Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 21/11/2012

Ansiedade rubro-negra…
O 83º Derby da Rebouças da história acontece no sábado. Para o Atlético, um jogo carregado de ansiedade. Um ano inteiro em 90 minutos. É claro que a vantagem do empate diminui a pressão, mas a derrota é inimaginável para os atleticanos, cujo time não perde para o Paraná desde 16 de março de 2008 e está invicto no Eco-Estádio. A chave para superar o adversário está no respeito e na tranquilidade. O Furacão mostrou que tem mais time que o Tricolor durante a disputa da Série B. Mas passou aperto em vários jogos por não controlar os nervos. Chega a um momento de alívio se conseguir o retorno à Série A, mas não pode achar que o que fez antes já garante a vitória. O elenco atleticano pode estar certo: vai ter um teste de fogo contra o Paraná.

…brio tricolor
Isso porque se engana quem pensa que o Paraná entrará com espírito de “fim de feira” ou desmotivado pelos constantes atrasos de salários. Como já demonstraram em ocasiões anteriores, os jogadores do Tricolor têm sim um grupo unido – não à toa assinaram juntos a reclamatória contra a diretoria. E tem brios. Não querem deixar barato as críticas que ouviram, não querem ser coadjuvantes na festa atleticana. Tenho certeza que cada atleta que estiver em campo com a camisa do Paraná fará o máximo para ganhar o Derby. Evidentemente que a vontade atleticana em vencer tem que ser ainda maior. Deixar escapar a vaga num duelo citadino seria uma tragédia para o Atlético. E cometer esse “crime” uma redenção aos tricolores.

História que se escreve
Dos duelos da capital (excluindo-se os com o Jotinha), Atlético e Paraná não tinha uma nomenclatura, tal qual Atletiba ou Paratiba. Derby Paranaense ou apenas Derby cai bem para o confronto que teve seu ápice no início dos anos 2000. Os duelos de Coritiba e Atlético contra o Paraná sempre foram difíceis, mas o rótulo de ‘clássico’ está sendo escrito pela geração atual, diferentemente do que acontece no Atletiba, uma instituição paranaense, a “Velha Firma” da cidade. Isso não diminui em nada as boas histórias tricolores. Pelo contrário: atesta que a proporção da rivalidade está crescendo aos olhos da geração atual. Fundado em 1989, o Paraná rivalizou com o Coxa nos anos 90 e com o Atlético nos 2000, quando chegaram a ser a dupla paranaense na elite. Se não é um clássico, está em construção.

Página em branco
O gol de Mirandinha de calcanhar, os 6-1 na decisão de 2002, com Kléber marcando 4 vezes, os golaços de Kelly e Denis Marques, os pênaltis defendidos por Régis nas semis da Copa Sul. Bons momentos do Derby que, ao final do jogo no sábado, terá mais um capítulo escrito. Quem se apresenta como protagonista? Teremos um carrasco tricolor ou um herói rubro-negro? O Atlético sobe contra o rival ou o Paraná frustra as pretensões? Faça sua aposta. Conversamos semana que vem.

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