Intertemporada do Cruzeiro é impulso para liga de Pelé nos EUA

Marcos Senna com a camisa do Cosmos: liga de Pelé quer recuperar espaço

O Cruzeiro fará três amistosos nos EUA durante a Copa das Confederações. Os treinamentos acontecerão no Complexo ESPN Wide World of Sports, dentro do Walt Disney World Resort, em Orlando, na Flórida. A Raposa fará um jogo-treino contra o Fluminense e dois jogos com uniformes: contra Fort Lauderdale Strikers-EUA e Monarcas Morelia-MEX. Para o Cruzeiro, uma chance de melhorar entrosamento para a sequencia do Brasileirão; para o Lauderdale, uma oportunidade de resgatar um espaço ocupado pelos clubes da MLS.

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O Fort Lauderdale é um clube da NASL, a National American Soccer League. A “Liga do Pelé”, por assim dizer, nos EUA. O Rei do Futebol encerrou a carreira no NY Cosmos, clube que ficou inativo desde 1984. Fundada em 1971, é a equipe mais conhecida do futebol nos Estados Unidos – incluindo os times da MLS, a Major League Soccer – e voltou ao cenário em 2011. Participa da NASL nesta temporada.

A NASL foi, durante muito tempo, a liga oficial do futebol norte-americano. Entre 1968 e 1984, 67 equipes disputaram esse campeonato, sendo que o Tampa Bay Rowdies foi o maior campeão, com 3 títulos (e 2 vices). O Cosmos de Pelé e Beckenbauer, entre outros, nunca passou de um vice-campeonato. O torneio foi extinto em 1985, ano em que não foi realizado. Em 1990, a Fifa anunciou que os EUA receberiam a Copa do Mundo de 1994. Já eram cinco anos sem futebol profissional com uma liga forte no país. Dois anos depois, em 1996, surgiu a MLS, com clubes americanos e canadenses.

Alguns empresários, descontentes com a condução da MLS, resolveram, em 2010, fundar a USSF, uma espécie de 2a divisão do futebol nos EUA. A competição reuniu 12 equipes de EUA, Canadá e Porto Rico, de onde saiu o campeão, o Puerto Rico Islanders. No entanto não houve acordo para acesso e descenso com a MLS, que cobra um valor para que uma franquia entre no seu campeonato, assim como na NFL e NBA, as ligas de futebol americano e basquete. Então houve o rompimento e os clubes da USSF extinguiram o campeonato para resgatar a NASL.

Usando-se da marca de Pelé, do francês Eric Cantoná e do americano Coby Jones, os clubes da NASL reativaram a liga com um formato mais habitual do público latino – principal consumidor do futebol nos EUA – um torneio “Spring” (primavera) e outro “Fall” (outono), como os Apertura e Clausura da Liga Mexicana. O Cosmos, que trouxe Marcos Senna, entre eles. Para o Fort Lauderdale Strikers, fundado em 2006, é a oportunidade de desbravar mercado.

O clube chamou-se Miami FC por um tempo e chegou a contratar Romário, que, lesionado, acabou não jogando nenhuma partida nos EUA. É administrado pela Traffic, que ainda tem jogadores no Estoril, de Portugal, e no paulista Desportivo Brasil. A partida contra o Cruzeiro está sendo promovida na TV nos EUA com o vídeo abaixo, em versões em inglês e português:

*Colaborou o jornalista Vinícius Dias

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Barcelona é campeão… estadual

Time de Tito Villanova quebrou jejum de seis anos (Foto: FC Barcelona)

As ruas de Barcelona estão tomadas! É festa por toda a noite na Catalunha: o Barça é o campeão… estadual. Bem, talvez a festa não tenha sido tão grande assim, mas certamente houve, após a vitória nos pênaltis ontem, dia 29/05, sobre o rival Espanyol e o fim de um jejum de seis anos sem vencer a Copa Catalunya, uma espécie de campeonato estadual da região.

Talvez a principal notícia não seja o título do Barça, que atuou com Piqué, Xavi e os brasileiros Adriano (ex-Coritiba) e Rafinha, um paulistano de 20 anos que deixou o país aos 16 para a base barcelonista. Talvez o que lhe chame mais a atenção seja a existência de um campeonato estadual na Espanha.

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Conhecendo a rivalidade e o orgulho catalão, não é de se estranhar que a região tenha seu próprio torneio. A Copa Catalunya abrigou nesta temporada 73 clubes, que jogaram oito fases eliminatórias desde junho de 2012 até que dois chegassem às semifinais. Dois, porque nas semis já estavam Barcelona e Espanyol. Estes clubes estão divididos entre as cinco divisões nacionais da Espanha (Primeira, Segunda, Segunda B com 4 grupos, Terceira com 18 grupos e as divisões regionais, que são 21). Todas regiões têm seu próprio torneio.

O Barcelona jogou toda a competição com seu time B e são raros os registros estatísticos deste torneio. Uma das curiosidades é que as equipes podem fazer até sete substituições durante os jogos. Na semi, o Barça passou pelo Gymnàstic, clube que tem como maior destaque uma participação na primeira divisão em 2006/07, quando teve o atacante Gil (aquele, da lei). O Espanyol eliminou o Llagostera, equipe fundada em 1947 mas que reativou-se em 2003 e desde então só vem crescendo. Hoje está na 2a Divisão, próxima de subir para a Segundona que dá acesso à Liga principal.

Fato é que Barça e Espanyol fizeram um jogo disputado, com direito a expulsões e título decidido nos pênaltis. O título deixou o Barça como o maior campeão deste “estadual”, com sete títulos (nove vices) contra seis do Espanyol –  que perdeu sete finais. O terceiro maior campeão da região é o Gymnàstic, com duas conquistas.

A Liga Espanhola tem ainda uma rodada pendente, no próximo final de semana. O estadualzinho catalão não compromete as rodadas dos principais torneios, mantém as duas equipes de ponta (por critérios técnicos) como participantes de destaque e dá calendário anual aos times menores. Mantém a rivalidade local viva, uma vez que o Barcelona não tem o Espanyol como grande rival nos principais torneios que disputa e ainda revela jogadores para os clubes  – anote aí os nomes de Rafinha e do argentino Sergio Araújo.

Parece um bom formato, não, Brasil?

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Portugal contra Béla Guttmann

Béla Guttmann já deve ter até reencarnado (pra quem acredita), mas caso não, ele esteve hoje em Amsterdã, com a camisa 2 do Chelsea, atendendo pelo nome de Ivanovic. Se você não acredita em reencarnação, acredite ao menos que a maldição do hungaro falecido em 1981 existe.

Béla Guttmann e as filhas únicas do Benfica

Não que o Chelsea não tenha merecido o título, longe disso. Mas os requintes de crueldade que impediram a conquista do Benfica na Liga Europa, em jogo que o Terra transmitiu ao vivo para todo o Brasil, tem a marca de Guttmann. Para quem não conhece a história, segue: Béla Guttmann era o técnico do Benfica bicampeão da Champions League em 1961 e 1962, que contava com Eusébio no elenco, entre outros astros encarnados. Ao final da temporada vitoriosa, soube que seu contrato não seria mais renovado após pedir um aumento salarial. Praguejou: “Nem daqui a cem anos uma equipa portuguesa será bicampeã europeia e o Benfica jamais ganhará uma Taça dos Campeões sem mim.”

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Guttmann seguiu sua carreira, tendo comandado outras grandes equipes, entre elas o rival FC Porto, o Milan da Itália, o Hónved, da Hungria (com Puskás no elenco), o Peñarol do Uruguai e até o São Paulo FC, por quem foi campeão paulista em 1957. Mas a maldição persistiu. 

O Benfica, com o esquadrão comandado por Eusébio, chegaria a outras decisões européias ainda naquela década. Além destas, chegaria em outras ao longo da história. Mas nunca mais seria campeão. Foi vice da Champions em 1962/63 (Milan), 1964/65 (Internazionale), 1967/68 (Manchester United), 1987/88 (PSV Eindhoven), 1989/90 (Milan) e vice da Copa UEFA em 1982/83 perdendo o título para o Anderlecht, da Bélgica, antes da final de hoje.

O já falecido técnico hungaro não conseguiu extender sua maldição ao FC Porto, embora tenha praguejado contra todo Portugal. Os rivais dos encarnados levaram a taça da UCL em duas ocasiões (1986/87 e 2003/04) e da Liga Europa em outras duas (2002/03 e 2010/11). Mas na Luz, em Lisboa, Guttmann segue fazendo sombra, especialmente em uma semana em que o clube lisboeta pode ter perdido dois títulos com gols no último minuto.

Seria muito simplista, lógico, atribuir a isso o título deste Chelsea poderoso – que, diga-se, não jogou tão bem na final – que levantou a Champions League e a Liga Europa em sequencia nos últimos dois anos. Seria muito cruel dizer que a boa jogada de Fernando Torres e a movimentação certeira e cabeçada precisa de Ivanovic só aconteceram por conta da maldição de Guttmann. Não. São frutos do investimento de Roman Abramovich, que pegou o tradicional time londrino e mudou o status quo do clube, de médio inglês a grande europeu. E que deve crescer ainda mais nos próximos anos por conta do seguido investimento financeiro, especialmente se confirmar a contratação do técnico português José Mourinho.

Um técnico português com o Chelsea fazendo o mesmo investimento que o Benfica não quis fazer há 51 anos. Talvez, mesmo no além mundo, seja hora dos benfiquistas tentarem dar um aumento a Guttmann, antes que a fila aumente ainda mais.

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Sem refresco para Mourinho

Divertida a ação de marketing dos refrigerantes Pepsi em Buenos Aires, durante uma palestra do novo técnico do Bayern de Munique, o ex-barcelonista Pep Guardiola.

Usando da ironia e do trocadilho com o apelido de Josep, a marca provocou a rivalidade entre os treinadores, que durante três anos rivalizaram-se no duelo eterno entre Barcelona e Real Madrid. Veja um dos anúncios:

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Grandes “traíras” do futebol brasileiro

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Mourinho deve trocar o Real pelo Chelsea ao final da temporada, embora ainda negue os rumores. Já Guardiola terá a responsabilidade de, no mínimo, manter o alto nível apresentado pelo Bayern nas últimas quatro temporadas, quando chegou a três finais de Liga dos Campeões (incluindo 2012/13).

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Grandes “traíras” do futebol brasileiro

Nessa semana três “traíras” sacudiram o futebol mundial. Van Persie, guardou três no jogo decisivo do Manchester United contra o Aston Villa, levantando a taça do Inglês pela primeira vez, na primeira temporada do holandês nos Red Devils depois de sete anos no Arsenal. E Mario Götze não tirou o pé e ajudou Lewandowski a brilhar contra o Real Madrid, um dia depois do anúncio da transferência dos dois para o grande rival do Borussia Dortmund, o Bayern de Munique – que pode ser adversário na decisão da Champions.

E no Brasil? Quantos “traíras” já brilharam no rival? O Blog preparou uma seleção de 11 grandes viras-casacas no futebol brasileiro.

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Atlético jogará Brasileirão nas casas do Paraná

Goleiro: Rafael Cammarota

Rafael e seu bigode texano

O primeiro “traíra” escalado é Rafael Cammarota. Bicampeão paranaense pelo Atlético em 1982/83, no memorável time de Assis e Washington, o goleiro disputava posição com Roberto Costa no Furacão. Fez parte da campanha semifinalista do Brasileirão em 1983, quando podia ter sido campeão brasileiro com o Rubro-Negro. Não foi e virou a casaca para conquistar o maior feito do Coritiba, rival atleticano: o título brasileiro de 1985. Rafael fez história no Coxa, sendo decisivo em vários jogos, em especial na semifinal com o Atlético-MG. Voltaria ao Atlético para ser campeão paranaense – na reserva – em 1990.

Lateral-direito: Nelinho

"Traíra", mas querido pelas duas grandes torcidas mineiras

O lateral que conseguiu chutar a bola pra fora do Mineirão, tamanha a força do chute, também tem no currículo a troca de camisas entre rivais. Carioca, Nelinho chegou ao Cruzeiro nos anos 70 e esteve no memorável time celeste campeão da Copa Libertadores de 1976. Entre uma Copa do Mundo e outra pela Seleção, passou a defender o Galo, pelo qual levantou seis canecos mineiros – todos contra o Cruzeiro.

Zagueiros: Mauro Galvão e Edinho Baiano

Gaúcho normalmente é Inter ou Grêmio; Mauro Galvão foi os dois

Revelado pelo Inter, foi campeão brasileiro invicto com apenas 18 anos em 1979, além de ganhar um tetracampeonato gaúcho. Chamou a atenção o suficiente para defender a Seleção Brasileira nas Olimpíadas de 1984 e Copa 1986. Natural de Porto Alegre, resolveu tentar a vida no Rio de Janeiro, onde defendeu Bangu, Botafogo e Vasco. Rodou também pela Suíça até virar a casaca: em 1996, voltou ao Rio Grande, agora para defender o Grêmio. O rival do time que o revelou é também – segundo atribuem – o time de infância de Galvão, que conseguiu ser campeão brasileiro e da Copa do Brasil pelo Tricolor.

Edinho Baiano: "poligâmico" e multicampeão

Edinho Baiano não chegou à Seleção, mas fez parte do supertime do Palmeiras-Parmalat nos anos 90. Deixou a capital paulista para encontrar seu grande amor: o Paraná. Não o Paraná Clube somente, mas todos os times de Curitiba. Edinho Foi tetracampeão paranaense pelo Tricolor, quando fez a primeira troca: deixou o Paraná e foi para a Baixada. Pelo Furacão, foi campeão estadual em 1998, acabando com um jejum de 8 anos. Foi para o Japão, faturar alguns dólares, mas a saudade dos paranaenses apertou e voltou para o Coritiba, em 2002, por quem foi campeão paranaense no ano seguinte. Pra não desagradar ninguém, ainda defendeu o Londrina – mas não levantou taça pelo Tubarão.

Lateral-esquerdo: Roberto Carlos

Um santista bem palmeirense que gosta do Corinthians

Dizem que o time de infância dele era o Santos. Mas depois de aparecer bem no União São João, o lateral Roberto Carlos (lembre-se do sotaque da bela italiana do comercial nos anos 90…) foi ser palmeirense. Viveu tempos áureos no clube, com um bicampeonato brasileiro e outro paulista. Rodou o Mundo, entre Internazionale, Real Madrid e Fenerbahçe e voltou para fazer parte da retomada corintiana. O projeto de internacionalização Timão, com ele e Ronaldo, fez alguns palmeirenses torcerem o nariz, enquanto era bem recebido no Corinthians. No final, após a eliminação na Libertadores 2011, acabou deixando o clube depois de supostas ameaças de torcedores.

Volante: Tinga

"Tinga, teu povo te ama!" - mas qual deles?

Apelidado Tinga por ser do Bairro Restinga, em Porto Alegre, Paulo Cesar Fonseca do Nascimento já ouviu até cantarem samba-enredo para ele nos estádios gaúchos. Mas é mais um na lista dos “traíras”. Começou no Grêmio em 1997 e conquistou duas Copas do Brasil (97/01) até deixar o Brasil para defender o Sporting de Portugal. Ao voltar, deixou o Tricolor de lado e foi ser Colorado – muitos dizem que é seu clube de infância – ganhando o título da Libertadores 2006 pelo Inter. Poderia ter ganho também um Brasileirão, mas parou num erro do árbitro Márcio Rezende de Freitas, que não deu um pênalti claríssimo em cima dele em um jogo decisivo com o Corinthians.

Meias: Paulo Henrique Ganso e Carlinhos Bala

Ganso é Paulo e São Paulo, mas têm outros santos na parada

PH Ganso era o grande amigo de Neymar. Juntos, aprontavam nos gramados do Brasil numa lua-de-mel que parecia não ter fim. Foram campeões da Libertadores 2011, Copa do Brasil 2010, Tri Paulista… quem poderia imaginar que esse triangulo amoroso iria acabar em rivalidade? Pois Ganso se machucou e passou apenas a ver o antigo parceiro brilhar. Se continuaram amigos fora de campo, dentro dele, Ganso optou por sair da sombra de Neymar e foi para o São Paulo. No primeiro encontro, ganhou moedas e aumentou sua coleção de palavrões. Mas, passado um tempo, já até tem título pelo Tricolor: a Copa Sul-Americana 2012.

Um Don Juan da bola

Carlinhos Bala começou (e terminou) sua odisséia pelos três grandes de Pernambuco no Santa Cruz, em 1999. Embora ainda esteja em atividade, o Don Juan do Recife futebolístico não deve voltar a vestir nenhuma das três camisas que usou, beijou e deixou boas lembranças e muitas polêmicas. Quatro vezes campeão pernambucano (2 pelo Santa, 2 pelo Sport), rodou pelo Recife todo entre algumas saídas. A de maior destaque, no Cruzeiro em 2006. Anote bem a trajetória de Bala no Recife: começou no Santa, foi emprestado ao Náutico, voltou ao Santa, saiu de Recife, voltou para o Sport, foi para o Náutico em seguida, saiu de Recife, voltou ao Sport, deixou a cidade novamente e voltou para o Santa Cruz. Ufa!

Atacantes: Reinaldo, Tuta e Emerson Sheik

"Foi só um lance... não teve amor...", dizem depois do flagrante

Haverá quem considere injustiça colocar o Rei Reinaldo na lista dos “traíras”. Mas serão os mesmos que jamais vestiram a camisa do Cruzeiro, como a foto acima mostra. Reinaldo é quase Deus no Galo, sendo o maior artilheiro da história do clube, com 255 gols (contando só o profissional). Foi sete vezes campeão mineiro e duas vezes vice-brasileiro. Saiu do Galo para rápidas passagens por Palmeiras e Rio Negro. Até que retornou à Minas… defender o Cruzeiro. Foram apenas dois jogos e nenhum gol – já estava machucado seriamente, o que abreviou a carreira dele aos 31 anos. Reinaldo estava sem clube e contou em entrevista no ano passado que “foi uma honra e um desafio”, lamentando apenas não estar em melhores condições na época. 

Tuta alegrou e calou atleticanos e coxas-brancas

Tuta defendeu 22 clubes em sua carreira com 18 títulos, mas foi em Curitiba que virou referência e até propaganda. Campeão paranaense em 1998 contra o Coritiba, encerrando um jejum do Atlético desde 1990, com direito a artilharia do campeonato, Tuta caiu nas graças dos atleticanos e foi para o Venezia, da Itália. Lá, viveu uma história incomum, ao fazer um gol em uma partida contra o Bari, quando foi repreendido pelos próprios colegas, que possivelmente tinham outros interesses. Girou por Vitória, Flamengo, Palmeiras e Coréia até voltar à Curitiba. Foi campeão paranaense novamente, desta vez em papéis inversos: pelo Coxa contra o Furacão. Num jogo de superação, o Coritiba segurou o poderoso Atlético de Jadson, Washington e Dagoberto com um 3-3, com dois gols dele. Na comemoração, fez o gesto acima, que ganhou outdoors na cidade em campanha de marketing do Coxa.

Sheik pode até amar o Fla, mas curtiu legal com o Flu

Emerson Sheik é Flamengo declarado, mas isso não o impediu de pular a cerca e ganhar o Brasileirão pelo Fluminense. Campeão Brasileiro pelo Rubro-Negro em 2009, ficou pouco tempo no clube de infância, por questões financeiras. Depois de uma rápida volta ao Catar (a origem do apelido), em 2010 passou a defender o Fluminense. Foi dele o gol do título brasileiro e a lua-de-mel com os tricolores era infindável. Mas acabou na Libertadores 2011, quando foi flagrado cantando uma música da torcida do Fla no ônibus do Flu, a caminho do jogo com o Argentinos Jrs. Dispensado, foi acolhido no Corinthians – que preferiu nem saber do passado dele no São Paulo, onde começou a carreira…

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Gols: resumo da rodada européia de 06 a 17/01

Os campeonatos estaduais ainda não começaram no Brasil, mas na Europa a bola quase não parou de rolar. E no início do ano, dois grandes clássicos e jogos emocionantes, que tive oportunidade de transmitir pelo Terra.

Veja os gols de jogos como Juventus x Milan e Benfica x Porto clicando nas imagens abaixo:

Campeonato Português

06/01 – Estoril 1-3 Benfica

Clique nas imagens para conferir os lances!

O Benfica visitou o Estoril e venceu com facilidade na véspera do clássico com o Porto. Em campo, muitos brasileiros, incluindo o ex-atleticano Evandro (pelo Estoril), o ex-coxa Artur e o ex-paranista Lima, que marcou um dos gols dos encarnados.

13/01 – Benfica 2-2 Porto

Clique na imagem e veja os gols!

Um dos grandes jogos da temporada – ainda que, para nós, brasileiros, ela só esteja começando. Encarnados e Dragões fizeram 16 minutos de cinema no Estádio da Luz, num início de partida avassalador. Depois, muita tensão e chances desperdiçadas entre as equipes que disputam gol a gol a liderança do Português. Assista que vale a pena!

Copa da Itália

09/01 – Juventus 2-1 Milan

Clique na imagem para ver os gols!

Um dos maiores clássicos do futebol mundial, que valia vaga nas semifinais, em partida única. Todos os ingredientes para um grande jogo. E não deu outra: muita emoção e vaga decidida só na prorrogação, com direito a virada.

16/01 – Fiorentina 0-1 Roma

Clique para ver os melhores momentos do jogo!

Um jogo eletrizante, do início ao fim, valendo vaga nas semifinais da Copa da Itália. Fiorentina e Roma mereciam, pelo esforço e raça demonstradas, classificarem-se juntas. Mas como só um passa, melhor para a Roma, que venceu apenas na prorrogação, para azar do ex-goleiro da Seleção e do Atlético, Neto.

O Terra tem transmitido, ao vivo e de graça para todo o Brasil, os seguintes campeonatos: Alemão, Português, Russo, Ucraniano, Grego e ainda a Copa da Itália e a Liga Europa. Acompanhe conosco!

Gols pela Europa: veja e não fique sem futebol nas férias!

Muita gente reclamando que está sem ver futebol nas férias do futebol brasileiro. Pois na Europa a bola segue rolando (ok, é a última semana, mas ainda tem). Terça e quarta, tem Coppa Itália no Terra, ao vivo e grátis. Estarei em Napoli x Bologna, quarta (19), às 18h.

Até lá, você pode curtir alguns gols dos jogos que o Terra transmitiu nos campos da Europa nos últimos dias. Basta clicar nas imagens!

Liga Europa

A fase de grupos se encerrou, na quinta (20), ao vivo no Terra, teremos o sorteio dos confrontos eliminatórios entre as 32 equipes (24 da Liga + 8 da UCL) que vão no mata-mata em ida e volta até a decisão, em jogo único, em Amsterdã, na Holanda, em maio de 2013.

22/11 – Rubin Kazan 3-0 Internazionale

O venezuelano Rondón foi o destaque do Rubin Kazan que detonou a Inter, 3-0, e ficou com a liderança do Grupo H, jogando a equipe italiana para o pote dos segundos colocados no sorteio, podendo encarar os melhores times da Liga Europa e da UCL, já no mata-mata.

22/11 – Olympique 0-1 Fenerbahçe

Gol de bicicleta é sempre bom de ver. Este foi Bekir Irtegun, para o Fener, dando a liderança do Grupo C e uma das melhores campanhas da fase de grupos ao time turco.

06/12 – Napoli 1-3 PSV

Já eliminado, o PSV aprontou pra cima do Napoli na Itália. De virada, um 1-3 com autoridade, deixando os torcedores holandeses com a sensação de que o time poderia ter avançado na Liga Europa.

06/12 – Maribor 1-4 Lazio

Floccari marcou um golaço na goleada da Lazio sobre o Maribor pelo Grupo J, depois de passar por 3 jogadores, batendo no ângulo. Vale a clicada!

Bundesliga – Campeonato Alemão

24/11 – Bayern 5-0 Hannover

Mais um de bicicleta, este de Javi Martinez, em mais uma goleada do Bayern München, esta sobre o Hannover 96. Os Bávaros sobram na Bundesliga e foram os campeões de inverno (1o turno).

01/12 – Schalke 1-1 Borussia Monchengladbach

Igor de Camargo é o camisa 10 do Borussia Monchengladbach, brasileiro naturalizado belga que marcou no empate fora de casa contra o Schalke 04. Um dos maus resultados dos Royal Blues no final do primeiro turno alemão.

02/12 – Wolfsburg 1-1 Hamburgo

O ex-santista Diego é o líder da reação do Wolfsburg no Campeonato Alemão. A equipe estava ameaçada de rebaixamento, mas já abriu 7 pontos da ZR. Contra o Hamburgo, porém, ficou apenas no 1-1.

08/12 – Augsburg 0-2 Bayern

Se esperava uma goleada bávara no encontro entre o líder disparado Bayern e o vice-lanterna Augsburg. Mas não foi bem assim. Com dificuldades e contando com um gol de Mário Gomez, que saiu do banco e marcou no 1o lance que participou, o Bayern ficou nos módicos 2-0, fora de casa.

09/12 – Hannover 3-2 Bayer Leverkusen

Na perseguição ao líder Bayern, o vice-líder Bayer Leverkusen precisava vencer o Hannover fora de casa. Até saiu na frente, mas não sustentou a vitória. No vídeo, apenas o primeiro gol do jogo.

15/12 – Schalke 1-3 Freiburg

Em casa, o Schalke 04 completou a sexta partida sem vencer, com 4 derrotas. Pior para o técnico Huub Stevens, demitido; melhor para o Freiburg, que entrou na área de classificação para a Liga Europa.

Coppa Itália

11/12 – Roma 3-0 Atalanta

Novidade nas transmissões do Terra, a Coppa Italia – ou Copa da Itália – chegou a fase de oitavas de final com duelos únicos. E a Roma, maior campeã do torneio, despachou a Atalanta do goleiro Consigli, que falhou feio em duas oportunidades. Assista!

Campeonato Português

10/12 – Sporting 1-3 Benfica

No clássico lisboeta, o Sporting até saiu na frente, mas viu o paraguaio Oscar Cardozo brilhar e deixar o Benfica na liderança. De quebra, os Encarnados afundaram o rival, que está só 2 pontos acima da zona de rebaixamento.

Campeonato Ucraniano

23/11 – Chornomorets 2-0 Kryvbas

Sim, eu tive o privilégio de narrar Chornomorets x Kryvbas. Vale a clicada.

Campeonato Russo

30/11 – Spartak Moscow 2-4 Zenit

Hulk, com uma patada de fora da área, abriu o placar no clássico russo, vencido pelo Zenit na casa do Spartak. A competição volta somente em março, em função da neve e do frio na região.