Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 03/10/2012

Alex e o Coritiba

Alex rompeu com o Fenerbahçe da Turquia nessa semana. Por coincidência, às vésperas do aniversário de 103 anos do Coritiba, no próximo dia 12. É o que basta para um alvoroço da volta do meia ao clube. Bem, em primeiro lugar, até pode sair acerto já, mas é preciso deixar claro que Alex não joga no Brasil em 2012. As inscrições estão encerradas e o único time brasileiro que ele poderia defender nessa temporada seria o Corinthians, em uma improvável negociação para o Mundial. Para 2013, o Coxa disputa o meia com Palmeiras e Cruzeiro. Coxa-branca declarado, Alex foi ídolo do clube sem justificar isso em campo. Ficou pouco tempo. É bem-quisto por nunca deixou de se assumir coxa, mesmo com outras camisas, sem fazer média. Noves fora o risco da Série B (tão vivo para o Palmeiras quanto para o Coritiba) e a Libertadores, não existe outro caminho para Alex que não seja o Alto da Glória. Que o diga Ronaldinho.

Intolerância

Neymar entra em campo cercado de crianças gremistas no Olímpico. Por aqui, Lucas é cuspido e uma fã de 13 anos, infiltrada na torcida do Coritiba, é acossada junto com o pai, enquanto ganhava uma camisa do jogador. Em São Paulo, um turista escocês é constrangido e retirado da área VIP (aquela dos bem nascidos) por estar desavisadamente com a camisa verde e branca do Celtic em meio a corintianos. Quando foi que desaprendeu-se educação no Paraná e em São Paulo? Não há justificativa que aplaque os péssimos exemplos de intolerância nos dois estados. Os gaúchos, por sua vez, mostram que sabem levar o futebol como ele é: um esporte. A flauta de que colorado não tem azulejo, “tem vermelejo”, não passa pro campo da hostilidade. É folclore inteligente. Ainda dá tempo de aprender.

Longe de casa

O número mágico do acesso pode chegar a 69; historicamente é 64. O Atlético deve perseguir algo em torno disso para voltar ao seu lugar na elite nacional. Começa no sábado, contra o América-MG, mas passará por importante decisão em São Caetano do Sul, no dia 03/11, contra o time da casa. Será um dos três jogos contra concorrentes diretos longe de Curitiba (Vitória e Criciúma são os demais) e o mais decisivo deles, justamente no palco da maior glória rubro-negra. Daqui até lá, no entanto, o Furacão não tem mais direito a erro. Como observado semana passada, será um trabalho com a cabeça, porque os pés que aí estão não podem ganhar companhias mais qualificadas.

Um ano

Passa voando. Essa coluna marca um ano de nosso convívio semanal aqui no Metro. Um jornal que pegou a cidade de jeito, ganhou pela qualidade e objetividade. Só tenho a agradecer a confiança da casa, o respaldo pela liberdade e, principalmente, o carinho e a sua participação, leitor, opinando, criticando, pautando e debatendo. Que continuemos assim.

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