Copa do Brasil: nervos à flor da pele

Quarta, Atlético x Cruzeiro; quinta, Paysandu x Coritiba. Os dois jogos, no início da reta final da Copa do Brasil (16 clubes seguem), tomaram dimensões acima do esperado em rivalidade extra-campo. O blog apresenta o que vai apimentar a disputa nesse meio de semana:

Atlético x Cruzeiro (jogo de ida)

Movimento no Facebook acirra ânimos para o jogo

Historicamente, cruzeirenses e atleticanos são aliados. Mas isso pode ter mudado desde o final do Brasileirão 2011. Tudo por conta do resultado do Cruzeiro contra outro Atlético, o Mineiro. O placar de 6-1 no clássico mineiro levantou muitas dúvidas, nenhuma apurada. O Ministério Público de Minas até ensaiou uma investigação, mas parou quando os organizadores do movimento citado nesse post, ambos torcedores do Galo, retiraram a petição online.

Ainda assim, a Raposa vem a Curitiba na mira dos rubro-negros, como mostra a imagem acima, retirada do Facebook. E debaixo de pressão, como conta o blogueiro Vinícius Dias, do “Toque di Letra”:

“Após ser eliminado nas semifinais do estadual, o Cruzeiro de Vágner Mancini enfrenta o Atlético/PR na quarta-feira, na Vila Capanema, visando reconquistar a confiança de seus torcedores. Decepcionados com a eliminação prematura no Estadual, os cruzeirenses se manifestaram, através das redes sociais, exigindo a saída do treinador, que tem contrato com o clube até Dezembro.

Mantido no cargo, Mancini promoverá duas alterações em sua equipe titular. Vetado pelo Departamento Médico, o uruguaio Victorino será substituído por Alex Silva, que fará sua estreia com a camisa celeste. Montillo, contundido, é outro desfalque. Souza, relacionado pela 1ª vez desde que chegou ao clube, e Wallyson, artilheiro da Libertadores 2011, com sete gols, disputam a vaga.

Esse será o quinto encontro entre as equipes pela Copa do Brasil. Nos duelos anteriores, muito equilíbrio: foram três empates e uma vitória cruzeirense. Em 1999, os curitibanos levaram a melhor. Um ano depois, os celestes saíram classificados, com dois gols do ex-atleticano Oséas.

Duelo de artilheiros

Goleador do Campeonato Mineiro, com 11 gols, o centroavante Wellington Paulista (ex-Paraná) tem se destacado nesse início de temporada, e é a principal arma da Raposa. Do outro lado, o equatoriano Joffre Guerrón (ex-Cruzeiro) é quem dá as cartas. Artilheiro da Copa do Brasil, com seis gols, ao lado do são-paulino Luís Fabiano, o meia-atacante tem incomodado os adversários.

Conexão América

Única possibilidade de título nesse semestre, a Copa do Brasil é também o caminho mais curto para se classificar à Taça Libertadores, torneio que o Cruzeiro disputou nas últimas quatro temporadas. Conscientes das dificuldades, os atletas da Raposa pregam respeito ao rival paranaense.”

Paysandu x Coritiba (ida: 1-4 Coxa)

A parada parece liquidada, certo? Não é o que pensam os jogadores e torcedores do Paysandu. Em Belém, um posicionamento do jornalista da Rádio e TV Transamérica Curitiba Dorival Chrispim fez com que o jogo se tornasse questão de vida ou morte para a torcida do Papão. O Coxa está sendo tratado como inimigo número 1 dos bicolores – e a expectativa é que o Mangueirão esteja lotado para a partida.

Quem conta a versão paraense da história é o jornalista Pedro Loureiro, dono do blog Pedrox:

Jogo com o Coxa tornou-se questão de honra para o Paysandu

“Os Vingadores do Futebol Paraense

Em cinemas abarrotados, filas quilométricas se formam para o filme que conta a história de super-heróis reunidos para uma missão especial, mas que falham miseravelmente em função de desentendimentos por vaidades e interesses difusos. Isso muda quando os protagonistas descobrem um objetivo comum, uma convicção que os motiva a lutar com todas as suas forças.

Quando pisou no Couto Pereira contra o Coritiba, o Paysandu disputava pela primeira vez uma oitava de final de Copa do Brasil. No cartel a campanha invicta na competição. Ter passado pelo Sport Recife com a autoridade de duas vitórias e goleada histórica em plena Ilha do Retiro dava a sensação de que vencer no Paraná não era algo impossível, mas a postura apática de um mal-escalado Papão e os 3 gols sofridos ainda no primeiro tempo escancararam a dura realidade de um clube que está na série C, eliminado pela campanha irregular no campeonato estadual e com orçamento 12 vezes menor que o do adversário.

O gol marcado por Tiago Potiguar e o pênalti defendido por Paulo Rafael no segundo tempo deram nova face ao confronto e ao Papão a esperança de que era possível reduzir a diferença e até empatar, se o ataque não perdesse tantas oportunidades. O pênalti convertido após expulsão do goleiro Paulo Rafael no finalzinho da partida poderia ter sido a pá de cal nas pretensões bicolores, que precisa vencer o jogo do volta em Belém por pelo menos 3 gols de diferença. A fatura estaria liquidada, pois a torcida do Paysandu – impaciente com os recentes fracassos do clube – não tem comparecido em grande número nos últimos jogos e a desclassificação iminente transformaria o Mangueirão em um campo neutro, sem torcida. Tarefa fácil para a classificação do Coxa.

A virada no roteiro aconteceu ainda no Couto Pereira, após o fim da partida, quando Dorival Chrispim, da rádio Transamérica, entrevistou o jogador bicolor Harisson, que havia entrado no segundo tempo, melhorado a movimentação do time e ainda substituiu o goleiro na sua expulsão:

http://transamerica.tv.br/Futebol/jogador-harison-do-paysandu-sai-em-defesa-da-torcida-do-papao.html

O evidente tom de deboche do radialista e a defesa veemente que o meio campista bicolor fez da torcida do Paysandu funcionaram como uma bomba motivacional em Belém. Se imprensa, clube e torcida andavam se desentendendo no decorrer da temporada, Dorival Chrispim fez com que todos se unissem. Vários jornalistas paraenses desafiaram o apresentador a vir para Belém ver de perto a vibração da torcida, a fiel – que não andava tão fiel assim – está comprando ingressos como se fosse uma final de campeonato e o Mangueirão quando fica lotado ferve e faz o time do Papão jogar como se lutasse por um prato de comida.

Talvez o obtuso radialista não tenha estudado o bastante para saber que quando o Paysandu esteve na primeira divisão, batia recordes com as maiores média de público do futebol brasileiro, mesmo figurando por muitas rodadas na zona de rebaixamento. Se tivesse feito o dever de casa, o radialista saberia que contra o Boca Juniors, na Libertadores da América de 2003, o Paysandu levou 65 mil torcedores ao estádio em dia de greve de ônibus com ingressos custando em média R$ 50 e também saberia que o torcedor paraense é um dos mais apaixonados do Brasil, não importa a divisão que seus times estejam.

O Papão, que precisa vencer por 3 a 0 para se classificar, volta ao papel de franco atirador e sabe da força do time Coxa-Branca. A torcida não tá nem aí para as estimativas desfavoráveis e em dois dias já comprou 20 mil ingressos – o dobro do público presente no Couto Pereira no jogo de ida – e está enfrentando sol e chuva nas filas para comprar mais. Espera-se a liberação da capacidade máxima do Estádio Olímpico do Pará (42 mil torcedores) para alcançar o recorde de público da Copa do Brasil de 2012. O torcedor do Papão sabe que a tarefa é dificílima, mas acredita que é capaz de empurrar o clube na superação de seus próprios limites.

Dorival Chrispim do alto de sua arrogância, mexeu no vespeiro e dificultou a vida do Coritiba, que perdeu a oportunidade de fazer um jogo tranquilo. Podem dizer que o Papão não tem estrutura, que falta dinheiro, que o futebol é desorganizado e que está na série C por (de)mérito próprio… Isso tudo é verdade. Porém, jamais mexam com a entidade que faz o futebol paraense sobreviver apesar de todas as dificuldades: a sua apaixonada torcida. Este foi o erro de Dorival, que despertou no torcedor e no time do Paysandu um legítimo espírito vingador!”

*Nota: Os dois textos, de Cruzeiro e Paysandu, são de autoria dos colegas blogueiros e ilustram o outro lado das séries eliminatórias entre as equipes, sendo assim um reflexo da opinião de cada um.

19 comentários sobre “Copa do Brasil: nervos à flor da pele

  1. Me desculpe, mas errado foi o jogador de falar uma besteira como aquela. O radialista fez o que qualquer um faria, saiu em defesa da torcida do Coritiba, torcida que dá a audiência que a sua rádio precisa. O que não precisava era criar essa celeuma toda por isso. Todos sabemos da força da torcida do Paissandu, o que não parece é que o tal jogadorzinhe (assim no diminutivo mesmo) é que não percebeu a força da torcida do Coritiba, que se por um motivo ou outro não lotou o estádio no jogo contra o Papão, é sim uma imensa torcida.

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  2. O que ninguém acreditava aconteceu! Vocês sabem a quanto tempo a torcida do paysandu não poe 50 mil torcedores no mangueirao? Muito tempo, todos nós estamos cansados de ver tanta vergonha, nosso time que ja foi carrasco de clubes de toda a america (vide boca-jrs, penarol-uru, cerro portenho, universidad catolica, dentre outros), hoje consegue perder classificação para a série B para times inexpressivos como salgueiro-pe e icasa-ce. Esse jornalista fez a torcida do paysandu tomar vergonha na cara e se indignar! Nós que ja tivemos a melhor MEDIA DE PUBLICO DO BRASIL EM 2002, queremos fazer o nosso papel e mostrar que um time de série A, pode ter mais estrutura, mas nunca superará a força de uma torcida do Norte e de série C! AMIGOS QUINTA FEIRA RESPEITEM A TORCIDA DO PAYSANDU, POIS SERÃO 50 MIL GRITANDO É BICOLOR É BICOLOR OLÊ OLÊ OLÊ!

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  3. Olá Napo,

    Há tempos tenho lido em diversas matérias, colunas e blogs sobre as tais uniões das torcidas. Nesta você comenta que as torcidas do CAP e do Cruzeiro são aliadas. Gostaria de manifestar o meu sentimento de contrariedade cada vez que leio uma coisa destas, cada vez que vejo alguém comentando que as torcidas são amigas e blá blá blá… me vem na cabeça as cenas de barbarismo que ocorrem a cada jogo de um time contra o suposto “aliado” do rival.
    Jogos como atlético x atlético MG, Coritiba x Cruzeiro, Coritiba x Figueirense, Atlético x Avaí, entre vários outros, são motivos de preocupação profunda.
    Como torcedor não vejo porque o Atlético MG devia ser mais ou menos rival do que o Cruzeiro. Os jogos contra os dois times valem os mesmos 3 pontos. O grande problema são essas gangues chamadas torcidas organizadas, que como todas as organizações criminosas arranjam aliados e inimigos.

    Não sei se você concorda comigo, mas gostaria muito que profissionais da mídia passassem a condenar estas uniões, que não passam de conluio de facções criminosas que têm brigado pelo Brasil inteiro.

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    1. Concordo em linhas gerais. Citei porque é fato. Sei também que não podemos generalizar, mas no geral, as facções organizadas tem como princípio básico dessas alianças uma troca de proteção quando há viagens. Em síntese, alguém pra brigar junto.

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  4. Esses caras do norte adoram se fazer de coitadinhos. O tal do Harison provocou, disse que a torcida deles era bem maior que a do Coxa, o Chrispim apenas rebateu! Só rindo desses caras mesmo.. rs
    No atleTiba tinha 20 mil coxas, contra o Paysandu 10 mil até foi muito! E óbvio que eles vão lotar o estádio, é o jogo mais importante deles no ano! muito diferente do Coxa…

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  5. A torcida do Paysandu não vai lotar porque “é o jogo mais importante do ano”, a Copa do Brasil é um sonho distante…para nós subir pra série B é bem mais importante.

    A torcida do Paysandu vai lotar porque foi ofendida e ultrajada. Todos nós sabemos que a torcida do Paysandu é maior que a do Coritiba, as pesquisas provam isso, as médias de público provam isso…

    Por um acaso do destino, somado a incompetência da diretoria, hoje o Paysandu tá na série C. Mas vocês, torcedores do Coxa, sabem a verdade. Sabem que nós sempre lotamos mais o estádio que vocês. E aqui eu não tô querendo desmerecer a torcida do Coritiba, a final da Copa do Brasil do ano passado foi uma das festas mais lindas que eu já vi enquanto torcedor.

    Mas é que nós somos incríveis mesmo, lotamos o estádio com o time na série C, falido e tudo mais. É difícil aceitar, mas é a verdade.

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  6. Sem demerito ao Paysandu mais faz anos que não ganham nada e nem participam acho que o que Crispim fez foi dizer que o Coritiba da serie A é maior do que o Papão e isso pode ver até no ranking sou paranista sei Que no Jogo com Palmeiras eles eram favoritos e o que me importou foi eu e mais 14 mil paranistas debaixo de muita chuva estava empurrando pra nós o maior e melhor time do mundo..Portanto torcida do Papão não se apegue a isto veja os defeitos e corrijam e dêem a volta por cima..isto sim mostrará a Grandeza de vocês boa sorte o sol brilhará um dia pra vcs e como nós vamos a lutar..Boa sorte de um paranista sofredor…mais feliz…

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  7. Claro que lá vai mais gente ao estádio. Aqui em Curitiba vc tem muito mais coisas para fazer. Guardadas as devidas proporções, lá em Belém um jogo é uma oportunidade única de fazer alguma coisa boa. E aqui o ingresso custa quase 10x mais. Mas eu acho que não é certo ficar tentando provar quem é maior que quem no futebol.

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  8. O jogados do Paysandu, talvez, tenha se expressado mal, oq ele quiz dizer é q a torcida do Paysandu no dia do jogo de volta seria maior q a do Coritiba no jogo de ida e o radialista entendeu q estava falando de quantidade de torcedores e ainda veio com o argumendo de q “como uma torcida de seria A pode ser menor q uma da seie C” para um radialista, reporter, etc q vive desse tipo de informação ele esta muito mal informado e aqui vai ter a resposta para sua falta de estudos e educação pois teve um outro radialista q!!!

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  9. Acho que o Harison foi mal interpretado pelo reporte, quando ele disse que a torcida do Paysandu era maior, ele queria dizer com relação a torcida que estava presente no estádio naquele dia.
    Mais os números mostram que a torcida do Paysandu é maior que a do Coxa.

    Bora Papãoooo!

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  10. Acho que o Harison foi mal interpretado pelo repórter, quando ele disse que a torcida do Paysandu era maior, ele queria dizer com relação a torcida que estava presente no estádio naquele dia.
    Mais os números mostram que a torcida do Paysandu é maior que a do Coxa.
    Bora Papãoooo!

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  11. Antenor, essa tua desculpinha não funciona. Já fui a Curitiba algumas vezes e não tem tanta coisa assim para fazer, além do que, quem é torcedor de verdade vai ao jogo do seu time em todas as situações. Pelo visto você não tem a mínima noção do que acontece fora de Curitiba.

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  12. Esse Antenor foi infeliz, tambem ja fui em Curitiba algumas vezes, e o pessoal vai a floripa fazer alguma coisa, com certeza a torcida paraense e mais apaixonada do que do coxa, porem, infelizmente o time e muito melhor…Fato !!!

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