Eliminação da Espanha é a quinta de um campeão, a 2a no Brasil

Senegal abre o placar contra a então campeã França: adeus prematuro

O vexame da Espanha, campeã mundial em 2010, ao ser eliminada já na primeira fase (e com apenas dois dos três jogos!) não é inédito, nem mesmo nos Mundiais realizados no Brasil. O fim do ciclo campeão com fiasco na copa seguinte já foi experimentado por outras quatro seleções, incluindo a Seleção Brasileira.

A primeira seleção a não defender o título corretamente foi o Uruguai. No entanto a razão foi política: campeã em 1930, a Celeste se recusou a viajar até a Itália, que seria campeã, para defender o título. Em campo, porém, quem mais vezes deu fiasco foi a própria Itália.

Bicampeã entre 1934 e 1938, a seleção azzurra caiu na primeira fase em 1950. O regulamento era diferente, mas, no triangular inicial os italianos foram eliminados no grupo com Suécia e Paraguai. Perdeu para a Suécia (2-3) e venceu o Paraguai (2-0), mas os suecos empataram (2-2) com os paraguaios e avançaram. O Uruguai venceria a Copa e igualaria o placar geral contra os próprios italianos em 2 a 2.

Dezesseis anos depois, um campeão voltaria a dar vexame.

Eusébio ajudou a despachar o Brasil já na primeira fase na Inglaterra

O bicampeão Brasil (1958 e 62) fracassaria na tentativa do (ainda) inédito tri consecutivo em campos ingleses. Mesmo estreando bem, ao vencer a Bulgária (2-0), o time brasileiro perdeu pra Hungria (1-3) e Portugal (1-3) e voltou mais cedo pra casa. A taça seria dos donos da casa.

O século virou e a geração de Zidane, que venceu Eurocopa, Confederações e Mundial entre 1998 e 2001, fez da França a surpresa negativa no Mundial de 2002. Derrotas para Senegal (0-1) e Dinamarca (0-2) e empate com o também eliminado Uruguai (0-0) fizeram com que os franceses deixassem Japão e Coréia mais cedo. No fim, festa brasileira.

A eliminação da Espanha no Brasil em 2014 é a segunda consecutiva de um campeão em Copas. O Brasil realmente não faz bem aos atuais campeões. Isso porque em 2010 os italianos voltaram a repetir o fiasco de 1950, aqui, desta vez na África do Sul.

Após empates com Paraguai e Nova Zelândia (1-1) e derrota para a Eslovênia (2-3) a Itália tomou o rumo de casa e assistiu de longe a festa espanhola. Que durou até o apito final no Maracanã, com o adeus a geração vitoriosa de Iniesta, Casillas e Xavi.

Leia também:

Com mais técnicos, Alemanha ditará ritmo da Copa 2014

Maradona, “más grande” que Pelé

Jovem, Inglaterra pensa em 2022

Na internet, cambistas vendem ingressos a mais de R$ 100 mil 

Shakira, bem-vinda a Curitiba!

Responsável pelas figurinhas da Copa explica erros em não-convocados

Perto da Copa, Messi ganha estátua na Argentina

Em Dublin, vai ter Copa e vai ter copo

Cruyff dispara: não será uma grande Copa

O Fantasma de 1950 também assombra o Uruguai

Com mais técnicos, Alemanha ditará ritmo da Copa 2014

Niko Kovac, técnico da Croácia, é um dos cinco alemães na Copa

A seleção da Alemanha é uma das favoritas ao título mundial na Copa 2014 no Brasil. Mas mesmo que o timaço de Schweinsteiger, Muller, Gotze e Podolski falhe, os alemães terão ainda outras quatro chances de comemorar a supremacia no futebol do Planeta.

Nada menos do que cinco dos 32 técnicos da Copa são alemães. Brasileiros? Apenas um, Luis Felipe Scolari.

Joachim Low, pela seleção alemã, e Niko Kovac (Croácia), Jurgen Klinssmann (EUA), Volker Finke (Camarões) e Ottmar Hizfeld (Suíça) demonstram em números que a escola alemã de técnicos é, atualmente, a mais procurada no Planeta. Pode ser o histórico de sucesso do futebol alemão, a organização e o pragmatismo característico do povo germânico, a força da Bundesliga ou mesmo o fato de que quase todo alemão é bilingue, falando com naturalidade o inglês. Fato é que os técnicos alemães são quem ditarão o ritmo da Copa aqui no Brasil.

Depois dos alemães, três outros países forneceram técnicos a um grande número de seleções: Itália, Argentina e – acredite – Colômbia. Cada um tem três técnicos dirigindo seleções no Mundial do Brasil. Curiosamente, apesar de ter três técnicos dirigindo times na Copa (Jorge Pinto pela Costa Rica, Reinaldo Rueda pelo Equador e Luis Suares por Honduras) a Colômbia preferiu importar um argentino: José Pekerman dirige os cafeteros no Brasil. A lista da Argentina tem ainda Jorge Sampaoli no Chile e Alejandro Sabella na seleção nacional.

Italianos andam em alta no Japão (Alberto Zaccheroni) e na Rússia (Fábio Capello) e confiam em Cesare Prandelli para a Azzurra. Ficam acima de portugueses e franceses, que têm dois técnicos cada na Copa. O lusitano Fernando Santos dirige a Grécia, enquanto Paulo Bento conduz o time de Cristiano Ronaldo; Sabri Lamouchi é o técnico da Costa do Marfim, com seu conterrâneo Didier Deschamps treinando a França.

Chama a atenção ainda o fato de a Bósnia, que disputa apenas pela primeira vez uma Copa do Mundo, estar com dois técnicos, mais que escolas fortes como Brasil, Espanha, Inglaterra e Holanda. Vahid Halilhodzic pela Algéria e Safet Susic pela própria Bósnia marcam época sendo mais prestigiados que brasileiros, espanhóis, ingleses e holandeses, que tem representantes apenas dirigindo as seleções caseiras. Até mesmo Moçambique, que nunca disputou uma Copa, tem Carlos Queiróz a frente do Irã.

O fato de um técnico brasileiro conhecer o País, o comportamento das pessoas, as condições climáticas e quem sabe até ter alguma simpatia junto aos locais não seduziu nem mesmo seleções de pequeno calibre. Se nas arquibancadas a torcida brasileira têm dado o tom da disputa, no banco de reservas o comando e a direção são alemães. 

Leia também:

Maradona, “más grande” que Pelé

Jovem, Inglaterra pensa em 2022

Na internet, cambistas vendem ingressos a mais de R$ 100 mil 

Shakira, bem-vinda a Curitiba!

Responsável pelas figurinhas da Copa explica erros em não-convocados

Perto da Copa, Messi ganha estátua na Argentina

Em Dublin, vai ter Copa e vai ter copo

Cruyff dispara: não será uma grande Copa

O Fantasma de 1950 também assombra o Uruguai

Maradona, “más grande” que Pelé

Zidane e Maradona: iguais, porém diferentes, sem serem Pelé

Sejamos honestos: olhando a história da Argentina, é impossível negar o que cantam milhares de hermanos nas ruas do Rio de Janeiro nesse dia de estreia da seleção vizinha na Copa 2014. Maradona é mesmo “más grande” que Pelé. Ao menos pra eles. E ao menos em espanhol.

Alguém, em algum momento, resolveu traduzir que “más grande” é melhor. Não, amigo leitor, não é. É maior. Para os argentinos, Maradona foi, é, e sempre será, maior que Pelé. Talvez até para nós brasileiros, se formos pensar bem no que isso quer dizer. Mas nunca foi dito pelos argentinos que Maradona é MELHOR que Pelé. Isso, os números não deixam.

Poderíamos até comparar ambos em genialidade nos lances. Seria um páreo bacana, mas o Rei venceria. Títulos, gols, arrecadação em mídia, dá Pelé de longe. É possível até comparar Messi com Maradona e Pelé nesse aspecto, afinal. Todos atrás. Não, o ponto não é e nunca foi esse.

Maradona é maior que Pelé pelo que representa aos argentinos. 

Era 2007 e eu andava por Buenos Aires. O primeiro “susto” de quem não conhece o povo argentino é ver que eles respeitam e gostam do futebol brasileiro. O melhor termômetro de qualquer cidade é um taxista. Eles correm a cidade, convivendo com o mais sortido tipo de pessoas. E um deles, torcedor do Arsenal de Sarandí, me convenceu sem erros que Maradona era maior que Pelé. Nunca melhor.

Disse-me na ocasião o taxista (cujo nome não me lembro, mas não era Diego) que Pelé era incomparável. Mas que Maradona representava la gente. O povo, no caso. Que saiu das favelas para vingar a Argentina em 1986. E aí é que entra o que vale pra eles: La Mano de Dios.

Alguns chamarão de heresia, mas para eles, Deus agiu no corpo de Maradona naquela vitória por 2-1 sobre a Inglaterra. Fazia apenas 4 anos desde que os ingleses massacraram as tropas argentinas na Batalha das Malvinas – Falklands, para os britanicos. A disputa pelo território ainda magoa os sul-americanos, mesmo que num recente plebiscito, os habitantes da ilha prefiram a Inglaterra. Mas, pouco importa. Era o orgulho argentino em jogo. Famílias que perderam filhos, um país subjulgado militarmente em uma disputa que eles consideravam correta, tentando mostrar ao Mundo que eram melhores que seus rivais.

E foram.

Maradona foi o símbolo daquela conquista. Primeiro, com o gol espetacular – chamado de gol do século – driblando meio time inglês desde o meio campo. Depois, com a incorreta mão, atropelando moral e ética, em cima de quem havia atropelado com bala os desejos argentinos. Aquela vitória, coroada depois com o título, fez de Maradona maior que Pelé. Maior até que Deus, ainda que por 90 minutos.

É essa a diferença entre “más grande” e “mejor”. Franceses talvez comparassem Zidane ou Platini a Pelé; espanhóis no futuro lembrarão de Iniesta. Nenhum deles, nem Beckenbauer, Rivaldo, Ghiggia, Paolo Rossi, Romário, Matthaus ou qualquer outro, mesmo Pelé e Garrincha, significaram mais para um povo campeão o que Maradona para aquela Argentina. Talvez Jesse Owens.

Por isso Maradona é “más grande” que Pelé, como cantarão alto os alvicelestes no palco número 1 do futebol neste domingo. E Pelé, mesmo sendo muito para o Brasil, não é igual, admitamos. Embora seja muito melhor, com números incontestáveis, conquistas históricas, feitos memoráveis. É o Rei, o número 1. Diferente, afinal. 

Agora, pra tirar a dúvida sobre quem é “más grande”, clique aqui.

Leia também:

Jovem, Inglaterra pensa em 2022

Na internet, cambistas vendem ingressos a mais de R$ 100 mil 

Shakira, bem-vinda a Curitiba!

Responsável pelas figurinhas da Copa explica erros em não-convocados

Perto da Copa, Messi ganha estátua na Argentina

Em Dublin, vai ter Copa e vai ter copo

Cruyff dispara: não será uma grande Copa

O Fantasma de 1950 também assombra o Uruguai

Jovem, Inglaterra estreia pensando na Copa 2022

Sterling, 19 anos, a cara da nova Inglaterra

Com 10 de seus 23 convocados com 23 anos ou menos, os “Three Lions” estreiam na Copa do Mundo Brasil 2014 contra uma Itália experiente, no grupo mais difícil do Mundial (completado com Uruguai e Costa Rica) e sem muitas expectativas em relação ao título, ao menos neste ano. Talentos como os meias Sterling e Wilshere e o atacante Welbeck chegarão à Arena Amazônia buscando uma identidade, na Copa que deve marcar a despedida de outra geração de quem se esperava muito, com Rooney, Lampard e Gerrard.

Menos pretensiosa que em outras Copas, a Inglaterra abertamente fala em adquirir experiência e ir o mais longe que puder. Com uma das três ligas de clubes mais badaladas do Planeta (junto com Alemanha e Espanha), os ingleses não conseguem, desde 1966, traduzir esse poder em título mundial. Por isso a cautela foi adotada no Brasil, reconhecidamente por eles o grande favorito. Já no Catar 2022, a ideia é outra.

Por isso, a principal revista esportiva dos ingleses, a Four Four Two, traçou um plano com 22 metas para 2022. Entre elas, buscar uma nova liderança para a equipe, não tentar copiar o estilo espanhol de jogo, aprimorar as bolas paradas (e olha que de chuveirinho ninguém entende mais que eles…), calar os críticos (receita de Felipão), sonhar realmente com a taça e, finalmente, não pensar hoje apenas em 2022.

Para 2014, são duas as grandes discussões inglesas. Primeiro, a humidade de Manaus para a estreia. Todos consideram um desafio. “Mas podemos lidar com isso”, afirmou Welbeck, cujo sonho é disputar a final no Maracanã, contra o Brasil, e com direito a cobrar pênalti: “Espero que possamos vencer no tempo normal (risos), mas se tiver pênalti, eu bato sim.”

Outro tema é Luis Suarez. O atacante uruguaio do Liverpool, uma das maiores torcidas inglesas, quase levou o time da terra dos Beatles ao título da temporada, perdido para o Manchester City nos detalhes. Todos conhecem o poder de Luisito – que será poupado na estreia Charrúa contra a Costa Rica para estar melhor contra Inglaterra e Itália – e isso faz com que o alerta esteja ligado. Principalmente para Sterling, o garoto de apenas 19 anos que costuma servir Suarez nos Reds. “Não me preocupa [enfrentá-lo]. Me excita”, afirmou a Four Four Two. Gerrard, o líder da atual seleção inglesa, vê em Sterling o principal jogador do grupo. Um Neymar à base de fish and chips? Veremos em até 8 anos.

Ingleses já rejeitaram a Copa

A volta ao Brasil, 64 anos mais tarde, marca o reencontro do país que inventou o futebol com o local em que, pela primeira vez, eles entenderam que a Fifa realmente tinha força e dominava o cenário do esporte no Planeta. Até 1950 a Inglaterra se recusou a participar das Copas, entendendo politicamente que, como inventores do futebol, deveriam serem eles os organizadores do principal evento no Mundo. A barreira foi rompida no Brasil, após o final da II Guerra Mundial e com o fim do recesso que impediu a realização de dois mundiais, em 1942 e 1946. 

Ingleses se rendem à Copa da Fifa

O painel acima está exibido no National Football Museum, o museu do futebol britânico, em Manchester. “A Inglaterra se junta a festa”, conta o cartaz, que relembra o Maracanazzo e aquela que é considerada a mãe de todas as zebras: a vitória dos EUA sobre os ingleses por 1-0, no Estádio Independência em Belo Horizonte, no choque entre colônia e colonizador, com os inventores do futebol caindo para um time de um país em que o esporte era incipiente e que só passou a se desenvolver após 1994.  

Leia também:

Na internet, cambistas vendem ingressos a mais de R$ 100 mil 

Shakira, bem-vinda a Curitiba!

Responsável pelas figurinhas da Copa explica erros em não-convocados

Perto da Copa, Messi ganha estátua na Argentina

Em Dublin, vai ter Copa e vai ter copo

Cruyff dispara: não será uma grande Copa

O Fantasma de 1950 também assombra o Uruguai

Na internet, cambistas vendem ingressos por mais de R$ 100 mil

Site da Espanha intermedia venda de ingressos por mais de R$ 100 mil (Imagem: reprodução)

Quanto você pagaria para ver a final da Copa do Mundo no estádio do Maracanã, no próximo dia 13 de julho? Um site cobra até cerca de R$ 131 mil para que o torcedor tenha o privilégio de ver o jogo de futebol mais importante do planeta.

Sediado na Espanha, o Iguana Tickets diz apenas intermediar a venda dos ingressos, que seriam oferecidos por outros torcedores.”Somos uma plataforma de compra e venda de ingressos entre particulares. Ou seja, qualquer pessoa que tenha um ingresso de um evento ao qual não vai poder participar, poderá anunciá-lo no nosso site gratuitamente”, afirmou o sistema de atendimento do site.

A logística é monitorada pelo site e inclui o pagamento via boleto bancário (ao contrário do que a própria Fifa disponibilizava) e a entrega dos tickets em até três dias. A empresa, porém, alerta que os ingressos comprados pelo site chegarão às mãos do comprador com o nome da pessoa que primeiro adquiriu o ingresso no site da Fifa. Desta forma, o comprador pode ter uma enorme dor de cabeça.

Ingressos para a abertura, já esgotados, partiam de R$ 4 mil (Imagem: reprodução)

A Fifa criou alguns mecanismos para tentar coibir a revenda dos ingressos. É preciso antecedência de três dias, via site, para transferir as entradas. É preciso também que o proprietário justifique a transferência da posse (é permitido doar o ingresso para um parente, por exemplo). A própria Fifa se dispõe a intermediar a revenda, aceitando uma devolução condicionada à nova venda por valor original, sem garantir a devolução do dinheiro no caso de o ingresso não encontrar novo interessado. 

Chama a atenção também a diferença dos preços. Se o ingresso mais nobre da final gira em torno dos R$ 130 mil, o mais barato, categoria 4, está pra lá de inflacionado.

Os ingressos na categoria 4 são os que foram destinados pelo Governo às pessoas de baixa renda (apelidados de “ingressos-bolsa família”). O preço original, 330 reais, foi jogado para R$ 11 mil. A empresa avisa que esse ingresso só está a venda para pessoas residentes no Brasil.

Leia também:

Shakira, bem-vinda a Curitiba!

Responsável pelas figurinhas da Copa explica erros em não-convocados

Perto da Copa, Messi ganha estátua na Argentina

Em Dublin, vai ter Copa e vai ter copo

Cruyff dispara: não será uma grande Copa

O Fantasma de 1950 também assombra o Uruguai

Shakira, bem-vinda a Curitiba!

Shakira no Largo não será mais montagem fotográfica

Shakira, que alegria te ver de volta! Isso porque nos meus sonhos já te vi várias vezes, mas dessa vez é pra valer. Tudo bem que você veio com o seu marido, mas eu também sou casado. E como não estou muito preocupado com o bem estar dele, vou te levar pra sair.

Ok, entre nós sabemos que você vai torcer mesmo pra Colômbia – que Espanha que nada! Mas é bom ficar de olhos abertos. Entre uma volta na Avenida Batel e outra na Cruz Machado, esse um que você escolheu pra viver pode se distrair. Nossas meninas são lindas, confesso. A Cruz Machado é a cruz que todo curitibano de bem carrega – como já dizia Paulo Leminski, esse atleticano incorrigível – e onde a perdição se torna salvação na calada da noite. Shakira, deixa disso. Você merece mais.

Merece o pedal no Passeio Publico, de mãos dadas. Deixe esse tal de futebol pra lá. Vamos até a Feira do Largo da Ordem, ouvir o Plá cantar seus versos desafinados enquanto comemos um pastel ou dois. Ou três submarinos, com o canequinho legitimamente roubado do Bar do Alemão. Podemos cantar umas no Cavalo Babão ou até no Hangar – e quem fecharia o palco para olhos assim, como os seus?

Vamos experimentar uma bela carne do onça e mataremos nossa ressaca do Tubão no Parque Barigui. Correremos o que der, entre uma capivara e outra. Deixa Piqué treinar com Xavi e Iniesta lá no frio do Caju, enquanto trocamos de estações quatro vezes por dia. Não prometo não tentar nada, afinal o Jacaré é manso, mas é um jacaré.

Podemos ver o jogo na Fun Fest na Pedreira – e vamos de ônibus, que já foi melhor, mas ainda é bom. Metro? Só a da Cruz Machado, onde começamos o passeio. Esquece isso de Shopping, de SoHo. Curitiba tem de bom mesmo é a vina, o costelão, o bolinho de carne no O’ Torto do Magrão, o pinhão, a mistura interior-capital, cabeça do mato em corpo de metrópole. Vamos nos divertir, naquele arrasta-pé do Brasileirinho, e esse negócio de Copa que dure 30 dias. E dá pra achar ruim?

Leia também:

Responsável pelas figurinhas da Copa explica erros em não-convocados

Perto da Copa, Messi ganha estátua na Argentina

Em Dublin, vai ter Copa e vai ter copo

Cruyff dispara: não será uma grande Copa

O Fantasma de 1950 também assombra o Uruguai

Responsável pelas figurinhas da Copa explica erros em não-convocados

Robinho: Copa só no álbum

Jessica Tadmor é a responsável pela coordenação do projeto do álbum da Copa da Editora Panini no Reino Unido e, em entrevista à revista britânica Four Four Two, explicou como a editora define os jogadores que entram na coleção – motivo de muita discussão entre os torcedores e colecionadores. “Bem, temos que advinhar antes deles serem convocados”, conta, “mas nós cruzamos as informações das confederações com os palpites de jornalistas em todo o Mundo.” Com bom humor, tirou de letra as críticas pelos erros. “Aparentemente, David Beckham ficou muito honrado em estar no álbum de 2010, apesar de não estar nos planos do [então técnico inglês] Fábio Capello”.

Ao todo (ao menos por enquanto) 69 jogadores que estão entre as quase 650 figurinhas do álbum estão fora da Copa.

Tadmor ainda revelou que o principal produtor mundial é o Brasil: “Podemos produzir cerca de 25 milhões de pacotes por dia.” 

Leia também:

Perto da Copa, Messi ganha estátua na Argentina
Em Dublin, vai ter Copa e vai ter copo
C
ruyff dispara: não será uma grande Copa
O
 Fantasma de 1950 também assombra o Uruguai

Perto da Copa, Messi ganha estátua na Argentina

Messi imortalizado na expectativa do título mundial

A imagem acima, do canal TyC Sports da Argentina, mostra uma das três estátuas inauguradas nesta quinta, 05/06, em Buenos Aires na Argentina. Messi, o principal nome da atual seleção vizinha, mesmo sem ainda ter confirmado um grande feito com a camisa alviceleste e tampouco ter marcado época em algum clube local – começou no Newell’s, mas saiu cedo para brilhar no Barcelona – já garantiu sua imortalidade nas ruas do bairro Recoleta, como parte da empolgação dos hermanos para a Copa.

As obras são do artista plástico argentino Fernando Pugliese e ganharam apoio do governo local. Além de Messi, foram imortalizados Gabriel Batistuta, atacante que brilhou nos anos 80 e 90, e, claro, Diego Maradona.

Leia também:

Em Dublin, vai ter Copa e vai ter copo
C
ruyff dispara: não será uma grande Copa
O
 Fantasma de 1950 também assombra o Uruguai

Em Dublin, vai ter Copa e vai ter copo

Os irlandeses não são conhecidos mundialmente por sua excelência no futebol. São apenas três participações em Mundiais, com o incrível feito de ter chegado às quartas-de-final da Copa em 1990 sem ter vencido um jogo sequer (foram 4 empates com Inglaterra, Egito, Holanda e Romênia até a derrota para dona da casa Itália por 0-1). Mesmo assim, eles adoram futebol. E ainda não perdoaram o árbitro sueco Martin Hansson pelo erro que os eliminou da Copa de 2010, nas eliminatórias européias contra a França.

"França rouba", diz a pichação no estádio do Bohemians

Festivos, os irlandeses armam seus bares para ver o Mundial e boa parte adotará o Brasil como time para torcer. Apesar das ligações com a Inglaterra, não há uma simpatia – nem uma confiança – geral nos “Three Lions” (verdadeiro apelido do time inglês, e não ‘english team’), ao contrário do que acontece com os clubes ingleses. E mesmo tendo o futebol gaélico e o rugby como esportes mais populares, os irlandeses não perdem a chance de uma festa. Logo…

A admiração pelo futebol brasileiro também se deve à Sócrates. O Doutor atuou apenas uma partida pelo Garfoth Town, já nos anos 2000, depois de aposentado, mas o suficiente para deixar todos na região – Dublin está há apenas 1h de viagem de Garforth – com histórias para contar. É comum ver irlandeses com camisas com o rosto de Sócrates.

Um pouquinho de Brasil

As ligações com o Brasil também se dão pelo número de brasileiros vivendo na cidade. Isto porque a Irlanda é um dos raros países que permitem que se estude inglês e se possa trabalhar enquanto acontece o curso. Isso serve de porta de entrada de muita gente na Europa. Pessoas que tentam aprender a lingua mais falada no planeta e, principalmente, ganhar a vida em Euro. No entanto, em virtude de fraudes no sistema, vários brasileiros enfretam situação difícil na cidade atualmente.

As dificuldades e a Copa são um belo motivo para voltar. Quem não o fizer, no entanto, não ficará sem Copa. Apesar do fuso-horário (são 5 horas a mais no momento), vários bares devem abrigar os torcedores brasileiros na expectativa pelo Hexa. Um deles é o D-One, cujo dono é brasileiro. O bar já é ponto de encontro brazuca em Dublin e serve pratos como coxinha, pastel, feijoada e, claro, caipirinha. Além disso, exibe os jogos do Brasileirão.

Amigos como os rubro-negros Pedro Oliveira e Alison Karas se reunem lá para ver seus times. O primeiro é Sport, o segundo, Atlético Paranaense. Na expectativa de ver os jogos da rodada – tinha Atletiba e Sport x Corinthians – foram ao D-One. Na tela, Santos x Flamengo. Ao menos o sinal 4G realmente funciona na Europa. Alison apelou para o PFC Online, recurso oferecido pela Globosat, e viu o clássico paranaense na tela do… celular.

Alison apelou para a telinha e acabou premiado: deu Atlético sobre o Coxa

Pedro, por outro lado, insistiu com o garçom para que ao menos uma das telas do bar saísse do duelo entre Peixe e Fla para ver seu Sport contra o Timão. Demorou, mas conseguiu – há tempo de ver alguns corintianos se aproximarem para acompanhar o jogo, tudo na maior paz, como sempre deveria ser. Para azar de Pedro, o Sport esteve num péssimo dia e acabou encaixotado pelo Corinthians, 1-4.

Pedro e o jogo pelo radinho, via web

Bom para molhar a garganta

Dublin é conhecida por ser a cidade do U2, de vários castelos e da ótima cerveja Guinness – que também edita o Livro dos Recordes. Visitar a fábrica da cerveja tipo Stout é parada obrigatória. 

Portal da felicidade, esta é a entrada do Tour da Guinness

São sete (!) andares com um museu com a história da cervejaria inaugurada em 1759, o processo e a história de fabricação, a importância da marca para a Irlanda, uma experiência de sabores e cheiros, o aprendizado de como servir a cerveja (e o porquê daquela bolinha dentro das latas) e a melhor visão de Dublin, no Gravity Bar, de onde você pode ver, entre outras coisas, o Aviva Stadium, casa da Seleção Irlandesa. O passeio custa entre 6 e 17 Euros, dependendo da faixa de idade. É a cerveja mais consumida na cidade, num dos exemplos de orgulho local.

Quase gaúchos

Dublin se orgulha da excelência da Guinness, valoriza o comercio local – é comum ver faixas em restaurantes e mercados dizendo que “aqui se vende carne irlandesa” – mas, no futebol, a preferência é pelos clubes ingleses, especialmente Liverpool e Manchester United, e pelo Celtic, da Escócia. Os escoceses contam com enorme torcida na cidade, tudo em virtude do catolicismo, religião de 11 entre 10 irlandeses. Reds e Devils ganham adeptos pela proximidade e pelos desempenhos favoráveis. Azar dos times de Dublin.

Bohemians, Athletic St. Patricks e Shamrock Rovers são os clubes de Dublin. Nenhum usa com frequência os dois principais estádios da cidade, o Aviva e o Croke Park – este muito usado pelo rugby e pelo futebol gaélico. A maior rivalidade é entre os Bohs e os Rovers. Ambos têm seus estádios, acanhados, para menos de 10 mil pessoas. O do Rovers é na verdade um estádio público, arrendado pela equipe, e muito mais moderno e confortável.

Os Rovers também são os mais bem sucedidos na cidade. Seu último orgulho foi a disputa da Liga Europa 2011/12, edição transmitida ao vivo aqui no Terra. O orgulho não se deu pelos resultados e sim pela turnê internacional contra Rubin Kazan da Russia, PAOK da Grécia e Tottenham da Inglaterra. Em campo, seis derrotas na fase de grupos, com 4 gols pró e 19 contra. O estádio ainda tem um enorme painel com o mapa da Europa e o logo da Liga, assim como um pequeno museu, cujo destaque, além das taças locais, é a placa abaixo, na referência ao duelo inaugural contra o Real Madrid, derrota por 0-1.

Pequenas glórias, pequenas alegrias no futebol irlandês

Cruyff dispara: não será uma grande Copa

Cruyff, craque da Holanda: craques estão esgotados

Johan Cruyff não anda bem humorado em relação ao futebol. Depois de “declarar guerra” a Neymar, o eterno craque da Holanda não acredita numa grande Copa do Mundo, pelo menos no aspecto técnico.

“Primeiro temos que ver quantos jogadores vão chegar bem ao torneio. Não muitos, eu acredito. As ligas nacionais estão exigindo tanto nos últimos tempos que eles estão minando seu nível físico”, disse em entrevista à revista da KLM, companhia aérea holandesa, que encontrou o ex-jogador em Barcelona, cidade onde ele reside. Cruyff não está tão distante da realidade: Falcão Garcia está fora por lesão, Cristiano Ronaldo e Ribery estão ameaçados e Messi já não vive grande fase, entre outros lesionados, como o holandês Strootman e o italiano Montolivo. A exceção é o Brasil.

A bronca tem também um certo bairrismo: “O orgulho de muitos sul-americanos está em jogo. E nenhum europeu nunca conseguiu vencer uma Copa na América do Sul”, aponta. A Holanda dele, em 1978 – já sem Cruyff, perdeu a segunda de suas três finais em 1978, na Argentina.

A Holanda é, aliás, uma das poucas seleções de ponta no Mundo a não ter um título de Copa. São três derrotas em três finais (1974 para a Alemanha, 78 para a Argentina e a última, 2010, para a Espanha). Campeã européia em 1988, a Holanda persegue o título com uma seleção forte, que fez brilhante campanha nas eliminatórias. As derrotas, porém, servem até de piada para os locais. Na loja “Copa”, especializada em futebol na cidade de Amsterdã, a camisa abaixo é sucesso de vendas.

Quase, Holanda...

Leia também: O ‘Fantasma de 1950’ também assombra o Uruguai