Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 31/10/2012

O jogo mais importante do ano
Quis o destino que o Atlético voltasse a São Caetano do Sul 11 anos depois da maior conquista do clube para enfrentar o mesmo rival daquele 23 de dezembro de 2001, mas desta vez em uma decisão direta por uma vaga de volta à elite brasileira. A partida de sábado será a mais importante do Brasil nesta reta final nas séries do Brasileirão, senão vejamos: é o único que opõe adversários diretos em busca do mesmo objetivo. Na Série A, depois de Galo 3-2 Fluminense, cada um torce por outras equipes. Azulão e Furacão vão se enfrentar sabendo que um pode matar o outro. Em especial, o Atlético, que leva um ponto de vantagem ao ABC paulista.

Conservadorismo, sim
Ter um ponto a mais que o São Caetano é um precioso benefício pra se levar pra dentro de campo. O Atlético de Drubscky, com as descidas de João Paulo, a chegada de Elias, com Marcelo aberto na ponta, Henrique na condução de bola e Marcão centralizado, é ofensivo. E não pode abrir mão disso, mexendo na equipe na hora da principal decisão. Erro clássico de treinador é alterar time que vem jogando bem justamente no jogo mais importante. Colegas defendem mudanças na equipe, com Felipe e Baier em campo; sou contra. Agora é deixar o que está andando bem seguir sua rota. Como alternativa pra um jogo contra um São Caetano que marca duro e tem no meia Pedro Carmona o jogador mais agudo, pode ser. Mas no decorrer dos 90, nunca antes. E, não se esqueçam, o Atlético pode sim trazer um empate do Anacleto Campanella que ainda dependerá só de si para subir.

Estratégia
Aliás, jogar pelo empate é prerrogativa de um Atlético que poderá sair nos contra-ataques, pois quem deve sair para o jogo é o São Caetano. Nos jogos que acompanhei do Azulão, não é esse o ponto forte da equipe. O time paulista joga no erro do adversário, aguarda para dar o bote e marca muito – repito – muito forte. No entanto, terá que sair para o jogo. Terá de dar espaços à velocidade dos jogadores de frente do Rubro-Negro. O tempo passará mais rápido para o São Caetano que para o Atlético – e Drubscky deve ter isso em mente.

Passado e presente
Em 2001, brigando para finalmente ser campeão do Brasil, o Atlético enfrentou o São Caetano com uma vantagem de 1 gol e também jogando pelo empate. Havia feito 4-2 em Curitiba. Como o Azulão tinha melhor campanha, seria campeão com 2-0. No fim, deu Furacão, 1-0, com gol de Alex Mineiro em jogada de contra-ataque: bola de Kléber para Fabiano, que bateu cruzado; Silvio Luiz espalmou e Alex aproveitou o rebote. Era o oitavo dele nos 4 jogos da reta final. O Atlético deste ano é mais operário que técnico, mas todo time precisa de uma estrela na hora H; quem será em 2012? Aposto em Marcelo, 13 gols na Série B.

Opine!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s