Reportagens: Jogo Aberto Paraná – 19/07/2011

Operário

O técnico Amilton Oliveira pediu reforços logo após a primeira derrota do Fantasma na Série D. Confira e opine!

Band Corneta

A crise atleticana é o principal assunto nas ruas de Curitiba. Confira quadro com Kelly Pedrita!

O Jogo Aberto Paraná vai ao ar de segunda a sexta 12h30, na Band, para Curitiba, RMC, Ponta Grossa e Campos Gerais e Paranaguá e Litoral. Acompanhe!

Chuta que é macumba!

O colega de Jogo Aberto Paraná, Gerson DallStella, conta, em seu blog, uma história de macumba em Atletiba*. Leia um trecho abaixo e clique no link para conferir mais:

“(…) Domingo de Atlé-tiba, Couto Pereira lotado 52.000 pessoas, o 2º maior público em Atlé-tibas da história,(o 1º foi no dia 17 de Dezembro de 1978, com Manga no gol Coritiba vence nos penaltis) 1º de Maio dia do trabalho, viemos de uma concentração que havia começado na quinta-feira, muito truco, poker, estudo e pensamentos direto no clássico. (…) Em frente, algumas velas vermelhas e pretas, colocadas no poste esquerdo da trave. Bem, nem sei no que pensei, mas fiz exatamente como alguém me mandou fazer. “

*A grafia correta de Atletiba, sem partidarismo clubístico, é a junção do prefixo “Atle” com o sulfixo “tiba”, de Coritiba, cujo “t” não é maiúsculo na palavra. Assim como o correto é “Grenal” e não “Gre-Nal”; o mesmo não se aplica a outros clássicos regionais, como San-São (sulfixos nos dois casos, Santos e São Paulo) ou Fla-Flu.

Bruxo da bola lança a sorte atleticana

Sete derrotas em nove jogos, apenas dois gols marcados e a lanterna do Brasileirão. A fase do Atlético já passou do mau desempenho em campo: “Precisa trazer um pastor pra benzer aqui”, disse o meia Madson.

Com bom humor e misticismo, o Jogo Aberto Paraná de hoje recebeu o bruxo Chik Jeitoso para ver: existe algum sapo enterrado na Baixada? A idéia é, através da crítica bem humorada e caricata, trazer alguma luz ao debate atleticano.

Chik jogou as cartas e… bem, assista o vídeo, que passou de Antônio Lopes a Mário Petráglia, com a leitura mística do Bruxo mas futebolista do Brasil:

O Jogo Aberto Paraná vai ao ar de segunda a sexta, 12h30, na BandCuritiba.

Em tempo: A presença do bruxo Chik Jeitoso no programa não pretende ofender a nenhum posicionamento religioso e/ou político. Eu, particularmente, sou espírita e respeito católicos, umbandistas, evangélicos, ateus e qualquer posicionamento religioso que não ofenda a regra mais básica: “não faça ao próximo o que não gostaria que fizessem a você”. Ainda: o Jogo Aberto Paraná não tem posicionamento político na discussão eleitoral atleticana. O programa, no entanto, não abre mão de debater os temas que interessam o torcedor paranaense, sem se omitir. Respeitamos todas as correntes e achamos que, uma vez bem informados, os torcedores e sócios de cada clube devem decidir o melhor para si no foro correto: o próprio clube.

Que beleza de camisa! #2: Atlético de Madrid

Que tal levar uma dessas para os Colchoneros?

Terça-feira é dia de Que beleza de camisa aqui no blog! Hoje, quem ilustra o quadro é a bela Kelly Pedrita (siga: @kellypedrita), minha colega de Jogo Aberto Paraná. O time dela é o Atlético. Calma!, não é o time do coração dela (mistério que ninguém desvendou ainda) mas sim o time que ela encampa hoje: o Atlético de Madrid.

Que beleza de camisa!

#2 Club Atlético de Madrid S.A.D. (sociedad anônima deportiva)

Quem é? Tradicional clube espanhol, fundado em 26/04/1903.

Já ganhou o que? Campeão Mundial em 1974; Copa UEFA em 2009/10; 9x campeão espanhol.

Grande ídolo: Luis Aragonés, jogador nos anos 60/70 e técnico por diversas oportunidades. Com ele, venceu o Mundial Interclubes (técnico) e três títulos espanhóis (dois como jogador, um como técnico).

Apelido: Colchoneros (positivo) ou Índios (pejorativo)

Como anda? Comemorou recentemente a Copa UEFA, com o argentino Kun Aguero e o uruguaio Diego Forlán como destaque, mas perdeu as vagas na Champions League e na própria Copa UEFA ao ficar apenas em sétimo no nacional na temporada 2010/2011. Não vence o Campeonato Espanhol desde 1996.

Curiosidades: Foi fundado por torcedores do clube basco Athletic Bilbao, hoje um dos seus rivais, que residiam em Madrid. Mudou de nome três vezes: foi fundado como Athletic Club de Madrid; passou a se chamar Atlético Aviación de Madrid, durante o Governo Franco, que proibiu outra lingua que não o Castellano na Espanha; ao final do período franquista, em 1947, mudou o nome para Club Atlético de Madrid. É rival do Real Madrid, mas menos que o Barcelona, por conta também do período da Guerra Civil. Seu estádio é o Vicente Calderón, no bairro de Manzanares, local da classe operária madrilenha.

O Atlético de Madrid e o futebol paranaense: Em 1967 o Atlético de Madrid esteve no Couto Pereira, para um amistoso com o Coritiba. O time espanhol era o atual campeão de seu país e mesmo assim sucumbiu ao Coxa de Kruger e Walter: 3-2. A história desse jogo está bem contada nesse link, no ótimo blog do Luiz Carlos Betenheuser, que disponibilizou a foto dos ingressos daquele jogo:

Os midiáticos

O futebol paranaense recebe Renato Gaúcho. Figurinha carimbada no Rio, Renato vai conhecer agora Curitiba. Mas não será o primeiro técnico badalado a dirigir um clube paranaense.


Renato no Chacrinha: badalação é com ele mesmo

Vamos relembrar o Top 5 dos técnicos mais badalados que já passaram pela terrinha:

#5 – Mano Menezes

Mano Menezes já comeu pierogi em Irati

O atual técnico da Seleção abre a lista dos badalados embora não fosse técnico de ponta quando dirigiu o Iraty. Foi em 2003, quando o Azulão disputou a Série C do Brasileiro, como relembra esta matéria do Paraná OnLine. Pelo time paranaense, quatro derrotas, um empate e uma vitória. Mano deixou o Iraty sem deixar saudades nos torcedores do Azulão – ao menos pelos resultados em campo, porque, reza a lenda, era rei do churrasco. Do Iraty foi para o Guarany de Venâncio Aires e perambulou pelo interior gaúcho até chegar ao Grêmio, depois de destacar-se no Caxias. Da Batalha dos Aflitos à Seleção Brasileira, a história é conhecida.

#4 – Joel Santana

From the middle, to behind. Na tabela.

Outra figuraça nacional que passou por aqui, no Coritiba. Simpático e bem humorado, o carioca Joel Santana, rei do Rio e da Bahia, naufragou no Coxa. Chegou no Brasileirão 2001, para ajudar o time a sair das últimas posições. Acabou em um 17o lugar entre 28 equipes, em um ano tumultuado no Alto da Glória muito mais em função da conquista atleticana. E como tudo era problema, a prancheta de Joel não agradou. O técnico foi se desgastando, se manteve para o Paranaense e a Sul-Minas, mas uma goleada por 1-6 para o Paraná encerrou a passagem dele por aqui, sob os gritos de “Fica, Joel”. Por parte dos tricolores, é claro. Joel seguiu a vida, voltou a ganhar títulos no Rio e fazer bons trabalhos. Mas passou a ser um dos midiáticos após a passagem pela Seleção da África do Sul, com impecáveis entrevistas em inglês:

#3 – Felipão

"O Couto Pereira não me dá sorte..."

Felipão chegou ao Coxa em 1990, com o clube amargando a crise do rebaixamento na caneta em 1989, por ter levado WO contra o Santos, mesmo amparado por uma liminar. Ele ainda não era O Felipão – só viria a ser a partir do ano seguinte, quando conquistou a Copa do Brasil com o Criciúma. Dirigindo um time que tinha grandes nomes no papel, como o goleiro Mazaropi, os meias Norberto, Bonamigo e Tostão e os avantes Cuca, Chicão e Pachequinho, Felipão levou ferro do Juventude em Caxias (0-2), do Joinville em Santa Catarina (0-4) e de novo do Juventude, agora no Couto: 0-2. Ao final da partida contra o time de Caxias, sua terra de residência, aproveitou o embalo e voltou para o Sul de carona no ônibus do Ju. Felipão viria a superar com maestria sua péssima campanha no Coxa (que renderia uma Série C não fosse uma nova virada de mesa da CBF) ao conquistar Brasileiro, Libertadores, Copa do Brasil e a Copa do Mundo com a Seleção. Mas depois do último encontro dele com o Couto Pereira, deve ter coceiras ao ouvir o nome do estádio.

#2 – Wanderlei Luxemburgo

Luxa acabou largando o "pojeto" na metade

Cinco vitórias, cinco empates, cinco derrotas. Mais regular, impossível. Esse foi Wanderley Luxemburgo no Paraná Clube, em 1995, a contratação de treinador mais badalada da história do futebol paranaense (até a #1, logo abaixo, chegar). Luxa causou alvoroço na mídia local. Chamou a atenção do Brasil para o Paraná Clube, então único representante do Estado na Série A. Começou bem, no Brasileiro, com um time que tinha Régis, Paulo Miranda, Ricardinho e outros, e estava no meio do trajeto do Penta estadual. Mas começou a cair e via se aproximar nova demissão – havia saído do Flamengo após o Estadual, quando perdeu o título para o Fluminense de Renato Gaúcho no ano do centenário, com o famoso gol de barriga. Luxa foi salvo por uma proposta do Palmeiras, para montar o timaço da Parmalat que detinha o recorde nacional de vitórias seguidas até esse ano, quando foi superado pelo Coxa. Veja mais de Luxa no Tricolor no vídeo abaixo, da Globo.com:

#1 – Lothar Matthaus

O Alemão e a polêmica foto de US$ 1 milhão

Ninguém causou mais impacto no futebol paranaense que o Atlético ao trazer o capitão do tricampeonato da Alemanha, Lothar Matthaus, para o comando técnico. O alvoroço foi mundial. Nem Matthaus era um treinador tão conhecido (embora, como jogador, fosse um Zico alemão, só atrás do Pelé Beckenbauer), nem o Atlético ou algum paranaense havia sido tão midiático. Matthaus causou alvoroço na chegada, na passagem e na saída. Havia quem duvidasse do rendimento daquela equipe, em 2006, quando ele chegou. Passado o susto, vieram os métodos de treinamento europeus e as entrevistas com tradutor. O time até rendeu: seis vitórias e dois empates, entre Paranaense e Copa do Brasil, nos dois meses por aqui. Mas a foto ao lado – e supostas aventuras extra-conjugais – tiraram o Alemão do Furacão. Se houve affair ou não, não se sabe (ou se comenta); o que é fato é que a então esposa de Matthaus, Marijana (a 3a das 4) exigiu a volta dele, sob pena de um contrato de US$ 1 milhão ser executado no divórcio. Matthaus deixou um carro top de linha da Wolksvagem, quase zero kilômetro, com as chaves no contato no Aeroporto Afonso Pena; e uma conta de celular de mais de R$ 3 mil. Anos mais tarde, disse ter se arrependido de deixar o comando atleticano intempestivamente.

Menção honrosa

Todos os técnicos acima são midiáticos, de grande exposição na imprensa nacional/mundial. Nenhum, no entanto, fez o caminho inverso. A exceção é Nuno Leal Maia, técnico do Londrina em 1995. Melhor que a história, é apresentar um grande momento dele como ator – função que, convenhamos, ele vai muito melhor:

Que beleza de camisa! #1 River Plate

É ou não um tesão essa camisa?

Aproveito a quarta sem jogos dos paranenses para dar início a seção “Que beleza de camisa!”, na qual contarei a história de um clube desses milhões do Mundo, atráves de uma camisa. A de hoje, usada pela Carol Boa de Bola (siga: @carolboadebola) é a do Club Atlético River Plate, que foi destaque na última semana pelo rebaixamento à 2a divisão argentina. Vamos lá? Aproveite os comentários para sugerir pedidos. A coleção é vasta – mas não tem tudo, já alerto.

Que beleza de camisa!

#1 Club Atlético River Plate

Quem é? Tradicional clube argentino, fundado em 25/05/1901.

Já ganhou o que? Campeão Mundial em 1987; Bi da Libertadores: 1986 e 1996; 34x campeão argentino.

Grande ídolo: Daniel Passarella, jogador nos anos 70; atualmente, é presidente do River

Apelido: Millionarios (positivo) ou Gallinas (pejorativo)

Como anda? Passa por uma crise histórica: acaba de ser rebaixado para a segunda divisão argentina pela primeira vez na história, após 3 anos de más campanhas. Na Argentina, o rebaixamento se dá por uma média de pontos anual. E se o time não for um dos dois piores na média, ainda disputa uma repescagem. O River disputou e perdeu para o pequeno Belgrano (0-2, 1-1) a vaga na primeira divisão para 2011/12. Virou notícia mundial após o quebra-quebra no jogo do rebaixamento.

Curiosidades: É o grande rival do Boca Jrs., time que dominou a América no início dos anos 2000. Possui a 2a maior torcida da Argentina. Está sediado no bairro de Belgrano, em Buenos Aires – curiosamente, o nome do bairro é o mesmo do time que o derrubou, que é sediado em Córdoba, no interior. É dono do estádio Monumental de Nuñez, sede da final da Copa 78 e da Copa América deste ano.

O River e o futebol paranaense: O único time local a enfrentar o River foi o Atlético. Aconteceu na Sulamericana/06. Com uma vitória em Buenos Aires (1-0) e um empate em Curitiba (2-2) o Rubro-Negro avançou de fase na competição. Acabaria com o 3o lugar. O gol do jogo de ida foi do atual coxa-branca Marcos Aurélio e está no vídeo abaixo:

Reportagem: Band cobre a sua pelada

Já conhece o quadro do Jogo Aberto Paraná, “Band cobre a sua pelada”? A equipe do programa vai até o seu jogo e acompanha os melhores momentos. Como normalmente não têm melhores momentos, escolhemos os piores e vai isso aqui pro ar, ó:

Assista o programa, todos os dias, 12h30, na Band Curitiba (canais: 2 analógico ou 38 digital aberto, 302 Sky, 2 NET e 2 TVA) e saiba como participar!