Os acessos do Atlético

Se derrotar o Criciúma nesse sábado e São Caetano ou Vitória não vencerem, o Atlético conseguirá pela terceira vez na história um acesso da Série B para a A.

O Furacão disputou a segundona em cinco oportunidades, mas até 1988 o Campeonato Brasileiro era feito à base de convites conforme o desempenho nos campeonatos estaduais. Por isso não há como mensurar a participação em 1980 e em 1982, temporada esta em que disputou jogos na “B” e na “A”. Depois do rompimento do Clube dos 13 com a CBF e a divisão entre Brasileirão e Copa União em 1987, os clubes conversaram e, viradas de mesa a parte, o campeonato nacional passou a ter um sistema de acesso e descenso.

Em 1990, depois de ter sido rebaixado em 1989 pela única vez em campo (até 2011), o Atlético chegou à decisão da Série B contra o Sport Recife. O time campeão estadual tinha Marolla, Odemílson, Valdir e Dirceu, entre outros. Kita (foto acima), destaque em 1986 pela Inter de Limeira campeã paulista, chegou para reforçar o elenco que superou o Operário de Ponta Grossa, a Catuense e o Criciúma na fase semifinal.

A vaga na elite veio coincidentemente com uma vitória sobre o Tigre, 1-0, no Pinheirão, na penúltima rodada.Na decisão, dois empates com o Sport: 1-1 em Curitiba, com uma falha de Toinho no gol pernambucano e 0-0 no Recife. O vice-campeonato à época foi lamentado pelo atleticanos, que viam o Coritiba ser o único campeão brasileiro no Paraná até então.

Diário de Pernambuco destaca o título do Sport sobre o Atlético em 1990

O Atlético seguiria na elite brasileira até 1993, quando a CBF, numa manobra para salvar o Grêmio, então na segunda divisão, “subiu” 12 equipes da segunda para a primeira divisão. Atlético e Goiás, salvos pela classificação na A em 1992, e Paraná e Vitória, campeão e vice na B-92, foram jogados para um grupo secundário dentro da elite, com 16 clubes, dos quais 8 seriam rebaixados. O Grêmio, claro, mesmo sem critério técnico, foi colocado no grupo dos blindados. O Atlético-MG, lanterna no geral em 93, também, evitando a queda. O Paraná se salvou, o Coritiba não, tampouco o Furacão.

Por isso, o Atlético disputou a Segundona em 94, quando caiu na semifinal para o Juventude, e em 1995.

O time campeão de 1995, com Paulo Rink, Oséas, Ricardo Pinto e outros, comandado por Pepe, subiu fora de casa

Naquela temporada o Atlético tinha um jejum de 5 anos sem título estadual e estava em situação financeira delicada. A velha Baixada tinha se tornado a “Baixada do Farinhaque”, com uma reforma que tirou o Furacão do Pinheirão. E, numa páscoa inesquecível para o futebol paranaense, o Coritiba de Brandão fez 5-1 no Atlético e gerou uma revolução no Rubro-Negro. O time iniciou a Série B mal, perdendo em Goiatuba por 2-0 para o time local. Mas foi se encontrando até ficar com o título, após vencer o Central de Caruaru por 4-1 na Baixada e contar com um tropeço do Coxa, que ficaria como campeão se vencesse em Mogi-Mirim (1-1). Ambos subiram. O acesso atleticano também foi em Mogi-Mirim, com uma vitória por 1-0, na primeira rodada do returno do quadrangular final.

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