Bundesliga rocks!

Circula pela internet o cartaz abaixo, elaborado pela revista 11 Freunde, da Alemanha, para promover a Bundesliga – o campeonato alemão – que você poderá ver de graça e ao vivo aqui pela internet, no Terra, a partir de 22 de agosto.

O cartaz é uma referência ao festival Wacken, um dos maiores do Mundo na cena do heavy metal, e liga os nomes dos clubes da primeira divisão a algumas bandas do cenário musical – não necessariamente rock ou heavy metal.

Você seria capaz de reconhecer todas? Veja e se desafie, antes de ler a resposta lá embaixo:

Pensou? São 18 clubes. Desafie-se antes de descer o scroll…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bem, aqui vai a resposta:

The Beatles – Bayern de Munique, o principal time da Liga.
Run DMC – Borussia Dortmund (BVB é a sigla do clube, como CSA)
Motorhead – Wolfsburg
AC/DC – Augsburg
Slayer – Schalke 04
Wu-Tang-Clan – Werder Bremen
The Who – Paderborn
Linkin Park – Borussia Monchengladbach (Borussia Park é o nome do estádio)
Scorpions – Hannover 96
Rammstein – Hertha Berlin
Public Enemy – Hoffenhein (TSG 1899 é o nome completo)
Dinosaur Jr = Hamburgo
Tokio Hotel = Mainz
Tocotronic = Freiburg
Chemical Brothers = Bayer Leverkusen (Bayer é um laboratório farmacêutico)
Die Toten Hosen = Eintracht Frankfurt
Höhner = Colônia (banda local da região)
Fur = Stuttgart (VFB é a sigla do clube)
 
A bola rola na Bundesliga, ao vivo e de graça, a partir do dia 22 de agosto aqui no Terra!

 

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Minas Gerais contra a Alemanha

Mais que uma convocação geral para o jogo desta terça-feira, quando a Seleção Brasileira vai precisar e muito da força das arquibancadas, o torcedor mineiro irá ver em campo um de seus maiores algozes: o futebol alemão.

Pode ser algum laço espiritual, um resquício inexplicado do Pangeia ou apenas o que é mais óbvio, uma grande coincidência. Mas os principais momentos do futebol mineiro foram contra alemães. E mesmo quando o encontro não ocorreu, foi a Alemanha quem comemorou.

Essa história começa em 1976. A Alemanha havia sido campeã do Mundo em 74 e o Bayern de Munique era a equipe mais vitoriosa da Europa. Tricampeão da Champions League, o Bayern iria encarar o Cruzeiro na decisão intercontinetal. 

Cruzeiro x Bayern: alemães no caminho dos mineiros

O time de Raul Plassmann, Nelinho, Piazza, Jairzinho e Palhinha venceu a Copa Libertadores e teria uma chance que o aargentino Independiente não tivera, de desbancar o time alemão. No ano anterior, o Bayern de Backenbauer, Sepp Maier, Rummennigge e Gerd Muller não quis disputar o torneio. Após vencer por 2 a 0 em Munique, o Bayern foi ao Mineirão, palco de Brasil e Alemanha neste 2014. E segurou um 0 a 0 para comemorar o título Mundial.

Levou tempo até que uma equipe mineira ganhasse nova chance de consagração mundial. Mas ela veio, em 1997, após uma campanha irrepreensível do mesmo Cruzeiro na Libertadores. Quis o destino, no entanto, que novamente o obstáculo final de um time de Minas para o título do Mundo fosse um alemão. Desta feita, o Borussia Dortmund. O time amarelo não tinha nenhum grande destaque. O principal nome era o suiço Chapuisat, além do volante brasileiro Julio César. O Cruzeiro venceu a Libertadores e chegaria até com um certo favoritismo, não fosse um erro histórico. No hiato entre uma decisão e outra, a diretoria celeste achou por bem reforçar a equipe apenas para a decisão do Mundial, agora disputada em jogo único no Japão. Chegaram o lateral-direito Alberto (que não jogou) e o zagueiro Gonçalves e o atacante Bebeto, que atuaram. O grupo titular, claro, não gostou. O time não rendeu e a derrota por 0 a 2 sepultou as chances mundiais da Raposa mais uma vez.

Em 2013 o Atlético Mineiro surpreendeu a todos e, no sufoco, ergueu seu troféu da Libertadores. Uma campanha memorável, marcada pelos jogos no Horto – o estádio Independência – e pelas defesas milagrosas de Victor, hoje goleiro reserva da Seleção. O time de Ronaldinho e Jô passou a pensar no Mundial de Clubes, já em novo formato, referendado pela Fifa e com mais jogos que na época do Cruzeiro.

E quis o destino mais uma vez que outro alemão estivesse no caminho mineiro. O Bayern de Munique, de Schweinsteiger, Toni Kroos, Thomas Muller e muitos outros que estarão em campo nesta terça, ergueu a Champions League e também iria ao Mundial. Novamente Minas Gerais iria jogar seu sonho Mundial contra a Alemanha – e contra um time que é a base da atual seleção alemã. Curiosamente, o Galo é o time brasileiro que mais empresta jogadores ao atual Brasil. Apenas dois dos 23, mas o que equivale a metade dos jogadores que atuam no futebol nacional.

O encontro contra o Bayern, porém, não aconteceu. O Atlético-MG acabou surpreendido pelo marroquinho Raja Casablanca nas semifinais do Mundial. Uma surpresa que impediu a revanche mineira, pelo menos até esta terça, quando a camisa amarelinha estará desfilando no Mineirão justamente contra os algozes dos sonhos mineiros.

Será que chegou a hora de Minas Gerais? 

 

O 8-0 do Barcelona expõe todas as feridas do futebol brasileiro

Aranha caído: com ele, o futebol de clubes do Brasil

Não se pode aceitar com tanta naturalidade que o Barcelona tenha feito 8-0 no Santos. Nenhum grande clube brasileiro – diria até que nenhum que dispute a Série A – pode levar oito gols e entender, com humildade, que o Barça é poderoso demais. Especialmente um clube com a história e a camisa do Santos.

Sabe-se que o Santos está longe dos seus melhores momentos. Tem um time titular envelhecido e enfraquecido com a saída de Neymar – justamente para o Barcelona. Mas o Santos é um dos principais clubes do Brasil. Do futebol mais vitorioso do Mundo, o que revela mais talentos, o que mais ganhou jogos e títulos na história desde que a bola é redonda. Perder para o Barcelona é aceitável; perder de 8 e aceitar, não. Para nenhum time brasileiro.

Tão ruim quanto, embora muito menos impactante, foi ver o São Paulo “comemorar” a derrota para o Bayern de Munique por “apenas” 2-0. O placar não foi maior porque o São Paulo é melhor que o Santos – embora, vejam, perdeu no confronto direto no Brasileirão. Mas tem jogadores mais cascudos, mais ambientados e que não sentiram o mesmo impacto que os atletas santistas ao visitar um poderoso europeu. 

Santos e São Paulo deveriam ter vencido Barça e Bayern? Há que ser realista: não conseguiríam, hoje. Talvez o Atlético Mineiro, campeão da Libertadores, consiga fazer frente ao Bayern no fim do ano, jogando como Inter, São Paulo e Corinthians jogaram contra Barcelona, Liverpool e Chelsea: como o time menor. Jogando consciente de suas limitações, marcando duro e aproveitando os erros. Esse é o quadro realista. 

Mas por que raios os clubes brasileiros, soberanos na América, não conseguem fazer frente aos Europeus a ponto de uma das principais camisas do País ter sido sumariamente humilhada no Camp Nou? Porque o futebol brasileiro não se importa com seus clubes.

Falta à CBF uma diretoria de clubes. Aquilo que muita gente chama de Liga, com ou sem racha com a atual direção. Um grupo que faça com os clubes o mesmo que é feito com a Seleção. Falta intercâmbio. Falta enxugar os Estaduais, permitindo que jogadores e técnicos possam ir à Europa ou mesmo até a vizinha Argentina fazer uma boa pré-temporada.

Falta fazer com que chineses, coreanos e japoneses saibam que Neymar era do Santos, Zico foi do Flamengo, entre outros, e se interessem tanto pelos brasileiros quanto pelo Manchester United, ajudando-os no aumento de receitas. 

Falta valorização interna. A distância aberta para o Barcelona é a mesma, por exemplo, que se tenta criar internamente, quando se paga mais em cotas de TV para alguns, desequilibrando o campeonato. O que já acontece na Espanha, que tem o Barça como um dos dois pólos, mas que tem um “país”, a Catalunha, trabalhando para si. Não o que acontece na Alemanha, do multi-campeão Bayern, que vê em Borussia Dortmund, Schalke 04, Bayer Leverkusen, Hamburgo e alguns outros rivais reais na briga pelo título nacional.

Por mais dolorosa que possa ter sido a goleada sofrida pelo Peixe, ela deve ser discutida abertamente por quem se importa com o futebol brasileiro. Santos, São Paulo e outros devem ir mais vezes ao exterior, como o Atlético Paranaense foi no começo do ano, disputar um torneio na Espanha em detrimento do Estadual. Como Cruzeiro e Fluminense fizeram nos EUA, durante a Copa das Confederações. Devem ir, interagir, vender sua marca, estudar mercados, ver novos jogadores. Devem contar também, principalmente, com a ajuda da CBF, desde repensar o calendário e a distribuição de renda até a conseguir que os clubes visitem esses mercados mais frequentemente.

Vai acontecer? Não sei. Depende da boa vontade de quem comanda o futebol brasileiro. Já as goleadas continuarão acontecendo, se nada disso for repensado.

  • Outro lado

Se a distância entre os brasileiros e os principais europeus ficou escancarada na derrota do Santos para o Barcelona, nas Américas, a economia do País está fazendo a diferença. Mesmo com todas as mazelas já citadas, pelo quarto ano seguido, o campeão da Libertadores é brasileiro; pelo nono ano seguido um brasileiro esteve na decisão, sendo que em 2005 e 2006 a final foi entre dois brasileiros. Nos últimos 21 anos – período que compreende também a consolidação do Plano Real – apenas em três ocasiões a final não teve ao menos um clube brasileiro. Do São Paulo de Telê ao Galo de Cuca, apenas em 1996, 2001 e 2004 a decisão deixou de ter um brasileiro, vagas que foram ocupadas pelos gigantes argentinos Boca (duas vezes) e River, América de Cali e Once Caldas da Colômbia e Cruz Azul do México.

Durante esse mês alguns clubes europeus visitaram a América invertendo o intercâmbio. Foram oito jogos com Porto de Portugal e os espanhóis, Sevilla e Atlético de Madrid visitando Nacional do Uruguai, Estudiantes de La Plata, Barcelona de Guayaquil, Deportivo Anzoátegui da Venezuela, Atlético Nacional da Colômbia, Universidade Católica do Chile e Sporting Cristal do Peru. No placar geral, 5 vitórias européias, 2 americanas e 1 empate. É difícil o exercício de colocar os brasileiros no comparativo. É possivel imaginar que se os três europeus ficassem apenas pelo Brasil, tivessem resultados piores. Mas é subjetivo e a realidade mais próxima é imaginar os brasileiros acima dos vizinhos, no nível dos médios europeus e abaixo dos grandes. Tanto é que o São Paulo acabou derrotando o Benfica, vice-campeão da Liga Europa.

É um posicionamento de mercado bom o suficiente para o que representa o futebol brasileiro?

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Sem refresco para Mourinho

Divertida a ação de marketing dos refrigerantes Pepsi em Buenos Aires, durante uma palestra do novo técnico do Bayern de Munique, o ex-barcelonista Pep Guardiola.

Usando da ironia e do trocadilho com o apelido de Josep, a marca provocou a rivalidade entre os treinadores, que durante três anos rivalizaram-se no duelo eterno entre Barcelona e Real Madrid. Veja um dos anúncios:

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Mourinho deve trocar o Real pelo Chelsea ao final da temporada, embora ainda negue os rumores. Já Guardiola terá a responsabilidade de, no mínimo, manter o alto nível apresentado pelo Bayern nas últimas quatro temporadas, quando chegou a três finais de Liga dos Campeões (incluindo 2012/13).

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O naming rights depende da boa vontade de todos

O Palmeiras anunciou oficialmente o acerto com a Allianz, empresa de seguros que vai alugar o nome do novo estádio do clube paulista pelos próximos 20 anos (leia mais aqui). Os valores estimados chegam perto dos R$ 300 milhões pelo período, dos quais somente 2)% irão para os cofres palmeirenses – mas esse é outro papo.

Foi o terceiro acordo similar no Brasil envolvendo estádios e clubes/administadores. E, para que isso seja levado a sério como negócio, é preciso que todos tenham boa vontade com essa fonte de renda importante aos clubes brasileiros.

Kyocera Arena, do Atlético: pioneira no Brasil

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Em 2005, o Atlético anunciou um acordo com a fábrica de eletrônicos japonesa Kyocera Mita, fundada em Kyoto. Durante três anos, a empresa alugou o nome do estádio do Furacão, o que rendeu US$ 1 milhão por ano ao clube. Um acordo considerado bom para a época, embora os números possam ser vistos como modestos 8 anos depois. O conceito Arena, que passou a ser usado em todo o Brasil, também foi pioneirismo do clube paranaense, em 1999. Hoje quase todos os novos estádios puxam por isso, justamente para comercializar o naming rights.

A Kyocera Arena, no entanto, enfrentou os problemas já previstos para a Allianz e a Itaipava (que dá o nome à nova Fonte Nova, em Salvador) no Brasil: a adesão da mídia e dos torcedores. É difícil que o torcedor passe a chamar o estádio de Allianz alguma coisa (três nomes estão em votação para escolha popular), mas não é impossível que a grande mídia chame o estádio assim, como acontece na Europa. O Terra transmite o Campeonato Alemão, onde já há uma Allianz Arena (casa do Bayern de Munique), uma Veltins Arena (do Schalke 04, com patrocínio de uma empresa cervejeira) e um clube-empresa, o Bayer Leverkusen, da fabricante de medicamentos do mesmo nome.

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Na época da Kyocera Arena, alguns veículos aderiram à proposta, outros não. Para o Atlético, o apoio representou um reforço de caixa que, coincidencia ou não, permitiu uma campanha de destaque com o vice da Libertadores 2005. Para o Palmeiras representa o mesmo, assim como para a gestão do estádio público em Salvador – negócio que vai pagando os custos da obra, bancada pelo Estado.

Sem a adesão ao nome, o que haverá é o afastamento dos patrocinadores desse tipo de projeto. Ninguém quer investir para não ser reconhecido. Equipes de vôlei brasileiras que vêm e vão podem confirmar isso.

Romantismo à parte, os torcedores baianos e palestrinos têm que entender a medida não como algo antipático, mas uma moeda a mais de fortalecimento dos times. E, convenhamos, Parque Antártica, um dos nomes prefeiros da torcida do Palmeiras, já não era referência a uma marca?

Em tempo: até por isso, se me fosse dado o poder de escolha do novo nome do estádio, ficaria com Parque Aliianz, nessa ordem.

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