por abraçar oportunidades internacionais: Albacete (ESP), Colo-Colo (CHI), América de Cali (COL), DC United (EUA) e os equatorianos Barcelona e Emelec. Em 2004, retornou ao Bolívar para encerrar a carreira, no ano em que a equipe ficou com o vice-campeonato da Copa Sul-Americana, na melhor campanha do clube em competições internacionais. Mas o grande momento da carreira de El Diablo foi na Copa 1994, quando defendeu a Bolívia de volta ao Mundial após 44 anos. Nas eliminatórias, marcou um dos gols que impôs ao Brasil a primeira derrota da Seleção na história da fase seletiva, em jogo no Hernando Siles, estádio do Bolívar:


Apelidos: La Academia.

Como anda? É o atual campeão boliviano (2011) mas não está classificado para a Copa Libertadores de 2012, pois o torneio foi considerado de adequação. Lidera também o novo formato do campeonato boliviano, adequado ao calendário europeu, com temporada única entre dois anos (2011/2012). Tem 40 pontos, contra 38 do Real Potosí, vice-líder, há 10 rodadas do fim.

Curiosidades: O nome Bolívar é em homenagem ao centenário de fundação da República da Bolívia e também uma forma de protesto com os vários clubes bolivianos com nomes em inglês, como o seu principal rival, The Strongest. É o clube boliviano que mais participou da Copa Libertadotes: 22 vezes. Leva ampla vantagem sobre o rival no Clásico Paceño: 106 vitórias contra 55 do rival, em 238 jogos. Seu maior trunfo é jogar a 3.650m acima do nível do mar. Com oxigênio rarefeito, literalmente sufoca os adversários.

O Bolívar e o futebol paranaense: Na Copa Libertadores de 2002, então como campeão brasileiro, o Atlético foi até La Paz tentar a revanche contra o Bolívar, que havia vencido por 2-1 na Arena, na estréia atleticana na competição. E ia conseguindo, aplicando um baile no time da casa: depois de sair atrás, virou, ainda no primeiro tempo, o placar para 5-1. E o que se viu a seguir foi inacreditável:

Ao chegar em Curitiba, o goleiro Flávio (hoje no América-MG) conversou comigo no CT do Caju e confidenciou: “Se tivessem mais 5 minutos, tomaríamos a virada. Eu não não enxergava nada direito, não conseguia nem repor a bola no tiro de meta.” Os atleticanos sentiram os efeitos da altitude e acabaram entrando para a história em um jogo de 10 gols.

Atenção meninas: o blog oferece oportunidade não-remunerada de você posar para o quadro Que beleza de camisa! Se você tem interesse em ser modelo, como a Kelly Pedrita, é uma boa vitrine. Entre em contato pelos comentários deixando e-mail para retorno e participe do quadro semanal!

Que beleza de camisa! #16: Cienciano

Estudos científicos comprovam: você só olha essa foto pela camiseta

Sentiu falta do “Que beleza de camisa!” nos últimos dias? Pois bem: desculpando-me por um lapso de 15 dias na atualização do quadro, em função da demanda de trabalho e do feriado, retomo com força total e uma ajuda e tanto: @kellypedrita, apresentadora do Jogo Aberto Paraná, hoje honrando o manto do Cienciano, do Peru. É do peru, não é?

Que beleza de camisa! #16 Club Sportivo Cienciano

Quem é? Clube médio peruano, fundado em 08/07/1901.

Já ganhou o que? Campeão da Copa Sul-Americana 2003, da Recopa Sul-Americana em 2004; vencedor do Apertura* em 2005, bicampeão do Clausura* em 2001 e 2006.
*No Peru, ao contrário da Argentina, não são considerados campeões nacionais os vencedores do Apertura e do Clausura; estes são tratados como os campeões das Taças Guanabara e Rio, por exemplo, e fazem a decisão do Peruzão (lol) no final do ano. Nas três conquistas do Cienciano, o time acabou como vice-nacional. Mesmo assim, os títulos têm relevancia nacional.

Grande ídolo: O Cienciano teve poucas glórias em sua história, todas recentes. Mas o jogador que esteve presente na maioria delas é Carlos Lobatón, 31 anos. Jogando de meia ou de atacante, esteve nas conquistas do Apertura 2005 e das Copa e Recopa Sulamericanas. E sim, ele tem relação direta com Abel Lobatón, aquele do Atlético, como você descobrirá mais abaixo.

Apelidos: Los Cuzqueños (os de Cuzco, cidade peruana considerada patrimônio da humanidade), Los Rojos (vermelhos).

Como anda? Foi 13o. colocado no último Campeonato Peruano. Se vangloria de ser a equipe peruana mais bem classificada no ranking da IFFHS (Instituto de História e Estatística do Futebol, em tradução livre) à frente dos tradicionais Alianza Lima e Sporting Cristal. Mas nos últimos anos, esteve para cair de divisão: em 2010 escapou do rebaixamento apenas na última rodada, ao vencer o Alianza Atlético em casa, 2-1.

Curiosidades: O nome Cienciano tem origem no Colégio Nacional de Ciências e Artes de Cuzco, tendo sido fundado por estudantes e profissionais de ciências, direito e medicina. Apesar de nunca ter vencido um Campeonato Peruano (apenas Apertura e Clausura) é o único time do país a vencer uma competição internacional. E derrotou ninguém menos que o River Plate, da Argentina, na Sul-Americana, e o Boca Juniors, também da Argentina, na Recopa Sul-Americana.

O Cienciano e o futebol paranaense: Apesar de ter ter participado da Libertadores por seis vezes (2002 e 2005, com o Atlético, 2004 com o Coritiba e 2007 com o Paraná, entre outras) nos anos 2000, o Cienciano nunca cruzou os times de Curitiba. Mas a principal referência ao futebol do Estado vem através do irmão mais velho de Carlos Lobatón, ídolo do clube: é Abel Lobatón, que vestiu a camisa do Atlético em 2000.

Lobatón, um dos gringos que passaram pelo Furacão

Lobatón disputou a Copa JH de 2000 (o Brasileirão daquele ano) pelo Furacão – e não deixou saudades. Chegou com cartaz, mas demonstrou pouca intimidade com a pelota. Marcou apenas 4 gols em competições oficiais pelo rubro-negro, um deles contra o Coritiba, na Arena. Mas o jogo, que poderia o consagrar como ídolo atleticano, terminou 3-1 para o Coxa.

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Que beleza de camisa! #15: FC Porto

Contrasenso total: o time da camisa é apelidado de Dragão.

Ó pá, pois, gajos, estamos a falar do FC Porto nessa semana de ‘o Que beleza de camisa!, para que todos os patrícios matem as saudades da terrinha e comemorem um pouco atrasados o aniversário de 118 anos. E para tal tarefa importamos a italianinha @kellypedrita, apresentadora do Jogo Aberto Paraná, que nos deixa num paradoxo: como uma gaja destas está a vestir a camisa de um Dragão?

Que beleza de camisa! #15 Futebol Clube do Porto

Quem é? Grande clube português, fundado em 28/09/1893.

Já ganhou o que? Bicampeão Mundial (1987/2004); 2x campeão da Champions League (87/04) e 2x campeão da Liga Europa, em 2002/03 e 2010/11; 25x campeão português.

Grande ídolo: O FC Porto é um dos raros clubes cujo grande ídolo se construiu fora das 4 linhas: é o ex-presidente Jorge Nuno Pinto da Costa. Com 73 anos, ele assumiu o clube em 1982 e comanda o Porto até hoje. Sob sua tutela, o clube conquistou nada menos que 56 títulos no futebol, incluindo 2 Mundiais, 2 Champions, 18 dos 25 títulos portugueses, 12 taças de Portugal, entre outros. Conquistou o único penta-campeonato nacional, maior sequencia da história de Portugal (1994-1999), construiu o Estádio do Dragão e o CT do clube e foi o primeiro clube de Portugal a investir no marketing, vendendo espaços publicitários na camisa do Porto em 1983 – até então, ninguém o fazia.

Estádio do Dragão, uma das muitas obras de Pinto da Costa

Apelidos: Dragão.

Como anda? É o atual campeão português e também da Liga Europa (a Sulamericana deles). Perdeu seu principal jogador nessa temporada, o colombiano Falcão Garcia, ex-River Plate e que foi defender o Atlético de Madrid. Ele marcou 17 gols em 14 jogos da Liga Europa, superando o alemão Jurgen Klinsmann como maior artilheiro da competição na história. Abaixo, três gols dele contra o Spartak Moscou:

Curiosidades: Tornou-se o segundo maior campeão português e polarizou a rivalidade com o Benfica, em detrimento do Sporting, outrora o maior clássico lusitano. Foi no FC Porto que o técnico mais cobiçado/valorizado do momento, José Mourinho, ganhou destaque, ao ganhar o Mundial de 2004. O último técnico, André Villas-Boas (transferiu-se ao Chelsea), foi auxiliar de Mourinho e começou a carreira… no Football Manager, joguinho que simula o gerenciamento técnico de um clube de futebol. É o clube do brasileiro Hulk, outro grande ídolo em Portugal e recentemente chamado para a Seleção Brasileira.

O Porto e o futebol paranaense: Em campo, o FC Porto nunca enfrentou nenhuma equipe do Trio de Ferro da capital, tampouco do interior. Mas a ligação mais recente do Dragão com o futebol local é através do atacante Kelvin, revelado no Paraná Clube e negociado neste ano, aos 18 de idade, com a equipe portuguesa (segundo tópico do link). Ele disputou quatro partidas com a camisa do Porto, não marcou gols, e foi emprestado ao Rio Ave, para adaptação. Quem viu por aqui, viu. Agora, só em VT:

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Que beleza de camisa! #13: Olmedo

"Ai, eu a-d-o-r-o poesias... me conta uma do Olmedo...?"

O Que beleza de camisa! dá um pulo ao Equador para conhecer a história do Olmedo, por sugestão do leitor do blog* Guilherme Linhares, que emprestou a camisa e conheceu de perto @carolboadebola e acompanhou a gravação do Jogo Aberto Paraná dentro dos nossos estúdios, realizando assim o sonho de 11 entre 10 telespectadores de programas de futebol em Curitiba. E você aí, se lembra quem é o Olmedo?

Que beleza de camisa! #13 Centro Deportivo Olmedo

Quem é? Clube médio do futebol equatoriano, fundado em 10/11/1919.

Já ganhou o que? Campeão equatoriano em 2000; 2x da Série B do Equador (1994 e 2003), da Série C (conhecida como Segunda Categoria) em 1993.

Grande ídolo: Comandante da única conquista de Série A do Olmedo, Luís Caicedo, volante, segue na ativa aos 32 anos. Venceu a Série A e a Série B pelo Olmedo nos anos 2000, quando vestiu a camisa do clube por 9 anos. Atualmente, defende o Barcelona de Guayaquil.

Apelidos: El Ciclón Andino (o ciclone dos Andes).

Como anda? Depois de começar os anos 2000 com um título nacional, amargou a Série B mas logo voltou. Foi 8o. entre 12 times que disputam a elite do Equador no ano passado. Sua última campanha de destaque foi em 2008, quando chegou a Libertadores pela quarta vez em sua história.

Curiosidades: O nome Olmedo é em homenagem a José Joaquín de Olmedo, poeta que chegou a vice-presidencia do Equador. Um de seus poemas de maior sucesso é Canto a Bolívar, cujo primeiro verso é:

El trueno horrendo que en fragor revienta
y sordo retumbando se dilata
por la inflamada esfera
al Dios anuncia que en el cielo impera.

Bélico. O Olmedo tem sede em Riobamba, interior equatoriano, e foi o primeiro time a não ser de um grande centro (Quito ou Guayaquil) a ser campeão do Equador. Apesar do apelido ser Ciclón, quase um Furacão como o Atlético, o mascote do Olmedo é um vovô, como o Coxa.

O Olmedo e o futebol paranaense: Em 2002, o Olmedo cruzou o caminho do Atlético, então campeão brasileiro, na Libertadores. Foram dois jogos: em 19/02, vitória equatoriana em Riobamba, 2-1; na volta, na Arena, vitória do Furacão, por 2-0. O ingresso daquela partida está a venda no Mercado Livre como ítem de colecionador:

A ficha da partida em Curitiba está a disposição no site Furacão.com:

*Quer fazer como o Guilherme e ajudar no quadro Que beleza de camisa!? Escreva nos comentários ou no Twitter sugerindo times e camisetas para Kelly Pedrita e Carol Boa de Bola vestirem. Se a sua idéia for aprovada, você conhecerá as meninas e os bastidores do programa!

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Que beleza de camisa! #12: Colón

"Soy Colón... soy Colón... soy Colón de Santa Fé..."

Com um dia de atraso em função da gravação de um programa especial para a Band, chegou o Que beleza de camisa! dessa semana. A homenagem (e a camisa também) é iniciativa do leitor do blog* Guilherme Linhares, que além de sugerir o Club Atlético Colón, da Argentina, teve a oportunidade conhecer de perto a magnífica @carolboadebola e acompanhar a gravação do Jogo Aberto Paraná dentro dos nossos estúdios. Que mamata! Mas vamos ao que interessa: quem é o Colón?

Que beleza de camisa! #12 Club Atlético Colón

Quem é? Clube médio do futebol argentino, fundado em 05/05/1905.

Já ganhou o que? Campeão da Segunda Divisão da Argentina (atual Primera B Nacional) em 1965; 16x campeão da Liga Santafesina (espécie de Estadual na Argentina, disputado em paralelo com o Nacional)

Grande ídolo: Para os mais velhos, o grande ídolo é Orlando “el negro” Medina, principal jogador do time campeão do único título nacional do Colón, a 2a. Divisão de 1965.

Apelidos: Sabalero (algo como “pescadores”, pois é referente ao peixe Sabalo) ou Los Negros (era considerado pejorativo, como o era o apelido “coxa-branca”, em virtude de racismo).

Como anda? Está na elite argentina há 16 anos, tendo subido em 1995 como vice-campeão da 2a. divisão. Foi vice-campeão da primeira divisão em 1997, 3o. em 2000 e o último grande resultado foi em 2009, quando chegou em 4o. lugar. Vive a expectativa de fazer novamente o clássico de Santa Fé na elite argentina, contra o Unión, que voltou para a primeira divisão nacional após 3 anos de série b.

Curiosidades: Foi fundado como Colón Foot-Ball Club, mas mudou o nome para Club Atlético Colón em 1920. Orgulha-se de ter 25 mil sócios e alguns feitos contra grandes times do mundo, como aplicar 8-1 no Boca Juniors em um amistoso e de ter vencido, também em amistosos, o Santos de Pelé (2-1), o Peñarol campeão do Mundo em 1967 (3-2) e até a Seleção Argentina, por 2-0, sempre jogando em Santa Fé. Por isso seu estádio, o Brigadier Estanislao López (38 mil pessoas) é conhecido como Cemitério dos Elefantes.

O Colón e o futebol paranaense: O Colón não desfilou seu vistoso futebol contra nenhum time paranaense até entáo. Mas foi vestindo a camisa de Los Negros que o atacante Federico Nieto chamou a atenção do Atlético. Nieto marcou três gols no seu ex-clube, o Huracán, que estão registrados abaixo:

*Quer fazer como o Guilherme e ajudar no quadro Que beleza de camisa!? Escreva nos comentários ou no Twitter sugerindo times e camisetas para Kelly Pedrita e Carol Boa de Bola vestirem. Se a sua idéia for aprovada, você conhecerá as meninas e os bastidores do programa!

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Que beleza de camisa! #4: Madureira

O funk de Madureira é um dos melhores do Rio

O Que beleza de camisa! dessa semana vai até o Rio de Janeiro. Mais específicamente até o suburbio carioca, terra onde reina o Madureira, dono de uma das camisas mais diferentes do futebol brasileiro. E que, convenhamos, ficou ainda mais bonita no corpo da nossa Kelly Pedrita (clique aqui para seguir ela no Twitter!).

Que beleza de camisa!

#4 Madureira Esporte Clube

Quem é? Clube pequeno do Rio de Janeiro, fundado em 08/08/1914.

Já ganhou o que? Campeão do interior carioca em 2011, da segundona do Rio em 1993; venceu a Taça Rio de 2006, mas ficou com o vice carioca ao perder a decisão para o Botafogo.

Grande ídolo: Evaristo de Macedo, ex-jogador de Barcelona e Real Madrid e ex-técnico do Atlético, começou no Madureira.

Apelido: Tricolor Suburbano ou Maduca

Como anda? É o atual campeão do interior do Rio e disputará a Série C nacional; na estréia, perdeu para o Brasiliense por 0-1.

Curiosidades: Reclama para si a descoberta de craques como Didi, Evaristo e Marcelinho Carioca.

O Madureira e o futebol paranaense: Em 2010 foi o Madureira quem adiou o sonho do Operário em disputar a Série C nacional. Em uma série de dois jogos eliminatórios, valendo vaga nas semifinais da Série D, o que já garantiria o acesso ao Fantasma, o Maduca atropelou: 4-2 em Ponta Grossa e 6-2 no Rio de Janeiro.

Renato Gaúcho, atual técnico do Atlético, também já dirigiu o Madureira.

Que beleza de camisa! #3: Brasiliense

"I wanna rock!"

O Que beleza de camisa! dessa semana aproveita o Dia Mundial do Rock (quarta, 13/07) para apresentar uma das mais bizarras camisas de futebol de todos os tempos: a do Brasiliense, de Brasília, em homenagem ao rock’n’roll. A idéia surgiu no clube para aproveitar a referência que Brasília criou em torno de si, de ser a capital nacional do rock (há controvérsias…), celeiro de bandas como Legião Urbana e Plebe Rude. Vá lá, eles até tiveram atitude rock por um bom tempo e é o que vale. O ponto é que a camisa tem cor jeans e várias caveiras espalhadas, “falando” mensagens como “Ense! Ense! Campeão!”. Tosqueira no volume e visual máximo, só atenuada pela estonteante beleza da minha colega de Jogo Aberto Paraná, Carol Boa de Bola (clique para seguir no Twitter).

Que beleza de camisa!

#3 Brasiliense Futebol Clube

Quem é? Clube do segundo escalão brasileiro, fundado em 01/08/2000.

Já ganhou o que? Campeão Brasileiro da Série C em 2002 e da Série B em 2007; 7x campeão distrital.

Grande ídolo: Iranildo, jogador que vestiu a camisa do clube em seis títulos do clube, com passagens por Flamengo e Botafogo.

Apelido: Jacaré

Como anda? É o atual campeão candango (de Brasília), mas disputará a Série C nacional, depois de ter sido rebaixado no ano passado. Vai estrear contra o Madureira-RJ.

Curiosidades: Atingiu o ápice (até então) com o vice-campeonato da Copa do Brasil de 2002, quando chegou a decisão com o poderoso Corinthians e se viu prejudicado nos dois jogos pelo juiz Carlos Eugênio Simon, em especial no primeiro, cujos lances estão aqui:

O Brasiliense e o futebol paranaense: O Brasiliense já enfrentou equipes paranaenses em várias ocasiões. Repassarei apenas os confrontos contra os clubes de Curitiba, em rápidos números*, por ordem alfabética:

vs. Atlético – 2j – 1v – 0e – 1d – 5gp – 2gc
vs. Coritiba – 8j – 4v – 2e – 2d – 9gp – 10gc
vs. Paraná -8j – 4v – 0e – 4d – 10gp – 11gc

*Números com a leitura paranaense em relação a vitórias e gols pró.