Seleção do Taiti: recordes, família e a primeira grande competição

Nesta segunda (17), Belo Horizonte, a casa da mãe de todas as zebras, recebe o inusitado Taiti x Nigéria pela Copa das Confederações. Será a primeira experiência do Taiti em uma grande competição mundial. Campeão da Oceania em 2012, o Taiti fará contra a Nigéria seu primeiro jogo oficial na história contra uma equipe de outro conitnente. Futebol semi-amador, estrutura quase zero, um país que tem o surf como esporte número 1, fiasco a vista. Será?

O Taiti não é tão “inocente” quanto se possa imaginar – pelo menos é o que aponta o retrospecto da OFC, a confederação continental da Oceania. Claro, a Nigéria está furos acima – já venceu até torneio olímpico – e o futebol da Oceania não prima exatamente pela grande qualidade de seus clubes e jogadores. Mas o Taiti tem um histórico que merece melhor atenção. A começar por uma das maiores goleadas da história do futebol: 30 a 0 sobre as Ilhas Cook, em 02 de setembro de 1971.

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Três vezes vice-campeã continental (1973, 80 e 96), a Seleção do Taiti se aproveitou da ausência da Austrália – que agora joga pelo setor asiático da Fifa – para ser o primeiro campeão continental oceânico que não Nova Zelândia ou Austrália. Na campanha, goleadas por 10 a 1 em Samoa e 4 a 1 em Vanatu. O título veio na decisão contra a Nova Caledônia, que já havia perdido pelo Taiti por 4 a 3 na fase de grupos, novamente derrotada por 1-0 na decisão. Alegria e vaga inédita na Copa das Confederações, muito graças a uma família: os Tehau.

O histórico elenco que disputará a Copa das Confederações (Foto: Fifa)

Lorenzo e Alvin são gêmeos, irmãos de Jonathan e primos de Teaonui. Juntos, marcaram 15 dos 20 gols do Taiti na conquista. Na Liga Taitiana de Futebol eles defendem times diferentes. “Estou feliz em jogarmos juntos. Levou muito tempo até estarmos no mesmo time”, disse Lorenzo em entrevista ao site da Fifa. Lorezno e Alvin defendem o Tefana, Jonathan é do Tamarii e Teaonui joga no Venus. Os quatro dividem suas preferências como ídolos: Zidane e Messi ocupam o imaginário do quarteto de um país que tem a França como pátria referência. Todo taitiano é considerado um cidadão francês.

O Taiti vem ao Brasil em 2013 fazendo história, mas não repetirá em 2014. A seleção foi eliminada em 3o lugar no grupo da OFC, vencido pela Nova Zelândia, que aguardará o 5o colocado da Conmebol para a disputa de uma vaga para a Copa. Apenas um jogador atua fora do País. É Marama Vahirua, do Panthrakikos da Grécia. É considerado o único profissional do elenco – todos os demais dividem-se entre suas equipes e um segundo emprego. Vahirua já deu o recado: 2013 é a Copa para o Taiti, que “não quer ser ridículo” na competição. Com potências como Espanha, Nigéria e Uruguai, não será tarefa fácil.

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