Onze anos depois, onde estão os 11 titulares do Atlético 2001?

O dia 23 de dezembro marca a história do Atlético pela conquista do título brasileiro em 2001. Onze anos se passaram desde então e o blog foi atrás de saber: onde estão os 11 titulares* daquela partida final em São Caetano do Sul?

1 – Flávio: O “Pantera” hoje tem 42 anos, recém-completados (17/12) e segue na ativa, de volta ao CSA, clube que o revelou. Flávio Emídio dos Santos Vieira deixou o Atlético em 2002, sendo um dos jogadores mais vitoriosos da história rubro-negra, com 6 títulos: Paranaenses 98/2000/01/02, Brasileiro B 95 e Brasileiro A 01. Defendeu o Vasco e venceu o Carioca 2003, para logo depois voltar à Curitiba para vestir a camisa do Paraná Clube, sendo campeão estadual em 2006 – após um jejum de 9 anos. Depois, rumou ao América-MG, onde venceu o Mineiro Módulo II em 2008 e o Brasileiro C 2009, se tornando o primeiro jogador a ganhar 3 divisões de Brasileirão. Em 2012, retornou ao CSA, onde foi bicampeão alagoano em 1991 e 94, para ser o principal jogador da equipe que tentará romper um jejum de 4 anos sem conquistas.

2 – Alessandro: Carioca de Campos dos Goytacazes, disputou o Brasileirão 2012 pelo Náutico, que ficou na 13a posição. Depois de sair do Atlético, o lateral-direito, que chegou a defender a Seleção por três vezes e estampar uma capa da Revista Placar sob o título “Se Cuida, Cafú!”, ficou no Botafogo-RJ por 4 anos e venceu o Carioca 2010. Defendeu ainda Atlético-MG, São Caetano e Botafogo-SP. Alessandro da Conceição Pinto tem 35 anos e não ficará em Pernambuco em 2013.

3 – Nem: Rinaldo Francisco de Lima chegou ao Atlético depois de muito rodar a partir do clube que o revelou, o São Paulo. Foi o capitão do time campeão brasileiro e hoje, aos 39 anos, tenta emplacar uma carreira de técnico, dividindo-se entre o futebol profissional e a Suburbana, onde comandou o time do Bairro Alto, vice-campeão suburbano em 2012. Depois do Atlético, defendeu Atlético-MG, Braga de Portugal e o Paraná Clube, por onde havia passado em 2000, sendo campeão brasileiro da Série B.

4 – Gustavo: Paulista de Ribeirão Preto, Gustavo de Souza Caiche tem hoje 36 anos e parou de jogar em 2009, no Al-Shamal do Catar, após diversas cirurgias no tornozelo. Após deixar o Atlético em 2002, depois de ser 6x campeão pelo clube, defendeu Palmeiras, São Caetano, Corinthians e Sport, até retornar ao Atlético em 2008. Aposentado, comanda um projeto que pretende revelar jogadores no Guarujá, litoral paulista, com a empresa G3FutSports. Gustavo ainda é fã de MMA e chegou a disputar o Paulista de Jiu-Jitsu.

5 – Rogério Corrêa: Depois de comandar o Lemense  (que está na Série B do Paulista), Rogério Corrêa de Oliveira acertou com o J. Malucelli para ser auxiliar técnico de Sandro Forner, que vai comandar o Jotinha no Paranaense 2013. Aposentado desde 2011, Rogério disputou a Suburbana pelo Bairro Alto (vice-campeão) em 2012. Depois do Atético, defendeu Goiás, Bahia e o Shimizu S-Pulse, do Japão.

6 – Fabiano: O lateral-esquerdo, que chutou a bola que originou no gol de Alex Mineiro na decisão em São Caetano, ganhou o Mundo após deixar o Atlético. Rodou por São Paulo, Perugia e Genoa da Itália, Palmeiras, Celta de Vigo da Espanha e o Fenerbahçe, da Turquia, onde ganhou o campeonato turco de 2004/05 ao lado do coxa-branca Alex. Ele segue na ativa, aos 33 anos, e vai defender o Central de Caruaru no Campeonato Pernambucano.

Fabiano, com a camisa do Celta de Vigo

7 – Cocito: Chegou ao Atlético com o zagueiro Gustavo e o atacante Lucas, todos do Botafogo-SP, para ser um dos mais queridos jogadores da história rubro-negra, clube pelo qual conquistou 3 estaduais e o Brasileiro 2001. Ainda esteve na campanha do vice-campeonato da Libertadores em 2005, quando retornou ao Furacão após passar por Corinthians e Grêmio. Depois, rumou para a Espanha, defender o Tenerife e o Real Murcia. Ainda jogou por Fortaleza e Avaí até se aposentar em 2009 no Vila Nova goiano. Hoje, mexe com construção civil e está sempre em Curitiba, tendo sido parte ativa da campanha política de Mário Celso Petraglia nas eleições do clube em 2011. Pode ser encontrado no Twitter: @cocito5.

8 – Adriano: alagoano de Maceió, chegou ao Atlético em 98 junto com o goleiro Flávio e logo acompanhou o técnico Abel Braga no Olympique de Marseille. Ganhou o apelido “Gabiru”, especie de rato de Alagoas, por ser mirrado. Recebeu do Atlético tratamento similar ao que Zico recebeu no Flamengo nos início dos anos 80, ganhando massa muscular. Da França, retornou ao Furacão e ser peça fundamental no título brasileiro, ao sofrer o pênalti que deu ao Atlético a vantagem de dois gols sobre o São Caetano no jogo de ida, na Arena. Rodou o Brasil depois disso: Figueirense, Sport, Cruzeiro, Goiás, Guarani e Internacional, onde também fez história: marcou o gol da vitória colorada sobre o Barcelona na decisão do Mundial de Clubes de 2006 (vídeo abaixo). Após sair do Inter, não conseguiu mais ter grandes oportunidades. Passou a rodar times “lado B”: Mixto-MT, Corinthians-PR (atual J. Malucelli), CSA e até o Guarany de Bagé-RS. Segue na ativa, mas está sem clube, aos 35 anos. Vive em Curitiba.

9 – Alex Mineiro: Chegou ao Atlético oriundo do Cruzeiro, numa troca com o volante Marcos Vinícius que ainda envolveu o também volante Donizete Amorim. Tornou-se ídolo na arrancada para o título brasileiro, quando marcou 8 gols em 4 jogos. Entre idas e vindas para o Furacão, defendeu Atlético-MG, Palmeiras, Grêmio, Tigres-MEX e Kashima Anthlers-JAP. Na carreira, tem títulos Paulista pelo Palmeiras (2008) e Mineiro pelo Cruzeiro (1997), clube pelo qual também venceu a Copa Libertadores da América, além de 2 Estaduais e 1 Brasileiro pelo Atlético. Está aposentado, com 37 anos, e jogou a Suburbana pelo Bairro Alto. Está no Twitter: @alexmineiro9.

10 – Kléberson: O maior jogador paranaense da história, talvez não em plasticidade de jogo, mas certamente em conquistas. José Kléberson Pereira, natural de Uraí, próximo à Londrina, tem 33 anos e defende o Bahia atualmente. Do título brasileiro em 2001 para cá, conquistou a Copa do Mundo de 2002 com a Seleção Brasileira, pela qual marcou 2 gols em 32 jogos. Foi peça-chave na mudança tática de Luis Felipe Scolari para a arrancada do Penta. Com a Amarelinha, ganhou ainda a Copa América em 2004 e a Copa das Confederações em 2009. Defendeu o Manchester United, sendo o primeiro brasileiro a vestir a camisa do principal clube inglês, ganhando o título Inglês, a Copa da Inglaterra e a Supercopa inglesa. Protagonizou clássicos com o coxa-branca Alex na Turquia, ao defender o Besiktas, campeão da Copa da Turquia 2005/06 em cima do rival do Fenerbahçe. Voltando ao Brasil, defendeu o Flamengo, onde conquistou o Brasileirão 2009 e dois Cariocas.

Kléberson com as faixas do Penta, do Brasileirão 2001 e do Tri-Paranaense 00-02 (foto: site Furacão.com)

11- Kléber: “O incendiário”, que passou a ser conhecido em todo Brasil como Kléber Pereira, tem 37 anos e divide os cargos de atacante e diretor de futebol do Moto Club do Maranhão, time que o revelou e pelo qual disputou o a Copa União do Maranhão no segundo semestre, após ver o rebaixamento do Moto para a segundona local no primeiro. Como sempre, está envolvido em polêmicas: é cotado para reforçar o rival Sampaio Corrêa, que vai jogar a Copa do Brasil 2013, ao mesmo tempo em que é cobrado para ser candidato a presidente do Moto Club. Depois de sair do Atlético, Kléber passou por um bom tempo no futebol mexicano, onde foi campeão da Copa dos Campeões da Concacaf em 2006 pelo América. Rodou ainda por Inter (campeão da Libertadores 2010), Vitória (campeão da Copa do Nordeste 2010) e Santos. Pelo Atlético, foram 124 gols, sendo o terceiro maior artilheiro da história do Furacão, atrás de Jackson (142 entre 1944 e 1954) e Sicupira (157 entre 1968 e 1976).

*Outros jogadores foram importantes na caminhada atleticana de 11 anos atrás, como Ilan e Souza. Mas fiquei com os 11 titulares, para fechar nos 11 anos da conquista.

As portas do paraíso

Portão do Anacleto Campanella, passagem para voltar ao convívio dos grandes

Sábado, 3 de novembro de 2012, o Estádio Anacleto Campanella estará na cabeça e no coração de cada torcedor atleticano pela segunda vez na história. Sem o mesmo glamour de 11 anos atrás, mas com uma importância proporcional. Da primeira vez, Atlético e São Caetano disputavam um lugar no seleto grupo dos campeões brasileiros; hoje, os 14.400 torcedores (capacidade máxima atual) que passarem os portões do estádio irão ver duas equipes buscando se recolocar na elite nacional.

Nós últimos 11 anos, desde que passou a integrar o time dos grandes clubes nacionais, o Atlético alternou bons e maus momentos. Esteve a pique de ser campeão da América, bi-brasileiro, conquistou um inédito tri-estadual… mas namorou com a Série B por várias vezes até finalmente casar em 2011, um ano cheio de erros. Coincidências da vida, voltar ao seu lugar de direito na Série A* pode ficar próximo da realização justamente no palco da maior glória.

Não que a vitória garanta matematicamente o acesso, mas dará uma vantagem de 4 pontos sobre um adversário que não terá mais como tirar a vantagem em confronto direto. Da mesma forma, uma derrota complica e muito o sonho atleticano de voltar à primeira divisão ainda nessa temporada. Ambos terão tabelas complicadas posteriormente e qualquer vantagem deve ser considerada. Manter um ponto, conquistando um empate, também está nos planos atleticanos. Elementos que entrarão em campo até mais que o histórico do estádio na vida atleticana.

Costumo dizer que Atlético e Coritiba fizeram um favor ao futebol brasileiro ao conquistarem os títulos de 2001 e 1985. Em finais consideradas menores pela grande mídia (que, assim como os clubes, não deve ter lido os regulamentos para contestá-los) venceram os dois clubes que têm história, camisa, torcida e representam mesmo uma comunidade. Em ambos os casos, os rivais da dupla não tinham identidade. Para 2012 o raciocínio não é diferente: entre Atlético e São Caetano, rivalidades e flautas à parte, é muito óbvio quem é que deve ocupar seu lugar entre os grandes.

No entanto, isso não ganha jogo. Em São Caetano a partida também é tratada como a grande oportunidade de resgate de um projeto para a cidade do ABC paulista, que teve seus momentos, chegando também à um vice-campeonato da Libertadores (2002) e outro nacional (2000). Time tocado com a ajuda da prefeitura, o Azulão botou São Caetano do Sul no mapa. Mas paga o preço pela administração semi-profissional: em um rompante de seu presidente, Nairo Ferreira de Souza, demitiu Emerson Leão e mantém um interino no cargo, Ailton Silva, cuja permanência está condicionada a uma vitória sobre o Furacão. Nairo, aliás, é o mesmo presidente dos anos de ouro do Azulão, de volta ao cargo. Outro laço entre os clubes – mais um, além da interinidade dos treinadores.

As principais lembranças dos atleticanos, até o apito inicial, ficarão em 23 de dezembro de 2001, quando Kléber recebeu a bola no circulo central, abriu na esquerda para Fabiano, que avançou e bateu cruzado na entrada da área. Silvio Luiz, goleiro do São Caetano, espalmou e Alex Mineiro, pela 8 vez em 4 jogos, empurrou pras redes. Não se sabe quem será o Alex Mineiro da vez – se é que ele vestirá rubro-negro. Mas, em se tratando de Série B, outra lembrança pode animar o Atlético. O interior de São Paulo já viu um acesso atleticano, em 1995, quando o time de Paulo Rink e Oséas fez 1-0 no Mogi-Mirim. Foi o início de uma série de 16 anos ininterruptos na Série A, até a queda em 2011.

O Anacleto Campanella, estádio acanhado no interior paulista, tem uma espécie de portal para o paraíso que só o Atlético tem a chave. Resta saber se no sábado o elenco 2012 irá carregá-la consigo, ao atravessar os portões para entrar no gramado no ABC paulista.

*É o paranaense que mais frequentou a elite, 36 vezes contra 34 do Coritiba, 33 a 32 contando apenas de 1971 pra cá; é ainda o 14o a mais disputar campeonatos na elite, atrás dos 12 de RJ/SP/MG/RS e do Bahia.

Atlético 88 anos: 5 grandes momentos na história

Para não passar em branco a data comemorativa atleticana, nada de análise tática, técnica ou política: o blog propõe uma pequena lembrança de cinco grandes momentos na história rubro-negra.

1) O primeiro jogo oficial

O recorte acima (cedido via twitter pelo atento blogueiro Fusketa) marca a data do primeir0 jogo oficial do “Athletico” (como a grafia da época), já válido pelo Paranaense de 1924.

O rubro-negro já havia entrado em campo antes, em um amistoso contra o extinto Universal, e venceu por 4-2. E no torneio início, costume que durou até meados dos anos 90, o Atlético já havia até derrotado o Coritiba, 2-0, em uma partida com menos de 90 minutos de duração – como eram os jogos dos torneios início.

Mas seria no domingo 18/05 que o Atlético faria seu primeiro jogo oficial. O adversário era o Campo Alegre, também extinto, cuja sede era no bairro do Cajuru.

O Atlético derrotou o Campo Alegre por 4-1, dando início a longa trajetória em Campeonatos Paranaenses. Naquele ano, acabou a competição em 5o lugar.

A campanha:

4-1 Campo Alegre
3-6 Coritiba
5-0 Paraná*
1-3 Palestra Itália
2-1 Britânia
1-2 Savóia
4-2 Universal

* O Paraná em questão não é o atual Paraná Clube e sim o extinto Paraná Sports Club, que deixaria de existir no ano seguinte: 

 

 

 

 

 

2) O fim dos jejuns

Depois de alternar conquistas com o Coritiba, disputando cabeça a cabeça a hegemonia do estado até a década de 50, o Atlético passou por dois períodos de largo jejum: 12 anos cada, entre 1958-70-82.

Parecia um castigo interminável para o povão rubro-negro. Após a conquista de 1958, quando já havia passado 9 anos desde a última conquista, o atleticano esperou 12 anos até ver novo título. E ele veio em 1970, com um time com Nilson Borges, Djalma Santos e Sicupira. E olha que o Furacão perdeu os três primeiros jogos do campeonato. Mas engrenou após um 6-2 no Cianorte e uma vitória por 1-0 no Atletiba 151. A taça viria após um 4-1 no extinto Seleto, em Paranaguá. Abaixo, a imagem de um dos gols do jogo, marcado por Sicupira, hoje comentarista na Rádio Banda B:

Mas o rubro-negro passaria uma das piores décadas da sua história, assistindo ao rival Coritiba chegar ao hexacampeonato e ainda levantar outras duas taças entre 1971 e 1979, tendo o ciclo interrompido só em 1977 pelo Grêmio Maringá. A agonia só passaria em 1982. Com um timaço formado por Roberto Costa, Nivaldo, Capitão, Washington e Assis, o Atlético ficou com o título de 1982 e papou também o bi, em 1983.

3) Despedida e volta para a Baixada (I)

A Baixada foi o primeiro estádio com arquibancadas no Paraná. Foi casa de todos os clubes do Estado por algum tempo, em algum momento na história. Mas o dono dela é o Atlético – e poucos clubes no Mundo são tão identificados com sua casa quanto o Furacão. Todo clube é mais forte em seu estádio, mas o atleticano crê que há uma magia em torno do “Caldeirão do Diabo”.

No entanto, isso não impediu o Atlético de trocar a velha Baixada pelo projeto de um Pinheirão para 200 mil pessoas, em 1985. A intenção era que o rubro-negro tivesse o seu Maracanã, o que nunca saiu do papel. Na despedida, título paranaense. O Atlético venceu o Londrina (com o tetracampeão mundial Zetti no gol) por 3-0 e foi tentar a sorte no Tarumã. O inesquecível narrador Lombardi Júnior descrevia assim um dos gols da última partida do Furacão em seu lar antes da mudança:

Entre 1986 e 1994 foram oito anos de Pinheirão. Mas o então presidente José Carlos Farinhaqui decidiu reformar a Baixada e trazer o Atlético de volta ao Caldeirão. Era a retomada do alçapão rubro-negro. Mas a reportagem abaixo conta melhor (e se eu não estou muito enganado, a voz do narrador é de Marcelo Ortiz, hoje na 98 FM):

Ricardo marcou o primeiro gol depois da volta a Baixada, que viu o então “craque” do time, João Carlos Cavalo, perder um pênalti um pouco antes. Cinco anos depois, o Atlético teria outra inauguração, desta vez de um conceito então inédito no país, a Arena da Baixada, idealizada por Mário Celso Petraglia. Hoje,o Atlético vive nova peregrinação, em nome de mais uma reforma em seu santuário. Mas essas são outras histórias.

4) O pênalti em Adriano

Um jogo recheado de emoção. O Atlético jogava seu título máximo: o Brasileirão de 2001, dentro de casa. Com melhor campanha, o São Caetano precisava de dois resultados iguais para ficar com a taça. Restava ao Furacão fazer valer o Caldeirão.

O Atlético saiu na frente, tomou a virada e voltou a mandar no jogo, 3-2. Mas era pouco. Seria difícil sustentar a vantagem em São Caetano do Sul.

Já aos 46 do segundo tempo, Adriano Gabiru invadiu a área em velocidade e foi derrubado. Pênalti.

O resto da história todos conhecem – mas Gil Rocha e Rogério Tavares, da RPCTV, contaram no vídeo abaixo:

5) Na decisão da América

Uma primeira fase irregular, classificando-se na sorte de ver o virtual classificado América de Cali perder para o já eliminado Libertad em casa, enquanto tomava 1-4 do Independiente Medellín na Arena; depois, a reação, despachando Cerro Porteño e o rival Santos, com quem disputou o Brasileirão 2004, nas fases eliminatórias.

O Atlético foi a surpresa nas semifinais da Libertadores 2005, com um time liderado por Diego, Marcão, Fabrício, Aloísio e Lima, e comandado por Antônio Lopes. Pela frente, os mexicanos do Chivas Guardalajara, que contavam com a torcida de São Paulo e River Plate, outros semifinalistas, que já se garantiriam no Mundial Interclubes se o clube mexicano se classificasse.

O Furacão atropelou. Destaque para o golaço de Fabrício, o terceiro:

No jogo seguinte, pressão mexicana e uma atuação de gala de Diego e Lima:

Na decisão o Atlético perderia para o São Paulo. Mas esse é outro papo.

Sintetizar 88 anos em cinco grandes momentos não é simples, mas a ideia era fugir do lugar comum. E você, que outros momentos recordaria? Comente abaixo!

Atlético Campeão Brasileiro 2001 – Especial Jogo Aberto Paraná

O dia 23/12 passou a ser o Natal de todo atleticano a partir de 2001. Na última sexta, o Jogo Aberto Paraná exibiu um especial em duas partes dos 10 anos do título brasileiro do clube. Confira o especial, em duas partes:

Rápidas e precisas

Dia longo e produtivo, mas só agora pude sentar pra atualizar o blog. Vamos então direto ao que interessa:

Atlético

1) Jadson

Tudo surgiu no Twitter e movimentou a comunidade rubro-negra: Jadson voltaria ao Atlético? Pois bem: noves fora o trâmite para trazê-lo, a sondagem houve e a resposta do jogador, há 7 anos na Ucrânia, foi positiva. Mas tem vários poréns. Vamos primeiro ao fato:

Mário Celso Petraglia é ex-presidente do Atlético e, ainda não oficialmente, candidato a voltar ao posto. Fez um convite público ao jogador para que volte a defender o Furacão no próximo ano. E recebeu como resposta um “gostaria de estar junto”. É notícia: um ex-diretor e candidato sonda um craque para vir, e este diz que pode topar.

Se é jogada eleitoreira ou se vai ser a grande contratação do Atlético em 2012, não me cabe julgar. Aliás, o blog (e os veículos no qual emito minha opinião/informação) não é apolítico, porque não sou acéfalo; mas é apartidário: aqui, o negócio é notícia. Cabe agora a você, leitor, refletir e a todos esperarmos e acompanharmos pra saber se foi blefe ou Petraglia está com o às na manga.

2) Festa dos 10 anos do título de 2001

A ser realizada no dia 8 de dezembro deste ano, com ou sem rebaixamento, a festa pode acabar esvaziada. Tudo porque muitos jogadores temem entrar no meio da disputa política do clube. A organização do evento faz questão de dizer que é uma festa atleticana, sem partidarismo. Ouvi de um jogador campeão brasileiro, o qual faço questão de preservar, duas coisas: que muitos pode cancelar a presença pela política; e que Petraglia teria procurado alguns para ter cargos na próxima gestão. Contrasenso? Veremos em seis dias.

Coritiba

Keirrison de volta ao Coxa em 2012? Pode ser. Tudo vai depender de uma conversa entre o empresário dele, Marcos Malaquias, e a diretoria do Coritiba. O que acontece é o seguinte: o jogador, que pertence ao Barcelona, teve uma lesão na perna direita em 2010 e não conseguiu mais recuperar-se a ponto de jogar o futebol que o destacou no próprio Coritiba. Rodou por clubes como Santos, Benfica e agora Cruzeiro, sem destaque. A idéia é trazê-lo a um ambiente familiar e beneficiar-se da estrutura médica do Coritiba. Conversando com um diretor do Coxa (sigilo de fonte), a postura foi clara: “Pode ser sim, mas o Coritiba não vai atrás dele. O Keirrison está num patamar de mercado europeu. Vamos deixar que nos procurem. Ele tem potencial.”

Outro que pode pintar no Alto da Glória ano que vem é o volante Júnior Urso, que está no Avaí e defendeu o Paraná neste ano. Urso confidenciou a amigos em Florianópolis que está certo com o Coxa, mas o clube nega a contratação até aqui.

Paraná

O Tricolor está tentando mobilizar os clubes do interior que estão na Série Prata do Estadual a reunirem-se em uma associação informal, para tentar vender patrocínio para o campeonato. Já recebeu sinal positivo de Grêmio Metropolitano, FC Cascavel (o do Beletti) e do Nacional, de Rolândia. A idéia é montar uma comissão que busque verba, ajudando os clubes a terem um motivo a mudar o campeonato de maio para fevereiro. Na terça-feira 6, os nove dirigentes do interior mais a diretoria paranista se reúnem na Sede Kennedy para discutir termos.

Chegou-se a comentar na cidade de que o Paraná estaria comprando o campeonato. Não procede. O que acontece é que o clube está fazendo as vezes da FPF, que deveria por si transformar seu produto em algo mais rentável. Como a preocupação paranista é maior do que a da federação, restou ao clube buscar alternativas, que passam pela mídia e empresários ligados ao Paraná.

Legalmente, a mudança na data de início do campeonato só é possível se houver unanimidade na decisão.

Particularmente, acredito que a FPF tem sim que defender todos os seus filiados. E o Paraná é um deles. Não se trata de mudar a data do campeonato para privilegiar o Tricolor e sim de uma busca para viabilizar a competição. Para se ter uma idéia, cada clube do interior absorve cerca de 15 a 20 mil reais de prejuízo por jogo, com raríssimas exceções (Londrina em 2011 foi uma delas), pois arcam com taxas de arbitragem, transporte, hospedagem, abertura e manutenção de estádios, etc. Caso o pool se forme e consiga convencer o mercado da validade da idéia, será um grande passo. Espera-se que a FPF, que já mudou rumos no caso Pinheirão, passe a ajudar os 10 clubes e não dificultar a tarefa de amenizar prejuízos na segundona local.

Do contrário, a diretoria paranista promete colocar um time de juniores na Série Prata e centrar esforços na Série B nacional.

Atletiba 348

Amanhã, ainda antes do jogo, prometo escrever algumas linhas sobre. Volte aqui, se puder!