Copa 2014: O Atlético vai jogar no Couto Pereira? – Reportagem #1

Essa é a segunda parte da série que apresentarei aqui no site, com temas referentes ao Mundial 2014, especialmente nos assuntos que envolvem Curitiba. A primeira, que apresenta a votação da maneira como a Arena será concluída, por decisão do Atlético, está aqui.

A pergunta acima é a polêmica da vez envolvendo os rivais paranaenses e a Copa 2014 e respondendo-a objetivamente: ainda não se sabe. Mas tudo desenha-se para isso. Agradando ou desagradando, o fato é que as chances de o Atlético ir jogar no Couto Pereira durante as obras do Mundial-14 são muito grandes. E o principal motivo está logo abaixo:

Artigo 17 do regulamento geral de competições da CBF: ele define.

(Nota importante 23h11: o artigo 17 do RGC de 2010 tem o mesmo teor que o artigo 7 do de 2011 e é nele que se baseia o texto. A alteração já foi feita por mim abaixo, em nota pé, para manter o texto original e não dar margem a possíveis interpretações equivocadas quanto a lisura e conduta deste blog. Peço que reparem no horário da edição ao final do texto e que tenham o bom senso de saber que o assunto em si não tem alteração, já que o teor dos artigos é o mesmo. Agradeço a todos os que me fizeram a observação através dessa importante linha de diálogo. Sigam com o texto original:)

Esse é o artigo 17 do Regulamento Geral de Competições da CBF, que deixa claro em seu texto que a opção para que o Atlético jogue no Couto Pereira ou em qualquer outro estádio do País, ainda que “a revelia” do dono, depende da confederação. Que é a principal interessada na realização da Copa do Mundo 2014 no Brasil, mais até que o Governo Federal. (Clique na imagem e tenha acesso ao regulamento inteiro).

Há poucos dias, na Rádio Banda B, pela primeira vez o presidente do conselho deliberativo do Atlético, Glaúcio Geara, admitiu interesse no Couto. Ontem, no programa Balanço Esportivo da CNT, Mário Celso Petráglia, que irá tocar as obras da Arena, declarou que “Minha preferência, e meu objetivo, é o Atlético Paranaense jogar no Couto Pereira durante o tempo necessário para as reformas da Arena da Baixada.” E além da relação extra-campo com o homem-forte do Coxa, Vilson Riberito de Andrade, Petráglia se baseia no artigo já citado.

É preciso que você, leitor, tenha isso em mente: a decisão será política. A rejeição da torcida coxa-branca quanto ao possível empréstimo do estádio ao Atlético pouco ou nada pesará na escolha. De fato, até mesmo a diretoria do Coritiba pode ficar de mãos atadas, ou ao menos com esse álibi nas mangas, já que também terá interesse no Mundial em Curitiba. Se a CBF pedir, o Coritiba terá que atender e emprestar o Couto Pereira ao Rubro-Negro. Ou então descumprirá uma norma do regulamento da entidade e estará sujeito a punições.

Claro que as coisas não serão tão simples assim. Existem negociações em andamento. O Couto Pereira, acima de tudo, é uma propriedade privada e, para ser utilizado, tem custos. E alguém terá que cobri-los. E aí entram as entrelinhas.

Conversando com diversas pessoas diretamente ligadas ao assunto, seja no Governo, no Atlético, no Coritiba, na FPF e no Paraná Clube, cheguei a percepção de que o Atlético mandará os grandes jogos no Couto e os menores na Vila Capanema, que passará por uma reforma para tal. Há um consenso de que esse é o caminho a ser seguido, embora nada ainda seja oficial.

Na entrevista exclusiva que me concedeu há poucos dias, o vice-presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade, disse não ter sido procurado por ninguém da diretoria atleticana, mas admitiu conversar e levar uma possível parceria ao conselho alviverde. Acompanhe:

Enquete: site coxanautas

O Coritiba poderá optar por esse caminho ou o do conflito. É claro que o primeiro pode ser mais rentável, ainda que desagrade a maioria da torcida, como mostra a enquete do site Coxanautas, ilustrada aqui ao lado. Uma negociação pode envolver boas indicações para que o CT do Coxa, atual ou o futuro, receba uma grande seleção no mundial. Pode também mobilizar uma parceria conjunta de plano de sócios, que será base para o Atlético, nos planos do ex-presidente atleticano Mário Celso Petráglia. E também dará crédito futuro para uma eventual utilização da Arena, se assim for necessário para o Coxa.

Vale dizer que o evento é da cidade de Curitiba. E assim prefeitura e estado trabalham juntos para que o melhor se apresente. E o melhor para abrigar o Atlético é o Couto Pereira.

O caminho do conflito já foi vivido pelo Coritiba em 1989. Mesmo munido de uma liminar da Justiça, acabou rebaixado pela CBF por um WO contra o Santos. As consequências foram drásticas: o time chegou a cair para a terceira divisão (não disputou) e só voltou a elite em 1995.

Significa que o Coxa terá que engolir com farinha? Não. Mas terá que ser extramente hábil fora de campo para evitar que o rival utlize seu estádio. Terá que convencer CBF, prefeitura e estado de que não quer e precisa ceder o estádio. E abrir mão de algumas benesses. Vale a pena? O clube saberá.

A influência política é que definirá isso, repito. Em 2005, a prerrogativa de usar ou não o Couto Pereira também era da CBF. Engana-se quem pense o contrário. Nas pesquisas para esse texto, cheguei a ouvir que “o Atlético não quis o Couto”. Balela: o São Paulo FC foi mais influente e fez valer o regulamento de mínimo de 40 mil pessoas em decisões Conmebol. O laudo de cerca de 37 mil pessoas seria driblado caso a CBF quisesse. Foi assim no ano seguinte, quando Pachuca-MEX e Colo-Colo-CHI decidiram a Sul-Americana em dois jogos com menos de 40 mil pessoas. E nesse ano, quando o Santos venceu o Peñarol no Pacaembu – também menor que 40 mil lugares.

Por fim, também há rejeição da torcida atleticana. Boa parte da torcida rubro-negra, motivada pela rivalidade, não quer ir para o estádio do rival – ainda que saiba que são poucas as opções. Também deve dar em nada. Como revelou na apresentação que fez para captar para si o projeto da conclusão da Arena, Mário Petráglia baseia parte da engenharia financeira no número de sócios que o clube tem/terá. É o que aponta o infográfico abaixo, apresentado pela Gazeta do Povo há poucos dias.

Arte: Gazeta do Povo

O Couto Pereira é o único estádio que comporta a quantidade de público que o Atlético projeta ser necessário como sócios para levantar a verba.

Como já projetado acima, uma parceria entre os departamentos de marketing dos clubes poderia aumentar o volume de sócios de ambos. Diminuiria também os custos de manutenção do Couto, pelo período do possível acordo.

E em campo manteria-se a vantagem de se jogar em Curitiba. Os mineiros, em especial o Atlético-MG, têm sofrido muito com os jogos longe de Belo Horizonte. A campanha do Coritiba em Joinville, em 2010, foi exceção: os clubes que saem de casa passam apertado.

E é claro que muito do que se leu acima passa pela permanência do Atlético na Série A do Brasileiro em 2012 e pelo período da obra. Se a demanda for menor que a oferta de lugares, esvazia-se o problema.

A última vez em que o Atlético usou o Couto Pereira como mandante foi em 2005. Na ocasião, usou-o em dois jogos, de portòes fechados, cumprindo pena do STJD: 0-0 contra Figueirense e Fortaleza. Mas para os mais radicais vale a lembrança: o clube utilizou-se do Couto Pereira com frequência até 1999, quando inaugurou a Arena. A última vitória com torcida presente como mandante foi na Seletiva daquele ano, 4-2 sobre o São Paulo.

O tempo – e só ele – vai apontar o que vai acontecer. O papel da imprensa é observar, relatar e alertar. Esse artigo tem esse objetivo. Os dados que aí estão não são segredos. O trabalho de apuro de reportagem vem sendo feito há tempos, na tentativa de se descobrir um futuro que interesse a você, leitor.

Editado às 16h20 de 02/08:

O leitor Eduardo “EduZen” nos traz mais um detalhe: a mudança do Artigo 17 no RGC de 2011. O texto em si tem pouca ou nenhuma alteração na essência, mas vale o registro. Agora a parte sobre os clubes está no Capítulo 7, sendo que no 6 o mesmo termo é usado para definir o poder da CBF junto às federações. Eis o link:

http://www.cbf.com.br/media/92595/cbf%20-%20regulamento%20geral%20de%20competicoes.pdf

A novidade mostra que a alteração anual do RGC pode influir na decisão que, repito, está ligada ao ambiente político.

No próximo post da série vamos discutir: a quem interessa a Copa 2014?

Aguardo você e suas opiniões para um debate sadio nos comentários e/ou no Twitter.

36 comentários sobre “Copa 2014: O Atlético vai jogar no Couto Pereira? – Reportagem #1

  1. Artigo 17 do regulamento geral de competições da CBF.
    Regulamento geral de competições da CBF. Está bem claro…CBF, competições que ela
    administra. COPA DO MUNDO é da FIFA. O que diz o regulamento geral de competições da FIFA? Se no regulamento da FIFA, não dizer nada, pois a COPA DO MUNDO É DA FIFA…Vão jogar no campo do Capão Raso!!! Será que tem como usar isso como argumento jurídico?!

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    1. Artur, bem vindo ao blog.

      A confusão que alguns estão fazendo em relação ao assunto é a mesma que a da sua colocação: embora o Atlético estará fora da Arena em virtude de um evento Fifa, os campeonatos que ele disputará nesse período são da CBF e da FPF. Logo, se a CBF requisitar, o clube poderá sim jogar no Couto Pereira, como versa o artigo. No próprio artigo são colocadas outras situações, convido-o a reler.

      Abraços e participe sempre!

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    2. mas o atlético (infelizmente) vai utilizar (espero que não) o couto pereira pra jogar o brasileirão cara. A arena vai ficar fechada por causa da copa do mundo, mas o atlético vai usar o estádio substituto nas competições nacionais mesmo.

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  2. Parabéns pelo post.
    Está bem amplo e denso.
    Discordo da parte da CBF. Primeiro porque a CBF não ganha nada ao se impor contra o Coritiba. Ainda mais deve-se considerar que o Atlético terá opção de jogar em outros estádios que estejam disponíveis, como o do Paraná e até mesmo, o Pinheirão. Para a CBF fazer articulações políticas pelo pinheirão é melhor que se indispor com o Coritiba. Assim, parece-me evidente que chances do Atlético jogar no Couto contra a vontade do Coritiba são mínimas.
    Por isto acho que o seu raciocínio neste aspecto foi, com todo o respeito, imaturo.
    De qualquer forma, no mais, desenvolveu muito bem sua idéia. Inclusive na parte administrativas, custos, Copa 2014, opinião da torcida e dirigentes.

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    1. Ricardo, bem vindo ao blog!

      Obrigado pelo elogio. No entanto, peço que releia a parte da CBF. O que diz ali, tanto no texto do RGC quanto no artigo que eu redigi, é que a CBF pode requerer qualquer estádio. Não se excetua Pinheirão ou Vila Capanema; o Couto Pereira é citado e alvo central da análise por ter sido citado por dois dirigentes atleticanos, um deles deixando a base da engenharia financeira atrelada ao uso do estádio coritibano.

      Além do mais, realço que o Coritiba PODE ser obrigado a ceder, não que será; como o artigo diz, valerá a decisão política. Mas vale dizer que o Atlético é parceiro da CBF, da prefeitura e do Estado na realização do evento, que é de organização dos três últimos. O que nos leva ao raciocínio central.

      Pra encerrar, não é uma idéia minha. É uma dúvida que surgiu na conversa sobre o tema com amigos coxas-brancas e atleticanos, me perguntando se há mesmo algum dispositivo que gere obrigação de empréstimo. E sim, há. Meu papel foi trazer essa discussão, na qual não tenho lado algum, a tona. Como um jornalista deve fazer.

      Abraços e obrigado pela visita!

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    2. A CBF vai requisitar e pronto. Napoleão está certíssimo em sua colocação. São muitos interesses envolvidos e creio que a CBF é a maior interessada na realização da copa do mundo, custe o que custar. Não creio que um atrito criado com o Coritiba seja de tanta importância, pois o coritiba não é tão influente assim.

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  3. Lógico que há o lado político, mas o artigo não fala COMO se dá a cessão. Achei teu texto tendencioso por conta disso. O Coritiba pode bater o pé alegando, por exemplo, que não está se negando a ceder o estádio, mas sim quer R$1mi/jogo. E aí?

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    1. Bandeira, bem vindo ao blog!

      Se achou tendêncioso, por favor, me diga qual a tendência. A única intenção do texto é trazer a baila o porquê de tanta gente dizer que há um dispositivo que obrigaria o Coritiba a ceder o estádio, como já foi dito por várias partes envolvidas e admitido até pelo Vilson Ribeiro.

      Quanto às negociações, nenhuma parte falou em valores. Apenas que há a intenção por parte do Atlético e que o Coritiba poderia levar isso ao conselho. A suposta pressão da CBF com base no artigo citado é apenas um elemento na negociação – o que está no texto.

      Abraços!

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  4. Realmente, a CBF pode obrigar o Coritiba a emprestar, mas pq fazer isso se eles podem ter a Vila Capanema sem problemas? O Coritiba pode usar esse argumento junto à CBF.

    Quanto o Paraná Clube joga contra um time do eixo, atualmente, eles usam a Vila, pq o Atlético Paranaense não pode fazer o mesmo? Não sei quantas pessoas cabem lá mas deve beirar os 20 mil, com a reforma que pretendem fazer, pq não ampliam a Vila? Com certeza do lugar que está saindo dinheiro para fazer essas obras da Arena, conseguirão para o Estadio do Paraná, assim, já impede esse clube de buscar “isonomia” pois ele também está sendo beneficiado…

    Quanto aos benefícios que virão ao Coritiba, acredito que o Vilson Ribeiro já está se adiantando em relação a isso…

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  5. Sou Coxa, não achei tendencioso o seu texto, porém, gostaria de perguntar, se vc acha justo depois de tantos dirigentes atléticanos desdenharem do estádio, chamando de “Pinga Mijo” e outros termos chulos, além de que, o sr Mario Celso Petraglia falar q o Coritiba nunca iria usar o estádio de “primeiro mundo” deles, agora nós, sermos obrigados a ceder o estádio? Você, provavelmente dirá, como até já vi no programa, dizendo q todos ganharam com a Copa, vc, eu e a maioria sabemos que quem vai ganhar mesmo, é quase que exclusivamente, é o Atlético que terá um estádio fifa novinho com custo de 180 milhões gastandando “apenas” 40 milhões. E pelo que fiquei sabendo, realmente é obrigatório o empréstimo do estádio, porém cabe ao proprietário definir o custo. Ainda dara muito pano pra manga esse tema.

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    1. Cadu, bem vindo ao blog!

      Acho que podemos separar em 3 os assuntos da sua pergunta:

      1) Não trato de justiça ou não-justiça, até pq esse é um sentimento muito particular. Como jornalista, meu papel é trazer a público esse tipo de questão. E aí cada um faz seu julgamento. No entanto, devo lembrar que estamos falando de negócios e, se for interessante para as partes, pode ser feito. Esse julgamento cabe aos envolvidos.

      2) Sou contra a Copa e as Olimpíadas no Brasil. Um país pobre, ou pelo menos em desenvolvimento, como o nosso, não pode arcar com esses eventos. Mas eles vieram. Não tem mais volta. Então é entender o processo e saber utilizar o potencial de crescimento. Aliás, o próximo post será sobre isso: a Copa é boa pra quem? Convido-o a voltar.

      3) Nunca disse que o Atlético não ganhará com a Copa. É evidente que sim: conseguirá um estádio novinho a custos baixos, subsidiado pelo Governo (também explicarei em breve se o Potencial Construtivo é ou não $ público). Mas existe um porém: o evento é da cidade (e dos cidadãos) e o Atlético foi o parceiro escolhido por ter o melhor projeto. Isso tbm não pode ser ignorado. E não adianta mais ser discutido, porque não há mais volta. Acredito que o caminho para Coritiba e Paraná é tentar achar seu papel no processo.

      Por fim, concordo: dará muito pano pra manga ainda!

      Abraços!

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  6. Muito bom o texto e, também, as contestações a ele feitas por leitores. Que bom ter um espaço democrático onde podemos discutir os assuntos sem rompantes emocionais. Parabéns a você a aos leitores.
    Falando do texto, achei muito coerente a explanação. São dados e informações que devem ser levados em consideração quando for o momento da decisão.
    A Copa do Mundo em Curitiba, renderá frutos a todos os envolvidos com o futebol.
    Coritiba, Paraná, rádios, televisões, jornais, hotéis, enfim, uma gama ampla da sociedade receberá benefícios, por isso a importância de se decidir com a razão.
    Forte Abraço!

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  7. Tendencioso por omitir parte da história, oras. O texto passa a ideia de que pronto, já era, basta a CBF esfregar o artigo 17 na cara do Vilson que acabou o papo, ignorando todo o resto, como se fosse uma cessão gratuita, até. A citação da questão política também é feita assim, dando a entender que o Coritiba não tem poder de barganha algum, que vai ser obrigado a assumir uma postura completamente passiva porque essa seria a única opção viável – de modo maniqueísta, a segunda opção é a do conflito e a terceira evidentemente não existe. Ou, resumidamente, tendencioso por não haver a mínima análise crítica do artigo 17 (em todos os sentidos), o que compromete toda a interpretação, já que ela é decorrente dele. Também acho que um texto que se presta a jogar luz sobre o tema não pode se prender a uma hipótese apenas ou se furtar de ao menos citar todas as principais questões que permeiam cada uma delas. Só pra findar, lembro que em momento algum eu disse que você foi intencionalmente tendencioso, leve como a crítica construtiva que é. =)

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    1. Bandeira,

      Obrigado por entender o debate democrático que se abre sobre o tema. E realmente, se você acompanhar meu trabalho, perceberá que não tenho o menor pudor de debater temas que a maioria não aborda e tampouco fujo do diálogo – o que não significa que estou sempre certo.

      Peço apenas atenção a essa passagem, que tirei do próprio artigo:

      “É preciso que você, leitor, tenha isso em mente: a decisão será política. (…) Claro que as coisas não serão tão simples assim. Existem negociações em andamento. O Couto Pereira, acima de tudo, é uma propriedade privada e, para ser utilizado, tem custos. E alguém terá que cobri-los. E aí entram as entrelinhas.”

      No próprio artigo discorro sobre outras hipóteses. E pelo apuro jornalístico, percebo que as chances maiores são de o Atlético jogar os menores jogos na Vila Capanema e os maiores no Couto Pereira. Mas por ora tudo é tratado a sete chaves.

      E mais: a CBF ainda terá que tomar, se achar conveniente, alguma decisão para só então usar o artigo 17. Ela pode entender que não é necessário e o estádio é problema do Atlético. No entanto, sabe-se que o clube é parceiro dela, do Estado e da Fifa na ação, o que provavelmente seja um peso político.

      Aqui a casa é sua e o debate é franco e aberto. Seja sempre bem-vindo. Espero, com essa série que está só no #1, dar minha parcela de colaboração para que a Copa tenha o melhor e mais correto destino em Curitiba e no Paraná.

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  8. No trecho copiado você fala em custos, mas o preço não é composto só pelo custo. E, claro, ainda assim a questão não se trata apenas de preço.
    Eu realmente acho que não chegaremos num acordo. Não há inverdades no texto, eu só discordo radicalmente da entonação, por assim dizer.
    Agradeço pelo diálogo, afinal a coisa mais comum hoje é jornalista arrogante com blog que, ironicamente, é fechado à discussão. Sinceramente, não sou grande fã de teu trabalho no jornal e na TV, mas tenho me surpreendido com o blog.
    E, já que me abriste o espaço, voltarei para cornetar a Copa mais vezes. Hahaha!

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    1. Tranquilo, é sempre bem vindo. Aqui no blog tenho mais espaço, é uma mídia que permite aprofundamento.

      Abs!

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  9. Mas para a CBF o Couto não é inseguro? Não nos obrigaram a jogar em Joinville por uma invasão que em outros estados aconteceu até coisa pior e nada de punição? E se houver uma quebradeira pela torcida atleticana (que não seria novidade, para quem lembra de tempos passados), quem paga a pena? CBF, vai se catar. Sempre nos ferraram e agora precisam de estádio? Que vão jogar em Joinville!!!!

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  10. Realmente Signey.. concordo, quando o Coritiba precisou de estádio para jogar em 2010, utilizou o estádio do Paraná… quando precisou na época que foi mudado o gramado, utilizamos o estádio de Maringá… embora fossem competições distintas, o Atlético que vá para a Vila Capanema ou mesmo outra cidade.

    Não sei se alguns torcedores do Coritiba não ficarão decepcionados com essa diretoria, a ponto de deixarem de ser sócios… conheço muitas pessoas que são radicais em assuntos como esse.

    Não creio que o valor que seria cobrado para alugar seja algo muito lucrativo ao Coritiba, veja bem, de quanto é a renda em cada jogo com 15 mil pessoas? Falarão que são 15 mil sócios e o valor colocado no borderô para quem é sócio é meramente fictício, não é 100 reais como se fosse vendido ingresso no dia… sinceramente, os jogos em si não dão tanto lucro, imagine para dividir com algum outro clube… não ganharemos nada DO ATLÉTICO por isso, talvez do governo, quem sabe… mas vamos aguardar pronunciamento oficial!

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  11. Napoleão,

    Acho que vale a pena corrigir para não dar motivo de gracinhas.

    Conforme o Regulamento Geral das Competições, com validade a partir de 01/01/2011, o artigo 17 trata da não permissão de instalação de arquibancadas provisorias nos estadios.

    No Artigo 6 (Que compete à federação local), item 6, e Artigo 7 (Que compete ao clube que tiver mando de campo),item 11, lê-se “Ceder obrigatoriamente os seus estadios para as competições quando tais estadios quando forem formalmente requsitados pela CBF.

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    1. Perfeito Fábio, já havia feito a correção hj a tarde, embora o texto e o teor sejam os mesmos. Ainda assim sigo o seu conselho e coloquei acima um mini-editorial.

      Quanto as gracinhas, leitores inteligentes e focados no tema sabem que o conteúdo importante está preservado. E mantive o texto original por isso.

      É o seu caso. E por isso novamente agradeço.

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  12. sou totalmente contra o emprestimo do estadio para o atletico, o estadio foi escolhido por influencias internas do governo, pois o coritiba tambem tinha um projeto para fazer o seu estadio SEM NENHUM DINHEIRO PUBLICO ENVOLVIDO e foi barrado pela prefeitura, e agora eu te pergunto se ninguem ajudou o coritiba quando quiz fazer o seu estadio porque o coritiba vai tem que ajudar um estadio privando sendo construido com dinheiro publico e ainda emprestar o estadio que sempre foi chacotado pelos dirigentes atleticanos… E SEGUE A PERGUNTA, NAO FOI O DIRIGENTE ATLETICANO QUE FALOU QUE O COXA E DEZ ANOS ATRAZADO EM RELÇÂO AO atletico, POR QUE E QUE TEMOS QUE AJUDAR A ELES AGORA?

    E quem é que vai ganhar com a copa aqui, eu tenho certeza que não sou, meu salario nao vai almentar por isso, e o custo de vida de curitba vai ficar insuportavel… estou mentindo

    ENTAO ACORDA DIRETORIA ALVIVERDE SE A PRIORIDADE DO CORITIBA SÃO OS SEUS SOCIOS, E BOM PENSAR DUAS VEZES ANTES DE ACEITAR A PROPOSTA DO ATLETICO, E SO ESCOLHER PREFEREM EMPRESTAR O ESTADIO PARA ELES OU TER COMO ADIPLENTES 28 MIL SOCIOS, POIS SE FIRMAREM CONTRATO EU CANSELO O MEU SOCIO NO DIA

    ABRAÇOS SAV

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  13. O Coxa tem saídas para nao emprestar o estadio. Se nao as utilizar será por conivência da diretoria. Nesse caso, paro de pagar minha mensalidade e eles que se virem sem a verba dos sócios. Tenho certeza que muitos farão o mesmo.

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  14. Boa tarde, e incrivel como os (coxas) estao preocupados com o dinheiro publico ,.
    Eu pergunto (quem sao eles pra falarem de dinheiro publico???ou melhor de seguranca publica?)
    Meu DEUS ,quanta besteira falam,foram e sao ! esses mesmos q fizeram o quebra qubra d DINHEIRO PUBLICO NA FINAL DO BRASILEIRO!!! mas agora todo mundo esqueceu????.
    A Copa do Mundo vai ser otima pro Brazil e pra todo o pais !!!

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    1. Quebra quebra de dinheiro público? Meia dúzia de vândalos disfarçados de torcedores destruíram o patrimônio do clube, que por sinal nunca recebeu um centavo de dinheiro público e foi construído com o suor de verdadeiros coxas brancas, ao contrário do que está sendo feito com o A. Paranaense. Outra coisa, você não deve ser brasileiro, por dois motivos: Primeiro, achar que copa do mundo será uma boa coisa para um país q tem milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza e sem acesso a serviços públicos básicos é, no mínimo, alienação. E outra, escrever Brasil com “z” mostra o quanto você é “preocupado” com o nosso país e seu desenvolvimento.

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  15. Não sabemos quando enfim começará as obras no Joaquim Américo,mas já pararam pra pensar que se na última rodada do brasileirão o estádio já estiver em obras,o atletiba vai de novo para o couto pereira?

    O jogo pelo primeiro turno já vai ser lá,e no segundo turno?

    Ai seria inversão de mando,em um jogo que pode definir muita coisa.

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    1. Fábio,

      A última informação prestada pela direção do Atlético é de que o clube não sai da Arena em 2011. Que as obras não comprometem o uso até o fim do ano. Portanto, essa hipótese estaria descartada.

      Porém isso foi passado pelo presidente Marcos Malucelli e agora os assuntos da Copa são de responsabilidade de Mário Celso Petraglia (a construção, ao menos). Então há que se confirmar.

      Abs!

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  16. Na Minha opiniao nao devia, porq , da outra ves q teve um evento assim o coritiba tever joga na vila capanema , o atletico devia joga na vila tbm, e é uma vergonha usa dinheiro publico para ampliaçao d estadio

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  17. NÃO DEVE EMPRESTAR! DEVE BRIGAR POR UMA REFORMULAÇÃO OU RECONSTRUÇÃO DO COUTO. UM DIA O CORITIBA CONSTRUIU C DINHEIRO PRÓPRIO SEU ESTADIO E AGORA DEVE FAZER O MESMO P REFORMA/RECONSTRUÇÃO.

    USEM A VILA, USEM SC QUALQUER COISA, MENOS O COUTO.

    OBS: INTERROMPER A MAUÁ P REFORMA N TEM PROBLEMA NEHUM E A ESPAÇO O SUFICIENTE P DEMOLIÇÃO E RECONSTRUÇÃO

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    1. Cassiano,

      Peço que releia o artigo. O que digo sobre a matéria é que ela está se baseando na fonte errada: se alguém PODE pedir o Couto é a CBF e não a Fifa. O artigo, de agosto, antecipava essa confusão feita pelo colega do PRON e esclarece a questão. E não é um posicionamento pessoal.

      Releia com calma e entenderá.

      Abs!

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  18. o atletico tem que jogar porque a nossa torcida é muito grande e a vila capanema nao comporta tudo os tocedores rubro-negros por isso que eu acho que ele vai jogar la para voce lembrar o atletico tem mais de 18.900 torcedores socios e tem o restante da torcida

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