Top Hits Esportivo: pequena crônica musical nos assuntos da semana

#1 Brasil Olímpico:

Não entendeu? Clique aqui, aqui e aqui (old, but g…, bronze mesmo)

#2 Rodolfo & Keirrison:

Aqui e aqui.

#3 Fabiana Murer

Você já sabe o que fazer. (Abraço especial para Baloubet du Rouet)

#4 Atlético Série B 2012

Acolá, e .

#5 Paraná Série B 2012

Aqui.

BONUS TRACK: Coritiba e o futebol PR

Clique.

Uma reflexão sobre o esporte brasileiro e o jornalismo esportivo

Mayra Aguiar fez história nesta quinta e eu tive a honra de acompanhar. A judoca gaúcha ficou com o bronze na categoria meio-pesado (até 78kg) em Londres 2012. Mayra (pronuncia-se ‘Má-y-ra’) medalhou e eu, 10 anos depois de começar nisso, finalmente posso falar com convicção que sou narrador esportivo. De fato, até uma semana atrás, era no máximo narrador de futebol, como muitos dos meus colegas. É o que resume o esporte no Brasil, salvo o intervalo de 20 dias a cada 4 anos chamado Olimpíada.

Em uma semana, fiz Judô, Boxe, Natação, Basquete e Vôlei de Praia nas transmissões que o Terra tem feito, inovando e oferecendo essa alternativa ao internauta. Ah!, fiz Futebol também. Masculino, ressalte-se – mas podia ser feminino, tão escanteado (ops, olha o ato falho) quanto os demais esportes “amadores”. Nós, narradores esportivos, nos apresentamos assim, mas na verdade falamos mesmo é de futebol. Até mesmo a famigerada associação da crônica local, que se diz “esportiva” e pretende ser reguladora da profissão, não aparece em eventos como Stock Car, MMA ou futsal. Mama no futebol e só. É a cultura do País. Cultura que também faz atletas como Mayra como vitimas. Vão de heróis a vilões em segundos, a cada quatro anos, para depois mergulharem no ostracismo. Até a outra olimpíada.

Quando Mayra venceu a disputa do bronze, acreditem, me senti medalhando junto. Antes da luta, eliminada por sua grande rival, a americana Kayla Harrison, em uma final antecipada, Mayra dividiu opiniões nos comentários no Terra. Líder do ranking mundial, Mayra parou – depois soubemos –  na futura campeã olímpica. Mas o cruzamento atrapalhou. E, convenhamos, só uma pode vencer. Hoje, foi Harrison, em outras 4 ocasiões havia sido Mayra. Ela virou “amarelona”, o Brasil virou sinônimo de fracasso olímpico. Todos passamos a entender Judô como se fosse… futebol. Nossa cultura esportiva é de amor à vitória, não ao desporto. Tanto é que o bronze de Mayra logo apagou a frustração.

É assim com todos os atletas olímpicos. Saem da obscuridade para se tornarem heróis e decepcionarem em segundos. Culpa nossa – a mídia – também. Alimentamos isso como se o Brasil fosse uma potência olímpica. Não é. Temos atletas talentosos, esforçados e em grande maioria com pouco apoio. Parece chover no molhado, e é. Mas basta ver que nosso esporte número 1, o futebol, jamais foi ouro olímpico (cá entre nós, acho que o ano é esse. Me cobrem). Isso resume tudo.

Rio 2016 vem aí. Há poucos dias, escrevi sobre a necessidade de se mobilizar e a oportunidade que Curitiba pode ter para fazer parte de tudo. Em época de eleições, é possível que vejamos muitas promessas e fotos com os medalhistas. Mas é tempo de mudar essa cultura. Fato é que os narradores futebolí… digo, esportivos, também não vêem muito como acompanhar os torneios ao longo dos quatro anos que antecedem e formam o ciclo olímpico. É um círculo vicioso, que se dissipa só durante os Jogos. Difundir o esporte, montar equipamento urbano, incentivar a prática, socializar crianças e jovens e acostumá-los aos holofotes é o caminho para que deixemos de ser especialistas de ocasião e nos tornemos uma força olímpica verdadeira.

Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 25/07/2012

Visão de longo prazo

Começa hoje o futebol olímpico, competição que abre Londres 2012 mesmo antes da cerimônia de abertura de sexta-feira. Até 12 de agosto, o Brasil vai ampliar o guarda-roupa esportivo: chuteiras ganham companhia de raquetes, toucas, luvas e redes, na atenção dos torcedores. A cada quatro anos é assim; entre eles, infelizmente, o esporte olímpico (por vezes chamado de amador) não consegue o mesmo espaço do futebol – salvo exceções. A obscuridade de outras modalidades é por falta de apoio ou interesse? Ovo ou galinha? Não importa: em quatro anos, somos nós, brasileiros, que receberemos os Jogos Olímpicos. Seja ovo ou galinha, é hora de planejar o aumento da produção.

Paraná 2016, Curitiba 2016

Engana-se quem pensa que apenas o Rio de Janeiro será sede e terá lucro e desenvolvimento com os jogos. Curitiba também pode. Mas para isso, tem que querer e começar já (de fato, está atrasada). Anotem, políticos. Dois anos depois de receber a Copa 2014 – megaevento ainda ligeiramente desprezado na capital, sabe-se lá porque – a cidade pode ser parte da Olimpíada 2016. Nesse ano, Londres receberá 203 delegações, com 10500 atletas. Terá quase 1 milhão de pessoas a mais na população durante os jogos. Mesmo a capital britânica não suporta o volume de delegações que precisam de infraestrutura de treinamentos. Não a toa dividirá com outras cidades. O futebol, por exemplo, terá sedes em seis cidades – até mesmo Glasgow, na Escócia. A renovação do Tarumã (ou um novo ginásio), a Arena da Copa e os demais estádios, os CTs dos clubes, a Sociedade Hípica, os clubes sociais e suas quadras, piscinas e tatames, o velódromo do Jardim Botânico – se reformado. Locais que, se planejados com quatro anos de antecedência, podem abrigar uma ou mais delegações em Curitiba, que está 1h30 distante do Rio, de avião. Obras que deixarão um legado esportivo para a cidade – se os dirigentes tiverem cabeça, interesse e planejamento para fazê-lo.

Pensar grande

Edgar Hubner, curitibano, é o coordenador do COB no Crystal Palace, o “CT” brasileiro em Londres. Apresentei um evento voltado ao segmento hoteleiro e alimentício de Curitiba no qual ele foi o principal palestrante. Fez o alerta, deu a dica: pensar grande, se estruturar e se oferecer para que países se hospedem na capital em 2016. Gente que vai precisar de ambientação no Brasil e pode encontrar local familiar em Curitiba, como canadenses, alemães, etc. Geração de renda e infraestrutura. Bom para todos.

As chances em 2012

Em campo (ou quadras, etc), a promessa é de que o Brasil faça sua melhor olimpíada, antes do próximo ciclo olímpico, que será em casa – o que costuma ser reflexo de muitas medalhas. Futebol feminino e masculino, vôlei, de quadra e praia nos dois gêneros, basquete masculino, judô, boxe, vela e natação devem trazer medalhas. Reais possibilidades de termos entre 6 e 10 ouros – um recorde.

P.S.: Estarei na transmissão de Honduras x Marrocos, quinta 26/07, 7h45 da manhã, pelo futebol masculino, grupo D, no portal Terra. Imagem em HD, disponível para computadores, tablets e celulares. Veja mais abaixo.

Olimpíadas 2012: vai começar; veja no Terra

London Calling. Podia ser o hino dos Jogos Olímpicos 2012, que começam nessa quarta. Curiosamente, começam oficialmente só na sexta, com a cerimônia de abertura.

Mas nessa quarta, já tem bola rolando. O futebol feminino abre a competição. No dia seguinte, o futebol masculino – e a busca pela inédita medalha de ouro – começam.

Estou no grupo de transmissão que o portal Terra terá, ao lado de grandes narradores, como Hugo Botelho (Rádio Bradesco Esportes), Jorge Vinícius (PFC), Reinaldo Moreira (105 FM/SP), Marcelo do Ó – que estará ao vivo em Londres – e outras revelações, assim como grandes nomes do esporte: Careca (ex-SPFC, Guarani e Napoli), Jaime Oncins (tênis), Danielle Zangrando (judo), Montanaro (vôlei), Milene Domingues (futebol feminino), Ary Pereira e outros mais. Além de uma grande e competente equipe de produção e coordenação, chefiada por Carlos Sartori e Everton Constant.

O Terra tem exclusividade nos direitos de transmissão em internet. Serão mais de 10 canais, com a possibilidade de você montar sua programação, sempre com eventos ao vivo e em HD. Pode assistir no computador, no lap top, tablet e até no celular. E o principal: pode interagir, em tempo real, com narradores e comentaristas, manifestando sua opinião. O esporte não para durante todo o dia de jogos, até dia 12 de agosto.

Para assistir, acesse o site e procure pelo Terra TV/London 2012.

Estarei em Honduras x Marrocos, na quinta, 7h45, pelo grupo D do futebol masculino.

Ao longo dos jogos, dividirei com vocês as escalas.

Antes de quinta, porém, o Terra transmite a rodada completa do futebol feminino (fará o mesmo com o masculino na quinta). Veja os horários dos jogos:

Quarta, 25/07 – Futebol Feminino

11h45 – Grã-Bretanha x Nova Zelândia, c/ Hugo Botelho, Milene Domingues e Bruno Prado
12h45 – Japão x Canadá,  c/ Jorge Vinícius e Ary Pereira
12h45 – EUA x França, c/ Reinaldo Moreira
14h30 – Camarões x Brasil, c/ Hugo Botelho, Milene Domingues e Bruno Prado
15h30 – Suécia x África do Sul, c/ Leandro Bollis e Ary Pereira
15h30 – Colômbia x Coréia do Norte, c/ Gomão Ribeiro e Bruno Prado

Quarta, 25/07 – Futebol Masculino

7h45 – Honduras x Marrocos, c/ Napoleão de Almeida e Ary Pereira
10h15 – México x Coréia do Sul,  c/ Reinaldo Moreira e Careca
10h30 – Espanha x Japão, c/ Jorge Vinícius e Bruno Prado
12h45 – Emirados Árabes x Uruguai, c/ Gomão Ribeiro e Ary Pereira
13h – Gabão x Suíça, c/ Antônio Marcos
15h30 – Egito x Brasil, c/ Hugo Botelho, Careca e Bruno Prado
15h30 – Bielorrússia x Nova Zelândia, c/ Fábio Salomão e Ary Pereira
15h45 – Grã-Bretanha x Senegal, c/ Leandro Bollis

Vilson Ribeiro de Andrade no “Entrevista Coletiva”

A Band Curitiba recebeu em seus estúdios o presidente aclamado do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade, para o programa “Entrevista Coletiva”. Participaram do programa o conceituado jornalista José Wille, o editor do Band Cidade, Marcelo Bianchini, o editor da Band, Marco Rafael Pires, o ex-goleiro do Coxa e comentarista do Jogo Aberto Paraná, Gerson Dall’Stella e eu.

Vilson falou sem freios na língua. Valorizou o ano de 2011, apesar das perdas da Copa do Brasil e da vaga na Libertadores, explicou o posicionamento do clube perante a torcida organizada, o plano de sócios, o novo estádio e a possibilidade de emprestar o Couto Pereira ao Atlético e, por fim, falou da doença contra qual luta há um ano, em um momento emocionante.

Confira as duas partes do programa e comente aqui no blog:

Os rumos do Coritiba

Vilson Ribeiro, no EC; ao fundo Marco Pires e Gerson Dall'Stella

Tive a oportunidade de gravar dois programas hoje com o presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade: o Entrevista Coletiva (ao lado de José Wille, o editor do Band Cidade Marcelo Bianchini, o jornalista Marco Pires e Gerson Dall’Stella, colega de Jogo Aberto Paraná) e um JAPR especial de fim de ano. Foi uma aula de gestão, coerência e principalmente, otimismo.

Vilson não foge de nenhum assunto. É direto e passa uma transparência rara no mundo do futebol. Mudou o Coxa em 2 anos e agora entrará no 3o. como presidente de fato. Enfrenta um problema de saúde com coragem e força impressionantes; passou por uma delicada cirurgia há 15 dias e enfrentou a maratona de gravações em dois estúdios diferentes como se estivesse com 18 anos.

O programa vai ao ar no domingo, 7h30 da manhã, com reprise à meia-noite. Falamos muito de gestão, rivalidade, orçamento, torcida, sócios e da vida pessoal dele. Vale a pena ver.

Mas vamos ao que mais interessa a você, torcedor: notícias sobre o time. (N.E.: Os temas abaixo não necessariamente estarão no Entrevista Coletiva, que tem mais material inédito. Acorde cedo, rapaz!)

Pré-temporada:

Será novamente em Foz do Iguaçu. O time embarca no dia 06/01 e não volta antes do jogo contra o Toledo, dia 22. “Deu sorte ano passado”, brincou o dirigente, que explicou a opção: “Ficaremos em um hotel 5 estrelas. Demonstramos assim aos jogadores que chegarem que temos força e grandeza. E vamos ganhando a simpatia da região”.

Reforços:

Júnior Urso não acertou, mas isso deve ocorrer na segunda-feira. O Avaí tem uma dívida com o Coritiba e como os direitos são do time catarinense, o acerto pode vir com o ingresso do jogador no Coxa. Urso disse a amigos que já está vendo apartamento em Curitiba.

Já Lincoln depende de uma costura maior. O problema está no salário. O Coxa deve propor pagar uma parte e oferecer verba em marketing de outra. Lincoln tem grande cotação na Alemanha, onde foi ídolo do Schalke 04, e pode viabilizar a contratação numa negociação – guardadas TODAS as proporções – no estilo Ronaldo x Corinthians.

O Coxa ainda estuda trazer um zagueiro do futebol argentino. VRA não abriu o nome nem sob ameaças de ter tomar o café gelado feito por Gerson Dall’Stella. Brincadeiras a parte, VRA disse que “não posso atrapalhar as negociações”, e que ainda têm na Argentina a possibilidade de buscar um volante. O meia cotado anteriormente, que seria Cláudio Yacob, do Racing, está descartado.

Caio, atacante do Botafogo, nas palavras de Vilson: “Não tem a menor possibilidade. É boato.”

Marcos Paulo, volante que estava no Avaí, volta para o clube em 2012.

Saídas

VRA foi categórico em afirmar que Willian, volante cotado para reforçar a Fiorentina, não sai. “É jovem ainda e tem muito potencial. Vai ficar”.

Já sobre Leandro Donizete… “Olha, tem propostas do Inter e do Atlético-MG. Vamos esperar para ver o que é melhor.” Donizete chegou ao Coxa indicado por Dorival Jr., hoje técnico do Colorado. VRA não confirmou, mas eu arrisco a dizer que deixará o clube.

Planos

O Coritiba deve iniciar a construção de hotel e bases no novo CT em Março.

O novo fornecedor de material esportivo irá abrir ao menos duas lojas em bairros identificados com o Coxa na cidade. Uma pesquisa da Paraná Pesquisas irá apontar em que regiões o clube é mais popular.

Os ingressos terão majoração em 20%, como já anunciado.

Saúde

“Estou bem. Passei por uma delicada cirurgia, mas estou me recuperando. Sou forte e sempre enfrentei batalhas, essa é mais uma. Sou grato a família, ao Coritiba e aos amigos”, disse, emocionado, ao falar do câncer no intestino.

Operário na Copa do Brasil: Hélio Cury confirma em vídeo

A despeito da informação acima, divulgada no Twitter oficial do Operário, referindo-se ao diretor técnico Amilton Stival, o Jogo Aberto Paraná antecipou hoje a confirmação feita pelo presidente da FPF, Hélio Cury, de que o Fantasma está na Copa do Brasil 2012. Confira:

Como curiosidade, estive pessoalmente conversando com Hélio Cury para um especial de fim de ano do programa. Quando o perguntei sobre o Operário, ele consultou Amilton Stival antes de gravar. Ficamos os três, frente a frente. E Stival confirmou o Operário para que Cury gravasse a afirmativa.